18 maio 2011
Modinhas das boas

Modinha é apaixonante porque desperta desejo de compra, gera vontade de levar tudo para o guarda-roupa – e usar de uma só vez. É febre que seduz, que anima. Nessa jogada a Farm é campeã, e consegue se renovar pelos detalhes. Aviamentos e estampas que dão novo tom à saias longas, batinhas, coletes e vestidos curtos. Tudo, sempre, sem esquecer das tendências que são salpicadas mais que rapidamente não apenas no contexto, mas tambem, e principalmente, na construção das peças. 

Tudo isso está, já a algum tempo, na loja virtual da marca que engatinha com boas novidades. Há, além da possibilidade de compras, os já adorados looks e editoriais que nos dão ideias boas para incorporar no nosso guarda-roupa.

Para o inverno muitas opções de saias longas que, felizmente, continuarão firmes também no prósimo verão. Os coturnos curtos, tênis de cano alto, sapatos de pegada masculina como os mocassim e/ou oxford são a prova mais que viva de que as mulheres incorporaram, de vez, o uniforme masculino. Tudo fica melohor quando feminilizado por comprimentos super encurtados, bem característicos da juventude ou de quem gosta (e pode) brincar com esse universo. Clássicos da Farm também os coletes e os vestidos estampados que, apesar de marcantes, tendem a durar muito tempo no guarda-roupa. Se é pra esquentar, que seja com classe e charme.

08 janeiro 2011
O que foi e o que vem…

A imagem de cada um se constrói não só por referências visuais, mas muito pelo que se vive e sente. Esse assunto foi muito tratado aqui no Conversinha durante o último ano, 2010, com vários textos que muitas vezes não apresentavam nenhuma roupa específica, tendência ou indicação de uso. A questão que mais foi assunto aqui no blog, e também na Consultoria de Estilo, foi a moda vivida não só no guarda-roupa mas no dia-a-dia e nos acontecimentos de cada momento.

Em Janeiro falamos sobre o amadurecimento precoce das crianças que se vestem como adultos, apesar da natural referência de um adulto como inspiração; falamos sobre saber elogiar e ser elogiado, sendo amáveis e capazes de receber palavras bonitas. Em Fevereiro lembramos a importância de sair da zona de conforto que limita o crescimento e amadurecimento visual (aqui muito estimulado) e lembramos ideias de coisas para fazer quando passamos todo um feriado dentro de casa.

Em Maio falamos sobre visual profissional, com todo o detalhamento para a construção de uma imagem útil e prática no ambiente de trabalho; ainda desembaralhamos os mistérios básicos das fibras, fios e tecidos. Revelei meu incômodo com revistas nacionais enchendo suas páginas com roupas caríssimas e grifes importadas… Falamos sobre desapego, buscando formas de deixar as coisas irem embora de nossa vida para que coisas novas possam entrar e falamos sobre roupa como memória. Também foi assunto a questão de que somente uma peça de marca não é receita para se vestir bem.

Lá em Junho falamos sobre julgar pelas aparências e a valorização do poder da imagem no cenário político. Analisamos os candidatos Marina Silva, Dilma Rousseff e José Serra. Em Julho apresentamos a grande força de superação e poder de melhoria implícita na falha, mostramos o que acontece quando a cor utilizada na imagem simplesmente não funciona e admiramos referências de estilo e coerência altamente interessantes em silhuetas fora do padrão. Por fim citamos Frida Kahlo na utilização das roupas como elemento de exteriorização.

Em Agosto discutimos a importância de aceitar uma nova idade, vestir o corpo que se tem hoje, tendo noção real da realidade; citamos Roland Barthes, relacionando moda e semiótica. Lembramos o filme Melhor é Impossível como fonte para mudar e enxergar novos rumos e ideias e discutimos a vida direcionada ao consumo orientados pelas palavras de Bauman. Fechamos com o risco de ser mediano.

Ja em Setembro pensei nas coisas da vida, nas brincadeiras da mesma. Abrimos espaço novamente para a dificuldade em enxergar o corpo real e o corpo imaginário, de forma um pouco mais profunda. Trabalhamos na mística do produto novo, na mágica de cada compra e aquisição; discutimos a questão do gênero, na qual homem e mulheres possuem visões diferentes de uma mesma questão.

Lá em Outubro desabafei sobre o que penso sobre a profissionalização de um consultor de imagem, falei sobre curtir uma boa comida sem culpa olhando para o filme Comer, Rezar e Amar. Pensamos um pouco sobre intervenções e transformações cirúrgicas afetando a beleza e a noção de realidade. Mostramos um pouco mais sobre a relação tendência e corpo, vestindo não só o palpável mas também (e principalmente) a alma. Abrimos espaço para a teoria dos seis graus de separação, que deixa-nos todos mais próximos e ligados por curtas conexões; lembramos, também, que não precisamos de orientações tão específicas para o ato do vestir quando o que importa é exteriorizar sentimentos e emoções com coerência e adequação.

Em Novembro falamos sobre a explosão das parcerias no mercado do fast-fashion nacional e suas implicações reais, além das propagandas. Citamos Helena Rubistein ao lembrar que não existem pessoas feias, apenas as mal arrumadas por pura preguiça. Apontamos os pontos característicos do visual espanta homem que não seduz e nem gera interesse mas nos deixa mais feliz e mostramos a importância de saber aceitar críticas. Chegamos a fórmula da matemática da montação em um evento de moda, onde os que mais trabalham tendem a ser os menos montados fechando com a importância de saber quando e como arriscar.

Finalizamos em Dezembro falando sobre preconceitos gerais na forma de vestir e portar a partir das ideias de preconceito de marca e origem retiradas da antropologia; pensamos nas cicatrizes como marcas superficiais de impacto emocional, sem que seja preciso se esconder as mesmas para encontrar segurança – encerrando com o pensamento maior da consultoria de estilo que lembrar que vestir não precisa, nunca, ser algo complicado.

Foi um grande ano, assim como todos os outros são. Que 2011 venha ainda melhor para todos nós.

02 janeiro 2011
Te apresento: Kristabel

Conheci Kristabel virtualmente, né e gostei dela – do blog I Want You to Know. O visual leva sempre um rastro sujinho, usado, que possui seu charme. A sensação é sempre de que há uma poeirinha nos calçados e um amassadinho nas roupas. Isso faz com que as tendências aplicadas ganhem personalidade. São maneiras autenticas de usar o que todo mundo está usando, sem cair no exagero da montação complicada e sem fim.

Esse visual sujinho, podrinho, leva ainda um toque de menino sempre presente nos calçados fechados que vão além do oxford. O comprimento mini, ou encurtado, entra como forma de feminilizar a imagem. Outro elemento interessante é a capacidade de repensar um mesmo look com a alternância de uma peça. Kristabel fotografa, assim, um mesmo look com duas formas de complemento.

Dois elementos que sempre se repetem são a meia-calça e as peças de tricô, muito pela profissão e pelo elemento de estudo da garota. No caso da meia-calça a mesma nem sempre é aquela padrão, fosca de fio grosso. Aparecem modelos estampados, com desenhos, mas nada exagerado demais. Você enxerga o conjunto e não a meia super saltando no contexto.

Há ainda a sobreposição de meia soquete com meia-calça, meia 7/8 com meia longa… Tudo isso para garantir uma maior sequência de recortes que quando não bem trabalhada acaba por encurtar muito a silhueta. O que faz dar certo, aqui, é sem dúvida o jogo de cores que leva como base baixo contrastes.

No mais gosto muito desse sujinho, quando a pessoa sabe carregar. O legal é brincar, jogando com elementos que constroem uma imagem que lhe satisfaça utilizando ao máximo aquilo que para você é importante e interessante.

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24 agosto 2010
Chuva de Imagem – Gala Gonzales

Gala é o nome dela. Gala Gonzales, dona do ‘inside am-lul’s closet. Ela é espanhola, mora em Londres, e possui um estilo bem interessante, além de atual (desses que está em voga no momento, com a tal mistura étnica global – seja lá o que for isso). É de seu blog que são as imagens aqui postadas, mais do que looks engraçadinhos… fotos bonitas, divertidas que inspiram.

Conheci esse blog hoje (já famoso!, última a saber) por indicação de uma cliente. Agradeço por aqui! =)

24 fevereiro 2010
Questão de Compatibilidade

Já parou pra pensar se a forma com que você se apresenta, em imagem, está mesmo compatível com as descrições que você faz de si mesma?! Digamos que você se diga clássica, elegante e refinada… Sua imagem emite tais sinais?! E se você se descreve como sexy, ousada, moderna… Seu visual reflete tais sensações?! A compatibilidade entre o que se deseja e o que se expõem, na vida real, é extremamente importante para a boa transmissão de sua mensagem – não apenas para o ambiente de trabalho, mas muito pela vida pessoal/amorosa.

Atraímos o que desejamos e o que combina com nossa personalidade. É como dizem… por que procurar um parceiro em um bar se o que você mais deseja é alguém sem vícios ou costumes ligados ao álcool?! Para o visual e suas relações de atração a regra é a mesma. Muitas vezes pequenos detalhes ou descuidos quanto a imagem acabam por atrair pessoas, acontecimentos ou convites que estão incompatíveis com seus reais desejos por isso que, muitas vezes, coisas acontecem sem que nem saibamos a razão.

Num tempo de muita correria, poucas trocas de olhares e julgamentos rápidos e diretos (muitas vezes precipitados) é preciso acertar de primeira ou ao mesmo chegar bem próximo ao que se deseja expor. No jogo rápido, veloz e cada vez mais dramático dos relacionamentos transmitir o que se deseja com perfeição, primeiramente pelo visual, abre caminhos certos e adequados aos seus desejos. Esta nisso a importância da ligação coesa e coerente entre as vontades do pensamento e a aparência, onde o visual entra como um espelho do que se, é revelando e exteriorizando personalidade e potencial. Está ai o valor alto e importante do reposicionamento que coloca tudo em seu devido lugar.

As blogueiras que ilustram o post entram justamente para mostrar como há harmonia e coerência visual entre os looks que elas fotografam dia após dia. Cada um possui seu estilo, suas características recorrentes que traduzem muito da personalidade de cada uma… que é comprovada através dos hábitos, costumes e até mesmo pela forma de escrever. Aham.

As roupas mudam, peças se repetem, looks são desconstruídos, misturas de cores pensadas de formas distintas e a consistência ou o efeito é sempre bem parecido… tudo muito bem amarrado, como um lookbook de coleção. Ser uma pessoa sem imagem definida, cada dia pendendo para um lado, pode refletir falto de auto-conhecimento ou mesmo fortes desejos de mudança e transformação. Faça o exercício de relembrar seus últimos cinco looks, principalmente os de lazer, e veja se há entre eles um fio ou um elo que harmoniza sua imagem e revela as características mais fortes de como você quer ser interpretada. É tudo questão de compatibilidade entre o que se é e o que se revela.

Pra conhecer os blogs, ou visitar novamente, basta clicar na imagem. Ok?!