Conversinha Fashion » Zara
20 março 2012
Só pra constar…

Peças estampadas em tecidos leves possuem um efeito mais delicado do que o caracterizado por tecidos grossos, pesados. A observação é óbvia, mas deve ser sempre lembrada. O contraste entre desenhos e formas que cobrem o tecido, quando aplicados em superfícies suaves, é interessante e gera um efeito elegante.

Esse mesmo contraste gera um efeito ótimo entre corpo e roupa, tecido e pele. Quando há contraste de tom, o resultado é ainda melhor. Assim vale pensar que as estampas poluídas, cheias de informação, tendem a funcionar melhor quando possuem um tom que tem um certo contraste com as outras peças ou mesmo com o tom de pele.

A junção de estampas, por sua vez, gera uma certa confusão visual que é interessante e atual. Para funcionar basta que elas tenham tema semelhante ou cores que conversem. Simples assim. Pode ser ainda que uma estampa pareça a extensão de outra, um prolongamento, que liga as peças e gera harmonia.

Leves e lisos os tecidos colocam em evidência a forma, a modelagem, e com isso a roupa como construção passa a ser o destaque.

As imagens que ilustram o post são do lookbook da Zara.

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31 janeiro 2012
Calça estampada, arrisca?

Chamativa ela pode ser a próxima tendência a mudar suas ideias e dar vida ao seu guarda-roupa

Entre blogueiras e blogs de street style a peça aparece repetidas vezes. Nas lojas, também já é possível encontrar calças estampadas que podem sim ser levados para a “vida real”, sem colocar em risco a harmonia da silhueta ou mesmo sacrificar o visual do dia-a-dia. Para tal, basta ter uma leve dose de coragem.

Marcante, a calça estampada leva toda a atenção do look para a porção inferior. Com isso, pela teoria, é indicada para mulheres de silhueta triângulo e também para aquelas de proporções equilibradas, com ou sem curvas. No caso das mulheres com grande peso visual no quadril e coxas, vale investir em composições que alonguem o corpo como o todo. Mas, no geral, se a vontade é usar a calça, vale tudo! Sem medo de ser feliz. Afinal, uma peça tão estampada guarda forte toque de personalidade e é capaz de deixar alegre e confiante as mulheres de estilo criativo e/ou ousado – ou mesmo as que amam uma tendência.

No caso das modelagens mais larguinhas, a composição com peças igualmente amplas gera um resultado visual despojado, confortável e totalmente relax. Ponto par quem coloca bem estar como foco. Cores neutras, como branco ou preto, por exemplo, são exemplos fáceis para fechar o look. Se o desejo é um visual um pouco mais requintado, de silhueta alongada e pouco exagero, vale apostar em sapatos de bico fino, com ou sem salto, cavados e delicados, alongando totalmente as pernas. Uma jaqueta, blazer ou cardigan acinturado garante a cintura marcada que pode ser conseguida também com camisas de corte impecável. As camisetas também aparecem como opção, principalmente quando lisas. Um colar grande, exagerado, pode ser o toque final para um visual de editorial de revista.

A mistura de estampas também pode aparecer, na qual listras e bolinhas são detalhes interessantes, pensando na composição com padrões um pouco mais étnicos. Mais do que isso, vale apostar todas as fichas na simplicidade, em looks no qual a calça reina absoluta. Para tal, é preciso ficar de olho na numeração. Um modelo um pouco mais justo, colado no corpo, faz com que a estampa aumente as linhas do corpo mais do que tende a acontecer com calças soltas, largas, que geram aquela mágica confusão visual na qual roupas levemente amplas criam a sensação de emagrecimento visual. Não há como negar, uma calça estampada é pura atitude! Vale o risco.

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02 agosto 2011
Lojas viciantes e fidelização

Elas são envolventes, despertam ao extremo o desejo de compra; lojas viciantes possuem um amplo público fiel que, nas araras, sempre encontram o que precisam.

Elas fidelizam seus clientes com coleções interessantes, ligadas às tendências e forte sintonia (e respeito) com o corpo do consumidor. São porto seguro para mulheres que abastecem o guarda-roupa, estação após estação, com peças que não decepcionam – ao menos não ao extremo. São referência certeira nas buscas pelos itens imaginados, na construção fácil de looks interessantes.

A Zara é classica. Paixão de inúmeras mulheres, por todo o mundo, que dispensa apresentações. Mas, de toda forma, é uma rede de fast fashion que suga o melhor de todas as tendências e aplica em interpretações, as vezes bem literais, do que gera desejo de compra nas passarelas mais vigiadas do mundo. O que para alguns é ponto forte, a facilidade de interação com os produtos que ficam todos expostos, é uma desvantagem para outros, que gostam do contato e auxílio direto do vendedor.

Já a Shoulder é um exemplo claro de insersão das tendências em uma imagem de marca muito bem definida e estabelecida, que valoriza não apenas as mulheres jovens, mas as de todas as idades. Com um toque romântico, despojado, até as peças mais arrumadas são confortáveis e práticas. A distribuição dos produtos na loja, em blocos separados por tema, estampa ou estilo, também é ponto forte para os clientes localizarem em um amplo leque de opções aquela linha que mais conversa com seu gosto pessoal.

Atenção para a Le Lis Blanc que possui uma disposição muito parecida com a Shoulder, porém segue uma linha um pouco mais chique, apostando em tecidos sofisticados. Lojas amplas e arejadas, sempre frias, garantem o conforto. É esse clima refinado que faz da marca a queridinha das mulheres que querem ir além do romântico, que gostam de valorizar a elegância. O atendimento tende a ser simpático e bem direcionado, apesar de por vezes focar pelo excesso de elogios (algo que se repete em diversas marcas, por questão da própria vendedora). Assim, o que se tem como resultado é um ambiente propício para o distanciamento do real, que deixa o processo da compra muito mais divertido.

Enquanto isso a Farm conseguiu manter muitos de seus fieis seguidores mesmo após o boom da marca, com estampas alegres e divertidas que traduzem a identidade carioca. As modelagens, que quase sempre se repetem, são levemente alteradas pela utilização dos tecidos ou detalhes da vez, fazendo das coleções extremamente atuais – mas com forte personalidade. Até mesmo a pouca qualidade de algumas peças não atrapalha o sucesso da marca que é sucesso para jovens ou adultos de espírito leve e feliz.

Com pegada totalmente sexy, de rastros elegantes, a Bob Store abusa da feminilidade marcante para prender suas viciadas clientes. Estas aproveitam o estilo fatal da marca para explorar seu lado mais sensual, através do qual conseguem se sentir cada vez mais incríveis. Apesar do leque de produtos relativamente pequeno, limitado, as linhas são renovadas com boa frequência gerando a facilidade da exclusividade – ou da tão maravilhosa sensação da mesma.

Exemplos semelhantes são Arezzo, Santa Lolla, Espaço Fashion, Osklen, Animale, Richards, Colcci ou outras que, em seus contextos, possuem seus clientes fieis que conhecem cada e toda peça que chega, e sai, da loja. O cuidado, nesse vício e nessa forte sintonia com certas grifes, deve ser o de ganhar, por fim, um visual caricato ao extremo – quase que como um espelho do lookbook da marca.

Enfim, são imúmeras e variadas as marcas que conquistaram, e fidelizaram, seus clientes com a receita mais básica de sucesso no universo da moda. Produtos atuais, qualidade, ambiente confortável, marketing estável e equipe de vendas preparada. Esse mix, complexo, gera um resultado direto de satisfação em quem compra. Mais do que identificar os atuais bem sucedidos nesse universo vale perceber como tudo isso é volátil. Até pouco tempo atrás nomes como Vide Bula, Zoomp/Zapping ou Forum eram preciosidades aparentemente inabaláveis; porém, por questões variadas, tudo mudou e outras marcas assumiram esse lugar. A razão disso é que nada é insubistituível e nós, como compradores que precisamos de roupas legais para usar, sempre encontramos nosso reflexo em um outro universo.

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09 maio 2011
Interpretações para bloco de cor

Já pensou que os blocos de cor sempre estiveram presentes na nossa rotina? Talvez não tanto no inverno, mas sempre houve no verão essa presença vibrante de cores localizadas em peças lisas – e o contraste forte reproduzido em acessórios e outras peças. Assim, o color blocking como visto hoje tem assustado, talvez, mais pelas formas chapadas e quadradas das roupas que estão seguindo, bastante, essa linha bloco, característica da estação. Assim, pensar na aplicação de cores como uma escolha e não tanto como uma tendência, ajuda a imaginar esse visual de maneira mais moderna e atual sem precisar ficar com o visual caricato ao extremo (com carinha de coisa antiga).

Se o bloco de cor é aplicado junto a estampas ele, naturalmente, fica menos dramático e mais acessível – ao menos visualmente. Se o bloco de cor é adicionado em looks com peças de textura, numa mistura variada e divertida, o resultado é mais interessante no quesito ‘complicação’. O que pode estar incomodando tanto as pessoas, que não estão tão animadas com a tendência, é essa simplicidade que não combina com o estilo da brasileira padrão. Sabemos que, pela cultura, somos mais ligados à detalhes – ainda que sejamos capazes de admirar, e desejar, um visual limpo e clean. Isso tanto acontece que muito se fala, em revistas, sobre uma tendência limpa, elegante, mas as imagens não batem com a essência do estilo minimalista. Uhm. Já reparou?!

Assim, essa mistura de bloco de cor com texturas ou estampas, pode ser uma boa saída para um inverno com pegada de verão. Até mesmo porque o inverno repleto de cores pesadas, texturas fortes, muito preto, pode ser triste demais para pessoas que gostam de exteriorizar com as roupas sentimentos e emoções de alegria e satisfação.

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03 maio 2011
O que encanta, nem sempre funciona

São muitas as roupas, ou looks, que funcionam apenas no editorial – ou na silhueta modelo (pernas longas, finas e barriga sarada). A verdade é que nem toda combinação cai bem em qualquer corpo. Comprimentos extremamente encurtados, calça afunilada em tecido com brilho, barriga de fora e volumes localizados tendem a desvalorizar a silhueta padrão – aquela caracterizada por pequeno sobrepeso, curvas voluptusas ou baixa estatura. Falamos de pessoas normais. Pessoas normais, estas, que não devem se prender ao que é indicado pelos editoriais ou mesmo pelos lookbooks, nos quais toda e qualquer imagem sempre funciona bem. Questão de caimento, de adequação e de beleza visual do material de divulgação.

As imagens são do lookbook da Zara. Ele exemplifica bem essa junção corpo a mostra e salto alto, delicado, que é um perigo.

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