18 janeiro 2012
Por um guarda-roupa mais criativo

Algumas vezes o que falta ao guarda-roupa não são roupas, mas sim criatividade

A decisão de abrir mão de certas peças do guarda-roupa é muito difícil e delicada. Muitas vezes o desapego não é a solução para problemas ou incômodos que prejudicam a rotina diária, e necessária, do vestir. Bem além da ideia de abrir espaço entre roupas realmente importantes, que são usadas, há também dois outros pontos que dificultam a limpeza no guarda-roupa. Há a questão do forte caráter emocional que certas peças guardam e também o alto investimento que foi dedicado as roupas. Quebrar essa barreira do emocional e financeiro é muito importante, mas por vezes não é o único ponto indicado ou a única saída. As vezes as roupas não são mais utéis por outras razões; entre essas, existem muitas que estão em ótimo estado e que podem ser aproveitadas com um pouco mais de criatividade ao sair do padrão utilizado dia após dia ao brincar com looks diferentes, ideias novas em meio ao uso viciado de determinadas composições.

Para todas essas possibilidades de falhas ou dificuldades ao vestir existe algum tipo de solução. Basta, antes de tudo, descobrir e interpretar qual o problema. Em caso de pouca criatividade pode-se pensar em “atacar” primeiro a fonte de informações, enriquecendo a bagagem visual com referências e inspirações mil. Pouca criatividade não é um problema difícil de ser solucionado, mas para tal é necessário quebrar a barreira que limita a construção de ideias novas e interpretações variadas. Trata-se de ousar, de ir além, de ter um pouco de coragem para tentar algo novo.

E onde estão essas inspirações? Estão em todos os lugares. Mas, para quem ainda não está treinado para coletar referências visuais vale apostar em revistas, sites e blogs repletos de looks e ideias. O cinema também é uma excelente referência, cheio de personagens que, por vezes, parecem trazer exatamente o que gostariamos de ter como visual. A construção de um book de referências, seja ele virtual ou material, é a porta para um novo momento, com novas ideias e mais coragem para ir além.

Um exercício interessante e simples é o de recortar, colecionar ou reunir imagens de looks, peças ou mesmo combinações de cores que fazem seus olhos saltarem, que atraem a sua atenção. Em um primeiro momento essas ideias podem até parecer improváveis para você, mas se eu olhar ficou preso naquela imagem por alguns instantes é porque de fato há algo nela que lhe tocou. Na hora de aplicar as referências o receio de ser mal visto, ou de se sentir mal, pode ser uma barreira para sair da zona de conforto (tão prejudicial em todas as esferas da vida). Por isso, é bom agir com coragem e experimentar sem medo, sem timidez, e sem o ato falho de se deixar levar pela insegurança e correr de volta para o guarda-roupa e vestir aquela roupa batida que nada lhe acrescenta.

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02 dezembro 2011
Camisas, dobras e mangas

As camisas da Dudalina não são a razão do vídeo, porém o post antigo vale como base para a Conversinha em vídeo que vocês podem conferir. Falo sobre dobras para mangas de camisas e um pouco sobre o que é possível fazer com essa peça – incluindo dicas de decote e colares.

O que importa, não só para as camisas mas para todas outras peças, é não ter medo de experimentar coisas novas. Claro que uma camisa legal ajuda muito, pois é uma peça na qual tecido bacana é essencial. Mas o que vale acima de tudo é ter boa vontade. =)

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29 maio 2011
O que sobe, o que desce

Organizar o guarda-roupa por estações é um tipo de atitude que muito facilita a vida; requer certa dedicação, em alguns momentos, mas gera resultados tão legais que vale a pena tentar. Os motivos podem ser os mais variados – não interprete, por favor, estações apenas como estações do ano. A vida é feita de fazes. Por vezes uma gestação, uma viagem, uma cirurgia plástica ou qualquer mudanças na rotina pede que certas roupas fiquem em stand by. Mas e aí, como lidar?

Separar

Faça uma boa arrumação no guarda-roupa e aproveite o momento para selecionar o que entra e o que sai/sobe (temporariamente). Deixe as peças mais básicas, fáceis, ao alcance e separe tudo o que estiver em ótimo estado de conservação, mas que não entra na rua rotina de uso para o futuro próximo. Pense naqueles vestidos de festa chiquerrímos, sapatos com saltos finíssimos, casacos de frio, peças tematicas, tudo aquilo que você só vai aproveitar em outra hora. Ter que encarar peças inúteis (por hora), dia após dia, é algo muito desnecessário.

Alguns casos específicos geram atitudes bem particulares. Para gestantes essa escolha, e separação, é bem importante. A ideia pode ser a seguinte. Separa-se aquelas roupas que já não servem (ou que estão apertando). Vale esquecer tudo aquilo que é muito acinturado, roupas mais justinhas na região abdominal, vestido muito marcados ou mesmo calçados que vão apertar os pés inchados. Depois do nascimento da criança, e de uma leve recuperada da silhueta antiga, chega a hora de voltar a ter contato com a roupa antiga – com a consciência de que o corpo mudou e muitas peças podem não mais servir. Hora de compras bem pensadas para se sentir bem nesse meio tempo de recuperação do corpo antigo e tudo mais.

Como guardar

Caixas de papelão não são uma boa ideia. Mesmo em locais fechados, bem cuidados, umidade e outros fatores geram um ambiente propício para mofo ou mal cheiro. No caso de tecidos finos e delicados, principalmente, todo cuidado é pouco! Importante manter as roupas em caixas plásticas ou mesmo dentro de saquinhos limpos. Claro que é um gasto extra, mas a resposta é boa. Garanto.

Essas caixas podem ser encontradas em lojas de produtos para casa – ou material de construção e afins. Para a região de Belo Horizonte cito a Leroy Merlin, com suas caixas coloridas e transparentes. Uma graça.

E aí?!

O momento de voltar com as peças para o guarda-roupa pede remanejamento de lugares e reorganização o geral. Para roupas de festa vale uma boa lavagem na lavanderia e, no caso de casacos, um mínimo de cuidado para tirar o pó ou mal cheiro – conversa sincera de quem encara guarda-roupa toda semana e sabe como é ruim o odor de roupa guardada há muito tempo.

Então, o guarda-roupa não precisa estar sempre oferecendo tudo o que possui. Pense que as lojas guardam seus estoques em viradas de temporada e podemos fazer algo semelhante na nossa vida. Tudo por um dia-a-dia mais fácil, com poucas e boas roupas.

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24 março 2011
Blocos de cor

Quem assistiu ao September Issue (o documentário sobre a edição de Setembro da Vogue América – e mais) viu muito color blocking nos corredores, entre as vontades da incrível Grace Coddington. Tudo isso em 2009. Agora, dois anos depois, a tendência de fato toma forma e invade as ruas. Demorou, mas aconteceu – processo lento. Foi no mínimo interessante assistir novamente ao documentário um dia desses, tanto tempo depois, e perceber não só os blocos de cor mas também as peles, as texturas, a seda e outras referências que estão aí nas vitrines e nas ruas. Coisas da moda. Mas se a tendência apareceu, e bateu vontade de usar, nada mais simples de incorporar ao dia a dia. Sem mistério, sem complicação, junção de cores fortes e contrastantes em um mesmo look.

A ideia pode sair da geometria, ou dos quadros de Mondrian, porém não tanto como nos vestidos de Yves Saint Laurent. Imagine mais as peças separadas com cores específicas e puras, blocos reais. Sim, você pode ficar parecendo uma caixa de lápis, mas basta não complicar e minimizar o número de tons. Três ou quatro, incluindo acessórios, já dão um super efeito; dois tons, um bloco na porção superior e outra na inferior, também já se faz mais que suficiente.

A escolha das cores deve ficar a cargo da silhueta e das necessidades. De toda jeito mais do que pensar no equilíbrio de um ponto vale a ideia de buscar a coerência do conjunto. Contrastes, nesse caso, são necessários e importantes. Dá até para apostar no tom sobre tom em alguns elementos. Daí um color blocking mais acessível.

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03 março 2011
Para fazer em casa

Pagar mini fortuna por certos acessórios é coisa de dar dó. Por aqui colares, pulseiras e anéis as vezes carregam preços dignos de produto exclusivo, o que dificulta a aquisição de algumas muitas coisas legais. Tudo bem. Para vencer o jogo basta ter um pouco de paciência; talento nem é a questão. No blog “Because I’m Addictec” Geri postou como fazer um bracelete super fofo, ideia ótima - que veio de outro blog.

É altamente válido experimentar a mistura de materiais ou mesmo buscar outros tipos de peças, lembrando sempre que é possível usar esse tipo de elemento em sucessão ou mesmo junto à relógio e outras pulseiras mais fininhas. Fica a dica, ainda, de tentar brincar com outros aviamentos. O baixo custo final definitivamente faz valer o tempo gasto. E pode ser uma terapia.

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