Conversinha Fashion » BlogdaThassia
26 dezembro 2011
Aposte na camiseta: como e quando

Não se engane pensando que a camiseta é peça para mulheres desleixadas

Um tipo de look fácil, simples, é o look com camiseta. A peça é super confortável e prática. O toque despojado pode ser facilmente quebrado com elementos de tom diferente, possibilitando uma ampla gama de estilos e referências.

Nada mal apostar na peça da maneira mais óbvia, que é no mix entre camiseta e jeans. Essa junção, já clássica e inconfundível, combina demais com o dia-a-dia; com um salto um pouco mais alto e marcante pode ser levada para a noite, aproximando universos que um dia já foram distintos.

Aliás, já foi o tempo em que a modelagem era trabalhada apenas na malha ou algodão. Já é possível encontrar camisetas em tecidos variados que aliam o conforto do corte ao requinte da seda, por exemplo – sem citar o brilho do lurex e do paête ou a leveza do linho.

Lisas, as camisetas são um pouco mais versáteis e substituem desde regatas de seda, ou malha, à camisas um pouco mais requintadas. Claro que a mensagem nunca será a mesma, mas a t-shirt pode muito bem ocupar um determinado lugar com diferente função.

No ambiente formal, elas não são tão indicadas. No entanto, podem ser inseridas em todos os outros universos. O que faz a peça combinar ou não com a ocasião é a forma na qual ela será combinada. E, no geral, isso vale para quase toda e qualquer possibilidade do guarda-roupa.

Estampadas, com mensagens, as camisetas podem um pouco mais de cuidado. Vale cuidar para que o visual não fique infantilizado ou jovial ao extremo, quase que caindo na casa do erro. Combine elementos como blazer, saltos, bolsas estruturadas ou calças de alfaiataria para recuperar o tom “arrumadinho” que se perde em meio a ideia da mensagem visualmente ilustrada. Vale lembrar que essa mensagem deve combinar com suas crenças e vontades.

Com saia, a camiseta ganha outra vida. De essência masculina, ela brinca com um mundo mais delicado ou sensual. O mesmo acontece com o short curto – do midi ao mini – que também é boa pedida na valorização da feminilidade/sensualidade.

No geral, o que faz com que a camiseta funcione é não deixar a facilidade da peça contaminar todo o look. Um visual preguiçoso, sem graça, é aquele seco ao extremo. Basta investir nas outras peças, ou nos complementos, para garantir um look inteligente e, acima de tudo, satisfatório.

30 novembro 2011
Não é uma Chanel, mas…

Não precisa custar uma fortuna para funcionar bem. Ótimas marcas nacionais são opções para quem está apaixonada por sapatilhas à la chanel

Se investir $500 dólares, ou quase mil reais, em uma sapatilha não é realidade para você, assim como não é para 99,9% das pessoas do mundo, vale buscar por modelos semelhantes que gerem um efeito similar. Sim, a peça é linda e super versátil, exatamente como dizem por aí. Essas sapatilhas femininas, de bico redondo e ponteira em cor contrastante (ou complementar) são um charme e funcionam bem com os mais variados tipos de look. No entanto, essas mesmas referências podem ser facilmente encontradas em mil marcas de calçados que já adoramos – e realmente consumismos. Santa Lolla, Arezzo e Shoestock são algumas delas e, aliás, ilustram esse post.

Dizer que uma sapatilha da Chanel ou Repetto (que custa por volta de $250, mais amiga!) vai durar a vida toda não procede, porque por mais incrível que seja a qualidade do produto ele está sujeito a deterioração natural do uso ou mesmo aos tristes efeitos do tempo. Se as bolsas ficam desgastadas, sem graça, os sapatos ficam ainda pior por estarem em contato frequente com o chão – a não ser que você seja uma diva que caminha por tapetes de seda acolchoados.

Colega, segura na minha mão e vem comigo. Sua sapatilha pode não ter as charmosas letras cruzadas logo na ponta, ou no calcanhar (um grande símbolo de status) mas você pode fazer composições super elegantes com modelos semelhantes que vão ser igualmente confortáveis e muito menos caros. Assim, você pode até ter os mil reais para investir em sapatos, mas por alguma razão acha mais legal ter seis sapatilhas, em cores variadas, no lugar de uma só. Questão de escolha, certo? E se você acha que vale a apena fazer essa compra, tudo bem também. Por que não?! Questão de prioridades. =)

Já que essa sapatilha fofa e útil é super prática, ótima peça para se ter no guarda-roupa, vale procurar aquela que combina com seu gosto, bolso e necessidades. Nos looks que ilustram o post, todos com sapatilhas Chanel, um mundo de ideias que servem mais para comprovar o quanto o calçado pode ser interessante para a vida. Funciona super bem com vestidos, calças curtas, estampadas, shorts e saias e conversa tanto com o ambiente formal quanto com o informal. Entre o bicolor e o liso total, o metalizado e o fosco, um pouco do que já é parte da realidade de mercado.

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27 setembro 2011
E o crochê apareceu de vez

Quando a tendência invade as ruas é hora de repensar formas de aplicação, dando um toque pessoal à referência.

Há quem considere o crochê uma tendência difícil de usar. Porém, essa afirmativa não convence. O trabalho artesanal, ou de toque artesanal, pode ser extremamente eficiente para aplicar feminilidade em looks pesados ou mesmo trazer um pouco de diferenciação à texturas já usadas de diversas formas, como o jeans ou o couro.

 Na imagem acima, looks da marca mineira Clair que faz um trabalho incrível de crochê. Chique e requintado, com o melhor do artesanal.

O que gera o caimento do crochê é o peso de seus pontos e o tamanho das aberturas. Quanto maior os espaços, e mais grossa a linha, mais peso visual é agregado. No caso de linhas finas, amarradas em construções delicadas, o resultado é igualmente suave garantindo lugar para sobreposições ou misturas inusitadas como as que estão sendo vistas nas ruas e nos blogs de street style. Já falamos aqui sobre ele, já conversamos sobre essas características, mas parece que só agora, com ares de primavera e verão, o trabalho começa a invandir de vez as passarelas urbanas.

Jogar com peças moderninhas super funciona, sejam camisas jeans, coletes de brim ou blusinhas de seda. O que importa, as vezes, é quebrar um pouco da referências caseira que a peça feita manualmente (ou que possui esse espírito) carrega. Os comprimentos curtos, por exemplo, são mais simples para oferecer um caimento leve.

Nos pés, as sapatilhas e os sapatos delicados ressaltam o toque romântico da produção enquanto botas e saltos plataforma quebram a referência e enviam outro tipo de mensagem. Nesse mesmo sentido os cardigans garantem ainda mais feminilidade enquanto as jaquetas de couro jogam mais drama e modernidade. O jeans, por sua vez, reforça o que hippie e as peças de alfaiataria contrastam com perfeição.

Por fim, vale a ideia de trabalhar com o crochê como ponto central, assumindo o toque despojado e livre que a peça oferece. Acinturar com uma faixa, ou cinto, ajuda a reforçar a elegância enquanto o toque soltinho assume o tom despojado da produção. Sem grandes detalhes, ou esforço, apostar na tendência (seja ela qual for) com suas ideias e com os elementos do seu guarda-roupa.

18 agosto 2011
Bem além do afunilado

O jeans afunilado passa a dividir espaço com outro modelo. Abram as portas do guarda-roupa para o já consagrado flare jeans.

Nós nos acostumamos a usar o jeans afunilado, skinny, justinho da coxa à barra. Assimilamos a ideia de que só, e apenas, esse modelo era capaz de valorizar a silhueta feminina – sendo que o corte do mesmo nem sempre ou quase nunca é tão amigável assim. Ficaram esquecidos, ou em segundo plano, outros modelos um pouco mais clássicos, ou com cheirinho de boca larga. Pois história mudou e o flare jeans, ou mesmo o bootcut, se estabelece como tendência, se consagrando como paixão indispensável ao dia-a-dia.

Eles são ótima opção para a silhueta tipicamente brasileira, das curvas marcantes, coxas grossas e bumbum avantajado. A boca um pouco mais larga, ajustada no joelho, ressalta o equilibrio das proporções e possibilita o uso de uma ampla gama de opções na porção superior. Entre as camisas utilizadas para dentro, com perfume formal e elegente, a possibilidade dos comprimentos sutilmente alongados – cuidando, apenas, para não cobrir quadril por inteiro e, assim, gerar um certo desconforto visual.

Nos pés, o uso dos saltos ou sapatos baixos – que carecem de um pouco mais de estatura para o bom funcionamento do conjunto. Cintos complementam o charme do look, mas entram apenas como elemento decorativo já que as modelagens tendem a ter uma cintura um pouco mais alta e, por sua vez, confortável. Por fim, o resultado é de pura confiança, fruto do conforto de uma calça que abraça as curvas e garante bem estar.

25 julho 2011
o blog e o fantasma da inutilidade

Uma conversa casual com colegas de trabalho, sobre blogs de moda, estilo, beleza e afins, levou a uma reflexão. Uma dessas conversinhas de mulher, quase uma divisão de informações, que trazem pontos interessantes e importantes – a prova viva do valor da troca de impressões. Citando os blogs regionais, ainda pouco (ou nada) conhecidos além das fronteiras de Belo Horizonte, percebemos algo que acontece, também, com uma enxurrada de outros blogs espalhados pelo país (e mundo), um fator interessante na construção dos mesmos; porém, é um pouco mais estranho observar, e analisar, quando você conhece, mesmo que por alto, os personagens da história. O que estava em pauta, ao menos não a princípio, não era apenas o layout, os looks ou a capacidade de escrever; a questão era, até que ponto vale a pena, e é seguro, revelar sua intimidade em um tempo onde já somos tão vigiados. Tamanha exposição pode trazer fortes consequências, que vão muito além de olhares de cobiça e comentários invejosos. Isso tudo, talvez, seja o perfeito alimento para o alterego e para a vaidade de quem posta suas ricas aquisições, suas coleções de bolsas, relógios e compras que superam, facilmente, os cinco dígitos em uma sacada só. Sequestros, assaltos, são parte de toda e qualquer sociedade. Já pensou? Enquanto se clicam nas portas de suas casas, mostrando sua intimidade, indicando rotina, de salão à dentista, de dermatologista à academia, alguém, não muito bem intencionado, pode estar do outro lado da tela planejando algo não tão maravilhoso. Sem contar aqueles que envolvem filhos e amigos nessa brincadeira perigosa, o tal desejo de mostrar-se interessante, vivo, antenado, ligado nos melhores programas ofertados, pode ter um preço caro.

A Cultura do Novo Capitalismo, de Richard Sennett

Aproveitando o gancho, é possível ir além e pensar na raiz de toda essa nova (não tão nova) mania. O blog pessoal, definido como espaço de moda, estilo, identidade, compras e troca de dicas, acabou virando desculpa para aqueles que, por alguma razão, ainda se sentem perdidos quanto a sua posição no mundo. O tal fantasma da inutilidade, tão temido – principalmente por aqueles afortunados que, por casos do acaso, podem se dar ao luxo de viver por conta do ócio – faz brotar a obrigatoriedade de uma profissão. Assim, o blog cai como uma luva e cobre o tal ócio justificado que é, aos olhos do mundo, muito mais poético. Não há mal em ser herdeira – e só. Em outros tempos faziam-se boas ações, caridade, hoje até isso caiu em desuso… pois o que importa, agora, é ser uma referência (uma it girl!). Uma lástima. Claro que essa desculpa perfeita serve apenas para alguns exemplos (sem generalizações). Porém vale lembrar que, entre Thássias e Marriahs, houve algo de novo, ou interessante. Thássia seduz por sua elegância natural, seu senso estético que cativa a todos e ela é top referência para quase todas minhas clientes, que amam o estilo da garota. Já Mariah faz suas fotos maravilhosas, posadas, com imensa qualidade, fruto não apenas do trabalho de uma ótima fotografa, mas principalmente de sua intimidade com a câmera; ou seja, ela desempenha bem o seu papel.

Talvez, mais do que jogar com o blog como um reality show pessoal, que os leitores acompanham como novela, ansiosos pelo próximo post, vale cuidar um pouco mais dos detalhes – da escrita, bem feita, ao conteúdo – deixando de lado a poesia do “minha vida é um livro aberto”. Para as amantes dos looks do dia, da exibição de compra ou apresentação de produtos de beleza (ou tratamentos estéticos) fica a dica de preencher as linhas com um pouco de informação, nem que sejam motivações pessoais e razões para tal escolha; imagens, por imagens, temos olhos para assistir ao mundo passar. Explicar-se, as vezes, pode ser melhor que se calar. Talvez isso tire, de alguma forma, o foco da exibição gratuita. Esse tempo da vaidade, essa era de exposição sem limites, tráz a tona a possibilidade de consequências incertas que só serão descobertas no futuro – em outro tempo.