Conversinha Fashion » Cores e Tons
22 agosto 2016
Combinação preto e branco: cores que marcam

Cores opostas, preto e branco combinados conseguem transmitir equilíbrio e são boa saída para quem quer jogar com o tal ‘mostrar e esconder’ que as cores permitem. Enquanto uma cor escura, profunda, ajuda a tirar o foco da região, o branco leva o olhar e ilumina a porção da silhueta. O que, também, pode ser manipulado por meio da combinação de modelagens adequadas à cada necessidade. Cabe ter um olhar esperto para dosar o que, e como, fazer.

preto e branco

Além da questão das proporções, do equilíbrio, do jogo de formas, há o significado do preto e branco como cores. Combinados, preto e branco trazem hoje uma imagem elegante, atemporal e madura.

Dá para pensar, também, no preto e branco como forma de exaltar as características de roupas bem cortadas, feitas em tecidos de alta qualidade. Já que cores lisas e marcantes tendem a revelar cada detalhe da construção de uma peça.

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Para resumir: ao usar preto com branco, prefira o branco na porção que você quer destacar e deixe o preto para a porção que você deseja disfarçar ou amenizar. Como assim? Então. Se você sente que seu quadril é mais largo e pesado que os ombros, e quer equilibrar o peso visual, dá para usar uma blusa branca com uma saia preta. Mas isso é regra? Claro que não! Se você gostar do seu quadril avantajado, super curvilíneo e feminino, trabalhe com uma bela e estruturada calça branca e uma camisa preta. Fica incrível. Tudo vai depender, também, da modelagem de cada peça, que é o ponto primordial na seleção das peças do guarda-roupa.

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Mas não é só isso. Presente em estampas e padrões geométricos, o preto e branco fica muito mais divertido e moderno. Perde a seriedade tradicional do mix de cores, em si. Sua essência, no entanto, faz com que a escolha siga elegante, ainda que ousada. Da-lhe padrões geométricos.

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É o que vemos em peças de modelagem tradicional, clássica e atemporal, que ficam atuais ao receber estampas do tipo listras, poás (as bolinhas), ou variados tipos de xadrez. Para completar, dá até mesmo para salpicar outras peças em tons vivos, ou complementos em cores contrastantes – como o sempre incrível mix de branco, preto com vermelho.

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28 abril 2016
Vídeo: Significado das cores: vermelho

Fonte de mensagens e sensações. Forma de comunicação. Cores representam mais que parte do nosso gosto pessoal. E uma cor muito cobiçada é o vermelho. Tom escolhido para mais um vídeo que gravei para o YouTube (conheça: são três vídeos novos por semana e muito conteúdo para quem quer colocar a mão na massa e aprimorar o visual).

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O vermelho, assim como o azul, é uma cor muito popular. Ele é conhecido em uma gama de mais 100 tons, entre variações de intensidade e profundidade. É uma cor secundária formada pelo amarelo e magenta. Sua fama, claro, é de ser quente e marcante.

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As mensagens principais do vermelho são: paixão, amor, perigo e ódio. Além disso, lembra a proibição, a correção – como a marca vermelha nas provas, realizada para apontar erros ou acertos.

É a cor do sexo, do imoral, da conquista, do desejo e do fogo. Apesar de impactante, é uma cor fácil de combinar. Historicamente é a cor da justiça, do controle, dos trabalhadores.

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O vermelho é para a alegria de viver e luxo. Combinada ao preto, ganha peso de mistério; já ao branco, se destaca e vira o centro das atenções. Com azul, gera um choque térmico: o quente e o frio que batem de frente, mas se toleram com muita graça.

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Sua complementar é o verde. Naturalmente, o uso combinado gera uma sensação de grande contraste e ousadia.

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As análogas do vermelho, por sua vez, são o laranja e magenta. Opção que, com um sopro de exagero, vai bem em dias de altas temperaturas. Quando aparece com o amarelo, cresce na intensidade e a mensagem de calor ganha força. Com rosa e roxo, o apelo à paixão e sexualidade domina.

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Quer saber mais? É só assistir ao vídeo.

Referências de pesquisa:
– “Da cor à cor inexistente”, Israel Pedrosa
– “A psicologia das cores”, Eva Heller
– “Color Harmony Compendium”, Terry Marks
– “Secret Language of Color”, Joann Eckstut e Arielle Eckstut
– “Color Me Beautiful”, Joanne Richmond
– “Colors for modern fashion”, Nancy Riegelman

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23 abril 2016
Vídeo: Significados das cores: o azul

As cores comunicam, emitam sinais, e são as responsáveis, ainda, por transmitir emoções. Com isso, e por isso, desempenham um papel importante na construção de um visual.

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A cor mais popular, entre homens e mulheres, é o azul – que é também o tom mais explorado na publicidade. Primária (ou seja, base para a formação de outras cores), o azul é um tom frio. Representa a harmonia, a fidelidade, a paz, e é o tom do eterno. É também a cor do céu e do oceano – do que está acima de nós.

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É a cor da maravilha, da convivência, da calma da paz. Remete a segurança, lealdade, inteligência, integridade e responsabilidade. Por outro lado é a cor do distante, do medo, da frieza e da masculinidade.

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Na hora de combinar, a complementar do azul é o laranja. Ou seja, maior contraste, mas funciona muito bem. O resultado é intenso e marcante, sendo interessante pelo mix entre um tom quente e outro frio.

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Já as análogas do azul são o verde e o roxo, estão lado a lado, e fazem boa junção.

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No caso do verde com azul, o resultado é surpreendente, pouco utilizado, mas cai muito bem – principalmente quando o azul pensado no jeans. Para quem considera muito ousado pode pensar nas cores aplicadas junto de neutros, como branco e preto.

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No caso do roxo, a sensação é de mistério, que se encaixa muito bem com looks compostos por peças clássicas ou neutras – para quebrar um pouco da mesmice do visual.

Referências de pesquisa:
– “Da cor à cor inexistente”, Israel Pedrosa
– “A psicologia das cores”, Eva Heller
– “Color Harmony Compendium”, Terry Marks
– “Secret Language of Color”, Joann Eckstut e Arielle Eckstut
– “Color Me Beautiful”, Joanne Richmond
– “Colors for modern fashion”, Nancy Riegelman

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05 abril 2016
Vídeo: preto e marrom combinam?

Durante muito tempo, bem antes de me enveredar pela Consultoria de Estilo, eu achava que preto e marrom eram cores que não combinavam – jamais. Na minha cabeça, os tons viviam, exclusivamente, em mundos diferentes e não poderiam ser usados juntos. Nunca.

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No entanto, com a experiência e um estudo de cores na época da faculdade (quando aprendi mais sobre Teoria das Cores) fui percebendo que o preto e marrom podiam sim gerar resultados positivos quando incorporados em uma mesma imagem.

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Ou seja, preto e marrom combinam e, não só isso, ficam bem juntos. Os neutros profundos carregam uma elegância improvável, além de serem bons aliados ao serem explorados como base para outras junções.

Isso, sem contar, as muitas variações existentes no uso do marrom – dos mais claros (puxados para o bege) aos mais escuros, até os alaranjados (lembrando o mostarda). Eu, por aqui, apresentei todos esses tons como marrom, para quem acredita que eles só ficam bem com branco ou cores vivas, como vermelho, azul e verde.

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A base terrosa do marrom com o neutro mais usado entre todos, o preto, cai muito bem para o inverno, mas também pode ser saída para o verão. Na estação mais quente do ano salpicar cores vivas no mix (reunindo três ou mais cores) faz o look ganhar muita vida.

O assunto foi tema de um vídeo que gravei para o YouTube. Por lá também falo sobre combinar prata e dourado, para alguns assunto polêmico.

E você, o que acha da combinação do preto com marrom, ou prata com dourado?

Deixe a sua opinião e se inscreva no canal para acompanhar os vídeos novos.

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13 março 2016
Tendência: além do Rose Quartz e Serenity, os tons da vez pela Pantone

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A Pantone é referência indiscutível no segmento das cores e, além de ser detentora de um sistema de tons, é responsável pelo lançamento de tendências do setor. A empresa, por meio de estudos e avaliações diversas, determina quais serão os tons da vez para cada a moda e decoração e, anualmente, aponta além de uma cor do ano outras cores que são exploradas nas coleções de cada temporada. Em um relatório, a Pantone indica quais cores serão vistas, e utilizadas, na estação seguinte…

Designers e profissionais da moda pautam-se nos relatórios da Pantone para criar suas coleções. Assim, as cores “escolhidas” pelos especialistas da empresa aparecem com grande frequência. Vira uma febre, com a qual convivemos durante o processo de compra. Obviamente, não existe obrigação de compra da cor x ou y, da tendência, mas conhecer o tom (ou os tons) em questão ajuda a entender o motivo pelo qual certas cartelas aparecem mais do que outras. Do tipo, em certas época vê-se mais tons pastel, em outras tons terrosos, há o tempo das cores vibrantes, e por aí vai.

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No final de 2015, a Pantone revelou os dois tons que foram escolhidos como “cores do ano”. Pela primeira vez, desde 2000, a escolha ficou dividida entre duas opções: o Rose Quartz e o Serenity. Dois tons pastel, acinzentados, um azul e outro rosa. Essas cores chegaram com tudo no começo do ano.

Agora, em meio às semanas de moda internacionais – inverno 2017 – a Pantone já apresentou as suas cores para o outono 16/17. Como resultado, um mix de tons terrosos com a presença, ainda, de um azul claro mais acinzentado, outro azul igualmente acinzentado mais fechado, cinza profundo, além de um rosa/lilás. Enfim, há opção para todos os gostos!

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De acordo com o comunicado da Pantone a cartela do outono 16/17 é liderada pela família do azul. O texto segue com: “o azul representa o céu e a constância, já que está sempre acima de nós; o cinza traz a sensação de estabilidade; os tons de vermelho são um convite à confiança e ao calor; enquanto o lilás e o mostarda sugerem um toque de exotismo”.

E quando vamos usar essas cores? Já agora, com as coleções de inverno que começam a aparecer nas lojas. Mas, assim tão rápido? Claro! O que surge como relatório, nesse ponto, já é de conhecimento do setor. Sabe? Tipo, somos os últimos a saber. Vemos, aliás, os tons terra em questão já em vários lookbooks. E é lógico que tons terra são característicos da época, mas nem sempre combinados da maneira que vemos – com o azul acinzentado, com o lilás…

Essas cores limitam nossas escolhas? Não! Não é e nem precisa ser assim. Vale juntar o novo com o que já se tem, fazer valer a sua cartela de cores (que te valoriza) e explorar entre o que surge como tendência aquele tom que mais te agrada. Isso é sabedoria. Mesmo porque em alguns meses surge um novo relatório. Outras cores. Um novo clima.

 

 

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