Conversinha Fashion » Sartorialist
27 setembro 2011
E o crochê apareceu de vez

Quando a tendência invade as ruas é hora de repensar formas de aplicação, dando um toque pessoal à referência.

Há quem considere o crochê uma tendência difícil de usar. Porém, essa afirmativa não convence. O trabalho artesanal, ou de toque artesanal, pode ser extremamente eficiente para aplicar feminilidade em looks pesados ou mesmo trazer um pouco de diferenciação à texturas já usadas de diversas formas, como o jeans ou o couro.

 Na imagem acima, looks da marca mineira Clair que faz um trabalho incrível de crochê. Chique e requintado, com o melhor do artesanal.

O que gera o caimento do crochê é o peso de seus pontos e o tamanho das aberturas. Quanto maior os espaços, e mais grossa a linha, mais peso visual é agregado. No caso de linhas finas, amarradas em construções delicadas, o resultado é igualmente suave garantindo lugar para sobreposições ou misturas inusitadas como as que estão sendo vistas nas ruas e nos blogs de street style. Já falamos aqui sobre ele, já conversamos sobre essas características, mas parece que só agora, com ares de primavera e verão, o trabalho começa a invandir de vez as passarelas urbanas.

Jogar com peças moderninhas super funciona, sejam camisas jeans, coletes de brim ou blusinhas de seda. O que importa, as vezes, é quebrar um pouco da referências caseira que a peça feita manualmente (ou que possui esse espírito) carrega. Os comprimentos curtos, por exemplo, são mais simples para oferecer um caimento leve.

Nos pés, as sapatilhas e os sapatos delicados ressaltam o toque romântico da produção enquanto botas e saltos plataforma quebram a referência e enviam outro tipo de mensagem. Nesse mesmo sentido os cardigans garantem ainda mais feminilidade enquanto as jaquetas de couro jogam mais drama e modernidade. O jeans, por sua vez, reforça o que hippie e as peças de alfaiataria contrastam com perfeição.

Por fim, vale a ideia de trabalhar com o crochê como ponto central, assumindo o toque despojado e livre que a peça oferece. Acinturar com uma faixa, ou cinto, ajuda a reforçar a elegância enquanto o toque soltinho assume o tom despojado da produção. Sem grandes detalhes, ou esforço, apostar na tendência (seja ela qual for) com suas ideias e com os elementos do seu guarda-roupa.

26 julho 2011
Entre pontos e arremates, o artesanal

Crochê, tricôt e linha. Os elementos artesanais, na construção de tecidos ou aplicações, ganham força como opção já para o inverno ou, logo mais, para o verão

Entre as muitas referências que estão emvoga nas lojas, e já nas ruas, as peças em crochê, tricôt ou linha mostram a força atual dos elementos artesanais. Estes já foram explorados de diversas maneiras, com essência romântica ou moderna. O que surge, agora, é uma mistura de tudo isso.

O tricot fechado, pesado, deve ser acompanhado de peças justas, curtas, que revelem algo da silhueta. Para não agregar peso visual extremo na silhueta é importante trabalhar com esses contrastes. Já com o tricot leve, fino, vasado ou suave as peças adicionais podem ser mais pesadas, ou mesmo é possível investir em sobreposições ou modelagens trabalhadas.

Uma forma fácil de explorar esse universo artesanal, sem precisar apostar nas peças inteiras, é procurar os itens com pequenos detalhes em crochê ou mesmo em algum tipo de renda com aparência manual, que combina muito bem com detalhes mais modernos. O que pode ficar muito caricato é o artesanal dominante em modelagens sem graça; que seja ousada, ou clássica, para mostrar personalidade.

Outra opção, ainda mais diferenciada, é o tricot desgastado, próximo do rasgado, que conversa bem com jeans lavados ou mesmo com couro – uma interessante harmonia.

Assumir a essência do visual artesanal, trabalhando com algo um pouco mais antiguinho de estilo vintage, também funciona super bem! Basta abraçar essa referência. Sempre, em estilo, fica no meio do caminho é o que é o mais complicado…

Entre os elementos complementares, os calçados e bolsas, a ideia de que as sapatilhas e os sapatos de salto enviam mensagens mais românticas e femininas, por sua vez os oxfords, botas ou coturnos são mais dramáticos e modernos. Façam suas escolhas e, por fim, suas apostas.

10 maio 2011
Saia longa só com rasteirinha? Nops

Saias longas quase sempre são pensadas acompanhadas de complementos leves nos pés, como rasteiras ou chinelos. Porém, não são só esses tipos de calçados os indicados para valorizar o comprimento longo e fluido. Sapatilhas, abotinados, tênis leves ou botas entram muito bem nesse contexto, fazendo com que a peça emita outros tipos de sinais. Além do mais, com a queda das temperaturas, fica bem complicado deixar dedinhos livres. No comprimento longo extremo, tudo fica bem mais fácil, cobrindo os pés e, por consequência, evitando os cortes que geram estranheza visual. É preciso aproveitar, ao máximo, a versatilidade das saias longas.

O modelo um pouco mais pesado, de tecido com mais volume, roda, ou mesmo detalhes, combina bem com saltos grossos ou mesmo plataformas. Para quem sente receio em apostar nessa mistura fica a dia de cuidar, apenas, do comprimento da saia que deve cobrir boa parte do calçado. Isso faz com que a saia usada com sapato baixo não possa, tanto, ser aproveitada com saltos altos – ou vice versa. Ainda assim, não deixe a preocupação em cobrir os sapatos fazer com que a roda da saia toque o chão. O limite é discreto, quase mínimo.

Na lista de possibilidades, botas de cano alto, curto, estilo coturno, tênis, sapatilhas, sandálias abotinadas, sandálias ou tudo aquilo que lhe vier à mente. Claro que os complementos, as peças da porção superior, direcionam esse equilíbrio de peso visual – ou a junção de cores. Mas, o que vale é saber que o clima hippie/largado que incomoda alguns tipos de mulheres, pode ser muito bem valorizado por calçados mais poderosos e interessantes. Basta saber compor, e, valorizar o look (e você, por consequência). E da-lhe referência como inspiração.

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30 março 2011
E quanto ao vermelho…

Quente, marcante, sedutor e sensual. O vermelho é uma cor cheia de mensagens, cheia de elementos capazes de contextualizar a feminilidade em graus e formas altamente variáveis. Daí que cada um pode explorar esse universo da forma que mais desejar, manipulando o tom a favor de suas vontades. Isso funciona com tudo, claro.

O vermelho junto a neutros, pensados não só na casa do preto, funciona como cor chave para trabalhar o ponto focal. O tom salta, pula, e leva toda a atenção do look para aquele lugar – aconteça o que acontecer. Junto ao marinho o vermelho reforça a característica navy e com o verde caminha fortemente para o lado criativo. O vermelho com preto é receita de drama, do sexy, fatal. Assim a cor, em suas diversas tonalidades, é uma representação pura do quanto o universo feminino é grande e cheio de ramificações. Bom assim.

Para fechar a doce lembrança de que o vermelho vivo, vibrante, agrega peso visual enquanto o vermelho mais profundo, fechado, funciona as vezes como um substitudo feliz para os neutros. Nos acessórios, nas peças, seja onde for vale aplicar e investir.

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21 novembro 2010
Ah, tem muita flor pra todo lado…

Não importa quando ou onde, verão é tempo de floral. Para muitos a estampa é parte elementar do guarda-roupa, aplicando a dose certeira de feminilidade que não deixa o visual cair no infantil mas é perfeita para aplicar leveza na imagem. Nessa temporada o padrão está super em voga, aparecendo não só nas roupas mas também nos acessórios.

O legal do floral é que ele facilita a combinação de estampas, pelo grande volume de cores apresentadas. É simples misturar floral com floral, floral com geométricos ou floral com elementos abstratos. Quanto menor esse floral, caindo na casa do liberty, mais sutil e pontual o resultado.

A Liberty and Co, loja de departamento londrina, criou o padrão lá em 1874. Essa estampa liberty representa motivos florais miúdos, repetidos ao infinito, com inspiração no florais do Oriente ou na exuberância dos jardins ingleses. No mais a estampa foi utilizada a exaustão durante as décadas de 60/70 muito utilizadas nas criações de Yves Saint Laurent e Jeans Cacharel. (como fonte o Dicionário da Moda de Marcos Sabino)

Para não deixar o visual com cara de antiguinho vale a mesma receita outro dia apresentada para as rendas e os elementos artesanais: basta combinar com peças de corte moderno ou linhas clássicas e atemporais. De fato essa ideia se estende a qualquer elemento datado, conservador ou de linhas que remetem à décadas passadas. Ainda assim pode-ser perceber pelas imagens que o visual todo antiguinho, com cara de brechô, também vem conquistado muita gente por ai. É questão de estilo e de escolha.