Conversinha Fashion » Looklet
03 agosto 2011
Quando trocamos a peça inferior

Deixe de usar as mesmas blusas sempre com as mesmas calças. É possível, e importante, explorar todo o potencial de uma peça de roupa.

 A ideia de usar uma peça inferior apenas com uma única blusa já não existe há muito tempo. A versatilidade das roupas, como um todo, deve ser explorada ao máximo, com suas muitas possibilidades. Ainda assim, cada blusa muda, e ganha novo significado, dependendo da forma com que é combinada. Coordenando é que conseguimos valorizar partes diferentes do corpo e, assim, enviar as mensagens que desejamos. 

Nos exemplo acima fica clara a diferença de efeito entre uma calça estampada, de tom divertido, uma calça de cor vibrante e uma calça com acabamento metalizado. O tom muda em cada caso, fazendo com que a peça superior ganhe outro tipo de significado. Entre os adjetivos que podem ser aplicado, da esquerda para a direita, uma interpretação despojada para um momento alegre, uma opção elegante para o dia-a-dia e outra mais marcante para a noite. Lembrando que quase não há diferença, ao menos forte, entre modelagens e comprimento.

No caso da bata com estampa localizada na barra, e na gola, a prova de que o contraste de cores agrega volume visual e o volume potencializa esse efeito. Quanto mais ajustada a calça, aplicada junto a uma peça superior ampla, maior o equilíbrio visual. Já quando a questão dos comprimentos, a calça comprida deixa a silhueta mais longilínea enquanto a calça curta gera efeito contrário. No mais, as cores ditam o sentido do tempo.

Por fim, a maneira óbvia com que diferentes modelos de calças geram resultados próprios em cada combinação. Enquanto o cargo é utilitário a calça de cintura alta, pantalona, é elegante e feminina; já o jeans boyfriend é despojado, casual, e garante outro clima.

Assim, vale esquecer de vez a ideia antiga e ultrapassada de usar uma calça sempre com a mesma blusa, ou a blusa sempre com a mesma calça. Essa junção viciada cansa e acaba com todo o potencial de qualquer peça muito legal.

  • %
11 setembro 2010
Toque e aplicação

Não é novidade que as peças do nosso guarda-roupa devem ser versáteis, possibilitando um amplo leque de composições. As variações, porém, não precisam parar dentro de um só cenário – congeladas no visual de trabalho, lazer, festas ou dia-a-dia. Uma boa aquisição consegue passear tranquilamente pelas muitas esferas do vestir, sendo altamente aproveitada sem parecer fora de contexto.

É tudo questão de toque e aplicação. As peças a serem misturadas fortificam os sinais enviados, juntamente aos acessórios – que nem sequer precisei trabalhar nas ilustrações. Uma peça em jeans reforça a casualidade, um corte de alfaiataria aplica elegância, já o corpo a mostra remete a sensualidade. São conceitos bem básicos e óbvios, mas que alimentam nosso estoque de ideias.

28 junho 2010
Saia x Bota

Para usar saia com bota é preciso focar em equilíbrio de peso visual para que a porção inferior do corpo não seja encurtada ou alargada por um uso desproporcional ou incompatível de volumes. Mais do que isso vale lembrar que cada forma de combinar emite uma mensagem diferente, que determina o sentido de seu look.

Além de observar o comprimento é importante levar em consideração o volume lateral das peças, seja da saia que pode ou não ter roda e também da bota que pode estar mais próxima ou mais afastada das linhas da perna. Até mesmo os materiais, entre um couro mais estruturado e uma camurça leve, mudam o tom do acessório.

Nas botas de cano curto a medida de meia perna aparente já se faz mais que suficiente para aplicar leveza ao visual; a medida que este comprimento aumenta, chegando nas saias bem curtinhas, o grau de sensualidade do look também cresce. Para as botas de cano mediano, entre o cano longo e o curto, o comprimento abaixo dos joelhos passa a ser arriscado por criar linhas de corte em proporções de certa forma inadequadas; vale apostar nas linhas do joelho para cima… ou mesmo no uso de uma meia-calça de cor semelhante a da bota para criar uma continuidade na busca pela linha vertical.

Para as botas extermamente longas, que pegam acima dos joelhos, o importante é trabalhar com linhas de cor única (monocromáticas) para evitar recortes encurtadores. Mas veja que é uma bota extremamente arriscada que geralmente cai bem em mulheres de coxas finas ou bem delineadas, sequinhas… principalmente com a utilização de comprimentos encurtados. Para comprimentos um pouco mais longos a sobreposição de saia e bota resolve a questão, mais ainda com o jogo de monocromáticos.

Veja ainda que a quebra de cores agrega peso visual, assim como a utilização de volumes. Quanto mais elementos aparecem na composição mais alterações ou interferências são percebidas, sendo essa uma boa receita para deixar o visual mais interessante, moderno ou divertido.

Por fim a diferença de mensagem que uma mesma bota recebe ao ser utilizada com comprimentos diferentes. A bota de cano longo, padrão, ganha linhas elegantes e femininas com uma saia que termina na linhas dos joelhos; para um comprimento mediano, levemente encurtado, o toque é de jovialidade ou informalidade; no comprimento mini, seco, uma mensagem direta de sensualidade adequada apenas para um número limitado de ocasiões.

Entender a versatilidade das botas e das saias auxilia na forma de trabalhar e aplicar as peças de seu guarda-roupa. É essencial que essa variação seja explorada ao máximo, ampliando o volume de possibilidades de uso de suas roupas e complementos jogando com grande versatilidade.

21 junho 2010
Pólo com charme

Nas blusas pólo um clássico neutro e de fácil uso que pode, prejudicialmente, masculinizar ou neutralizar um pouco o visual. Tudo depende dos complementos e da forma com que a blusa for aplicada; caso bem utilizada ganha a força que merece como básico do guarda-roupa capaz de compor com uma ampla gama de possibilidades.

Para usar com charme e com brilho a ideia é reunir a pólo a outras peças com mensagens opostas, evitando a combinação limpa com jeans seco e pronto. Nada errado ou criminoso no mix pólo e jeans mas já que queremos algo mais trabalhado, dentro da ideia de variação, o melhor é ir para os caminhos menos óbvios.

Reunir a saias, shorts com aplicação de terceira peça ou acessório interessante já potencializa o valor da camisa pólo – principalmente quando a mesma for lisa sem detalhes. Para os modelos estampados ou com pontos diferentes na própria modelagem a brincadeira ganha mais graça, pois as características da peça já se encarregam de deixar o visual mais legal.

E se a camisa pólo pede por utilização de acessórios é muito importante tentar perceber quais não vão brigar com a gola estruturada ou mesmo com a sequência de botões. Colares quase sempre são dispensáveis, com exceção de correntinhas ou outras peças que fiquem por dentro da blusa; já os lenços devem ser amarrados de forma a encobrir plenamente a gola, evitando a confusão visual. Broches e brincos também são boas escolhas por jogarem a atenção num ponto alto do corpo sem poluir o visual.

Para a terceira peça a orientação leva lógica semelhante a dos lenços e colares. Não deixe com que a gola do casaco/cardigan/jaqueta brigue com a gola da pólo, dando preferência dessa forma as peças de gola simples e lisas para não bagunçar a imagem.

Leia mais