16 março 2012
Estampa Paisley

 Em temporada de estampas ela é o centro das atenções

De onde veio e para onde vai essa estampa não importa, e a história data de séculos atrás, mas o padrão paisley, famoso nos anos 70, está nas araras das mais diversas lojas e é uma das referências dessa temporada caracterizada não apenas por camisas e vestidos estampados, mas blazers e calças, quando não o look completo.

De origem indiana, mais precisamente da Caxemira, a estampa Paisley decorou durante muito tempo lenços e xales com desenhos que lembram folhas em curvas, posicionadas de formas variadas, por vezes em sobreposições. Essas folhas aparecem com curvas e detalhes que imitam nervuras e dão vida ao padrão que passou a ser considerado um símbolo hippie por seu sucesso no final da década de 60 e década de 70. Aplicado em cores diversas, ou na junção de tom sobre tom, a estampa paisley surpreende e prende o olhar por ser um pouco abstrata, gerando uma certa confusão visual.

A estampa cai bem em peças variadas e pode ser explorada nos mais diversos ambientes. Em camisas e complementos, como lenços, ela funciona no ambiente formal e pode ser combinada com calças de alfaiataria em tons neutros. Quando combinada a jeans, ou à calças de modelagem flare, com a boca larga, a referência da década de 70 volta a aprecer com mais força e com isso a pegada despojada, com toque de liberdade, fica em evidência. Sua mensagem, seu sentido, estará mais na forma com que for usada, na interpretação, no que no parão em si.

O toque psicodélico nunca se perde, nem em peças de seda, com corte tradicional. Talvez seja isso, esse leve exagero, que encante tanto no padrão. Em peças como saias ou vestidos de modelagem larga o padrão paisley salienta sua origem e a forma que consagrou a mesma há décadas atrás. Já em peças um pouco mais estruturadas, de modelagem rígida, sem fluidez, o padrão ganha ares de modernidade e com isso apresenta uma boa mistura de épocas e referências. O mais interessante é que na estampa o formato que remete a folhas representa a palma da árvore da vida e o significado é de prosperidade e plenitude – como uma renovação da vida. Não é por menos que fez sucesso com os hippies.

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05 janeiro 2012
Estampada

Vai vendo que misturar estampas não é tão difícil assim, basta um pouco de coragem. Com cores coordenadas, contando a mesma história, a brincadeira fica ainda mais simples! É preciso, apenas, lembrar que as proporções devem ser diferentes, assim como o peso visual.

Uma estampa maior, por exemplo, encontra seu ponto de equilíbrio em uma estampa um pouco menor, de temática semelhante ou de inspiração oposta. Como exemplo, vale pensar nos florais com geométricos ou mesmo nos abstratos com os geométricos. Aliás, as linhas, em qualquer direção, são quase que neutras e conversam bem com quase toda textura e imagem. Sem medo!

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06 maio 2010
Mistura de Estampas

Mistura de estampas para esquentar o inverno que não precisa ser monocromático ou neutro ao extremo. Sobrepondo padrões distintos o que se vê é uma imagem interessante, elaborada, que corta ou diminui a necessidade do uso de acessórios para a construção de um visual bacana. Porque muitas vezes há uma grande vontade de braços livres e conforto sem nada ‘pendurado’ pela silhueta – mas nem por isso você precisar ser morna visualmente.

Para não cair na casa do exagero cuide da escolha das cores. Dê preferência a uma estampa de dois tons combinada a outra mais ‘colorida’. Busque ainda que uma das peças estampadas seja caracterizada por neutros ou mesmo cores que se repetem na outra peça estampada. Reunir um tema geométrico a outro floral é simples e gera menos perigo da imagem ficar carregada ao extremo – pois um padrão ameniza/potencializa. Por fim, o tamanho; veja que o contraste de peso visual gera equilíbrio através do exercício do complemento sempre importante ao coordenar formas e tudo mais.

As imagens são da Anthropologie que apresenta várias boas opções de mistura de estampas. Vê-se claramente que tudo funciona pela simples coerência e discreta ousadia.

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