Conversinha Fashion » Testar e Experimentar
15 agosto 2016
Como transformar o jeans com barra dobrada #TruqueDeEstilo

Aquela calça jeans de sempre pode ganhar nova cara com um simples truque: dobrar a barra. Sim, pode parecer bobagem, mas o feito é pra lá de interessante! E são detalhes pequenos que fazem toda a diferença e mudam completamente o resultado estético de uma peça.

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Dobra aqui, ajeita ali. Uma enroladinho na barra do seu jeans pode gerar um efeito incrível! Aquela peça de sempre pode ficar mais despojada, ou certinha… ou mesmo mais moderninha e menos básica.

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Existem inúmeros os tipos de dobras. Sendo que os efeitos variam. E, claro, o jeito que a peça fica no corpo vai depender principalmente da modelagem natural da calça e da forma que ela foi usada (com qual tipo de peça – blusinhas, camisas, ou algo assim).

  • as dobras finas e estreitas agregam menos peso visual (aumentam menos o volume das pernas)
  • as mais grossas chamam destaque para um ponto inferior (bom para quem quer valorizar as coxas)

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E como dobrar? Tentando, experimentando, arriscando e vendo o que cai melhor com o jeans em questão. Existem os mais grossos e pesados que aceitam melhor dobras rígidas e marcadinhas, enquanto os jeans moles e maleáveis são ótimos para enrolar.

Assista e brinque com os jeitos de usar o jeans com a barra dobrada!

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05 abril 2016
Vídeo: preto e marrom combinam?

Durante muito tempo, bem antes de me enveredar pela Consultoria de Estilo, eu achava que preto e marrom eram cores que não combinavam – jamais. Na minha cabeça, os tons viviam, exclusivamente, em mundos diferentes e não poderiam ser usados juntos. Nunca.

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No entanto, com a experiência e um estudo de cores na época da faculdade (quando aprendi mais sobre Teoria das Cores) fui percebendo que o preto e marrom podiam sim gerar resultados positivos quando incorporados em uma mesma imagem.

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Ou seja, preto e marrom combinam e, não só isso, ficam bem juntos. Os neutros profundos carregam uma elegância improvável, além de serem bons aliados ao serem explorados como base para outras junções.

Isso, sem contar, as muitas variações existentes no uso do marrom – dos mais claros (puxados para o bege) aos mais escuros, até os alaranjados (lembrando o mostarda). Eu, por aqui, apresentei todos esses tons como marrom, para quem acredita que eles só ficam bem com branco ou cores vivas, como vermelho, azul e verde.

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A base terrosa do marrom com o neutro mais usado entre todos, o preto, cai muito bem para o inverno, mas também pode ser saída para o verão. Na estação mais quente do ano salpicar cores vivas no mix (reunindo três ou mais cores) faz o look ganhar muita vida.

O assunto foi tema de um vídeo que gravei para o YouTube. Por lá também falo sobre combinar prata e dourado, para alguns assunto polêmico.

E você, o que acha da combinação do preto com marrom, ou prata com dourado?

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19 fevereiro 2016
Poás – ou bolinhas: características e efeitos

Poás ou as boas e velhas bolinhas. Pra muitos uma estampa divertida, para outros um símbolo de elegância. Seja como for é o tipo de padrão que mexe com as emoções, do ame-o ou deixe-o, ao famoso “não sei como usar”.

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O efeito da estampa na silhueta, como em qualquer e todo outro caso, vai depender muito das características da mesma. Como já foi dito Roupas que emagrecem ou engordam?, o que importa é a combinação de certos detalhes. Afinal, o que define o impacto de uma peça estampada nas proporções do corpo é: o tecido, seu caimento, o tamanho da estampa e a relação entre a cor de fundo e a cor de destaque. Parece complicado, eu sei, mas não é.

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De maneira geral (o que não é uma regra) no caso específico das estampas de bolinhas:
– Quanto maior a bola, mais peso visual acrescenta;
– Quando maior o contraste entre a cor de fundo e a cor da bolinha (ou bolona), mais peso visual acrescenta
– Quanto maior o volume da peça estampada (quanto mais cheia ou larga); mais aumenta

Ou seja, combinando vários fatores que ampliam as proporções do corpo o resultado é…. mais peso visual, que é a tal sensação de que a roupa engordou. Ou, de que a estampa de poás te deixou com a silhueta mais volumosa. O que, vamos considerar, não precisa ser algo exclusivamente ruim.

Se formos avaliar, caso por caso, existem mulheres que gostariam de valorizar a região do quadril… então, um truque para aumentar a região é positivo! =) O mesmo vale para quem pensa em dar uma reforçada na região dos seios. Sabe? Existem tantas mulheres, tantos corpos diferentes, tantas necessidades… 

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Entre bolinhas e bolonas, as bolotas podem ter até mesmo personalidades diferentes. Uma estampa de poás agigantados é muito mais dramática e criativa do que uma de mini poás, que gera um efeito mais clássico e elegante.

Há, também, os poás multicoloridos. Um carnaval de alegria. Ou, então, o mix de estampas com bolinhas e flores, bolinhas e listras, bolinhas e tudo o que você quiser. Pura ousadia.

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E o que acontece quanto as bolinhas são espaçadas, quase que solitárias na peça? A estampa não acrescenta tanto peso visual. O efeito é bem diferente daquele encontrado no padrão que mostra os círculos bem juntinhos. Vê o número de fatores?

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No final, seja como for, o que importa é gostar da estampa, encontrar uma modelagem que te valorize e se divertir. Nem todo poá é igual, mas com certeza por aí existe um que é a sua cara!

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01 fevereiro 2016
Organização de guarda-roupa: sobe e desce

Organizar o guarda-roupa por estações facilita a vida, principalmente para quem vive em espaços pequenos e não muito bem distribuídos (com guarda-roupas nada funcionais). A ação requer certa dedicação, em alguns momentos pontuais do ano, mas gera resultados bem legais. Os motivos podem ser os mais variados – não interprete, por favor, estações apenas como estações do ano. A vida é feita de fases. Como aquelas caracterizadas por uma gestação, uma viagem longa, cirurgia plástica ou qualquer mudança na rotina que peça que certas roupas fiquem em segundo plano. Mas e aí, como lidar?

Closet grande como os de novela, filme ou série? Sabemos que a vida real é bem diferente…

O sobe e desde pode acontecer duas vezes ao ano (menos ou mais). Vai depender da sua rotina, das suas necessidades. A ideia é armazenar aquilo que não está em uso no momento e ter espaço para visualizar o que você tem, e usa. Isso, no entanto, não pode servir como desculpa para fazer mais compras… e lotar de novo o pequeno guarda-roupa… trapacear não vale…

Separar

Faça uma boa arrumação no guarda-roupa e aproveite o momento para selecionar o que fica e o que sai, temporariamente. Deixe as peças mais básicas, de uso recorrente, ao alcance e em destaque. Depois, separe sem dó tudo o que estiver em ótimo estado de conservação, mas que não vá entrar na rua rotina de uso no futuro próximo. Pense naqueles vestidos de festa chiquerrímos, sapatos com saltos finíssimos, casacos de frio, botas de cano longo, peças temáticas, ou seja, tudo aquilo que você só vai aproveitar em outra hora… talvez roupas de praia, ou, em casos específicos, as peças que ficaram momentaneamente pequenas (por uma gestação).

Tudo isso porque ter que encarar peças, por hora, inúteis, todos os dias, é algo muito cansativo e que dificulta o ato do vestir quando não há espaço suficiente para trabalhar com o que se tem. E o momento se faz, claro, superoportuno para um bom desapego. O que não cabe, não combina, não serve ou não vai ser útil (nem hoje, nem no futuro) pode ser doado ou vendido – como for melhor.

Como guardar

As roupas separadas podem ir para o maleiro, por exemplo. Em caixas, claro. Caixas de papelão não são uma boa ideia. Mesmo em locais fechados, bem cuidados, umidade e outros fatores geram um ambiente propício para mofo ou mal cheiro. No caso de tecidos finos e delicados, principalmente, todo cuidado é pouco! Importante manter as roupas em caixas plásticas ou mesmo dentro de sacos limpos. Claro que é um gasto extra, mas o retorno é bom. Essas caixas podem ser encontradas em lojas de produtos para casa ou material de construção.

E aí?!

O momento de voltar com as peças para o guarda-roupa pede remanejamento de lugares e reorganização o geral. Ou então é possível etiquetar as caixas e só abrir, pegar o que quer (aquele vestido longo, ou o casaco pesado para uma viagem específica) e vida que segue. Antes de suar, para roupas de festa vale uma boa lavagem na lavanderia e, no caso de casacos, um mínimo de cuidado para tirar o pó ou mal cheiro.

O guarda-roupa não precisa estar sempre 100% disponível, oferecendo tudo o que ele possui. Tudo isso por um dia-a-dia mais fácil, com poucas e boas roupas.

Post publicado, originalmente, em 29 de maio de 2011

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10 janeiro 2016
Por mais diversão, e satisfação, no visual de trabalho

Quem bate cartão, ou mesmo é patrão, sabe exatamente como é difícil manter um visual coeso – dentro das regras profissionais – e coerente com o estilo pessoal, sem cair na mesmice. O segredo, no entanto, pode estar em não levar tão à sério as limitações do vestir impostas pelas cartilhas dos personal stylists e gurus de estilo - ok, culpada e condenada, mas já mudei a abordagem há bastante tempo. Ou seja: buscar uma imagem menos quadrada e mais compatível com as suas necessidades e com aquilo que traduz quem você é.

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Quem foi que disse que o visual profissional precisa ser chato?!

Transmitir seriedade com o visual não significa, necessariamente, se fechar em uma limitada cartela de cores, uma pequena gama de texturas, ou uma minúscula seleção de modelagens (a tal fórmula calça social + camisa de manga longa). Significa não transpor certos fronteiras… o limite do que é moral, do que pode agredir visualmente os seus colegas ou superiores, ou mesmo do que pode entregar um resultado muito desleixado.

Ou seja, é possível ter uma imagem profissional apurada, que respire o seu estilo, a sua personalidade e o seu jeito, sem que pra isso você precise carregar das 8h às 18h uma imagem chata ou que você desgoste. Ufa! Ainda bem.

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Os neutros, como o preto, branco, ou marinho, podem ganhar acessórios interessantes ou peças complementares inusitadas

Sabe aquelas cores e estampas que te falaram que deveriam ser esquecidas? Se assim quiser, traga-as de volta, agora! Elas estão permitidas e, se te fazem feliz, vão fazer todos felizes. O que mais importa é um colaborador confiante e bem humorado. E isso parte, muitas vezes, de satisfação com a própria imagem. É claro que alguns lugares trabalham com uniformes, orientações que batem até mesmo no tom do esmalte (pois é), mas se esse não é o caso… se joga!

Lembra de quando lhe disseram para deixar os vestidos de lado, no escritório? Bom, muitos deles são mais do que bem vindos no ambiente profissional. Acertar a mão em certas peças – os polêmicos vestidos e saias incluídos – requer entender a noção de bom senso. Que começa no seu conforto.

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Looks com cores jogam diversão no dia a dia e, do seu jeito, podem também transmitir seriedade

Questões para pensar

  • Uma roupa que te deixa incomodada, se ajeitando o dia todo na cadeira, não é uma roupa para escritório e para trabalho. Não funciona. Melhor deixar pra lá. Quando o foco sai da sua função e vai para algo mais, ferrou.
  • A linha entre o aceitável e o vulgar no que se trata de transparência, tecidos vazados, decotes profundos , comprimentos encurtados é muito tênue. Muuuito. Observe. E ao sinal de qualquer dúvida, evite.
  • Ainda sobre o tópico sensualidade, existem ambientes de trabalho mais e menos informais. Em certas agências de publicidade ou mesmo escritórios ligados à moda, arquitetura, ou outras questões que não incluem o atendimento ao público, praticamente tudo é válido… mesmo! Então, sentir o clima é essencial. Tipo, sabe aquelas blogueiras que trabalham de mini shorts? Tudo ótimo! Mas, sabe a engenheira que usa bota? Ela precisa. Não rola salto em obra. Bom senso.
  • O tênis pode funcionar? Pode, talvez, mas não aquele tênis de ginástica. O salto é obrigatório? Tecnicamente, não! Mas, se o ambiente é estritamente formal o melhor é focar em uma sapatilha bem trabalhada, deixando a casualidade plena de lado. Tudo é uma questão de equilíbrio.
  • O que faz a diferença, demais, são as questões básicas como: limpeza das roupas e acessórios e, lógico, higiene pessoal. Chato falar disso e por vezes até pouco necessário, mas dê atenção aos detalhes… Uma roupa superalinhada perde toda a sua graça quando está suja e amassada.

 

No mais, sempre buscamos, como regra, o melhor visual para a nossa vida pessoal – festas, eventos sociais e encontros. Mas, não podemos nos esquecer que passamos grande parte do nosso tempo no nosso ambiente de trabalho (seja ele em casa ou em algum tipo de escritório). Ou seja, que bobagem seria deixar para explorar o nosso melhor apenas em alguns rápidos momentos da nossa vida, quando há tanto para ser feito em outras circunstâncias… sabe?! Investir no visual profissional é investir na sua autoestima. Você pode, hoje, estar infeliz com o seu trabalho… mas não precisa deixar tudo pior fazendo a situação virar um desastre ao deixar de se cuidar, ou ir para o trabalho da pior maneira possível, como uma vingança contra os seus chefes ou contra a corporação. Lembre-se de que a maior prejudicada com uma atitude de sabotagem como essa será, sempre, você. Somos, parte, como nos mostramos. Ou não?

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