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12 julho 2011
Nos casacos, tecidos e mensagens

Na terceira peça, mensagens importantes emitidas pelo tecido que com sua textura contextualiza o look.

As baixas temperaturas, ou a possibilidade das mesmas, fazem com que seja necessário o uso de uma terceira peça – seja um casaco, uma jaqueta um colete ou cardigan. Essa terceira peça, marcada pela estrutura de seu tecido (e textura) é o que diretamente aponta o resultado de tal construção, sendo assim responsável por mensagens variadas. O tecido, além de ser determinante no quesito caimento, é por si só extremamente importante e por vezes possui papel determinante com relação a história que o look conta. 

Entre as muitas possibilidades, o couro, o tricô, o plush, pêlo, jeans e assim em diante. Entre gosto e resultado estético o que pode-se perceber é que cada uma dessas texturas emite um tipo bem específico de mensagem que é parte quase que central do resultado final dessa composição. Mais que um mero detalhe, um ponto que está ligado à silhueta e estilo.

Olha como a Betty conta histórias diferentes com tecidos e texturas variadas? Ela abusa desse artifício, as vezes de forma dramática ao extremo, e emite sinais variados na comunicação via vestimenta.

Os tecidos mais fofinhos, como o caso do pêlo, geram desejo de contato e agregam volume, sendo então mais adequados aos momentos de lazer ou mesmo visual casual; já o jeans é extremamente casual, e não combina com ambiente formal; o tweed aplica certo distanciamento e, por ser sério e clássico,é perfeito para o mundo corporativo; já o couro com brilho é sexy e dramático e conversa com a noite e com o ambiente festa. Ainda nessa lógica, podemos pensar que superfícies lisas, sem volume, são perfeitas para ocasiões mais sérias, até mesmo porque tendem a ser bem complementadas por outras peças de caimento solto ou leve volume; já as peças afofadas, volumosas ou mesmo cheias de brilho pedem uma peça inferior um pouco mais seca, justa, o que é mais adequado para ambientes menos formais.

Essa ideia nada mais é que um pensamento bem solto sobre a relação dos tecidos e texturas, na qual não há regra nenhuma – o que fica, evidente, é a necessidade de adequação. Claro que, de maneira já bem definida, alguns tecidos são conhecidos por certos tipos de mensagem e que isso, evidentemente, afeta a forma com que o mesmo é percebido em um conjunto clássico. Nada mais legal que conseguir deixar um visual mais despojado ou mais requintado quebrando ideias óbvias de contextualização.

As imagens são da loja virtual OqVestir.

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17 julho 2010
Sarouel x Boyfriend

Entre a sarouel e a boyfriend uma pequena, mas marcante, diferença. As calças não são, nem de longe, a mesma coisa por possuírem corte e modelagem diferente. Se aproximam apenas na ideia, no conceito, de serem peças soltinhas e larguinhas… principalmente na região entre pernas.

Sobre a sarouel. Calça com cavalo, ou gavião, mais baixo que o padrão podendo ter ainda um recorte no entre pernas adicionando volume e tecido no ponto. Suas pernas podem ser retas ou afuniladas, de comprimento longo ou encurtado. A sarouel (saruel) pode ser feita, também, em duas partes únicas de tecido com abertura apenas na lateral. Lembra uma calça saia.

Sobre a boyfriend. Trata-se de uma reestruturação da semibaggy, muito utilizada nos anos 80. É a calça jeans do namorado, que leva uma modelagem um pouco mais ampla e solta do que um jeans reto padrão. A barra dobrada entra como uma alternativa para solucionar o problema do tamanho do jeans que, pela inspiração ‘boyfriend’ fica bem comprido. A lógica, a essência, é utilizar uma calça masculina que fica caidinha do corpo… mas todas as marcas hoje já apresentam modelos adaptados ao corpo da mulher – seguindo as numerações básicas.

Em ambos os casos por serem peças mais larguinhas elas pedem um complemento um pouco mais ajustado ou acinturado, marcando uma linha de decote ou braços para aplicar leveza à silhueta. São extremamente confortáveis e de ar despojado, pedindo complementos um pouco mais arrumadinhos para evitar o toque largado ao extremo.

Betty, do Le Blog de Betty, nos auxiliou a diferenciar uma peça da outra. Ela, além de brincar com todas as tendências, sabe muito bem valorizar sua silhueta magra jogando com variados tipos de cortes e comprimentos.

08 julho 2010
Mania de Jeans

Material já super conhecido o jeans ganha força em peças diferentes e looks um pouco mais formais, recebendo respeito até mesmo daqueles que prezam por elegância. Na versatilidade do tecido a chance do mesmo ser aplicado de formas variadas, não apenas em calças, shorts e jaquetas mas também (e principalmente) em camisas, vestidos e acessórios.

Se o desejo é de informalidade vale apostar na mistura de jeans com jeans ou mesmo no uso de camisas soltas e suaves, nas variações de tons disponíveis no material. Para seriedade o material em tom escuro segura a função; para fincar pé na informalidade ou casualidade valem os tons claros, com lavagens ou mesmo interferências de esgarçados ou afins. Combinar com peças de couro, seja do tom que for, eleva o look a um patamar um pouco superior ao do trabalhado com tênis ou outros materiais diferenciados, pensando ainda na mistura com metais aplicados em acessórios ou  complementos.

Se a busca é por elegância, ou se essa é a característica mais forte de seu estilo, o jeans ganha peso e força combinado a outras peças da alfaiataria – sejam blazers, casacos ou mesmos sapatos oxford. O corte um pouco mais ajustado, em calças por exemplo, conversa bem com o caimento perfeito do guarda-roupa formal, sendo garantia de bom funcionamento e resultado coeso. Misturar o jeans com tons da cartela dos beges, marrons e marinho (neutros atemporais e referências na atualidade) é uma outra dica de sucesso certeiro para o visual. Pensando assim não fica difícil abandonar o jeans?! Mesmo tão óbvio ele se renova e gera opções mil que se adaptam a sua realidade.

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