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25 fevereiro 2012
Para brilhar em Vegas

Las Vegas inspira e nos alimenta com coragem para ousar

Para quem não conhece Las Vegas, a cidade é terra de luz, brilho, compras, festas, hotéis indescritíveis e cenário fora do comum. Trata-se de um ambiente que foge totalmente da realidade de qualquer pessoa e, com isso, há uma boa chance para ousar, e muito, na forma de vestir. Tudo é diferente e inusitado, imenso e extremamente produzido. Detalhes que lembram a gente de que nós podemos, também, ousar um pouco na nossa vida e cuidar um pouco mais da nossa imagem. Ficamos acostumados com o jeans, com a camiseta, e perdemos a chance de aproveitar ao máximo o visual. Vale ler esse post aqui.

Pode ter certeza de que qualquer ousadia que marcou seu passado será pouco para as extravagâncias que encontramos em Las Vegas (uhul!), principalmente quando a noite cai e as boates ficam lotadas de gente em busca de diversão – afinal, algumas das melhores casas noturnas do mundo estão ali, ao alcance de um cartão de crédito ou de um bate-papo afiado com algum promoter ou mesmo com o concierge do seu hotel. Com um pouco de sorte, um dj super famoso aparece no meio da noite e faz daquele dia um dos mais divertidos da sua vida! Por isso, algumas meninas literalmente se fantasiam e você pode investir, sem medo, em comprimentos curtos, estampas chamativas, maquiagem carregada e combinações contrastantes. Sabe aquele vestido que você considera a cara do carnaval? Pois bem, use ele. Sem medo de ser feliz.

A cidade durante o dia costuma ser bem quente, mesmo no período de inverno. Mas isso não significa que roupas de frio devem ser esquecidas. A lógica, geral, são altas temperaturas durante o dia e frio durante a noite. Nada que não seja solucionado com um bom casaco neutro – que pode ser deixado na chapelaria do hotel ou da boate. Na mala, coloque saias curtas (midi ou mini), shorts jeans, calça afunilada, vestidos leves e muitas blusinhas, que podem ser combinadas a cardigans ou jaquetas no fim da tarde. Essas peças vão lhe servir perfeitamente para os afazeres do dia – que incluem compras e passeios. Então, não esqueça de uma boa sapatilha confortável ou mesmo um sapato oxford, mocassim, qualquer coisa que não seja tênis combinado a jeans largo e camiseta de malha. Por favor, você está em Vegas e a cidade, tão bem cuidada, merece o máximo! Ouse sem medo. Suas fotos vão ficar ótimas, garanto!

Para a noite, volto para o discurso do brilho, dos tecidos metalizados, do lurex, aplicações, veludo e todos aqueles tecidos que você usa apenas em ocasiões super requintadas. Por lá, eles funcionam em diversas ocasiões… para um show da Celine Dion, espetáculos do Cirque du Soleil, jantares ou mesmo outros tipos de programas que reúnem gente de todo o tipo, de todos os cantos do mundo. Os japoneses, aliás, são ótimas inspirações! Em turmas jovens, são super produzidos, montados, e fazem a gente querer voltar para o hotel e mudar o look.

Medo de ser julgada? Seremos e somos julgadas em qualquer lugar. O que vale, então, é se divertir e garantir bons momentos entre amigos ou com familiares. It´s Vegas, Baby! Os looks que ilustram o post são do lookbook da Espaço Fashion que, incrivelmente, é a cara de Vegas. Esse toque jovem, moderno, combina com a cidade e as peças metalizadas são fáceis para usar na região, pois conversam com todas as luzes. Vale não lotar a mala de roupas, pois as opções de compras são bem tentadoras (nem só de Miami são feitos bons preços). E, no geral, um único short e uma saia podem ser a salvação da viagem. Não pense que você vai querer usar calça de alfaiataria, camisa, blazer e salto altíssimo (só se você for guerreira). O clima é outro.

É antigo, mas é perfeito. E, claro, é Elvis! =)

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02 agosto 2011
Lojas viciantes e fidelização

Elas são envolventes, despertam ao extremo o desejo de compra; lojas viciantes possuem um amplo público fiel que, nas araras, sempre encontram o que precisam.

Elas fidelizam seus clientes com coleções interessantes, ligadas às tendências e forte sintonia (e respeito) com o corpo do consumidor. São porto seguro para mulheres que abastecem o guarda-roupa, estação após estação, com peças que não decepcionam – ao menos não ao extremo. São referência certeira nas buscas pelos itens imaginados, na construção fácil de looks interessantes.

A Zara é classica. Paixão de inúmeras mulheres, por todo o mundo, que dispensa apresentações. Mas, de toda forma, é uma rede de fast fashion que suga o melhor de todas as tendências e aplica em interpretações, as vezes bem literais, do que gera desejo de compra nas passarelas mais vigiadas do mundo. O que para alguns é ponto forte, a facilidade de interação com os produtos que ficam todos expostos, é uma desvantagem para outros, que gostam do contato e auxílio direto do vendedor.

Já a Shoulder é um exemplo claro de insersão das tendências em uma imagem de marca muito bem definida e estabelecida, que valoriza não apenas as mulheres jovens, mas as de todas as idades. Com um toque romântico, despojado, até as peças mais arrumadas são confortáveis e práticas. A distribuição dos produtos na loja, em blocos separados por tema, estampa ou estilo, também é ponto forte para os clientes localizarem em um amplo leque de opções aquela linha que mais conversa com seu gosto pessoal.

Atenção para a Le Lis Blanc que possui uma disposição muito parecida com a Shoulder, porém segue uma linha um pouco mais chique, apostando em tecidos sofisticados. Lojas amplas e arejadas, sempre frias, garantem o conforto. É esse clima refinado que faz da marca a queridinha das mulheres que querem ir além do romântico, que gostam de valorizar a elegância. O atendimento tende a ser simpático e bem direcionado, apesar de por vezes focar pelo excesso de elogios (algo que se repete em diversas marcas, por questão da própria vendedora). Assim, o que se tem como resultado é um ambiente propício para o distanciamento do real, que deixa o processo da compra muito mais divertido.

Enquanto isso a Farm conseguiu manter muitos de seus fieis seguidores mesmo após o boom da marca, com estampas alegres e divertidas que traduzem a identidade carioca. As modelagens, que quase sempre se repetem, são levemente alteradas pela utilização dos tecidos ou detalhes da vez, fazendo das coleções extremamente atuais – mas com forte personalidade. Até mesmo a pouca qualidade de algumas peças não atrapalha o sucesso da marca que é sucesso para jovens ou adultos de espírito leve e feliz.

Com pegada totalmente sexy, de rastros elegantes, a Bob Store abusa da feminilidade marcante para prender suas viciadas clientes. Estas aproveitam o estilo fatal da marca para explorar seu lado mais sensual, através do qual conseguem se sentir cada vez mais incríveis. Apesar do leque de produtos relativamente pequeno, limitado, as linhas são renovadas com boa frequência gerando a facilidade da exclusividade – ou da tão maravilhosa sensação da mesma.

Exemplos semelhantes são Arezzo, Santa Lolla, Espaço Fashion, Osklen, Animale, Richards, Colcci ou outras que, em seus contextos, possuem seus clientes fieis que conhecem cada e toda peça que chega, e sai, da loja. O cuidado, nesse vício e nessa forte sintonia com certas grifes, deve ser o de ganhar, por fim, um visual caricato ao extremo – quase que como um espelho do lookbook da marca.

Enfim, são imúmeras e variadas as marcas que conquistaram, e fidelizaram, seus clientes com a receita mais básica de sucesso no universo da moda. Produtos atuais, qualidade, ambiente confortável, marketing estável e equipe de vendas preparada. Esse mix, complexo, gera um resultado direto de satisfação em quem compra. Mais do que identificar os atuais bem sucedidos nesse universo vale perceber como tudo isso é volátil. Até pouco tempo atrás nomes como Vide Bula, Zoomp/Zapping ou Forum eram preciosidades aparentemente inabaláveis; porém, por questões variadas, tudo mudou e outras marcas assumiram esse lugar. A razão disso é que nada é insubistituível e nós, como compradores que precisamos de roupas legais para usar, sempre encontramos nosso reflexo em um outro universo.

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02 dezembro 2010
Quanto vale?

Hoje gastei o tempo entre um atendimento e outro para brincar de provar as peças da coleção da Espaço Fashion para a C&A, depois corri para a Zara por questão de hábito. As roupas são bonitinhas, bem engraçadinhas mesmo; atenção especial para as estampas e para os shorts/saias de comprimento mini. Tudo bem. Gostei de várias coisas, achei outras de péssima qualidade, mas não comprei nada. Não fui para comprar. Ao sair da loja, em coisas de twitter (me segue lá, sou @alburcas) encontrei por acaso com Ana Pedras (colega de profissão, blogueira, que me deixou mais louca ainda por um ipad) e Isabel Borges (leia-se De Viés). Ao ver a etiqueta de uma das compras da Isabel, Ana disse: “nossa, como as coisas estão caras”. É verdade. As coisas, principalmente as roupas, estão caras. Me senti bem por não ser a única a achar isso… porque não consigo pensar em outra coisa e não tenho argumentos para justificar preços com clientes, o que melhora meu trabalho já que o mesmo fica mais valorizado pela relação entre custo e benefício. Eba. Comprar bem em tempos de coisas caras é tudo o que se precisa para não passar raiva. Mas, voltano para as tais ‘coisas caras’… coleções especiais tem um preço alto que cai direto na etiqueta. Vale a pena? Por mais que as peças sejam bem parecidas com as da marca original, principalmente num caso como o da Espaço Fashion, há de ter a noção clara de que não passa de C&A – fast fashion; são peças marcadas que muita gente vai ter, principalmente nos grupinhos mais ligados a essas linhas. Ok, legal. Existem pontos fortes e fracos nessa brincadeira que já tratei em outro post, sendo até crítica demais.

E o mesmo vale para a Zara. Provei, provei e provei. Amei uma blusa, talvez até compraria, mas R$80 numa peça que estava cheia de defeitos é muito para o meu bolso… pesa, vai estragar mais ainda com o tempo e logo vou ter que parar de usar não por vontade mas por qualidade. Se alguma das peças não tivesse defeito, se custasse metade disso, ou menos como vemos nas redes gringas… outra história.

Sim, as coisas estão caras mas não venham me culpar exclusivamente os impostos. Dia desses no Pense Moda houve uma boa discussão sobre produtos importados vendidos no Brasil. Não estava lá, mas acompanhei tudo aqui pela internet. Deu um bafafá e eu não conseguia parar de pensar… quer fazer a indústria da moda brasileira falir? Deixa entrar por aqui todo e qualquer produto importado com preço baixo… vai ser um desastre! Pensem. Enfim, os impostos estão ai e são sim altos principalmente em bens supérfluos (quiçá os importados, que possuem similares no mercado nacional) mas não dá para culpar exclusivamente o governo e não pensar no outro lado. É questão de proteger o mercado interno. E a gente precisa mesmo de roupas importadas? Acho que quem precisa tanto pode ir fazer suas compras nos Estados Unidos ou em qualquer país da Europa e pronto. Não me venha com mimimi de quero minha Louis Vuitton por 1.500… zZzZZzz Temos bolsas legais aqui também e existem tantas outras marcas lá fora… Só me dói nos eletrônicos, mas é só ter paciência para esperar uma viagem, ter bons contatos que viajam muito ou pagar mais caro por aqui – e parcelar de 10x, coisas do nosso brasilsilsil país do futuro.

Assim, então, tentando voltar para o ponto inicial… será que não é possível também importar os preços bonitos? Blusinhas por 9,90, calças por 29,90, jaquetas por 37,90… estou sendo muito Pollyanna?! Talvez. Mas sei quanto custa tecido direto na fábrica, sei quanto ganha uma costureira de facção… é só fazer as contas e não produzir em minas que possui uma carga tributária absurda (sabia?! até diminuíram quase pela metade em certos pontos, no meio do ano, but…). Enquanto os preços forem caros fico com meus hábitos de sempre, cada vez mais fechados. Poucas roupas, muitos acessórios, peças que duram e um guarda-roupa com a minha cara e não com a cara da estação. Até que sou bem feliz assim.

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27 outubro 2010
De olho no fast fashion

Parcerias entre redes de fast fashion e nomes conhecidos da moda são interessantes para todos. Além do potencial natural de lucro, para quem produz, há a gigante visibilidade que a marca recebe fazendo com que o tal investimento altíssimo, acredito eu, retorne na forma de marketing e credibilidade. Para o cliente a aquisição de uma peça legal, com linhas interessantes e preço bom, é algo que fideliza e quebra preconceitos.

Hoje a concorrência interna entre as redes fez a multiplicação mágica das opções. Novembro será mês de grandes lançamentos… com direito a Oskar Metsavaht para Riachuelo e Maria Bonita Extra para C&A – só para começar.

Para sair feliz com sua sacolinha temática é necessário pensar bem no calculo mental do custo benefício, pois essas coleções especiais tendem a não ter preços tão baratinhos quanto os trabalhados nas Riachuelos, C&As e Renners da vida. Atentar-se para acabamento, problemas de modelagem e pequenos defeitos é primordial – sabendo que se uma peça está estranha pode ser que outra, idêntica, esteja perfeita. Se o controle de qualidade da facção que produz a peça (ou da própria marca em sua área de acabamento) é fraco cabe a nós consumidores tomarmos um super cuidado com o que levamos para casa.

Além de Oskar Metsavaht para Riachuelo e MBE para C&A teremos também Renato Kerlakian (leia-se ex Zoomp), Glória Coelho e Espaço Fashion (novamente) na C&A. Então corra Renner, corra Riachuelo que a C&A disparou na frente. Há rumores de que Cris Barros também terá linha na Riachuelo… oremos!

Na primeira imagem a flagship da C&A, no Shopping Iguatemi (SP); na segunda imagem a coleção da MBE para C&A; na última imagem Oskar Metsavaht para Riachuelo.

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12 agosto 2010
Uma tendência, várias interpretações

A marca MOB vende versatilidade no conceito impresso em sua revista de divulgação – a MOB Mag. A ideia são peças que rendem um amplo número de combinações e podem ser utilizadas em diversas ocasiões, desde looks casuais à propostas mais formais ou elegantes, mesmo que despretenciosos.

Fica claro que as peças são interessantes no geral, mas não são nunca básicas ou complicadas ao extremo – há um meio termo que potencializa ou acalma facilmente a opção. Tudo vai depender da forma de misturar, do seu truque de styling. Com isso fica fácil e prático investir em peças de estação que vão ser usadas a exaustão durante uma determinada temporada. Uma tendência com pegada atual mas nem por isso fora de contexto.

Mas essa ideia não aparece, claro, apenas na MOB; isso é visto em quase todas as coleções e marcas. Uma mesma tendência se repete sistematicamente vitrine após vitrine (por isso uma tendência, dãm) mas sempre com a cara ou personalidade de que faz e vende. Se na Maria Filó, que vimos outro dia, o tom era de romantismo aqui na MOB temos uma pegada já mais sensual e feminina, mesmo que de forma jovem e contida. Por isso que, de uma forma ou de outra, acabamos por nos identificar com uma determinada etiqueta que lhe vende uma imagem atual e ainda assim compatível com nossa personalidade.

E disso podemos pular para uma comparação bem direta, entre uma marca também jovem mas já com uma pegada diferente da MOB e da Maria Filó. Falo da Espaço Fashion que também faz o mix de navy com étnico e jeans com jeans… eu sei gente, é o que está em voga e é essa a questão só que com um toque um pouco mais trabalhado no quesito de complexidade das modelagens e dos detalhes, o que é a cara da EFashion.

Toda essa história indica interpretações que devemos construir diariamente dentro do nosso guarda-roupa, com as nossas peças. Isso é ser dono de seu visual, é ser capaz de se expressar pelas roupas. Se as marcas conseguem, e agradam um grupo de pessoas, por que não vamos conseguir nos agradar?! Aha!

Foram utilizadas imagens do lookbook e catálogo de verão das marcas. As duas primeiras imagens são da MOB. Já as duas imagens seguintes são da Espaço Fashion.

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