Qual é a tua obra? Mario Sergio Cortella
Tentar entender o amor é desnecessário, mas explica muita coisa quando o sentimento toca não só na relação pessoal (pessoa + pessoa) e sim na interação com tudo o que está ao nosso redor.
“… A maioria de nossos sentimentos de prazer e de dor, de veneração e de desprezo , de temor e de interesse, nascem e vivem numa distância bastante grande do ponto em que se unem as correntes da vida subjetiva ou, antes, do centro onde elas brotam. Mesmo quando ‘amamos’ um objeto inanimado em vez de qualificá-lo de útil, agradável ou belo, pensamos nessa sensação central, de intensidade variabilíssima, é claro, que ele deflagra em nós, enquanto essas avaliações correspondem a reações mais periféricas. O amor é sempre uma dinâmica que se gera, por assim dizer, a partir de uma auto-suficiência interna, sem dúvida trazida, por seu objeto exterior, de estado latente ao estado atual, mas que não pode ser, propriamente falando, provocada por ele (…) É esta a razão mais profunda que torna o procedimento de exigi-lo, a qualquer título legítimo que seja, totalmente desprovido de sentido.”
Retirado do livro ‘Filosofia do Amor’ de Georg Simmel. <3
A frase, na verdade, é uma adaptação das palavras de Helena Rubinstein – ‘there are no ugly women, only lazy ones’. Essas palavras carregam o peso de uma realidade que vemos hoje com grande facilidade. Com um pouco de esforço é possível melhorar muito a imagem que apresentamos, com cuidados diários mínimos que passam longe das mesas de cirurgia plástica ou das clinicas estéticas. Dedicar um pouco de tempo ao cuidado pessoal faz grande diferença e transforma pessoas normais em pessoas indiscutivelmente belas. Bom seria se a beleza não fosse importante, bom seria ainda se todos viéssemos ao mundo a face da perfeição; mas, de forma geral, seria muito chato e sem graça. Discutir aqui o peso de qualidades e talentos seria bobagem, ao menos no momento, mas não há motivos para não se cuidar.
Para aqueles que consideram a vida muito corrida, os dias cansativos e outras coisas mais importantes fica a ideia do cuidado pessoal como um presente ou mesmo como uma forma de descanso; um lazer, por que não?! Se salões de beleza não são um ambiente agradável o cuidado pode ser feito mesmo em casa, até com profissionais que vão até você para manicure, massagem ou afins. O restante está em cinco minutos pela manha para uma maquiagem ou mesmo bons produtos para cabelos e pele. A preguiça não é interessante em nenhum contexto e no campo da estética gera perdas que se refletem no meio pessoal e profissional.

Lembrança de Voltaire para que possamos sempre ter o hábito de respeitar opiniões externas sem querer, jamais, impor nossas conclusões aos outros – mesmo que esses outros estejam no nosso círculo de amizade ou vivência. O que se faz correto para mim, ou para você, não será necessariamente o mais adequado a vida de uma terceira pessoa. Além do mais qual seria a graça de um mundo onde todos pensassem exatamente igual?! As diferenças alimentam e fortalecem novas ideias. Bom, é isso que eu penso e tudo bem se sua opinião for tatalmente oposta. Viva o debate. =)