26 outubro 2011
Minas Trend Preview

Na abertura do Minas Trend Preview uma mistura de confraternização, celebridades e, claro, tendências para o invero 2012.

Mais uma vez começa o Minas Trend Preview. O evento é o principal de lançamentos do país, antecipando as tendências que ainda serão desfiladas em semanas de moda como SPFW e Fashion Rio. É claro que há uma certa variação nas referências, mas de forma geral algumas coisas certamente vão se confirmar em janeiro de 2012. Entre elas, a certeza de que brilho, lurex, aplicações, luxo, glamour, franjas e poder serão tendência para a próxima estação.

O evento de abertura aconteceu na Expominas, com presença de Rodrigo Hilbert (I would) e Fernanda Vasconcelos. Na sala vip, todos comentavam a educação da dupla global. Celebridades e autoridades a parte, que marcam todo o lado bussiness do evento, que é um super salão de negócios que reúne algumas centenas de marcas, o lado fashion que tanto gostamos. Moda como moda também pode ser legal.

Eu também tenho Instagram, e sou Alburcas por lá.

O desfile de abertura do MTP é quase uma compilação de tudo o que será apresentado durante os três dias de desfiles. A apresentação coletiva,que contou com curadoria do Ronaldo Fraga (saudade de quando era dele o desfile de abertura) e styling de Daniel Ueda, mostrou muito preto e dourado, complementado por sapatos super pesados e acessórios marcantes como coleiras e braceletes. Um toque de fetiche, inquestionável. Outra referência recorrente foi a transparência que já se arrasta desde algumas estações atrás.

No mais, boas ideias para já investir nessa temporada, pensando naqueles que se ligam no que é tendência. A referência é que simplicidade não terá vez e que o tempo é de poder da mulher.

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07 julho 2011
Closet SPFW

Seguir as tendências é muito divertido, e gera um visual sempre moderno e atual; porém, é interessante pensar em harmonia e coerência sem se escravizar pelo que é proposto pelas semanas de moda.

Através da próprias semanas de moda é possível combinar peças e construir um guarda-roupa prático, neutro e eficiente. Na verdade é isso que fazemos temporada após tempada, sem nem perceber. Sem pensar em tendências, sem se escravizar por modismos, a ideia de compor um visual moderno se faz pelo simples fato de adquirir roupas atuais e, literalmente, novas. Essa ar de imagem renovada pode durar por muito tempo, alimentando a sensação de bem estar e frescor visual.

As peças básicas, de raiz clássica, nem sempre precisam ser neutras; podem, e devem, ter detalhes diferenciados e exclusivos. São recortes ou aplicações que agregam personalidade a imagem e fazem do seu visual algo diferente dos demais; estes mesmos detalhes valorizam sua silhueta atual e geram aquele resultado todo harmônico. Claro que ter peças essencialmente ousadas também é importante para a construção de um look mais criativo, ou divertido, características que as vezes surgem como vontades latentes em meio a dias tediosos; daí que esse ponto ousado deve conversar plenamente com as cores ou formas que mais lhe atraem, sendo que a repetição dessas peças passa a ser um convite a sua identidade visual.

A harmonia entre as compras efetuadas estação após estação é primordial para que haja um bom aproveitamento da imagem geral. Comprar peças super bacanas, sem pençar no conjunto, gera um guarda-roupa legal, mas desconexo. De que adianta? Fica a permanente sensação de não ter nada para usar… isso sim é ultrapassado.

 As imagens são do Charles Nasseh, leia-se Chic.

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27 junho 2011
SPFW Verão 2012

Atrasada para falar e pensar sobre semanas de moda? Que nada! É daqui pra frente que, como consumidores, podemos  começar a pensar nas tendências e, principalmente, no que será disponibilizado à nós nas lojas em alguns meses. Essa visão moderadamente antecipada é boa referência para alinhar as imagens já em tempo de liquidação (que já começam a aparecer, lentamente). Pois então. O que vimos na SPFW? Sem listas, sem regras, só imagens e suaves interpretações. Looks que considerei esteticamente bonitos e interessantes como investimento.

Tons claros, acinzentados, de acabamento acetinado nas passarelas de Herchcovitch. Com suas construções elaboradas vimos o comprimento logo acima dos joelhos, cintura marcada e construções femininas. Nos pés, o scarpin que já apareceu outras vezes e pega de volta, de vez, seu lugar. Lady, lady, lady.

 Os tons acinzentados, e o brilho, estiveram presentes também na Animale, que jogou calças levemente amplas em contraste com peças superiores extremamente femininas e sensuais. É, é o tempo da feminilidade. Nos pés sandálias delicadas que em contraste com o scarpin fazem a função de um complemento mais sensual – e acabam conversando com o mesmo tipo de imagem, de forma geral. Super decotes em V valorizando quando todos os tipos de silhueta, finalizando também com a cintura marcada. Um arraso de parar quarteirão.

 Um outro tipo de feminilidade, mais social, pôde ser vista no desfile da Cori. Construções extremamente interessantes e usáveis trabalhadas com sandálias de tiras mais grossas, algo que é a cara do verão de pegada moderna. Tudo de bom a jogada da saia encurtada com blazer, casaco ou camisa, podendo lembrar também a referência de tons acinzentados de fundo prata colorindo a coleção. Impecável e muito eficiente para despertar o desejo de compra.

 Jeans no estilo e na construção. A Ellus soube jogar com um jeans jovial e ainda assim interessante, com tudo o que é sempre esperado da marca. Bons detalhes nos decotes e combinação de cores assumidamente quentes em tonalidades um pouco mais frias. É o verde e amarelo um pouco menos forte e puxado para o cinza.

 

Detalhes trabalhados na Maria Bonita, com formas alongadas e femininas na visão sempre despojada/elegante da marca. A prova de que é o tempo onde ressurge (das cinzas?) a delicadeza da mulher que ficou, por algum tempo, escondida por entre visuais de referência que que completamente masculina. Essa visão, claro, pensando no que estava mais fortemente em voga. Até o oxford aparece mais decliado, suave, quase que lembrando um scarpin sem salto. Aha!

Huis Clos repete o cinza, assim como quase todas as marcas que querem esfriar e suavizar o verão. Boa fluidez para peças de tom extremamente atual, uma boa opção para quem quer dar uma suave continuidade ao que já estava em voga como referência do esportivo ou masculino.

 No que está a frente do tempo, e além do que se vê (sem exagero) Pedro Lourenço joga a ideia de uma feminilidade moderna e esperta, de um verão de mensagens subtendidas que pedem por interpretações. O corpo em evidência trabalhado com roupas que não guardam muito mistérios, mas ainda assim consegue agradar e encantar com a sutiliza de construções extremamente bem elaboradas e estampas diferentes das demais - que é difícil e raro.

Assim, vale investir para agora nos cinzas e nas peças de caráter feminino. Tudo isso será referência para o verão, numa visão extremamente superficial mas útil para a gente que gosta de viver a moda e não viver pela moda. Se as tendências estão aí, vamos interagir com elas sem a necessidade de se escravizar. Isso já está pra lá de demodê. Namorar imagens, gostar, interagir. Só assim vamos nos acostumando com o que está por vir - sem surtar na hora do vamos ver e querer comprar tudo por mera ansiedade e paixão pelo que é, teoricamente, novo.

Todas as fotos são do Charles Nasseh, ou seja, do CHIC.

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17 janeiro 2011
E foi-se o Fashion Rio

Cada desfile ensina alguma coisa, cada desfile aponta uma orientação. Passarelas são ideias, são sugestões para itens que vamos desejar e, posteriormente, adquirir (pela lógica). Na Britich Colony a combinação de cores e formas leva para o inverno fortes toques de verão, com feminilidade despojada. Para copiar a junção de saia longa com camisa ou mesmo a mistura de peças de alfaiataria com outras colantes.

Na Nica Kessler uma moda já com todo o toque de inverno, com aparência pesada e dramática como muitos gostam de colher da estação. Pontos de cor viva misturados à neutros e estampas; aplicação de volume no quadril realçado pela cintura alta.

Já na Patrícia Vieira explosão de cores em oposição a neutros, não como rivalidade mas como busca de harmonia. Muito boa a mistura de laranja com rosa ou mesmo o trabalho de materiais alternativos seguindo a linha do couro e das peles que são a maior característica da marca. O comprimento é aquele padrão indicado na consultoria, acima dos joelhos ao midi, fugindo do mini e do abaixo da linha dos joelhos.

No geral, pegando ainda um olhar rápido nos outros desfiles, acredito que pode-se perceber a recorrência de tons pesados, porque é inverno (claro), tons quentes como o amarelo, vermelho e laranja juntos ou intercalados ao rosa. Muito azul e neutros. Preto não é tendência, é fato eterno. Nas formas muitas pontas, muitas linhas irregulares. Nas texturas muita renda e tecidos característicos do inverno como o couro, camurça e similares. O militarismo continua como tendência, o navy segue arrastado (quase que atrasado) em algumas marcas e algo de ballet ensaia aparecer em polainas e construções bem mulherzinha. Abotinados, botas curtas, formas fluidas sempre com a presença de algo do guarda-roupa masculino. Se o Fashion Rio trouxe pouco, ou nada, de novo ficam apenas leituras mais dramáticas e pesadas do que hoje já está sendo utilizado numa continuação bem linear da solidificação do estilo pessoal em detrimento da tendência passageira. As tendências agora são longas, por isso chegam até a valer certos altos. investimentos.

As fotos são do Charles Naseh, do Chic.

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16 janeiro 2011
Desserviço visual na Espaço Fashion

A Espaço Fashion nos mostrou, durante o Fashion Rio, algo muito importante. Não se deve arriscar demais ou misturar elementos demais em uma mesma composição porque o que poderia ficar interessante acaba poluído e/ou bagunçado quando a ousadia atravessa a ponte da harmonia e encontra a poluição visual. Essa regra vale também na hora da criação, momento no qual é importante não deixar de lado os reais desejos do público consumidor; muitas sobreposições, muitas aplicações e volumes podem comprometer a silhueta padrão e, por consequência, não são boas compras para a vida real.

Uma roupa, um look, deve abraçar o corpo e não sufocar o mesmo. As peças servem para cobrir a nudez e vestir a personalidade e não para diminuir quem usa. A dose da ousadia deve ser aplicada de forma homeopática, com cuidado e prescrição; essa prescrição vem da construção do estilo pessoal, daquilo que está dentro do que você gosta. Assim vale limpar bastante o styling da Espaço Fashion para, daí, tentar colher peças que num outro contexto funcionariam muito bem. Retirar volumes, separar sobreposições, clarear cores e descomplicar.

As fotos são de Charles Naseh – via Chic.

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