Conversinha Fashion » SaksInTheCity
19 fevereiro 2011
Inspiração eterna

Repito aqui alguns looks do Saks in the City porque eu adoro a garota e considero ela uma super referência para quem sente que não é possível se vestir de maneira autêntica e divertida com uma silhueta voluptuosa. Olha, é sim (muito!) possível.

Mais do que peças que valorizam o corpo há toda uma atitude que enfeita e seduz. Auto estima é acessório, é complemento indispensável para que a imagem como um todo faça sentido e, assim, conquiste olhares. Pouco vale um corpo super magro e próximo às medidas padrão (aquelas que ninguém explica) se a expressão traduz uma constante insatisfação com a vida ou mesmo com o próprio corpo.

Assim vemos que lançar mão de roupas extremamente amplas, largas e soltas é um remédio muito pouco indicado para quem é plus size. Melhor é apostar nos cortes ‘da moda’, em peças interessantes, diferentes, legais… para tal basta acreditar e experimentar até ver que a roupa também faz sentido em corpos diferentes aos da capa da revista – e isso vale também para quem é muito magrinha e vê nisso um problema. Vamos ser menos críticos. Claro que a própria moda (principalmente na indústria nacional) precisa entender que existe público para o manequim acima do 42 e também para o 34, que não quer vestir roupa infantil. Olha que complicado. Assim sendo a Sakina (oi?!) surge como voz aqui no Conversinha não só para curvy ladies (nas palavras dela) mas para qualquer mulher fora do padrão – ela, eu, você, nós todas… porque só há uma Ambrósio por aí.

  • %
11 julho 2010
Referência muito além do padrão

Uma silhueta fora do padrão, tendências bem aplicadas e muito estilo constroem a identidade visual de Sakina, do blog Saks in the City. Por que os looks montados por Sakina funcionam?! Ela não se intimida por cores, formas ou texturas. Todas as características de um bom visual, ligadas a questão dos detalhes e riqueza em materiais ou formas, são adaptados a proporção de sua silhueta. Além disso as roupas nunca são grandes ou largas ao extremo… nada de folgas de tecido que apenas ampliam as partes da silhueta. Tudo possui caimento adequado, ajustado em algum ponto do corpo – seja na linha abaixo do busto ou marcando a linha de cintura.

Tecidos com brilho, calças de modelagem afunilada, babados, peças em couro… não existe limite aparente. São poucos os recorrentes detalhes que parecem auxiliar no bom funcionamento estético das composições elaboradas. Colo quase sempre a mostra, comprimentos encurtados e linhas soltas na região abdominal colocam em voga as curvas femininas e sensuais de Sakina sem gerar efeitos extremados.  Além disso, nada é mini; um babado, um plissado, uma ponta… tudo sempre é trabalhado em escala mediana ou grande, conversando com o restante do conjunto

O jogo de cores, em contrastes de tons claros e escuros, favorece as montagens que passam longe do mais comum erro de quem possui uma silhueta um pouco mais voluptuosa… se fechar no preto, que não é a solução. Vale observar que nas peças em tons claros, passando pelo bege ou branco, a leveza que Sakina ganha em seu visual supera qualquer efeito emagrecedor de cores profundas e sérias. Outro detalhe importante está nos calçados, onde se alternam saltos médios e sapatos baixos… não é preciso adicionar altura para alongar a silhueta quando as peças escolhidas geram esse resultados.

Mais do que bom senso e domínio das linhas do próprio corpo vê-se um exemplo de confiança e bem estar, para se expor e se fazer notar sem medo dos olhares que naturalmente aparecem para quem se veste de forma encantadora. Quebram-se mitos e lendas do vestir limitados a silhuetas magras e vertiginosas, em formas idealizadas; começa-se a perceber de vez que vesti-se bem está mais em se conhecer e saber explorar seu potencial do que em moldar um corpo para seguir as ideias apresentadas pela moda.