13 maio 2013
12 maneiras de desapegar

 

Virar a página, esquecer, seguir em frente, superar. Escolha a maneira e desapegue

clearyourheart

1. Foque nos defeitos. Na hora de esquecer, colocar em primeiro plano os pontos negativos ajuda a levar para debaixo do tapete das qualidades que tanto se destacaram.

2. Lembre-se de que nada é insubstituível. Tenha paciência.

3. Se o problema é se livrar de algo velho, basta colocar algo novo no lugar. É certeza de que a sensação gostosa de descobrir algo novo vai mostrar como o velho pode ocupar espaço na mente e na vida.

4. Um ritual de desapego pode ser bem válido, incluindo uma boa limpeza em memórias. Fotos, presentes, e tudo o que lembre alguém ou algo que por vezes terá melhor destino no lixo.

5. Afogue as mágoas. Reúna os amigos e pense em coisas diferentes daquilo que tanto lhe aflige e faz mal. Boas risadas são o melhor remédio.

6.Se quiser chorar, chore. Mas chore com gosto. Bateu o carro? Brigou com o namorado? Foi mal no projeto novo do trabalho?! Vá para seu cantinho, se entregue as lágrimas e vire a página. Chorar eternamente não muda nada.

7. Faça planos e olhe para o futuro. Pense além do momento atual, imagine, sonhe, anote, colecione ideias que podem agitar a sua vida.

8. Desabafe, fale mal, xingue e reclame. Mas, redes sociais não são muro das lamentações. Reclame com alguém que goste de você e que vá lhe dar apoio ou lhe mostrar que sua reação está um tanto quanto exagerada.

9. Cante e/ou dance. A música é uma maneira perfeita para aliviar as tensões. Vale ligar o som do carro bem auto e curtir a música desabafo, aproveitar a hora do banho para soltar a voz ou fechar a porta do quarto e soltar o corpo. Ficou tímida?! Bobagem.

10. Pratique algum exercício físico, nem que seja uma gostosa caminhada no parque ou um aula pesada na academia. O esforço e o cansaço são boas maneiras de esquecer do que lhe preocupa e entristece e, assim, o processo da cura sem dúvida será mais rápido.

11. Olhe para as opções que lhe cercam. São muitas, basta querer enxergar.

12.Não alimenta a insatisfação. A vida é feita de escolhas, mas nem sempre as coisas terminam como queremos ou idealizamos. Desapegue de coisas, pessoas ou sentimentos que não agregam. Até para o sofrimento deve haver limite. Só não há limite para a paz e felicidade.

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08 julho 2012
Roupas são apenas coisas

Roupas guardam memórias, lembranças, mas nada mais são do que parte de nossa história

Abrir mão de roupas, acessórios, pode parecer difícil. Há sempre aquela sensação de que suas roupas são o que você é, de que elas são sua história, sua essência. No entanto, as roupas não são todo o seu passado… elas são apenas parte de lembranças e memórias de algo muito maior, que não será esquecido facilmente. Elas são elementos, pedaços de tecido utilizados como linguagem, como objeto que funciona como ligação entre você e o mundo. Roupas são como símbolos. Já não é nenhuma novidade a importância de abrir mão do que é velho para deixar o que é novo entrar. Essa conversa já é antiga e essa é, de verdade, a chave para uma nova fase, de novas conquistas. O hábito de acumular coisas que trazem boas lembranças pode ser vicioso, mas pode também ser traço de uma compulsão, de uma dificuldade de se libertar do que passou. E quando alimentamos esse hábito estamos também alimentando um ciclo que dificulta qualquer evolução. Já pensou que novas roupas, novos calçados e acessórios podem ser a chave para novas ótimas histórias?! E ai, aquela roupa que você usou há anos atrás, não será esquecida – não será anulada da memória pero mero fato de sair do guarda-roupa. Ela ainda estará viva nas histórias, em fotos, em lembranças, em casos contados e descritos com formas e cores que são apenas um detalhe de um dia, ou um momento, muito mais especial! Devemos nos apegar ao que somos, ao que vivemos, e não tanto ao que temos. Coisas são e sempre serão apenas coisas…. são bens materiais bem menores que sentimentos. Suas roupas, então, não são o que você é – elas vestem algo muito maior, muito mais importante! Você é o seu maior bem. Daí o motivo pelo qual cuidar do que não conseguimos ver (da nossa saúde física e mental) é tão importante, mais importante do que ter todas as tendências e modinhas que custam tanto no orçamento mensal. Vamos viver pelo que mais importa e usar a moda como elemento, como complemento, e não tanto como essência. Vamos usar a moda para o hoje, sem excessos, para que haja espaço para outras tentativas amanha.

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14 maio 2012
De quantas preciso?!

O número mágico de peças ou acessórios no guarda-roupa depende de vários fatores, mas excessos não são uma necessidade

A verdade é que não existem regras ou listas de necessidade em se tratando de moda – ou de qualquer outra coisa. Existem prioridades e, sempre, necessidades que muito variam de pessoa para pessoa, de caso para caso. Este é o caso, aliás, do número de bolsas que cada um possui, que aqui servirão como base para exemplificar toda uma lógica de desapego e simplicidade. Pensando claramente, uma pessoa não precisa de uma ampla coleção de bolsas… mesmo porque este acessório, por mais útil que seja, não precisa ser lavado e passa, esporadicamente, por limpezas que uma hora ou outra desencadeiam no descarte do item, seja por ele já estar velho ou por não combinar com o estilo de vida. Assim, sendo realista, longe do consumismo e do desejo louco que temos de ter um visual diferente para cada dia (como se isso fosse possível na vida de pessoas reais), podemos cair na seguinte conclusão: precisamos, basicamente, de três bolsas.

Uma bolsa é a bolsa do dia-a-dia e seu tamanho vai variar muito de acordo com o estilo de vida e com seus hábitos. O que você considera importante levar com você todos os dias?! Caso você tenha que carregar meio mundo, incluindo um computador, ou outra coisa qualquer que precise de espaço, vale apostar em modelos grandes e amplos, sem esquecer da importante harmonia visual que deve haver entre bolsa e silhueta (relação altura e proporção). Para finais de semana, ou mesmo momentos de lazer que fazem aquela quebra na rotina, vale uma outra bolsa que pode ter cor, textura ou forma diferenciada. É legal pensar em um modelo que dê um charme extra ao visual e essa pode ser usada também para substituir a básica, neutra, que combina com todos os looks, com todo o guarda-roupa, em certos momentos necessários. É claro que essa questão de combinar não está ligada a uma regra de casar cores, mas sim juntar peças que conversem e que contem um mesmo tipo de história. Vale lembrar que aquela regrinha da bolsa combinando com o sapato e cinto já ficou para trás… lá atrás. E a outra bolsa, a terceira, deve ser aquela para jantares e afins. O modelo deve ser pequeno, com espaço para celular, documentos, chave de carro e o que mais for essencial naquela noite. Os detalhes vão variar de acordo com seu estilo pessoal, com sua identidade visual, mas é fato que um modelo de cor neutra, como o preto, ou o cru ou cobre, vai conversar super bem com metalizados variados e looks diversos.

Mais do que isso, duas, três, ou quatro bolsas, começa a ser um pouco de frivolidade, mas, em se tratando de moda, tudo é… e não podemos julgar ou pensar mal. Vale cuidar apenas para que essa busca por variedade não se transforme em compulsão ou consumismo louco, quando novas aquisições se transformam em dívidas ou viram razão para abrir mão de outras coisas importantes na vida, como alimentação, saúde ou educação. Esse pensamento das bolsas, essa continha da necessidade x quantidade, acaba valendo para todos os outros itens – de calçados à jeans, de A à Z. Comprar e comprar, por comprar, não preenche espaços, sejam eles físicos ou emocionais.

Agora, quer uma vibe legal?! Essa propaganda da Longchamp, “Oh! My bag” é super alto astral e divertida. =)

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18 janeiro 2012
Por um guarda-roupa mais criativo

Algumas vezes o que falta ao guarda-roupa não são roupas, mas sim criatividade

A decisão de abrir mão de certas peças do guarda-roupa é muito difícil e delicada. Muitas vezes o desapego não é a solução para problemas ou incômodos que prejudicam a rotina diária, e necessária, do vestir. Bem além da ideia de abrir espaço entre roupas realmente importantes, que são usadas, há também dois outros pontos que dificultam a limpeza no guarda-roupa. Há a questão do forte caráter emocional que certas peças guardam e também o alto investimento que foi dedicado as roupas. Quebrar essa barreira do emocional e financeiro é muito importante, mas por vezes não é o único ponto indicado ou a única saída. As vezes as roupas não são mais utéis por outras razões; entre essas, existem muitas que estão em ótimo estado e que podem ser aproveitadas com um pouco mais de criatividade ao sair do padrão utilizado dia após dia ao brincar com looks diferentes, ideias novas em meio ao uso viciado de determinadas composições.

Para todas essas possibilidades de falhas ou dificuldades ao vestir existe algum tipo de solução. Basta, antes de tudo, descobrir e interpretar qual o problema. Em caso de pouca criatividade pode-se pensar em “atacar” primeiro a fonte de informações, enriquecendo a bagagem visual com referências e inspirações mil. Pouca criatividade não é um problema difícil de ser solucionado, mas para tal é necessário quebrar a barreira que limita a construção de ideias novas e interpretações variadas. Trata-se de ousar, de ir além, de ter um pouco de coragem para tentar algo novo.

E onde estão essas inspirações? Estão em todos os lugares. Mas, para quem ainda não está treinado para coletar referências visuais vale apostar em revistas, sites e blogs repletos de looks e ideias. O cinema também é uma excelente referência, cheio de personagens que, por vezes, parecem trazer exatamente o que gostariamos de ter como visual. A construção de um book de referências, seja ele virtual ou material, é a porta para um novo momento, com novas ideias e mais coragem para ir além.

Um exercício interessante e simples é o de recortar, colecionar ou reunir imagens de looks, peças ou mesmo combinações de cores que fazem seus olhos saltarem, que atraem a sua atenção. Em um primeiro momento essas ideias podem até parecer improváveis para você, mas se eu olhar ficou preso naquela imagem por alguns instantes é porque de fato há algo nela que lhe tocou. Na hora de aplicar as referências o receio de ser mal visto, ou de se sentir mal, pode ser uma barreira para sair da zona de conforto (tão prejudicial em todas as esferas da vida). Por isso, é bom agir com coragem e experimentar sem medo, sem timidez, e sem o ato falho de se deixar levar pela insegurança e correr de volta para o guarda-roupa e vestir aquela roupa batida que nada lhe acrescenta.

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04 agosto 2011
Me dê motivos: desapego

Ser desapegado é mais que uma escolha, é um estilo de vida. Questão de alinhar prioridades e abrir espaço, físico e mental, para o novo.

Por vezes, abrir mão de algumas peças do guarda-roupa requer mais que vontade e esforço, é preciso coragem e motivação. Mais do que esconder as roupas, na parte alta do armário ou mesmo em caixas, é preciso ficar livre desse peso extra. Dizer tchau, já vai tarde! Tudo bem que uma hora ou outra você pode sentir saudade de uma determinada peça, que na sua lembrança passa a ser construída de forma bem mais interessante do que era, porém é fácil superar. Superamos tanto todos os dias, não?! (aha!) Devemos deixar o apego para as coisas de grande importância, para tudo o que não é material. A menos que o motivo de apego seja algo cheio de história, uma relíquia familiar, algo de fato grande. Dizer que a peça é importante porque foi com ela que você fez uma entrevista de emprego, ou porque você comprou no dia que encontrou aquele paquera é um pouco demais… quase desculpa de viciado. No mais tudo é substituível, sendo que nada melhor trocar o velho pelo novo, atual e bem mais adequado.

A questão aqui, desse trecho de vídeio que já apareceu aqui no Conversinha, é a compra por impulso, por vício e paixão ao ato da compra e não tanto a real necessidade de ter algo. Ficamos envolvidos com a magia do consumo e esquecemos de todo o resto – do que temos e do quanto podemos.

1. A roupa não serve mais, que triste. Se ela não está cabendo, por estar grande ou pequena, vale tirar esse peso emocional da sua vista. Ficar guardando uma roupa que não é utilizada, apenas por mero capricho ou sonho, é o mesmo que alimentar o monstrinho do desgaste psicológico.Dia após dia você se depara com aquela roupa e lembra que um dia você ficava super bem nela… mas, aceite! São águas passadas. Corra para a primeira loja que gostar, compre algo que lhe sirva bem, e comece a analisar quais seus objetivos futuros: continuar com a silhueta atual ou se esforçar para perder peso, ganhar curvas, ou o que for lhe fazer feliz.

2. Livre-se do excesso fazendo uma boa ação, passando para alguém que vá usar com mais entusiamo aquelas roupas que você já não gosta mais. Aquelas gavetas lotadas, nas quais você não encontra nada do que precisava; os cabides atolados de roupas, escondendo peças por baixo de peças; portas que quase não fecham, sapatos embaixo da cama, roupas até hoje com etiqueta. Qual a necessidade em tudo isso? Nenhuma. Não é que precisamos de pouco; a questão é que precisamos de uma quantidade suficiente.

Sobre o What not to Wear, hoje eu não chego a amar de paixão o programa, porque acho que o teatro faz a história ficar muito forçada. Mas, é super possível perceber o apego exagerado das pessoas com as roupas e o quanto elas não conseguem abrir mão de peças péssimas por puro hábito. Depois da imagem renovada, mais afiada, a aparência é outra – muito melhor e de dentro para fora.

Simples, não? Mais simples inimaginável. São dois pequenos detalhes que, de maneira mais que incrível, mudam e melhoram a vida de qualquer pessoa. Viver sem exageros é uma arte, dessas pelas quais passamos a curtir mais o que realmente importa. Até a compra passa a ter mais valor, passa a ter um significado maior, mais divertido, que acrescenta mais. Se você faz novas aquisições todos os dias, ou toda semana, isso acaba se transformando em rotina e não mais em algo que lhe faz suspirar. Aquele brilho nos olhos pela roupa nova! Ou então as compras são tantas que ficamos sempre com o peso na consciência de não conseguir, nunca, usar tudo o que temos. E ai que a história vira uma bola de neve, porque logo depois você já vai estar sonhando com coisas mais atuais… e então são mais compras, e compras e compras, e gastos sem fim. E onde está o espaço para guardar tudo isso? Caixas? Um depósito? Chega.

Desafio de desapego

- Fique 21 dias sem comprar nada e perceba que sim, você consegue sobreviver.

- Comece a anotar de quais peças você sentiu falta durante esse tempo.

- Após as três semanas, faça uma limpeza geral no guarda-roupa. Livre-se de roupas velhas.

- Separe tudo o que não usa, ou não usou nos últimos dois meses. Foque em roupas do dia-a-dia.

- Dê atenção as peças que fazem parte de sua rotina. O que nelas se repete? Por que elas te encantam?

- Faça uma lista completa, porém coesa, de compras futuras. Pense em tudo o que precisa.

- Estabeleça um orçamento mensal fixo, de gastos com roupas/acessórios, e fique firme nele.

- Seja forte.

 

De toda forma, é uma escolha tão pessoal. Quase um estilo de vida ser desapegado, ou nunca se apegar. Sem certos ou errados trata-se até mesmo de uma questão de espaço, de possibilidades e prioridades.

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