22 junho 2012
O mundo dos pés no chão

Aplicações, cores, texturas e recortes deixam os calçados baixos bem mais interessantes e indispensáveis

Houve um tempo, não muito distante, no qual os pés tinham poucas opções de sapatos baixos. E estas opções eram, quase sempre, sem graça e sem charme. Chegou o tempo no qual os sapatos podem ser facilmente o ponto central da produção, do look, e com texturas, aplicações, misturas de cores e materiais são capazes de levantar qualquer peça neutra ou sem graça.

Para quem busca conforto, o momento é o melhor! Sapatilhas, clássicas e eternas, ganharam detalhes e recortes que quebram o toque romântico do calçado. Os mocassins voltaram, mas com uma pegada moderna, trabalhada, as vezes até mesmo com requinte. E já tivemos como grande tendência os oxfords, eternizados no guarda-roupa da mulher que ama os pés próximos ao chão. No mais, os slippers colocam uma pitada de seriedade que por vezes bate de frente com texturas brilhantes ou decoradas por estampas super femininas, sejam charmosos florais ou marcantes onças.

Nada mal, não?! Estes calçados são hoje curinga na vida de qualquer mulher e merecem sim o investimento. Vale apenas não esquecer que os neutros são importantes no guarda-roupa – talvez não tanto quanto antes.

Os calçados que ilustram esse post são da Santa Lolla, Luiza Barcelos, Richards e Shoestock.

%
12 abril 2012
A vez dos tênis com salto

Despojados eles dão o que falar e ganham as ruas

Eles fizeram tanto sucesso por aqui que já começam a ser reproduzidos por marcas nacionais, como Arezzo e Santa Lolla (com coleção especial). Os famosos tênis da Isabel Marant, com salto anabela, são despojados e viraram febre entre blogueiras e celebridades. Eles garantem conforto, alguns centímetros a mais, e dão um toque de diferenciação ao look. Para alguns, a ousadia pode parecer demais; mas, para garotas e mulheres de estilo jovem a ideia é bem interessante e pode ser explorada.

A pegada de tal tênis é totalmente despojada e casual. Não há como pensar nesse tênis trabalhado com requinte e elegância. Por isso mesmo, ele não combina com ambientes formais – dá para perceber. O modelo é pesado e com isso pede peças ajustadas, ou ao menos pernas de fora para equilibrar o peso visual.

Uma boa ideia é combinar tal tênis a calça afunilada ou mesmo a short jeans, curtinho, colocando em evidência pernas longas e finas. Esse detalhe não é essencial, mas é um elemento que ajuda a não aumentar muito o peso visual da silhueta. Como o tênis é muito pesado ele pode carregar o visual e, com isso, fazer um certo estrago nas proporções do corpo. Mas, nada é regra. Se tudo der errado, busque o look monocromático.

Para quem quer brincar com algum outro elemento interessante no look vale jogar este para a porção superior, onde casacos pesados ou mesmo blusas estampadas ganham espaço. O conforto, nesse caso, vale a ousadia. E tudo mais é tentativa. Quem gostou da ideia do tênis com salto, mas acha um pouco demais, ou está encontrando dificuldade para comprar o seu, pode brincar com os modelos tradicionais das marcas de esporte, como Nike e Adidas. Os tênis com cano longo – sem salto – também são super legais e se aproximam um pouco da tendência.

2
22 fevereiro 2012
Baixinho, mas elegante

Mocassim, sider, buck, oxford… são inúmeras as opções sem salto além do mundo mágico das sapatilhas

Não é toda mulher que gosta, aguenta ou suporta um salto alto todo dia, dia após dia. Algumas vezes, ou sempre, o que faz a felicidade da mulher é a possibilidade de usar um calçado baixo que seja charmoso, que valorize a feminilidade e que seja confortável! Qual o crime nisso?! As opções são muitas. As marcas cada vez mais investem em bases que saem um pouco do padrão sapatilha, já batido, e entre modelos diversos surgem (ou reaparecem) opções tentadoras para rechear o guarda-roupa com sensação de bem estar. Nada mal.

Os calçados baixam conversam muito bem com todas as peças. Valem não apenas as calças, mas também os shorts, saias e vestidos que entram como opção para quem sair da orientação batida de usar saltos sempre que o look possui uma peça que quebra a silhueta em alguma parte – principalmente na linha das pernas. E para um visual arrumado, produzido, não são apenas os scarpins e as sandálias que funcionam. As sapatilhas já provaram que o solado reto é legal e que não é preciso estar nas alturas para ficar elegante.

Um pouco de cor, estampa ou mesmo textura vale como forma de valorizar a composição. Outra opção boa para ser pensada são os calçados em couro puro, bem tratado, que carregam um pouco da formalidade de alguns modelos de salto alto. O interessante é que existem opções para todos os gostos e estilos e não há desculpa para passar os dias da vida sentindo dores nos pés por conta de saltos desastrosos.

O comprimento um pouco mais encurtado, na linha ou acima da linha dos joelhos, garante silhueta alongada. De toda forma, quase todos os calçados aqui citados, entre mocassim, sider, buck e oxford, mostram bastante o peito dos pés e com isso criam uma linha longa nas pernas. Ótimo! Marcas como Arezzo, Santa Lolla e Richards são boas saídas para quem quer se aventurar nesse universo. O risco, claro, é não querer subir em um salto nunca mais.

2
04 dezembro 2011
Fui assim: de Renner

O meu guarda-roupa não é composto por marcas. Ele, na verdade, foi e continua sendo montado por preferências e necessidades. Dia desses me dei conta de que precisava de algumas roupas novas para trabalhar e lá fui eu em busca da minha lista mental. Nela estava uma calça vermelha e blusas listradas, que não fossem de malha (preferencialmente). Encontrei tudo o que precisava, até mais rápido do que planejei, e quando me dei conta havia feito uma super economia com duas peças compradas na Renner e uma na C&A. Há quem se negue a entrar nessas lojas, eu acho uma super bobagem. Acho pior ainda aqueles que fazem todas as suas compras nessas lojas e não contam nem por decreto que pagaram um preço relativamente baixo na construção do look. Olha, eu acho que esperto é quem consegue ser feliz com o que faz. O que você é, uma marca? Uma etiqueta? Vamos pensar. Agora, nada mal também não gostar da produção em massa dessas lojas… mas isso já é outra história.

Mas, enfim. Dia desses fui encontrar com uma amiga, agora cliente, usando esse look que posto hoje. Alguns acessórios eram outros, mais basicamente a base era essa de calça vermelha e blusinha listrada, de um tecido (sintético, devo admitir) que imita um tricô. Há! Eu gostei do look e no outro dia fui atender outra cliente, em outro shopping (e outro universo) com a mesma roupa! Nem ligo de contar… quem nunca?! Na verdade fiz isso justamente porque queria fotografar o look e conversar sobre este assunto. Hunf. Sei que o look não tem nada de demais, e nem ouso em dizer o contrário, mas me deixou confortável e é o tipo de roupa que gosto para trabalhar. E sei que o look não é emagrecedor, afinal a calça é curta, as listras são horizontais e tudo está do jeito contrário do que deveria estar pelas orientações para a minha silhueta. Mas eu me senti tão bem, mas tão bem que nem liguei de ficar visualmente achatada/alargada. E no mais, roupa em movimento dá outro efeito… nós sabemos disso.

Confortável, fresquinho, prático para as caminhadas eternas de horas de shopper. É fácil, não incomoda e também não chama muita atenção. Simples assim. E, não me lembro os valores… mas entre calça e blusa não gastei mais que R$150. Sei que não é o tipo de roupa que vai durar eternamente no meu guarda-roupa, mas tenho certeza que não serão roupas rapidamente descartadas. Eu usei também uma bolsa preta de alça longa, que esqueci em casa na hora de fotografar. Look de fim de trabalho, já toda amassada depois de pegar uma hora de estrada. Ainda assim, look que me deixou feliz e que fez por mim o que precisava fazer.

5
30 novembro 2011
Não é uma Chanel, mas…

Não precisa custar uma fortuna para funcionar bem. Ótimas marcas nacionais são opções para quem está apaixonada por sapatilhas à la chanel

Se investir $500 dólares, ou quase mil reais, em uma sapatilha não é realidade para você, assim como não é para 99,9% das pessoas do mundo, vale buscar por modelos semelhantes que gerem um efeito similar. Sim, a peça é linda e super versátil, exatamente como dizem por aí. Essas sapatilhas femininas, de bico redondo e ponteira em cor contrastante (ou complementar) são um charme e funcionam bem com os mais variados tipos de look. No entanto, essas mesmas referências podem ser facilmente encontradas em mil marcas de calçados que já adoramos – e realmente consumismos. Santa Lolla, Arezzo e Shoestock são algumas delas e, aliás, ilustram esse post.

Dizer que uma sapatilha da Chanel ou Repetto (que custa por volta de $250, mais amiga!) vai durar a vida toda não procede, porque por mais incrível que seja a qualidade do produto ele está sujeito a deterioração natural do uso ou mesmo aos tristes efeitos do tempo. Se as bolsas ficam desgastadas, sem graça, os sapatos ficam ainda pior por estarem em contato frequente com o chão – a não ser que você seja uma diva que caminha por tapetes de seda acolchoados.

Colega, segura na minha mão e vem comigo. Sua sapatilha pode não ter as charmosas letras cruzadas logo na ponta, ou no calcanhar (um grande símbolo de status) mas você pode fazer composições super elegantes com modelos semelhantes que vão ser igualmente confortáveis e muito menos caros. Assim, você pode até ter os mil reais para investir em sapatos, mas por alguma razão acha mais legal ter seis sapatilhas, em cores variadas, no lugar de uma só. Questão de escolha, certo? E se você acha que vale a apena fazer essa compra, tudo bem também. Por que não?! Questão de prioridades. =)

Já que essa sapatilha fofa e útil é super prática, ótima peça para se ter no guarda-roupa, vale procurar aquela que combina com seu gosto, bolso e necessidades. Nos looks que ilustram o post, todos com sapatilhas Chanel, um mundo de ideias que servem mais para comprovar o quanto o calçado pode ser interessante para a vida. Funciona super bem com vestidos, calças curtas, estampadas, shorts e saias e conversa tanto com o ambiente formal quanto com o informal. Entre o bicolor e o liso total, o metalizado e o fosco, um pouco do que já é parte da realidade de mercado.

%