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20 outubro 2010
É saia… e é longa

A ideia de uma saia longa fora do contexto festivo ou do toque hippie, camponesa, temático era até pouco tempo atrás algo pouco explorado. Acontece que hoje a história é outra e as saias longas chegaram com tudo seduzindo pelas evidências de conforto e feminilidade.

Como nem tudo que é novidade chega com manual de instruções vale se atentar para algumas fatalidades visuais que podem ser geradas por essa peça que já assusta pelo excesso de tecido e pelas referências batidas e mal vistas. Longe do visual campestre o que se deseja é um toque de casualidade despretensiosa com perfume elegante.

A saia não deve ter volume. Indiferente da silhueta, do corpo perfeito, magro ou longo vale saber que a saia longa com volume remete diretamente a ideia de uma fada saltitando pelo jardim, ou mesmo uma princesa em dia de gente. As linhas devem ser basicamente verticais, com peso cadenciado e não concentrado no quadril ou na base. Em todas as imagens é possível observar essa distribuição quase que uniforme de tecido, até mesmo quando pregas geram camadas invertidas (como uma cortina). Nesse detalhe o truque que vai equilibrar ou valorizar sua silhueta; para amenizar peso visual busque saias mais secas, que não apertem no quadril e para agregar volume trabalhe com pregas suaves e bem distribuídas por toda a circunferência.

No tópico comprimento nada de buscar algo que arraste no chão, varrendo a calçada. Um leve encurtamento deixa a peça mais moderninha, mesmo que estejam a mostra só uma parte do solado do calçado. O toque final fica por conta dos complementos, que são os responsáveis por fazer a compensação de peso e adicionar mais diferenciação. Marcar a cintura não é obrigação, mas algo na porção superior deveser realçado ou delineado para evitar o efeito saco de batatas; que seja abaixo do busto, na linha de cintura ou no quadril. Uma sobreposição ou mesmo um colar podem gerar esse impacto visual.

O tecido da saia é outro elemento de grande importância. Uma peça em material maleável e leve ao extremo marca cada detalhe do corpo, o que não acontece com um pano um pouco mais duro ou encorpado; em compensação uma estrutura armada por encaixotar uma silhueta delicada.

Fora da imagem toda soltinha e fluida da saia longa com camiseta molinha é interessante explorar o caminho da saia um pouco mais marcada, de cintura no lugar e peça superior utilizada por dentro. Ganha-se longas pernas, cintura fina e tronco em evidência. Os ajustes finais podem ficar por conta dos acessórios e do jogo de cores, enquanto você lança mão de uma tendência sem necessariamente cair no visual batido e reproduzido a exaustão.

04 maio 2010
Transparências

Brincar com transparência velada é receita de sensualidade fácil para toda e qualquer estação. Não que isso seja lá uma grande novidade nas passarelas e nas ruas, mas a forma com que a marca Graça Ottoni (GO) brincou com o truque durante o MTP fez gerar vontade de investir pesado em camisas, tops e vestidos de seda, sobrepondo não apenas tecidos mas também estampas delicadas ou recortes de cores que se complementam ao se integrar ao corpo.

É uma simples questão de mostrar sem revelar, instigar sem expor mais do que se deseja. A transparência possui a grande vantagem de poder manipular muito bem pequenas imperfeições da pele ou mesmo discretas gordurinhas que podem meramente desaparecer em pontos estratégicos. Um braço um pouco mais cheinho, por exemplo, ganha leveza ao ser coberto por uma camisa de tecido fino e claro que por baixo leva uma regata delicada que protege o corpo da nudez.

Para o bom funcionamento vale lembrar, sempre, de utilizar uma peça mais justa por baixo da peça superior, evitando agregar peso visual a silhueta. E não pense na limitação da transparência para peças superiores… em vestidos ou saias, trabalhados com a sobreposição, o jogo fica ainda mais interessante e elaborado – complicado e curioso como toda boa mulher tende a gostar.

As imagens são do Flirck do evento.

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