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17 agosto 2016
Sobre viver, na prática, o desapego #VidaReal

Ser desapegado é mais que uma escolha, é um estilo de vida. Questão de alinhar prioridades e abrir espaço físico e mental para o novo. De optar pelo que ainda é útil, funciona e é bom para você.

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Por vezes, abrir mão de algumas peças do guarda-roupa requer mais que vontade e esforço. É preciso coragem e motivação. O desapego pode ser motivado tanto pela necessidade de liberar espaço entre os cabides, quanto pelo acúmulo desastroso de itens que já não combinam com sua vida, com seu corpo… roupas que não contam a SUA história.

O apego não é mal em si… mas pode ficar reservado ao que tem real importância, tudo o que não é material. E tudo é substituível. Principalmente o velho que pode dar lugar ao novo, mais atual e bem mais adequado.

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Mas, quais razões podem motivar o desapego?

1. A roupa não serve mais, que triste. Se ela não cabe, por estar grande ou pequena, vale tirar esse peso emocional da sua vista. Ficar guardando uma roupa que não é utilizada, por mero capricho ou sonho, é o mesmo que alimentar o monstrinho do desgaste psicológico. Dia após dia você se depara com aquela roupa e lembra que um dia você ficava super bem nela… mas, são águas passadas. Corra para a primeira loja que você gosta, compre algo que lhe sirva bem, e comece a analisar quais seus objetivos futuros: continuar com a silhueta atual ou planejar uma perda de peso, ganho de curvas, ou o que for lhe fazer feliz.

2. Livre-se do excesso fazendo uma boa ação e passe para alguém que vá usar com mais entusiamo aquelas roupas que você já não gosta mais. Aquelas gavetas lotadas, nas quais você não encontra nada do que precisa, podem se transformar em gavetas com poucas peças incríveis! Os cabides atolados de roupas, escondendo peças por baixo de peças, também podem ser esquecidos. Assim como as portas de guarda-roupa que quase não fecham, com peças que têm até mesmo etiqueta. Qual a necessidade de tudo isso? Nenhuma. Não é que precisamos de pouco; a questão é que precisamos do que é suficiente.

Simples, não? Mais que simples é possível! São dois pequenos detalhes que, de maneira mais que incrível, mudam e melhoram a vida de qualquer pessoa. Viver sem exageros é uma arte. E por meio dela  passamos a curtir mais o que realmente importa. Até a compra passa a ter mais valor, passa a ter um significado maior, mais divertido, que acrescenta mais. Se você faz novas aquisições todos os dias, ou toda semana, isso acaba se transformando em rotina e não mais em algo que lhe faz suspirar. Aquele brilho nos olhos pela roupa nova! Ou então as compras são tantas que ficamos sempre com o peso na consciência de não conseguir, nunca, usar tudo o que temos. E aí que a história vira uma bola de neve, porque logo depois você já vai estar sonhando com coisas mais atuais… e então são mais compras, e compras e compras, e gastos sem fim. E onde está o espaço para guardar tudo isso? Caixas? Um depósito? Chega.

Desafio de desapego

– Fique 21 dias sem comprar nada e perceba que sim, você consegue sobreviver

– Comece a anotar de quais peças você sentiu falta durante esse tempo

– Após as três semanas, faça uma limpeza geral no guarda-roupa. Livre-se de roupas velhas

– Separe tudo o que não usa, ou não usou nos últimos dois meses. Foque em roupas do dia-a-dia

– Dê atenção as peças que fazem parte de sua rotina. O que nelas se repete? Por que elas te encantam?

– Faça uma lista completa, porém coesa, de compras futuras. Pense em tudo o que precisa

– Estabeleça um orçamento mensal fixo de gastos com roupas/acessórios e fique firme nele.

– Seja forte

É uma escolha pessoal, pode até ser uma momento. E é quase um estilo de vida ser desapegado, ou nunca se apegar. Sem certos ou errados trata-se até mesmo de uma questão de espaço, possibilidades e prioridades.

Post revisado (publicado originalmente em 8 de agosto de 2011)

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04 abril 2016
Vídeo: Diário de um desapego – novos cabides, menos roupas

Por motivo de cabides novos, precisei reorganizar o guarda-roupa. O meu próprio. O que, pra mim, é profissão também é diversão. Curto e faço com gosto cada organização no armário, sempre acompanhada de um bom processo de desapego. Não há como mexer em cabides, trocar roupas de lugar, sem encontrar algumas (ou muitas) peças que estão esquecidas, ou encostadas. Algumas vezes a descoberta agrada, serve de lembrança sobre o que pode render bons looks. Outras vezes desperta a vontade de se ver livre, logo, do que está ali. Porque já não cabe, porque não bate com o momento atual ou, apenas, porque cansou.

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Amadurecer é doloroso. Mudar é doloroso. Mas nada é tão doloroso quanto ficar preso em algum lugar ao qual você não pertence.

Desapegar é abrir espaço físico e mental para o novo, para o que é útil. E não apenas para o novo, no sentido de mais aquisições. Mas, principalmente, ao que pode render ideias frescas.

Trocar os cabides de plástico, já tradicionais no meu guarda-roupa, pelos de veludo foi a cereja no bolo para um guarda-roupa limpo. E, enfim, bem alinhado. O desapego foi tanto que sobraram cabides. E restaram possibilidades para um novo momento. Mesmo que este seja acompanhado, provavelmente, por novas etapas do processo de “ficar livre”. Abrir mão.

A cada ano que passa percebo como menos pode ser, sim, mais – muito mais! E o prazer que há em repetir roupas é inigualável. Ter peças boas e interessantes, mais do que muitas peças que já não agradam, entrega uma sensação de vitória. O que motiva o desapego, que faz com que fique apenas o que é bom (ou muito bom) é pensar que outras pessoas poderão ser felizes com o que já não atrai. Visualizar alguém satisfeito com o que não me traz nenhum retorno é muito positivo. Pensa…

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O que poderíamos ser se parássemos de carregar o que restou do que eramos.

E, nossas roupas, como boas fontes de lembrança e memória, algumas vezes carregam uma energia negativa. Neste caso, o desapego é amplo… é, também, emocional. Faz com que uma fase da vida seja superada, entre páginas completamente viradas. 

Acho que vivo um constante processo de Consultoria de Estilo. Como se eu fosse, de alguma forma, alguém em fase de treinamento, colocando em prática o que prego para garantir que pode, sim, funcionar. Assim, como o que desejo que aconteça com minhas clientes, vou mudando (como acontece com a vida) e adaptando as mensagens com as quais me comunico com o mundo, por meio de tecidos e texturas que uso para cobrir e adornar a minha nudez. Com cada vez menos, numa busca por qualidade, focando mais no produto do que na marca em si, faço minhas escolhas. Até o próximo desapego com novas observações.

Amanda M.

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01 fevereiro 2016
Organização de guarda-roupa: sobe e desce

Organizar o guarda-roupa por estações facilita a vida, principalmente para quem vive em espaços pequenos e não muito bem distribuídos (com guarda-roupas nada funcionais). A ação requer certa dedicação, em alguns momentos pontuais do ano, mas gera resultados bem legais. Os motivos podem ser os mais variados – não interprete, por favor, estações apenas como estações do ano. A vida é feita de fases. Como aquelas caracterizadas por uma gestação, uma viagem longa, cirurgia plástica ou qualquer mudança na rotina que peça que certas roupas fiquem em segundo plano. Mas e aí, como lidar?

Closet grande como os de novela, filme ou série? Sabemos que a vida real é bem diferente…

O sobe e desde pode acontecer duas vezes ao ano (menos ou mais). Vai depender da sua rotina, das suas necessidades. A ideia é armazenar aquilo que não está em uso no momento e ter espaço para visualizar o que você tem, e usa. Isso, no entanto, não pode servir como desculpa para fazer mais compras… e lotar de novo o pequeno guarda-roupa… trapacear não vale…

Separar

Faça uma boa arrumação no guarda-roupa e aproveite o momento para selecionar o que fica e o que sai, temporariamente. Deixe as peças mais básicas, de uso recorrente, ao alcance e em destaque. Depois, separe sem dó tudo o que estiver em ótimo estado de conservação, mas que não vá entrar na rua rotina de uso no futuro próximo. Pense naqueles vestidos de festa chiquerrímos, sapatos com saltos finíssimos, casacos de frio, botas de cano longo, peças temáticas, ou seja, tudo aquilo que você só vai aproveitar em outra hora… talvez roupas de praia, ou, em casos específicos, as peças que ficaram momentaneamente pequenas (por uma gestação).

Tudo isso porque ter que encarar peças, por hora, inúteis, todos os dias, é algo muito cansativo e que dificulta o ato do vestir quando não há espaço suficiente para trabalhar com o que se tem. E o momento se faz, claro, superoportuno para um bom desapego. O que não cabe, não combina, não serve ou não vai ser útil (nem hoje, nem no futuro) pode ser doado ou vendido – como for melhor.

Como guardar

As roupas separadas podem ir para o maleiro, por exemplo. Em caixas, claro. Caixas de papelão não são uma boa ideia. Mesmo em locais fechados, bem cuidados, umidade e outros fatores geram um ambiente propício para mofo ou mal cheiro. No caso de tecidos finos e delicados, principalmente, todo cuidado é pouco! Importante manter as roupas em caixas plásticas ou mesmo dentro de sacos limpos. Claro que é um gasto extra, mas o retorno é bom. Essas caixas podem ser encontradas em lojas de produtos para casa ou material de construção.

E aí?!

O momento de voltar com as peças para o guarda-roupa pede remanejamento de lugares e reorganização o geral. Ou então é possível etiquetar as caixas e só abrir, pegar o que quer (aquele vestido longo, ou o casaco pesado para uma viagem específica) e vida que segue. Antes de suar, para roupas de festa vale uma boa lavagem na lavanderia e, no caso de casacos, um mínimo de cuidado para tirar o pó ou mal cheiro.

O guarda-roupa não precisa estar sempre 100% disponível, oferecendo tudo o que ele possui. Tudo isso por um dia-a-dia mais fácil, com poucas e boas roupas.

Post publicado, originalmente, em 29 de maio de 2011

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13 maio 2013
12 maneiras de desapegar

Virar a página, esquecer, seguir em frente, superar. Escolha a maneira e desapegue

clearyourheart

1. Foque nos defeitos. Na hora de esquecer, colocar em primeiro plano os pontos negativos ajuda a levar para debaixo do tapete das qualidades que tanto se destacaram.

2. Lembre-se de que nada é insubstituível. Tenha paciência.

3. Se o problema é se livrar de algo velho, basta colocar algo novo no lugar. É certeza de que a sensação gostosa de descobrir algo novo vai mostrar como o velho pode ocupar espaço na mente e na vida.

4. Um ritual de desapego pode ser bem válido, incluindo uma boa limpeza em memórias. Fotos, presentes, e tudo o que lembre alguém ou algo que por vezes terá melhor destino no lixo.

5. Afogue as mágoas. Reúna os amigos e pense em coisas diferentes daquilo que tanto lhe aflige e faz mal. Boas risadas são o melhor remédio.

6.Se quiser chorar, chore. Mas chore com gosto. Bateu o carro? Brigou com o namorado? Foi mal no projeto novo do trabalho?! Vá para seu cantinho, se entregue as lágrimas e vire a página. Chorar eternamente não muda nada.

7. Faça planos e olhe para o futuro. Pense além do momento atual, imagine, sonhe, anote, colecione ideias que podem agitar a sua vida.

8. Desabafe, fale mal, xingue e reclame. Mas, redes sociais não são muro das lamentações. Reclame com alguém que goste de você e que vá lhe dar apoio ou lhe mostrar que sua reação está um tanto quanto exagerada.

9. Cante e/ou dance. A música é uma maneira perfeita para aliviar as tensões. Vale ligar o som do carro bem auto e curtir a música desabafo, aproveitar a hora do banho para soltar a voz ou fechar a porta do quarto e soltar o corpo. Ficou tímida?! Bobagem.

10. Pratique algum exercício físico, nem que seja uma gostosa caminhada no parque ou um aula pesada na academia. O esforço e o cansaço são boas maneiras de esquecer do que lhe preocupa e entristece e, assim, o processo da cura sem dúvida será mais rápido.

11. Olhe para as opções que lhe cercam. São muitas, basta querer enxergar.

12.Não alimenta a insatisfação. A vida é feita de escolhas, mas nem sempre as coisas terminam como queremos ou idealizamos. Desapegue de coisas, pessoas ou sentimentos que não agregam. Até para o sofrimento deve haver limite. Só não há limite para a paz e felicidade.

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08 julho 2012
Roupas são apenas coisas

Roupas guardam memórias, lembranças, mas nada mais são do que parte de nossa história

Abrir mão de roupas, acessórios, pode parecer difícil. Há sempre aquela sensação de que suas roupas são o que você é, de que elas são sua história, sua essência. No entanto, as roupas não são todo o seu passado… elas são apenas parte de lembranças e memórias de algo muito maior, que não será esquecido facilmente. Elas são elementos, pedaços de tecido utilizados como linguagem, como objeto que funciona como ligação entre você e o mundo. Roupas são como símbolos. Já não é nenhuma novidade a importância de abrir mão do que é velho para deixar o que é novo entrar. Essa conversa já é antiga e essa é, de verdade, a chave para uma nova fase, de novas conquistas. O hábito de acumular coisas que trazem boas lembranças pode ser vicioso, mas pode também ser traço de uma compulsão, de uma dificuldade de se libertar do que passou. E quando alimentamos esse hábito estamos também alimentando um ciclo que dificulta qualquer evolução. Já pensou que novas roupas, novos calçados e acessórios podem ser a chave para novas ótimas histórias?! E ai, aquela roupa que você usou há anos atrás, não será esquecida – não será anulada da memória pero mero fato de sair do guarda-roupa. Ela ainda estará viva nas histórias, em fotos, em lembranças, em casos contados e descritos com formas e cores que são apenas um detalhe de um dia, ou um momento, muito mais especial! Devemos nos apegar ao que somos, ao que vivemos, e não tanto ao que temos. Coisas são e sempre serão apenas coisas…. são bens materiais bem menores que sentimentos. Suas roupas, então, não são o que você é – elas vestem algo muito maior, muito mais importante! Você é o seu maior bem. Daí o motivo pelo qual cuidar do que não conseguimos ver (da nossa saúde física e mental) é tão importante, mais importante do que ter todas as tendências e modinhas que custam tanto no orçamento mensal. Vamos viver pelo que mais importa e usar a moda como elemento, como complemento, e não tanto como essência. Vamos usar a moda para o hoje, sem excessos, para que haja espaço para outras tentativas amanha.

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