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10 maio 2011
Saia longa só com rasteirinha? Nops

Saias longas quase sempre são pensadas acompanhadas de complementos leves nos pés, como rasteiras ou chinelos. Porém, não são só esses tipos de calçados os indicados para valorizar o comprimento longo e fluido. Sapatilhas, abotinados, tênis leves ou botas entram muito bem nesse contexto, fazendo com que a peça emita outros tipos de sinais. Além do mais, com a queda das temperaturas, fica bem complicado deixar dedinhos livres. No comprimento longo extremo, tudo fica bem mais fácil, cobrindo os pés e, por consequência, evitando os cortes que geram estranheza visual. É preciso aproveitar, ao máximo, a versatilidade das saias longas.

O modelo um pouco mais pesado, de tecido com mais volume, roda, ou mesmo detalhes, combina bem com saltos grossos ou mesmo plataformas. Para quem sente receio em apostar nessa mistura fica a dia de cuidar, apenas, do comprimento da saia que deve cobrir boa parte do calçado. Isso faz com que a saia usada com sapato baixo não possa, tanto, ser aproveitada com saltos altos – ou vice versa. Ainda assim, não deixe a preocupação em cobrir os sapatos fazer com que a roda da saia toque o chão. O limite é discreto, quase mínimo.

Na lista de possibilidades, botas de cano alto, curto, estilo coturno, tênis, sapatilhas, sandálias abotinadas, sandálias ou tudo aquilo que lhe vier à mente. Claro que os complementos, as peças da porção superior, direcionam esse equilíbrio de peso visual – ou a junção de cores. Mas, o que vale é saber que o clima hippie/largado que incomoda alguns tipos de mulheres, pode ser muito bem valorizado por calçados mais poderosos e interessantes. Basta saber compor, e, valorizar o look (e você, por consequência). E da-lhe referência como inspiração.

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20 outubro 2010
É saia… e é longa

A ideia de uma saia longa fora do contexto festivo ou do toque hippie, camponesa, temático era até pouco tempo atrás algo pouco explorado. Acontece que hoje a história é outra e as saias longas chegaram com tudo seduzindo pelas evidências de conforto e feminilidade.

Como nem tudo que é novidade chega com manual de instruções vale se atentar para algumas fatalidades visuais que podem ser geradas por essa peça que já assusta pelo excesso de tecido e pelas referências batidas e mal vistas. Longe do visual campestre o que se deseja é um toque de casualidade despretensiosa com perfume elegante.

A saia não deve ter volume. Indiferente da silhueta, do corpo perfeito, magro ou longo vale saber que a saia longa com volume remete diretamente a ideia de uma fada saltitando pelo jardim, ou mesmo uma princesa em dia de gente. As linhas devem ser basicamente verticais, com peso cadenciado e não concentrado no quadril ou na base. Em todas as imagens é possível observar essa distribuição quase que uniforme de tecido, até mesmo quando pregas geram camadas invertidas (como uma cortina). Nesse detalhe o truque que vai equilibrar ou valorizar sua silhueta; para amenizar peso visual busque saias mais secas, que não apertem no quadril e para agregar volume trabalhe com pregas suaves e bem distribuídas por toda a circunferência.

No tópico comprimento nada de buscar algo que arraste no chão, varrendo a calçada. Um leve encurtamento deixa a peça mais moderninha, mesmo que estejam a mostra só uma parte do solado do calçado. O toque final fica por conta dos complementos, que são os responsáveis por fazer a compensação de peso e adicionar mais diferenciação. Marcar a cintura não é obrigação, mas algo na porção superior deveser realçado ou delineado para evitar o efeito saco de batatas; que seja abaixo do busto, na linha de cintura ou no quadril. Uma sobreposição ou mesmo um colar podem gerar esse impacto visual.

O tecido da saia é outro elemento de grande importância. Uma peça em material maleável e leve ao extremo marca cada detalhe do corpo, o que não acontece com um pano um pouco mais duro ou encorpado; em compensação uma estrutura armada por encaixotar uma silhueta delicada.

Fora da imagem toda soltinha e fluida da saia longa com camiseta molinha é interessante explorar o caminho da saia um pouco mais marcada, de cintura no lugar e peça superior utilizada por dentro. Ganha-se longas pernas, cintura fina e tronco em evidência. Os ajustes finais podem ficar por conta dos acessórios e do jogo de cores, enquanto você lança mão de uma tendência sem necessariamente cair no visual batido e reproduzido a exaustão.

03 agosto 2010
Jeans justo o jeans largo?

Homens pensam em linhas diferentes quando o assunto é calça jeans. Enquanto uns gostam dos modelos justos, com elastano, outros sentem pavor daquela coisa apertada e apostam nos modelos retos e levemente soltos – isso sem contar os que só pensam nos jeans super agigantados – melhor nem comentar. Então que pensar no gosto pessoal é a chave para um resultado estético bom, mas vale analisar a coerência entre a relação estilo pessoal x silhueta x complementos.

A escolha por um jeans mais justo, ou mais larguinho, é particular então vamos para a importância de saber combinar os complementos pra que o visual fique harmonioso. É natural que alguém que goste de uma calça justa prefira também partes de cima mais ajustadas, o cuidado deve estar no look total grudadinho – principalmente para aqueles que não possuem silhueta magra e longa. Se a preferência é por um jeans um pouco mais largo pode-se esperar o desejo de partes superiores também afastadas, mas ai é que entra a necessidade de uma parte superior um pouco mais ajustada.

E se a negação por um jeans um pouco mais justo está no argumento de que “calça colada é calça de mulher” é hora de abrir a mente e perceber que uma modelo ajustado não necessariamente grudado como esses logo acima delineia o corpo do homem e envia uma mensagem de elegância e confiança. Já o jeans larguinho, despojado, tem também o seu grande charme mas não precisa ser enorme – principalmente na região de coxa e quadril. Por ai uma base da base, observando sempre que seja lá em qual caso for é importante observar muito o comprimento da barra que deve ser rente ou próximo ao solado, sem criar super dobras no comprimento.