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09 agosto 2011
O limite da sensualidade

Corpos, estilos e identidades diferentes devem encontrar seu próprio caminho para explorar a sensualidade de maneira adequada à ambientes e ocasiões.

Medir o grau de sensualidade adequado à certos ambientes é quase que o desafio eterno de toda mulher. Difícil saber como aplicar um visual feminino, interessante, capaz de atiçar o interesse masculino sem cair na casa da vulgaridade. Difícil, também, conseguir balancear a sensualidade com a seriedade do local de trabalho. O segredo para boas doses, certeiras, de sensualidade está nas sutilezas; estas nascem na maneira de trabalhar decotes, comprimentos encurtados, pele a mostra, transparências, tecidos colantes ou mesmo qualquer tipo de elemento que, de uma forma ou outra, remete ao universo do fetiche. O mesmo vale para algum tipo de detalhe que alimente a imaginação do sexo oposto, sem nem precisar, para isso, ousar demais.

Algumas mulheres, naturalmente sensuais, conseguem explorar com grande facilidade a sensualidade na própria atitude e na forma de se portar. Entre elas, Angelina Jolie que em diversos filmes, como Salt, Lara Croft, 60 Segundos, A Troca ou O Turista consegue, sem abusar de roupas vulgares, mostrar toda sua confiança. A questão está clara no olhar, na forma de se apresentar, de se impor. As roupas sensuais apenas complementam o visual, e conversam.

Outras mulheres, não tão sexys, ganham esse toque pelos pequenos detalhes – como é o caso de Jennifer Aniston. Todo Poderoso, Dizem por aí, Ele não está tão a fim de você, Fora de Rumo, Separados pelo casamento ou Marley e Eu, são boas referências para entender o estilo da eterna Rachel. Ela é sensual nas miudesas, em grau muito mais suave, porém ainda assim presente. Pela sua silhueta magra e de poucas curvas as roupas justas, fendas e transparências não chocam tanto; os decotes, então, podem ser mais aprofundados, enquanto os comprimentos sobem e as roupas ficam mais próximas a silhueta.

Salma Hayek, por fim, é outro estilo de mulher. Em Volver, X-Men, Frida, Era uma vez no México, Dogma, Estúdio 54, Traffic ela é completamente sensual, onde decotes semelhantes aos utilizados por Jennifer Aniston ganham outra conotação, outro efeito final. A silhueta extremamente curvilínea pede, então, por mais cuidado, diferentemente do que acontece com Angelina Joline que, apesar do rosto super sexy, possui uma silhueta fina e longa – ainda que com curvas.

São corpos, estilos e identidades completamente diferentes que, de uma forma ou outra, conseguem seduzir e enviar suas dicas de segundas (terceiras e quartas) intenções. Regras gerais não podem ser pensadas, porque o que há como referência é, mais do que tudo, a relação entre corpo e roupa, atitude e looks. Por via das dúvidas, de toda forma, fica a importância de dosar o quanto mostramos e o quanto queremos nos mostrar dependendo da ocasião e do contexto.

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