Conversinha Fashion » Só pra Constar
05 agosto 2012
Só pra constar

Eu, você e todos nós por vezes nos acostumamos com menos do que merecemos. Também por vezes nos acostumamos com o sofrimento, ou com o peso dos problemas, com a amargura como justificativa e desculpa. Assim, as marcas do que é doloroso, ou insuficiente, ficam no rosto cansado, na postura largada, na carga que peso nos ombros. Não é fácil, mas com o tempo já nem percebemos o quão cansativo é viver assim.

Nos acostumamos com o que é negativo, talvez sem saber o por quê… ou usamos isso como uma razão para alimentar reclamações, salientando os problemas e destacando as dificuldades que nos afastam da realidade. Seja como for, nenhuma pessoa deve levar na manga uma história para explicar a razão pelas quais algo não deu certo. Pesa menos assumir o erro ou apenas encarar que nem sempre as coisas funcionam na primeira tentativa, seja pelo que for. Se despir do papel de vítima é se vestir de força e coragem e assim dizer ao mundo que você está sim pronto para que coisas boas aconteçam. Esse otimismo por mais poético que seja pode transformar seu dia, sua vida, seu futuro. E essa onda positiva é contagiante, mais envolvente que qualquer conversa triste.

“You think you deserve that pain, but you don´t”. A fala foi superficialmente tirada de “Me and you and everyone we know” de Miranda July. Cheio de clichês e de frases prontas, o filme consegue ser envolvente do início ao fim. Vale a pena assistir, para quem ainda não o fez.

12 setembro 2011
Entre trabalho, esforço e entregas…

O que conquistamos depende de atos, de passos ousados ou de paciência na espera: entre se dedicar, e saber aguardar,peças da vida

É na busca e na dúvida que descobrimos o preço da independência, o quanto custa arcar com sonhos e desejos. Arcar financeiramente e emocionalmente, pagando caro pelo desejo de ir além. É perdendo noites de sono, trocando diversão por trabalho, que entendemos o quanto tal esforço enobrece, por ser fonte de escolhas e por ser meio, com literal suor, de fazer loucuras sem precisar escutar críticas ou reprovações. O tal custo da independência. O trabalho não só enobrece, mas gera autonomia para seguir caminhos.

A vida é, de fato, mais fácil quando não pede planejamento, quando vem com contas pagas e sequências de presentes; é mais prático, porém não muito interessante. Claro, há o valor dos presentes, quando eles não compram o carinho e a atenção, funcionando como homenagens materiais e não uma troca de favores. Mas, só isso seria o bastante?!

Assim, seguindo essa lógica, são pobres de alma aqueles que se vendem por meros trocados, aqueles que se entregam por lembranças e que se doam pela estabilidade do suposto relacionamento perfeito perante a sociedade. E assim, o que pode ser bom para os outros, não funciona para todos; não há garantia na forma de agir ou decidir ao escolher amores por meros acordos financeiros, como nos tempos antigos onde famílias eram construídas à sombra de vantajosas uniões – para ambos os lados. Volta a aparecer o quanto a capacidade de trabalhar, e criar, pode ser atraente, ainda que não se manifeste em literais vantagens comerciais.

Daí, aprendemos com os erros alheios e vemos que devemos cuidar das falhas que nem sequer imaginamos que somos capazes de cometer. Há na carência um grande monstro, materializado pelo sonho de ter o que não era para se ter – ao menos não naquela hora. Quando deixamos o ilusório de lado, encontramos o que tanto procuramos, nas entrelinhas da vida e nos acasos que nos cercam. Por fim, acreditamos no destino, ainda que este seja fruto de coragem e disposição para viver um sonho e contruir um caminho. Passam a ter significado frases batidas, manifestadas em momentos de paz, muito mais incríveis que os de euforia. É assim que fica claro que tudo o que se constrói, deve ser pensado por inteiro… e não pela metade.

01 maio 2011
Uma ideia, dois resultados

Uma ideia funciona quando bem executada. No tocante da moda não basta haver boa execução, é preciso pensar em adequação e valorização da silhueta. Bom, a diferença pode ser verificada nas imagens acima onde a busca por um visual despojado, com elementos clássicos, encontra resultados bem distintos.

Enquanto no primeiro look, da esquerda, caimento e cores conversam em perfeita harmonia, no segundo look, da direita, o que se vê são pequenos detalhes estragando toda a imagem. Não fosse apenas a calça muito justa há, ainda, elementos da própria imagem pessoal que fazem da pessoa um personagem que muito lembra décadas passadas. Assim, a prova de que a execução é o que mais importa na questão visual, mais do que a inspiração em si. Quem tem bom olho (algo que pode ser treinado) consegue fazer qualquer ideia dar certo.

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25 fevereiro 2011
Só pra constar… voltei!

Olá, voltei! =) Só para dizer que os muitos emails atrasados serão respondidos a partir de amanha e que tentei muito guardar um tempo para trabalho durante as férias mas no fim me deixei levar pelo clima de alienação da vida real. Valeu a pena, estou a mil – recarregada e animada com tudo o que está aí prestes a acontecer.
New York é o que todos dizem, sem mais. Acho apenas que é uma cidade muito mais incrível do que pintam na blogosfera feminina (moda, beleza) pois guarda muita cultura e história por entre os prédios antigos e a arquitetura intrigante. É preciso bem mais que dez dias para entender direito formas de tirar proveito daquele lugar. Fiquei bem perto da Times Square, o que me fez passar bastante tempo por lá; assim o desejo diário de musicais e a oferta gigante de peças de teatro e ópera fazia com que o consumo quase ficasse de lado… (quase, só quase!). É um lugar para morar, sem dúvida. Já Las Vegas é tudo e mais um pouco, cenário perfeito para a alienação. Cidade sem regras, sem limites; extremo é pouco, em todos os sentidos. Tudo é muito exagerado, muito grandioso, muito caro, muito divertido, muito gostoso ou muito maluco. Nada e ninguém parece normal em meio a tantas luzes. E a moda está lá, em todos os cantos e em todos os grandes hotéis com as marcas mais incríveis a disposição dos seus sonhos. Tudo tem um preço e esse preço por vezes nem é caro, é tudo questão de contatos ou sorte! E essa tal sorte parece te chamar a todo momento, o que faz com que a diversão seja certeira. Também para voltar, outra e outra vez – nunca para morar, claro. Agora sim entendo o que faz tanta gente ir anualmente a essas duas cidades e faço delas também minhas cidades do coração.

A partir de amanha ritmo de festa normal porque férias só são legais por serem tão temporárias.

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28 dezembro 2010
The Last Knit

YouTube é uma maravilha. Um vídeo leva a outro, que leva a outro, que leva a outro…. Cheguei ao The Last Knit com uma animação divertida para uma dramática visão sobre comportamentos compulsivos.

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