Conversinha Fashion » Só pra Constar
27 dezembro 2010
Curiosidade não mata, mas…

Já que o clima geral é de férias deixo hoje aqui o curta Alma, de Rodrigo Blaas, só para espairecer.

25 dezembro 2010
Só para lembrar…

Ganhou presente lindo, amou, adorou, mas veio em numeração errada?! Na hora da troca se segure para não fazer outras aquisições afinal já estamos quase em janeiro – aquele mês maravilhoso cheio de liquidações. É bom evitar impulsos consumistas nessa época para que em pouco tempo não venha aquele arrependimento por encontrar com fortes descontos roupas e acessórios pelos quais você pagou uma nota. As lojas aumentaram sim os preços nesse fim de ano, até bastante, e esse aumento logo será transformado em desconto.

  • %
08 dezembro 2010
Sunkissed por Giovanni Bianco

Se tem uma coisa que faz minha cabeça são comerciais. Tanto que a cada palestra ou treinamento ilustro os tópicos com vídeos (sejam antigos ou recentes) de marcas que conseguem reunir informação, desejo de compra e diversão. Cada vez mais a moda, a compra, pega no sentimento e no emocional com isso os vídeos se fazem indispensáveis. Ainda assim são relativamente poucas as marcas brasileiras que exploram tal universo… uma pena.

A Schutz mais uma vez apresenta sua nova coleção (o alto-verão) com um vídeo produzido por Giovanni Bianco. O mesmo já havia sido feito com as Fly Girls, no verão, e agora com Sunkissed as peças em trançados coloridos e vibrantes fazem releituras super sensuais e fetichistas de um conceito de base artesanal.

Leia mais

  • %
20 setembro 2010
Só pra constar…

Essa frase de Umberto Eco é direcionada a questão da construção de figurinos, mas pode ser bem aplicada ao vestuário como um todo já que ao pensar/bolar um visual diferente estamos buscando interpretar alguma coisa – mesmo que seja uma versão mais legal da gente mesmo. E não há nada mal nisso, pelo contrário. Vestir-se para interpretar auxilia a sair da rotina, quebrar o gelo do dia após dia; enfrentamos, assim, com mais animação cada etapa da vida.

Enfim, não há nada de mal em sair do padrão dentro do campo da moda, roupa e imagem. Experimentar fortalece a independência da mente, alimentando seu estilo pessoal com cavalares doses personalidade. Nem tudo que é diferente é bonito, mas pode ser interessante.

A imagem de cima, por exemplo, é para quem, como eu, curte um ‘mistura tudo e segue em frente’. Porque é na desordem que está o toque legal, no qual não conseguimos encontrar muita coerência nas formas mas sabemos que a história funciona. Textura, aplicação, estampa, bordado, pulseiras em ambos os braços e uma calça neutra para segurar. Talvez pela foto, talvez pelas cores, o resultado é atraente. Mas será que foi pensado? As mensagens ocultas são bem claras… de ousadia, coragem, ou mesmo de vontade de chamar atenção. Nunca sabemos ao certo o que move o outro a se vestir de determinada forma.

Na imagem logo acima contraste entre babados e corrente, o pesado e o leve. o estruturado equilibrando a leveza do fluido. Além disso os babados que em tecido molinho caem sobre o corpo, secos na região de cintura crescendo na região de quadril. Bobinha? Que nada, na bolsa a possibilidade de que o vestido solto seja um recurso de tendência atualizado pelo acessórios; ou, então, a história pode ser contrária… e as correntes são o que atualizam a meiguice natural da garota.

É assim. interpretamos e interagimos com pessoas que interpretam outros personagens, sendo que alguns conseguem maior sucesso nessa brincadeira. Vale sempre pensar que mais importante que fingir é ser algo legal e real dentro do que você acredita e realmente é. Nisso deixamos os personagens para momentos bem específicos, aqueles em que o artifício da roupa surge como forma de auxiliar e não (jamais!) enganar. Pior que ludibriar o público é enganar a si mesmo.

  • %
10 setembro 2010
Coisas da (tal) vida

Existem dias, ou épocas, em que a vida ensaia brincar com você. Sinais, indicações, encontros, desencontros, falhas e acertos que parecem lhe contar uma história; mas, o quão difícil é entender o contexto?! Encarar uma realidade para a qual tapamos os olhos pode ser muito doloroso e cruel, principalmente quando a novela se arrasta por muito tempo passando a ser parte de seu cotidiano. Já percebeu o quanto é difícil se desapegar de um costume?! Não mais que de repente a vida (essa tal vida, quase uma pessoa materializada) vem lhe dar um susto jogando nas suas mãos, mais que repentinamente, um mundo de informações novas a serem assimiladas. Em meio a essas novidades, talvez das quais você já muito desconfiava, brota a vontade de não acreditar ou ao menos de acreditar naquilo que o outro (ou outra) lhe fala. Saber qual decisão tomar é muito difícil e as estatísticas apontam que quase sempre tendemos a cair no erro, dramatizando pontos a serem esquecidos e menosprezando detalhes e descobertas que tudo possuem de real. Num mundo onde não conhecemos ninguém por completo, mas estamos sempre conectados por coincidências e amizades ligadas à amizades, o que parece mais seguro é confiar em seu coração – por mais barango que isso possa soar. Alguns lhe enganam, outros tentam lhe enganar, mas se algo está acontecendo é porque do jeito que estava não podia mais ficar. Seguir o sexto sentido, sabe?! As vezes parece que a vida (Vida, vou mesmo lhe tratar como pessoa) trata de organizar suas peças, forçando recomeços e encerrando etapas. Curar feridas, esquecer erros do passado, superar medos. Devemos acreditar sempre que se um ciclo se fecha é porque outro muito melhor e mais bonito está para começar. Que tenhamos força para recomeços, que tenhamos coragem para nos expor e que mentiras apareçam em meio a coincidências, nessas coisas que nem os filmes conseguem reproduzir tão bem. Nesse mundo não existem protagonistas e antagonistas, somos todos personagens buscando um objetivo em comum – a felicidade. Se cada novo dia é uma página em branco, temos o direito de nos recusar a repetir um final infeliz.