Conversinha Fashion » Arezzo
12 abril 2012
A vez dos tênis com salto

Despojados eles dão o que falar e ganham as ruas

Eles fizeram tanto sucesso por aqui que já começam a ser reproduzidos por marcas nacionais, como Arezzo e Santa Lolla (com coleção especial). Os famosos tênis da Isabel Marant, com salto anabela, são despojados e viraram febre entre blogueiras e celebridades. Eles garantem conforto, alguns centímetros a mais, e dão um toque de diferenciação ao look. Para alguns, a ousadia pode parecer demais; mas, para garotas e mulheres de estilo jovem a ideia é bem interessante e pode ser explorada.

A pegada de tal tênis é totalmente despojada e casual. Não há como pensar nesse tênis trabalhado com requinte e elegância. Por isso mesmo, ele não combina com ambientes formais – dá para perceber. O modelo é pesado e com isso pede peças ajustadas, ou ao menos pernas de fora para equilibrar o peso visual.

Uma boa ideia é combinar tal tênis a calça afunilada ou mesmo a short jeans, curtinho, colocando em evidência pernas longas e finas. Esse detalhe não é essencial, mas é um elemento que ajuda a não aumentar muito o peso visual da silhueta. Como o tênis é muito pesado ele pode carregar o visual e, com isso, fazer um certo estrago nas proporções do corpo. Mas, nada é regra. Se tudo der errado, busque o look monocromático.

Para quem quer brincar com algum outro elemento interessante no look vale jogar este para a porção superior, onde casacos pesados ou mesmo blusas estampadas ganham espaço. O conforto, nesse caso, vale a ousadia. E tudo mais é tentativa. Quem gostou da ideia do tênis com salto, mas acha um pouco demais, ou está encontrando dificuldade para comprar o seu, pode brincar com os modelos tradicionais das marcas de esporte, como Nike e Adidas. Os tênis com cano longo – sem salto – também são super legais e se aproximam um pouco da tendência.

22 fevereiro 2012
Baixinho, mas elegante

Mocassim, sider, buck, oxford… são inúmeras as opções sem salto além do mundo mágico das sapatilhas

Não é toda mulher que gosta, aguenta ou suporta um salto alto todo dia, dia após dia. Algumas vezes, ou sempre, o que faz a felicidade da mulher é a possibilidade de usar um calçado baixo que seja charmoso, que valorize a feminilidade e que seja confortável! Qual o crime nisso?! As opções são muitas. As marcas cada vez mais investem em bases que saem um pouco do padrão sapatilha, já batido, e entre modelos diversos surgem (ou reaparecem) opções tentadoras para rechear o guarda-roupa com sensação de bem estar. Nada mal.

Os calçados baixam conversam muito bem com todas as peças. Valem não apenas as calças, mas também os shorts, saias e vestidos que entram como opção para quem sair da orientação batida de usar saltos sempre que o look possui uma peça que quebra a silhueta em alguma parte – principalmente na linha das pernas. E para um visual arrumado, produzido, não são apenas os scarpins e as sandálias que funcionam. As sapatilhas já provaram que o solado reto é legal e que não é preciso estar nas alturas para ficar elegante.

Um pouco de cor, estampa ou mesmo textura vale como forma de valorizar a composição. Outra opção boa para ser pensada são os calçados em couro puro, bem tratado, que carregam um pouco da formalidade de alguns modelos de salto alto. O interessante é que existem opções para todos os gostos e estilos e não há desculpa para passar os dias da vida sentindo dores nos pés por conta de saltos desastrosos.

O comprimento um pouco mais encurtado, na linha ou acima da linha dos joelhos, garante silhueta alongada. De toda forma, quase todos os calçados aqui citados, entre mocassim, sider, buck e oxford, mostram bastante o peito dos pés e com isso criam uma linha longa nas pernas. Ótimo! Marcas como Arezzo, Santa Lolla e Richards são boas saídas para quem quer se aventurar nesse universo. O risco, claro, é não querer subir em um salto nunca mais.

30 novembro 2011
Não é uma Chanel, mas…

Não precisa custar uma fortuna para funcionar bem. Ótimas marcas nacionais são opções para quem está apaixonada por sapatilhas à la chanel

Se investir $500 dólares, ou quase mil reais, em uma sapatilha não é realidade para você, assim como não é para 99,9% das pessoas do mundo, vale buscar por modelos semelhantes que gerem um efeito similar. Sim, a peça é linda e super versátil, exatamente como dizem por aí. Essas sapatilhas femininas, de bico redondo e ponteira em cor contrastante (ou complementar) são um charme e funcionam bem com os mais variados tipos de look. No entanto, essas mesmas referências podem ser facilmente encontradas em mil marcas de calçados que já adoramos – e realmente consumismos. Santa Lolla, Arezzo e Shoestock são algumas delas e, aliás, ilustram esse post.

Dizer que uma sapatilha da Chanel ou Repetto (que custa por volta de $250, mais amiga!) vai durar a vida toda não procede, porque por mais incrível que seja a qualidade do produto ele está sujeito a deterioração natural do uso ou mesmo aos tristes efeitos do tempo. Se as bolsas ficam desgastadas, sem graça, os sapatos ficam ainda pior por estarem em contato frequente com o chão – a não ser que você seja uma diva que caminha por tapetes de seda acolchoados.

Colega, segura na minha mão e vem comigo. Sua sapatilha pode não ter as charmosas letras cruzadas logo na ponta, ou no calcanhar (um grande símbolo de status) mas você pode fazer composições super elegantes com modelos semelhantes que vão ser igualmente confortáveis e muito menos caros. Assim, você pode até ter os mil reais para investir em sapatos, mas por alguma razão acha mais legal ter seis sapatilhas, em cores variadas, no lugar de uma só. Questão de escolha, certo? E se você acha que vale a apena fazer essa compra, tudo bem também. Por que não?! Questão de prioridades. =)

Já que essa sapatilha fofa e útil é super prática, ótima peça para se ter no guarda-roupa, vale procurar aquela que combina com seu gosto, bolso e necessidades. Nos looks que ilustram o post, todos com sapatilhas Chanel, um mundo de ideias que servem mais para comprovar o quanto o calçado pode ser interessante para a vida. Funciona super bem com vestidos, calças curtas, estampadas, shorts e saias e conversa tanto com o ambiente formal quanto com o informal. Entre o bicolor e o liso total, o metalizado e o fosco, um pouco do que já é parte da realidade de mercado.

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18 outubro 2011
Alternativas para Havaianas

Deixar de lado as Havaianas e investir em rasteirinhas requintadas pode ser a salvação para looks pouco, ou nada, trabalhados.


Existem pessoas no mundo que abominam o uso de chinelos de plástico – principalmente as trandicionais Havaianas (oi, amor!). Assim, outras opções devem ser lembradas para substituir essa alternativa tão útil. Até mesmo porque os clássicos chinelos de tirinha nem sempre correspondem às necessidades das roupas, jogando em um look bacana um balde de água fria. A não ser que você esteja na praia, ou na piscina, chinelos de couro são, sem sombra de dúvida, opções boas o suficiente para garantir conforto.


Para aqueles que gostam dos chinelos um determinado ponto é insubstituível. O tal conforto. O calçado não prende os pés, não esquenta e não incomoda. Além disso, é fácil de colocar e tirar – além de certeiro para os dias de manicure. O que pode atrapalhar, as vezes, são os modelos pesados que geram um certo desconforto com o uso contínuo, ou mesmo com leves caminhadas. Fica assim a orientação para apostar nos modelos com poucas aplicações ou, ao menos, com aplicações delicadas e tiras que não sejam muito grosseiras para não cortar os pés. Estes modelos que prendem apenas próximos aos dedos são lindos, porém pouco práticos.

Os modelos com detalhes metalizados são mais requintados, então servem até mesmo para levantar ou valorizar um look. Vestidos soltinhos, shorts ou saias encurtadas combinam extremamente com o tom das rasteirinhas, que pedem acessórios em composição com o clima despojado. Não orna pensar em uma bolsa carteira (que requer um certo esforço para ser carregada) com uma rasteirinha, super despojada. As peças, os acessórios, precisam contar uma mesma história. A não ser que seja algo muito bem amarrado, com jogo de cintura e personalidade de sobra.

Mas se você não resiste as tirinhas de plástico, cada vez mais divertidas, vale apostar nos modelos menos tradicionais que remetem pouco à marca – pensando, até mesmo, nos modelos de plásticos dourado ou prateado.

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02 agosto 2011
Lojas viciantes e fidelização

Elas são envolventes, despertam ao extremo o desejo de compra; lojas viciantes possuem um amplo público fiel que, nas araras, sempre encontram o que precisam.

Elas fidelizam seus clientes com coleções interessantes, ligadas às tendências e forte sintonia (e respeito) com o corpo do consumidor. São porto seguro para mulheres que abastecem o guarda-roupa, estação após estação, com peças que não decepcionam – ao menos não ao extremo. São referência certeira nas buscas pelos itens imaginados, na construção fácil de looks interessantes.

A Zara é classica. Paixão de inúmeras mulheres, por todo o mundo, que dispensa apresentações. Mas, de toda forma, é uma rede de fast fashion que suga o melhor de todas as tendências e aplica em interpretações, as vezes bem literais, do que gera desejo de compra nas passarelas mais vigiadas do mundo. O que para alguns é ponto forte, a facilidade de interação com os produtos que ficam todos expostos, é uma desvantagem para outros, que gostam do contato e auxílio direto do vendedor.

Já a Shoulder é um exemplo claro de insersão das tendências em uma imagem de marca muito bem definida e estabelecida, que valoriza não apenas as mulheres jovens, mas as de todas as idades. Com um toque romântico, despojado, até as peças mais arrumadas são confortáveis e práticas. A distribuição dos produtos na loja, em blocos separados por tema, estampa ou estilo, também é ponto forte para os clientes localizarem em um amplo leque de opções aquela linha que mais conversa com seu gosto pessoal.

Atenção para a Le Lis Blanc que possui uma disposição muito parecida com a Shoulder, porém segue uma linha um pouco mais chique, apostando em tecidos sofisticados. Lojas amplas e arejadas, sempre frias, garantem o conforto. É esse clima refinado que faz da marca a queridinha das mulheres que querem ir além do romântico, que gostam de valorizar a elegância. O atendimento tende a ser simpático e bem direcionado, apesar de por vezes focar pelo excesso de elogios (algo que se repete em diversas marcas, por questão da própria vendedora). Assim, o que se tem como resultado é um ambiente propício para o distanciamento do real, que deixa o processo da compra muito mais divertido.

Enquanto isso a Farm conseguiu manter muitos de seus fieis seguidores mesmo após o boom da marca, com estampas alegres e divertidas que traduzem a identidade carioca. As modelagens, que quase sempre se repetem, são levemente alteradas pela utilização dos tecidos ou detalhes da vez, fazendo das coleções extremamente atuais – mas com forte personalidade. Até mesmo a pouca qualidade de algumas peças não atrapalha o sucesso da marca que é sucesso para jovens ou adultos de espírito leve e feliz.

Com pegada totalmente sexy, de rastros elegantes, a Bob Store abusa da feminilidade marcante para prender suas viciadas clientes. Estas aproveitam o estilo fatal da marca para explorar seu lado mais sensual, através do qual conseguem se sentir cada vez mais incríveis. Apesar do leque de produtos relativamente pequeno, limitado, as linhas são renovadas com boa frequência gerando a facilidade da exclusividade – ou da tão maravilhosa sensação da mesma.

Exemplos semelhantes são Arezzo, Santa Lolla, Espaço Fashion, Osklen, Animale, Richards, Colcci ou outras que, em seus contextos, possuem seus clientes fieis que conhecem cada e toda peça que chega, e sai, da loja. O cuidado, nesse vício e nessa forte sintonia com certas grifes, deve ser o de ganhar, por fim, um visual caricato ao extremo – quase que como um espelho do lookbook da marca.

Enfim, são imúmeras e variadas as marcas que conquistaram, e fidelizaram, seus clientes com a receita mais básica de sucesso no universo da moda. Produtos atuais, qualidade, ambiente confortável, marketing estável e equipe de vendas preparada. Esse mix, complexo, gera um resultado direto de satisfação em quem compra. Mais do que identificar os atuais bem sucedidos nesse universo vale perceber como tudo isso é volátil. Até pouco tempo atrás nomes como Vide Bula, Zoomp/Zapping ou Forum eram preciosidades aparentemente inabaláveis; porém, por questões variadas, tudo mudou e outras marcas assumiram esse lugar. A razão disso é que nada é insubistituível e nós, como compradores que precisamos de roupas legais para usar, sempre encontramos nosso reflexo em um outro universo.

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