29 novembro 2011
Um rapper do tipo elegante

Americano de ascendência cubana, Pitbull dá show de elegância adaptada em um universo no qual formalidade pode ser puro desastre

Ok, isso pode soar um pouco estranho mas Pitbull, rapper americano de sangue cubano, é um dos meus artistas preferidos na atualidade. O som dele é ótimo para dançar, relaxar, pensar em nada, encarar uma estrada e esquecer dos problemas. Além das parcerias animadíssimas que geram esse som legal, que incluem J.Lo, Paulina Rubio, Mark Anthony, Usher, Enrique Iglesias e tudo mais, o estilo de Pitbull é bem interessante, uma mistura latina de elegância e personalidade aflorada.

Ternos alinhados, ousadia na combinação de cores. Roupas ajustadas, sem serem coladíssimas demais. Uso de estampas, padrões clássicos em contraste à cabeça raspada e um toque despojado ao deixar a gola da camisa um pouco soltinha.

Bom, essa elegância foi construída aos poucos, trabalhada com muita sabedoria. Pitbull é a prova de que as músicas mais “marcantes” não precisam estar sempre ligadas a excesso de ouro, calças rasgadas, coladas, ou mesmo peças super largas complementadas por exageros sem fim. Pior? Aquela jovialidade da roupa de quem ainda não assimilou que é uma estrela do showbis.

 

Bom gosto talvez não venha no DNA, mas pode ser inserido na forma de vestir e portar. Por que não?! E pode ser aplicado no contexto de cada um. Essa latinidade, ainda que emprestada, ganha graça com ternos bem cortados e alinhados. Por fim, uma mistura que gera um bom resultado.

 

E para mostrar o clima, atualizei o post com esse comercial da grife Lanvin, super bem lembrado pela Camila do Sim, Senhorita!. =)

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09 agosto 2011
O limite da sensualidade

Corpos, estilos e identidades diferentes devem encontrar seu próprio caminho para explorar a sensualidade de maneira adequada à ambientes e ocasiões.

Medir o grau de sensualidade adequado à certos ambientes é quase que o desafio eterno de toda mulher. Difícil saber como aplicar um visual feminino, interessante, capaz de atiçar o interesse masculino sem cair na casa da vulgaridade. Difícil, também, conseguir balancear a sensualidade com a seriedade do local de trabalho. O segredo para boas doses, certeiras, de sensualidade está nas sutilezas; estas nascem na maneira de trabalhar decotes, comprimentos encurtados, pele a mostra, transparências, tecidos colantes ou mesmo qualquer tipo de elemento que, de uma forma ou outra, remete ao universo do fetiche. O mesmo vale para algum tipo de detalhe que alimente a imaginação do sexo oposto, sem nem precisar, para isso, ousar demais.

Algumas mulheres, naturalmente sensuais, conseguem explorar com grande facilidade a sensualidade na própria atitude e na forma de se portar. Entre elas, Angelina Jolie que em diversos filmes, como Salt, Lara Croft, 60 Segundos, A Troca ou O Turista consegue, sem abusar de roupas vulgares, mostrar toda sua confiança. A questão está clara no olhar, na forma de se apresentar, de se impor. As roupas sensuais apenas complementam o visual, e conversam.

Outras mulheres, não tão sexys, ganham esse toque pelos pequenos detalhes – como é o caso de Jennifer Aniston. Todo Poderoso, Dizem por aí, Ele não está tão a fim de você, Fora de Rumo, Separados pelo casamento ou Marley e Eu, são boas referências para entender o estilo da eterna Rachel. Ela é sensual nas miudesas, em grau muito mais suave, porém ainda assim presente. Pela sua silhueta magra e de poucas curvas as roupas justas, fendas e transparências não chocam tanto; os decotes, então, podem ser mais aprofundados, enquanto os comprimentos sobem e as roupas ficam mais próximas a silhueta.

Salma Hayek, por fim, é outro estilo de mulher. Em Volver, X-Men, Frida, Era uma vez no México, Dogma, Estúdio 54, Traffic ela é completamente sensual, onde decotes semelhantes aos utilizados por Jennifer Aniston ganham outra conotação, outro efeito final. A silhueta extremamente curvilínea pede, então, por mais cuidado, diferentemente do que acontece com Angelina Joline que, apesar do rosto super sexy, possui uma silhueta fina e longa – ainda que com curvas.

São corpos, estilos e identidades completamente diferentes que, de uma forma ou outra, conseguem seduzir e enviar suas dicas de segundas (terceiras e quartas) intenções. Regras gerais não podem ser pensadas, porque o que há como referência é, mais do que tudo, a relação entre corpo e roupa, atitude e looks. Por via das dúvidas, de toda forma, fica a importância de dosar o quanto mostramos e o quanto queremos nos mostrar dependendo da ocasião e do contexto.

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23 julho 2011
Eterna Pin-up, R.I.P Amy

I cheated myself like I knew I would… I told you I was trouble, you know that I’m no good

Amy Winehouse se foi, sem causar grande surpresa. Sua contribuição para a música foi tão forte quanto sua contribuição para a moda, enquanto ela chocava e encantava com seu estilo pin-up, sexy um pouco mais modernoso do que estávamos já acostumados. Tanto gostamos que incorporamos e muito do que ela mostrou, virou tendência.

Da cintura marcada, que foi explorada ao máximo (bem além do ocidente), os cabelos armados e os olhos bem delineados. Decotes exagerados, transparências, lingerie aparente. Sapatilhas, sapatos boneca… detalhes no cabelo. Características estas que deixaram seu lugar nos últimos e que, sem dúvida, serão lembradas por muito tempo.

 

Fica a referência estética e fica a música desse ícone que traçou um caminho de excessos visíveis e expostos em sua imagem, um borrão fatal e uma perda sem dúvida lamentável.

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17 julho 2011
Ela reina em O Astro

Figurino acertado é figurino que prende a atenção; quando o mesma possui peso positivo, vale observar e se inspirar.

Não é magia! Qual o segredo do visual incrível de Carolina Ferraz, em O Astro? Ok, a beleza é parte importante, todas nós sabemos, mas Amanda (a personagem, né) joga fácil com toda a receita de elegância que já conhecemos há muito tempo. Tecidos requintados, como seda, cetim e linho, acessórios marcantes e um leve brilho deixam a estrela com o visual ainda mais rico – não podia perder o trocadilho. Incrível assim é perceber que essa referência é ótima base para quem quer brincar ou incorporar esse visual chique, que é bem mais fácil do que parece apesar do resultado super bacana.

Atenção para as cores. A aposta está, sempre, no monocromático ou em tons neutros, sem essa de blocos de cor ou muita estampa. Essa, aliás, aparece de forma subtendida, em texturas ou bordados que simulam desenhos. Nas peças de tom neutro ao extremo há sempre um corte interessante, uma modelagem intrigante que mostra o corpo de maneira pouco óbvia. As roupas, claro, não são nunca justas ao extremo e valorizam a sensualidade pelo caimento fluido que sai, sutilmente, abraçando a silhueta e revelando detalhes escondidos por baixo dos tecidos.

Um detalhe importante está nos acessórios. São poderosos, metalizados, dos colares às bolsas e sandálias. A maquiagem e o cabelo, de acabamento super natural (quase displicente, naquela onda do “sou linda assim mesmo”) fecham o visual que combina com inúmeros corpos – basta conversar com a atitude, que deve ser igualmente elegante e requintada. Fica a certeza de que essa personagem ainda vai render bastante, visualmente – claro! Vamos esperar.

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14 julho 2011
O que acontece com Kate Middleton?

Uma princesa cada vez mais magra, uma história que se repete. Entre páginas e flashes de uma vida vigiada o retrato de um padrão de beleza cruel e, sempre, difícil de aceitar.

O comentário da vez, em se tratando de realeza e afins, é a silhueta super magra de Kate Middleton. Fato que, de uns tempos para cá, a digníssima esposa do Príncipe William perdeu muito peso e está com rosto seco, braços finíssimos e ossos a mostra. O que para uns é beleza, pode ser reflexo de um distúrbio alimentar – ou de outros fatores dentro da vida dela que estão gerando esse efeito. Não importa. Seja o que for é fácil perceber, com uma simples busca no google, o quanto a imprensa pediu para que isso acontecesse. Não concorda? Bom, de forma geral durante os preparativos para o badalado casamento ela foi muito elogiada pela dieta maravilhosa que fez com que ela ficasse super magra (afinal, não sei de onde tiram essa loucura de que noiva precisa ser um palito), e daí para a questão sair do controle, aparentemente, foi um pulo. Ironicamente, mas previsível, a mesma imprensa que antes estava eufórica com a dieta mágica já começa a jogar pedras apontando que o corpo super magro de hoje pode ser reflexo de algum tipo de problema de saúde, assim como acontecia com a sogra Diana. Crueldade. Bom, fato que os mistérios do corpo magro de Kate podem estar nas insistentes cobranças quanto a estar sempre magra e em forma. História básica!

De toda forma, culpar a imprensa pela magreza, ou pelo culto à magreza, não é o centro da questão. Ela, como meio de comunicação, tende a apresentar respostas aos desejos do público leitor – sem se preocupar com o quanto essa informação pode ser prejudicial em determinados casos. Complicado, porém, perceber que essa magreza em alguns casos é estimulada por revistas que retocam de forma chocante as fotos, como se aquela imagem super barbie fosse a esperada – diferentemente do retrato comum. Por se tratar de um ícone, de uma referência, que em escalas diversas inspira muita gente, quão assustadora é a ideia de que uma mulher magra, saudável, não é o suficiente? Já não passamos o tempo de cultuar ossos? Pensei, eu, que já estávamos em outro momento, no qual a beleza possui suas variações. Triste ver que não.

Não existem culpados nesse jogo. Existem falhas na mulher, ou homem, que se deixar levar por cobranças inadequadas; existe muita falha em quem cobra, indiretamente, um tipo de perfeição inatingível; existe falha em que alimenta esse processo. Enquanto isso é importante que nós estejamos atentos aos sinais que nos rodeiam e, mais do que isso, que sejamos capazes de fazer escolhas adequadas em meio a tantos ideais de sucesso injustos e ingratos. Além disso, observar naqueles que gostamos, ou importamos, os sinais de distúrbios que carregam tantos traumas internos (por vezes escondidos e imperceptíveis) e assumir, de vez, que não há perfeição… em nenhum lugar. Kate Middleton pode estar querendo se assemelhar cada vez mais à sua sogra; ou está mesmo sendo afetada pelo peso do ‘cargo’. Tanto faz. A verdade é que esses espetáculos, que acompanhamos entre nossa rotina de gente real, pode e deve servir como referência para atitudes mais acertadas. Que venham os próximos capítulos.

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