Conversinha Fashion » BlogdaMariah
06 maio 2012
O retorno das marcas

Com fivelas que remetem a grifes renomadas, os cintos da temporada são, antes de qualquer coisa, símbolo de status

O cinto é um acessório super importante na construção de looks elegantes e arrumadinhos. Por muitas vezes sua utilidade é meramente visual, agregando um toque de requinte a produções básicas do dia-a-dia. Usados por vezes para marcar a cintura, ou realçar o quadril, estes podem ser lisos, simples, ou caracterizados por textura ou fivela chamativa. Atualmente, a moda é usar este acessório como elemento de status.

Decorados com marcas ou símbolos que fazem referência a grifes renomadas e badaladas, os cintos mais usados e vistos nos blogs de street style (e nas tais it girls) carregaram em suas fivelas elementos que deixam bem claro a origem daquela peça. Combinados a bolsas igualmente grifadas, são o novo uniforme para quem quer deixar sua mensagem de “sucesso”.

Mas a verdade é que longe das grandes fivelas escrevendo “Moschino”, com o duplo GG em forma de coração, Gucci; ou o inconfundível H, Hermès, vale pensar que as fivelas chamativas podem funcionar com outros símbolos ou detalhes quaisquer, longe da referência à grandes grifes. A peça atrai a atenção para a região do quadril, ou cintura, e pode muito bem servir como forma de equilibrar proporções, no caso de uma silhueta triângulo invertido, ou mesmo de criar curvas sinuosas para uma silhueta retangular. É um tipo de inspiração que não precisa carregar todo o peso da marca, dos cifrões necessários para tal, mas que pode ser incorporada com itens muito menos atemporais, como os cintos de fivela interessante, e assim repletos de personalidade. Já pensou?! Agora, quem gostou da ideia original, da tendência em si, e quer apostar (e investir) deve se jogar sabendo que em algum tempo o elemento perderá sua aura de novidade indispensável. Vale tal preço?! Façam suas contas, e suas escolhas.

26 dezembro 2011
Aposte na camiseta: como e quando

Não se engane pensando que a camiseta é peça para mulheres desleixadas

Um tipo de look fácil, simples, é o look com camiseta. A peça é super confortável e prática. O toque despojado pode ser facilmente quebrado com elementos de tom diferente, possibilitando uma ampla gama de estilos e referências.

Nada mal apostar na peça da maneira mais óbvia, que é no mix entre camiseta e jeans. Essa junção, já clássica e inconfundível, combina demais com o dia-a-dia; com um salto um pouco mais alto e marcante pode ser levada para a noite, aproximando universos que um dia já foram distintos.

Aliás, já foi o tempo em que a modelagem era trabalhada apenas na malha ou algodão. Já é possível encontrar camisetas em tecidos variados que aliam o conforto do corte ao requinte da seda, por exemplo – sem citar o brilho do lurex e do paête ou a leveza do linho.

Lisas, as camisetas são um pouco mais versáteis e substituem desde regatas de seda, ou malha, à camisas um pouco mais requintadas. Claro que a mensagem nunca será a mesma, mas a t-shirt pode muito bem ocupar um determinado lugar com diferente função.

No ambiente formal, elas não são tão indicadas. No entanto, podem ser inseridas em todos os outros universos. O que faz a peça combinar ou não com a ocasião é a forma na qual ela será combinada. E, no geral, isso vale para quase toda e qualquer possibilidade do guarda-roupa.

Estampadas, com mensagens, as camisetas podem um pouco mais de cuidado. Vale cuidar para que o visual não fique infantilizado ou jovial ao extremo, quase que caindo na casa do erro. Combine elementos como blazer, saltos, bolsas estruturadas ou calças de alfaiataria para recuperar o tom “arrumadinho” que se perde em meio a ideia da mensagem visualmente ilustrada. Vale lembrar que essa mensagem deve combinar com suas crenças e vontades.

Com saia, a camiseta ganha outra vida. De essência masculina, ela brinca com um mundo mais delicado ou sensual. O mesmo acontece com o short curto – do midi ao mini – que também é boa pedida na valorização da feminilidade/sensualidade.

No geral, o que faz com que a camiseta funcione é não deixar a facilidade da peça contaminar todo o look. Um visual preguiçoso, sem graça, é aquele seco ao extremo. Basta investir nas outras peças, ou nos complementos, para garantir um look inteligente e, acima de tudo, satisfatório.

30 novembro 2011
Não é uma Chanel, mas…

Não precisa custar uma fortuna para funcionar bem. Ótimas marcas nacionais são opções para quem está apaixonada por sapatilhas à la chanel

Se investir $500 dólares, ou quase mil reais, em uma sapatilha não é realidade para você, assim como não é para 99,9% das pessoas do mundo, vale buscar por modelos semelhantes que gerem um efeito similar. Sim, a peça é linda e super versátil, exatamente como dizem por aí. Essas sapatilhas femininas, de bico redondo e ponteira em cor contrastante (ou complementar) são um charme e funcionam bem com os mais variados tipos de look. No entanto, essas mesmas referências podem ser facilmente encontradas em mil marcas de calçados que já adoramos – e realmente consumismos. Santa Lolla, Arezzo e Shoestock são algumas delas e, aliás, ilustram esse post.

Dizer que uma sapatilha da Chanel ou Repetto (que custa por volta de $250, mais amiga!) vai durar a vida toda não procede, porque por mais incrível que seja a qualidade do produto ele está sujeito a deterioração natural do uso ou mesmo aos tristes efeitos do tempo. Se as bolsas ficam desgastadas, sem graça, os sapatos ficam ainda pior por estarem em contato frequente com o chão – a não ser que você seja uma diva que caminha por tapetes de seda acolchoados.

Colega, segura na minha mão e vem comigo. Sua sapatilha pode não ter as charmosas letras cruzadas logo na ponta, ou no calcanhar (um grande símbolo de status) mas você pode fazer composições super elegantes com modelos semelhantes que vão ser igualmente confortáveis e muito menos caros. Assim, você pode até ter os mil reais para investir em sapatos, mas por alguma razão acha mais legal ter seis sapatilhas, em cores variadas, no lugar de uma só. Questão de escolha, certo? E se você acha que vale a apena fazer essa compra, tudo bem também. Por que não?! Questão de prioridades. =)

Já que essa sapatilha fofa e útil é super prática, ótima peça para se ter no guarda-roupa, vale procurar aquela que combina com seu gosto, bolso e necessidades. Nos looks que ilustram o post, todos com sapatilhas Chanel, um mundo de ideias que servem mais para comprovar o quanto o calçado pode ser interessante para a vida. Funciona super bem com vestidos, calças curtas, estampadas, shorts e saias e conversa tanto com o ambiente formal quanto com o informal. Entre o bicolor e o liso total, o metalizado e o fosco, um pouco do que já é parte da realidade de mercado.

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27 setembro 2011
E o crochê apareceu de vez

Quando a tendência invade as ruas é hora de repensar formas de aplicação, dando um toque pessoal à referência.

Há quem considere o crochê uma tendência difícil de usar. Porém, essa afirmativa não convence. O trabalho artesanal, ou de toque artesanal, pode ser extremamente eficiente para aplicar feminilidade em looks pesados ou mesmo trazer um pouco de diferenciação à texturas já usadas de diversas formas, como o jeans ou o couro.

 Na imagem acima, looks da marca mineira Clair que faz um trabalho incrível de crochê. Chique e requintado, com o melhor do artesanal.

O que gera o caimento do crochê é o peso de seus pontos e o tamanho das aberturas. Quanto maior os espaços, e mais grossa a linha, mais peso visual é agregado. No caso de linhas finas, amarradas em construções delicadas, o resultado é igualmente suave garantindo lugar para sobreposições ou misturas inusitadas como as que estão sendo vistas nas ruas e nos blogs de street style. Já falamos aqui sobre ele, já conversamos sobre essas características, mas parece que só agora, com ares de primavera e verão, o trabalho começa a invandir de vez as passarelas urbanas.

Jogar com peças moderninhas super funciona, sejam camisas jeans, coletes de brim ou blusinhas de seda. O que importa, as vezes, é quebrar um pouco da referências caseira que a peça feita manualmente (ou que possui esse espírito) carrega. Os comprimentos curtos, por exemplo, são mais simples para oferecer um caimento leve.

Nos pés, as sapatilhas e os sapatos delicados ressaltam o toque romântico da produção enquanto botas e saltos plataforma quebram a referência e enviam outro tipo de mensagem. Nesse mesmo sentido os cardigans garantem ainda mais feminilidade enquanto as jaquetas de couro jogam mais drama e modernidade. O jeans, por sua vez, reforça o que hippie e as peças de alfaiataria contrastam com perfeição.

Por fim, vale a ideia de trabalhar com o crochê como ponto central, assumindo o toque despojado e livre que a peça oferece. Acinturar com uma faixa, ou cinto, ajuda a reforçar a elegância enquanto o toque soltinho assume o tom despojado da produção. Sem grandes detalhes, ou esforço, apostar na tendência (seja ela qual for) com suas ideias e com os elementos do seu guarda-roupa.

19 setembro 2011
Por um guarda-roupa menos preguiçoso

Nenhuma imagem interessante e envolvente se constrói através do descaso. É essencial abandonar a preguiça e dedicar tempo ao guarda-roupa

As vezes o problema de nossa imagem, ou visual, não está na pouca disponibilidade financeira ou na silhueta pouco em forma. As vezes, quase sempre, um visual largado e descuidado se deve a uma certa preguiça. Acabamos acomodados, nos escorando em desculpa pequenas, mas de grande impacto. Postergarmos a mudança, deixamos para mais tarde a hora de encarar os fatos – e o espelho – e adiamos, também, a tal sensação de bem estar fruto de uma autoestima elevada.

É claro que, acima de tudo, sentir-se bem é mais um desejo geral do que específico para um dia ou outro. Isso deve ser pensado, ou ambicionado, para a rotina do dia-a-dia, já que momentos de insatisfação com o visual, vez ou outra, são mais que comuns. É normal e natural não se sentir 100% confiante eventualmente. Passa a ser um problema, a ser solucionado, quando estamos permanentemente tristes com o que vestimos, exatamente naqueles momentos em que o ato do vestir passa a ser razão para desgosto. Isso é inaceitável, principalmente por se tratar de uma parte do dia que devemos curtir, afinal é ótimo ter a chance de trabalhar nossa embalagem em busca de contar as histórias que queremos contar.

Cabe cuidar do visual, de encarar com paciência e atenção o nosso guarda-roupa. Saber que na comodidade está um dos maiores vilões para a insatisfação pessoal, não apenas no ramo do que é visual, mas nas demais esferas da vida. No trabalho, nos relacionamentos, a rotina suga e cega nossas fontes de criatividade. Sabe? Um guarda-roupa menos preguiçoso nasce da atitude inicial de dar o primeiro passo, de encarar o erro e planejar a mudança. Nada muda se a atitude negativa continuar a mesma, permanentemente. Não se trata, também, de acordar um dia decidida a jogar todas as roupas no lixo e começar do zero. Trata-se de buscar referências, observar figurinos no cinema, na tv; talvez colecionar recortes ou mesmo namorar o look das amigas ou de meras desconhecidas.

O guarda-roupa preguiçoso nos leva para um jogo perigoso de auto-sabotagem. Essa preguiça, de dentro pra fora, pode e deve ser exterminada – o quanto antes! Dê uma olhada na sua vida, você está feliz com o que veste? Não? Trate de mudar algo pois o problema não é você, ou quem você é… ele está em você.

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