30 setembro 2012
Quer um sinal?

Pare de esperar sinais e faça acontecer

A vida nos apressa, chama, incita, nos lembra da necessidade de que algo seja feito, de que tudo mude ou continue como está. Decidir não mudar já é uma decisão. São estalos de realidade, sopros na memória ou instantes de lucidez que gritam a necessidade de que as coisas se transformem, se reestruturem, saiam de um lugar para outro. É a mente pedindo para respirar um ar puro e fresco fora da zona de conforto, é o corpo implorando por algo melhor, por algo mais digno ou mais cheio de vida. E se ficamos sempre parados esperando por um sinal da vida, estamos deixando o tempo passar – este que corre cada vez mais rápido, com uma velocidade assustadora, como o sangue que corre em nossas veias. Se estivermos dispostos, alertas, atentos e vivos, estaremos sempre criando ou encontrando nossos próprios sinais, como chances para fazer o que deve ser feito. Trata-se de uma forma de descobrir coisas maravilhosas entre as artimanhas do acaso. É o tal fazer acontecer. Se você estava esperando um sinal, talvez o sinal seja este, talvez ele esteja bem na sua frente. Um novo dia é sempre uma nova chance, uma oportunidade para fazer tudo certo, ou errar com a segurança de quem arriscou. Basta fazer alguma coisa, nem que esta coisa seja não fazer nada, mas com consciência, tendo na mente a certeza de que até mesmo a espera foi fruto de uma decisão.

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01 julho 2012
Por uma noite de mulheres reais

Vestidas com o uniforme da noite, mulheres escondem sua beleza por trás de saltos vertiginosos e vestidos curtíssimos

Conquistamos a liberdade para vestir o que queremos e, assim, usamos e abusamos de comprimentos, fendas e decotes, combinados a tecidos colantes, marcantes, em cores chamativas ou cheias de segundos (e terceiros) significados. É fato: cada mulher é dona de seu corpo, responsável por sua imagem, e assim a escolha sobre o que usar, como combinar, cabe a cada um – é extremamente particular. Mas em um tempo de vestidos cada vez mais curtos, pernas de fora, formas reveladas sem nenhum mistério, a pergunta que fica é o por que de tanta sensualidade sendo que a conquista tende a funcionar bem melhor quando trabalhada de forma mais sutil, menos direta, em um jogo clássico e perfeito de mostrar e esconder.

Com tanta liberdade, com tantas opções, o caminho mais fácil para resultados diretos e rápidos, para abordagens seguidas e consecutivas, pode ser sim vestir-se de forma extremamente provocante, com os justérrimos vestidos colantes, de comprimento micro, combinados à sapato de salto vertiginoso, cabelos soltos, olhos marcados e muita pele a mostra. Somado a uma atitude de suposta confiança, alimentada por drinks, o que se tem são multiplicações de um tipo de mulher que nem sempre de fato combina com aquela que ali está fantasiada para a noite, e que poderia estar muito mais bonita, e interessante, se usando peças que realmente combinassem com seu estilo, e não tanto o uniforme feminino da balada – já tão batido.

Daí que em um ambiente que é pura caça, trocas de olhares, música alta e risadas que maquiam a diversão fugaz do momento, cada um atrai o que pede, cada um chama pelo tipo de atenção que planejou despertar. A sensualidade nas entrelinhas é tão mais bacana! Por que isso se perdeu?! Na sociedade sempre existiram pessoas diferentes, com vontades diferentes, personalidades variadas… no entanto hoje há uma massificação de um tipo de comportamento estético, visual, que as vezes nem mesmo conversa com os trejeitos ou com os movimentos de quem não está minimamente confortável com aquela fantasia. Obviamente que, como em qualquer outro caso, uma imagem ganha intensidade quando combinada à atitudes, e uma atitude menos agressiva suaviza o impacto da roupa, mas em uma troca de mensagens silenciosas, melhor ir pela sua essência e pelo que você realmente é. No mais, a lembrança de que, entre o lado de lá, no universo dos homens, já são muitos os que comentam, com estranheza, o combo lycra, salto e rímel. E, por ai, há quem queira e procure por mulheres reais.

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27 junho 2012
Combine como a natureza

Nas flores estão boas ideias de junção de cores, para quem quer um dia-a-dia mais alegre

As vezes misturar cores e combinar tons pode parecer um pouco difícil. Mas a natureza ensina e mostra formas de reunir cores que conversam e, por isso, combinam. O importante é abrir a mente e se deixar levar pelas inspirações.

O segredo, sempre, é não querer casar tudo nos mínimos detalhes. Se assim fosse, as únicas composições possíveis seriam as do tom sobre tom, certo?! Pois bem. As flores mudam de cor no decorrer do tempo, pelo processo de envelhecimento, mostrando como rosa e amrelo, por exemplo, podem sim estar juntos em um mesmo lugar.

As combinações na natureza aparecem também em folhas e flores que em cada pétala carregam um tom diferente, as vezes surpreendendo com tamanha ousadia.

Mas se observar a natureza anda um pouco difícil, vale tirar inspiração das estampas e, principalmente, dos florais, buscando maneiras de jogar aqueles tons em pesas lisas ou mesmo nos acessórios.

Assim, fica claro que verde e rosa podem ser usados juntos, além do azul com amarelo, o verde com marrom ou mesmo ou lilás com cinza. Não há limite! Mas tudo isso precisa começar em algum lugar. Se você admira e adora cores, acha lindo nos looks de terceiros, vale apostar em peças coloridas para ter, no guarda-ropa, opções interessantes que dêem como fruto boas composições.

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18 janeiro 2012
Por um guarda-roupa mais criativo

Algumas vezes o que falta ao guarda-roupa não são roupas, mas sim criatividade

A decisão de abrir mão de certas peças do guarda-roupa é muito difícil e delicada. Muitas vezes o desapego não é a solução para problemas ou incômodos que prejudicam a rotina diária, e necessária, do vestir. Bem além da ideia de abrir espaço entre roupas realmente importantes, que são usadas, há também dois outros pontos que dificultam a limpeza no guarda-roupa. Há a questão do forte caráter emocional que certas peças guardam e também o alto investimento que foi dedicado as roupas. Quebrar essa barreira do emocional e financeiro é muito importante, mas por vezes não é o único ponto indicado ou a única saída. As vezes as roupas não são mais utéis por outras razões; entre essas, existem muitas que estão em ótimo estado e que podem ser aproveitadas com um pouco mais de criatividade ao sair do padrão utilizado dia após dia ao brincar com looks diferentes, ideias novas em meio ao uso viciado de determinadas composições.

Para todas essas possibilidades de falhas ou dificuldades ao vestir existe algum tipo de solução. Basta, antes de tudo, descobrir e interpretar qual o problema. Em caso de pouca criatividade pode-se pensar em “atacar” primeiro a fonte de informações, enriquecendo a bagagem visual com referências e inspirações mil. Pouca criatividade não é um problema difícil de ser solucionado, mas para tal é necessário quebrar a barreira que limita a construção de ideias novas e interpretações variadas. Trata-se de ousar, de ir além, de ter um pouco de coragem para tentar algo novo.

E onde estão essas inspirações? Estão em todos os lugares. Mas, para quem ainda não está treinado para coletar referências visuais vale apostar em revistas, sites e blogs repletos de looks e ideias. O cinema também é uma excelente referência, cheio de personagens que, por vezes, parecem trazer exatamente o que gostariamos de ter como visual. A construção de um book de referências, seja ele virtual ou material, é a porta para um novo momento, com novas ideias e mais coragem para ir além.

Um exercício interessante e simples é o de recortar, colecionar ou reunir imagens de looks, peças ou mesmo combinações de cores que fazem seus olhos saltarem, que atraem a sua atenção. Em um primeiro momento essas ideias podem até parecer improváveis para você, mas se eu olhar ficou preso naquela imagem por alguns instantes é porque de fato há algo nela que lhe tocou. Na hora de aplicar as referências o receio de ser mal visto, ou de se sentir mal, pode ser uma barreira para sair da zona de conforto (tão prejudicial em todas as esferas da vida). Por isso, é bom agir com coragem e experimentar sem medo, sem timidez, e sem o ato falho de se deixar levar pela insegurança e correr de volta para o guarda-roupa e vestir aquela roupa batida que nada lhe acrescenta.

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26 março 2011
O lado bom de não saber

Reconhecer o desconhecimento sobre certas coisas é sinal de inteligência e um passo decisivo para a mudança. É a porta de partida para a transformação, evolução. Quem não reconhece suas fraquezas, não sabe das suas limitações, carrega semprea sensação de perfeição que leva ao acomodação. A inquietação da busca por algo melhor, mais interessante, é o que serve de impulso para saltos maiores ou mesmo retrocessos temporários em busca de eliminar problemas que se mantêm por raízes podres que facilmente se multiplicam. Muitas metáforas para ilustrar algo simples, algo que vemos todos os dias em nossa própria rotina.

“Pior que não saber é fingir que sabe. Quando você finge que sabe, impede um planejamento adequado, impede uma ação coletiva eficaz. (…) quando você está no fundo do poço, a primeira coisa que precisa para sair de lá é parar de cavar. E a pá que continua cavando é, ao não saber, fingir que sei. (…) a pessoal humilde é capaz de ter dúvida, e isso é o motor da mudança.”

 

Sábio trecho adaptado que nos impulsiona a perguntar mais, a questionar mais, a ter humildade para buscar a resposta alheia. Parar um pouco, respirar, procurar e aceitar ajuda são pequenos hábitos que fazem toda a diferença; são hábitos das pessoas sábias, aquelas que sabem que ninguém é capaz de dominar o mundo (e ser pleno) sozinho.

O trecho é do livro de Mario Sergio Cortella. “Qual é a tua obra?”

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