Conversinha Fashion » Moda pela TV
14 janeiro 2016
O custo verdadeiro… para se pensar

Qual o preço que pagamos por uma peça de roupa produzida por uma loja qualquer de uma rede de fast fashion? Não… não o valor financeiro. Qual o real preço do fast fashion? Essa é uma pergunta que precisamos fazer. E a resposta, clara, está no documentário “The True Cost”.

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Não é preciso ir muito longe para saber qual a origem de uma roupa comprada em algumas da lojas que nos tentam com preços baixos e os mais variados modismos. São as redes que apresentam as últimas tendências, por pouco. Que atualizam suas coleções semana após semana. Que aceleram as temporadas e são capazes de entregar 52 micro-estações anualmente, fazendo com que a gente sinta que sempre precisa de algo novo… saímos sempre perdendo na corrida pelo look do dia perfeito.

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A resposta, a origem, está ali mesmo na etiqueta… Cambodia, Bangladesh, Indonesia, China, Nicaragua, Costa Rica, El Salvador, entre tantos outros países que, pela carência de trabalho, recebem precárias sweatshop (locais com condições desumanas de trabalho)… Há casos por aqui também. Não poucos. Entre costuras imperfeitas, tecidos de qualidade duvidosa e roupas que geram amor e esquecimento em pouco tempo, estão pessoas… que recebem algo como US$ 2, US$ 4 dólares pela semana de esforço.

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A questão a se pensar é: precisamos ser tão egoístas assim a ponto de ignorar o que acontece com tantos trabalhadores (em alguns casos, perto de nós – em fábricas clandestinas localizadas aqui no Brasil) a troco de uma roupa barata, que dura pouco?! Comprar, desapegar. Comprar mais, vender, para comprar de novo… um ciclo que alimenta o desperdício e mantém a indústria da moda de alta velocidade é sustentável?! Há de se pensar que a moda, como conhecemos há tanto tempo atrás, já não existe mais. Mas, é preciso encontrar um caminho mais justificável, que signifique algo, e não somente o comprar por comprar, que enriquece tanto tão poucos. Será que a gente ganha alguma coisa (de verdade) entupindo o guarda-roupa com peças que pouco, ou nada, significam? Além de tudo, merecemos mais.

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O vazio que fica após tantas compras, com o guarda-roupa tão cheio, mas tão pouco para usar (que é o que tanto acontece) já é uma dica de que as coisas, como estão, não são tão certas assim. A mania de renovar o guarda-roupa, por sua vez, tenta nos impor personalidades descartáveis que não temos a obrigação de aceitar. “The True Cost” está no Netflix.

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13 maio 2013
Inspire-se: Dona Helô

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A cada novela, uma nova referência. Há sempre uma personagem que se destaca, seja pela atuação, pela história ou pelo figurino. No caso de Salve Jorge, existem algumas boas inspirações, mas Helô (interpretada por Giovanna Antonelli) é unanimidade.

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Seu visual é feminino, mas marcante. Cores terrosas, muitas estampas, texturas e um toque de drama nos acessórios pesados reforçam a personalidade chamativa da delegada. Vale destacar as calças de cintura alta e as camisas de tecidos finos, como a seda.

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O tal cinto duplo  – dois cintos usados ao mesmo tempo – apesar de ter caído no gosto de algumas mulheres é um truque pouco recomendado e não é uma jogada simples. Acontece que quando feito com cintos finos, trançados, eles acabam virando uma única peça. No caso em questão, os cintos grossos tendem a gerar uma bagunça visual que pede uma cintura naturalmente marcada. Para as mulheres da vida real que tem barriguinha saliente (gordurinhas), e querem tirar o foco do local, a ideia é pra lá de arriscada.

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As estampas abstratas são comumente vistas no guarda-roupa de Helô, que também gosta de jeans bootcut e argolas. A combinação deixa o visual feminino com um toque de perua, mas é na medida certa, passando longe do exagero. É legal também o cabelo cacheado, que complementa o visual. Por fim, a lembrança de que a composição camisa de tecido bacana + calça ajustada de cintura alta é confortável e fácil de usar. O excesso de acessórios fica a cargo do estilo pessoal. Com poucos acessórios, e estampas menos animalescas, o resultado é outro.

 

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11 janeiro 2013
Vale o Encontro

Diariamente, Fátima Bernardes acerta no look e mostra como ser feminina e elegante ao mesmo tempo

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Se há uma coisa interessante no programa Encontro, de Fátima Bernardes, são os looks da apresentadora. É inegável a evolução visual da jornalista, que deixou de lado a aparência sem graça para ganhar graça e elegância, sem dar chance para o exagero.

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Acredito que é um tipo de imagem que agrada, e muito, a mulher brasileira, com um mix chique de feminilidade e requinte, sem deixar de lado a alegria. O legal, claro, é que as peças valorizam muito a silhueta triângulo que Fátima carrega, com destaque para saias e vestidos mais rodados, com decotes interessantes ou acessórios que chamam a atenção para o rosto.

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E a cartela de cores trabalhada é ampla, rica, mas passa longe do previsível. Aparecem estampas, cores combinadas em alto contraste (seguindo o que pede o visual dela) e modelagens trabalhadas, com elementos que fogem do básico e deixam o visual sempre lindo.

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Saias, vestidos, calças, camisas, há uma gama cheia de variedade que pode ser trabalhada por qualquer mulher. Suas roupas contam diariamente uma história que combina com ela. E Fátima não está com aquela aparência batida, de mesmice, que nos persegue no dia-a-dia de correria e pouco tempo para dedicar aos detalhes. Há uma lógica no visual, mas com alterações significativas.

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Saias, vestidos, calças, camisas, há uma gama cheia de variedade que pode ser trabalhada por qualquer mulher. Suas roupas contam diariamente uma história que combina com ela. E Fátima não está com aquela aparência batida, de mesmice, que nos persegue no dia-a-dia de correria e pouco tempo para dedicar aos detalhes. Há uma lógica no visual, mas com alterações significativas. Para complementar, maquiagem leve (mas existente) e cabelos sempre impecáveis, nem que seja em uma bela, mas básica, amarração.

Seu visual tanto é destaque que na página do programa – no portal da Globo.com – há diariamente uma explicação sobre o look acompanhada de constantes votações para eleger o visual mais legal da semana. Com isso, fica claro que a transformação visual foi planejada com um objetivo claro, mas que mal há nisso?! É algo que todo mundo poderia fazer por si. Que ela está mais linda do que nunca é impossível negar.

07 outubro 2012
Aprendi com Friends

Lembranças e ensinamentos de uma das séries mais amadas da televisão

Quando é para ser

Rachel e Ross são o casal da série, mas Monica e Chandler também surpreendem e mostram que certas realidades estão bem mais perto do que imaginamos. É tudo uma questão de hora certa. Não há como negar que os romances apresentados na série, e ai vale citar até mesmo a história de Phoebe e Mike, mostram que o acaso manda na vida e que certas coisas são inevitáveis e seguem a lógica de que certas pessoas foram feitas para ficar juntas. No princípio, pode não parecer a decisão mais óbvia, mais correta, mas com o tempo tudo de encaixa e funciona. Vale ficar de olhos nas entrelinhas e nos sinais.

Não existe amizade sem desentendimentos

Vez ou outra, os personagens se desentendem, brigam ou mesmo discutem. Não há um clima constante de perfeição, por mais que a diversão reine absoluta na série. Há o episódio, na 6ª temporada, em que Rachel fica sem graça com a maneira esquisita de Phoebe correr, e assim elas acabam brigando; há também toda a confusão, na última temporada, com o romance entre Rachel/Joey, e Ross/Charlie. Isso, sem esquecer, da 4ª temporada quando Joey e Chandler brigam por causa de Kathy. No fim, todos se entendem. Afinal, alimentar brigas é uma perda de tempo.

Nunca é tarde para tentar uma nova profissão

Tudo bem que a reviravolta na vida profissional de Chandeler, na 9ª temporada, foi um tanto quanto fácil demais, se pensarmos na vida real. Mas, o personagem passou oito temporadas trabalhando em algo que ele não gostava, apenas pelo bom salário. A mudança mostra como uma profissão que dá alegria é bem mais importante do que qualquer outra coisa, pois de nada adianta viver em plena insatisfação e acordar diariamente odiando o seu trabalho – mesmo tendo uma conta bancária recheada. Tudo bem, são escolhas, mas quem curte Friends leva a vida como uma busca pela felicidade. Certo?!

Aguentar hoje para lucrar amanha

A mimada Rachel aparece na série sendo forçada a enfrentar a vida real. Não é fácil, mas o choque de realidade diário, episódio após episódio – principalmente nas duas primeiras temporadas – funcionam, e Rachel consegue, finalmente, trabalho com algo que realmente gosta. Porém, nem tudo são flores e logo de início ela precisa fazer uma atividade que não é a mais bacana do mundo apenas para ficar dentro do mercado, e assim conquistar seu espaço. É a velha história de suportar certas tarefas hoje para conseguir algo melhor no futuro. Nem todo mundo consegue o emprego dos sonhos logo de cara, ou melhor, quase ninguém. Fato.

Um step é sempre um step

Janice aparece em todas as temporadas e, a cada momento, se relaciona de uma determinada forma com Chandler. No início, ele não suporta a ideia, mas a cada lapso de carência ele lembra dela e, com isso, faz o que não deveria fazer. Porém, não adianta forçar quando a pessoa disponível não é a pessoa interessante, a que realmente desperta a tal paixão. No fim, o que fica é uma sensação de horror, assim como é percebido na última temporada. Claro que tudo acontece com toda a graça que se pode ter em personagens tão divertidos.

Quando você estende a mão, podem querer o braço

Monica adora agradar e, por carência ou algo do tipo, se sente bem sendo a anfitriã. Tudo isso funciona entre o grupo de amigos, mas seus deliciosos chocolates quase a levam à loucura quando ela começa a presentear toda a vizinhança, na 7ª temporada. Na vida é mesmo assim, uma ação positiva pode acabar se transformando em uma obrigação ou em uma tarefa muito maior do que a inicial. Melhor é cortar o mal logo, e pela raiz.

Na verdade, uma das coisas mais legais de Friends pode ser exatamente o fato de que a série é leve e próxima a realidade, com problemas, dramas e desencontros que seguem a lógica da vida. Não há um avião que cai, ou um crime complicado para ser solucionado; também não são episódios engraçados após episódios engraçados, existem pontos altos e baixos que copiam a vida. Claro que, como em qualquer comédia que se preze, tudo acaba bem. Mas, quer saber?! Na vida tudo também tende a acabar bem, basta levar as coisas com uma atitude positiva.

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04 maio 2012
Olivia Palermo

Referência de moda e beleza, para ousar e brincar com a mistura entre clássicos e tendências

Blogueira, celebridade, personalidade da televisão, it girl… Olivia Palermo é inspiração permanente e, mais do que uma referência de estilo, ela é uma referência de beleza, construido um visual impecável.

A jovem milionária já apresentou diversos cortes de cabelo, com alterações também nas cores. O que nunca muda, no entanto, é sua aparência levemente saudável, com maquiagem discreta. Seu rosto de linhas marcadas facilita o bom funcionamento de suas tentativas que, sempre, são marcadas pela valorização da simetria de seus traços.

E quando o assunto é roupa e acessórios, Olivia está sempre brincando com as tendências, com uma mistura de estilo elegante e criativo, ousado no ponto. Mistura de estampas, texturas, volumes, cores e formas conversam perfeitamente bem com a silhueta da blogger, que brinca com comprimentos encurtados e calças afuniladas aproveitando as pernas longas e finas.

A cintura marcada também é outro elemento clássico no look de Olivia Palermo, combinada a blazers estruturados ou blusas ajustadas, marcando ombros. Assim, há sempre um rastro de tradição no seu visual, quase que como um sopro de formalidade que desaparece no resultado geral.

Mas, seja qual for o look, o ponto focal de sua imagem está sempre no rosto, valorizado por colares chamativos, blusas com detalhes interessantes ou mesmo pelo cabelo que faz uma perefita moldura de seu rosto de traços meigos e delicados. Mais do que um visual moderno, atual, uma imagem que é referência e inspiração para sair do básico sem precisar fazer loucuras.

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