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23 julho 2010
Falhas sutis, porém definitivas

Leva um tempo até você descobrir com clareza o que faz com que a imagem de uma pessoa fique apática e sem destaque. José Serra repete, campanha após campanha, um mesmo tipo de semblante morno e sem energia que sem sombra de dúvida lhe rouba votos. Simpatia é a alma da política, o canto para aqueles que votam superficialmente – cada um sabe o que faz. Sendo assim um visual triste, desanimado e apagado pode ser a destruição de um candidato.

Simplicidade que não funciona…

Elementos claros fazem de Serra um desses personagens políticos caracterizados por pouca simpatia e, além do pouco talento para estrela sua cartela de cores está errada. Ele lança mão dos tons clássicos do guarda-roupa masculino que não funcionam bem em seu tom de pele claro ao extremo. Seu rosto, já com aparente pouca circulação de sangue, some com os azuis acinzentados – que caem tão bem nos homens de pele morena – seja clara ou escura. A sensação é de um tom sobre tom fechado… ou um nude completo.

Um ensaio para um caminho mais adequado.

Além disso tem-se a questão do corte e caimento de suas roupas que não valorizam a silhueta mais larga na região do quadril, com ombros caídos e outros detalhes fáceis de perceber. Acontece que as roupas quase sempre largas e tortas, que não casam bem com seu corpo, passam uma sensação de desmazelamento que já muito prejudicou outros no passado. Jeans e camisa social com mangas arregaçadas podem gerar aproximação ao povo, mas funcionam bem em corpos bem talhados… talvez um corte alinhado, uma calça social ou uma camisa um pouco menos simplória, feita sob medida, poderia gerar efeito de mais impacto levando ao centro das atenções aquele que espera comandar a nação. Visual político não é receita de bolo, não pode ser aplicado de maneira igual a todos os candidatos… e para José Serra uma mudança, agora talvez já muito tardia, alteraria o rumo da história.

Por fim, o caso da gravata vermelha. O que pode ser pensado como elemento de conexão entre Serra e o atual presidente acaba não funcionando e é um truque, digamos, bem arriscado no cenário atual. Melhor seria o fortalecimento de sua própria identidade que não se estruturará sozinha, por feitos no passado ou por uma história vendida como envolvente.

Aqui não se discute discurso verbal, escolhas políticas ou preferências no cenário eleitoral. Analisamos imagem, que pode e deve potencializar todas as qualidades de um grande político.

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