17 maio 2013
O que vem pela frente

A intensidades das ações dá o tom das conquistas e viver é se aventurar

helenkeller

Viver é saltar. É se jogar entre possibilidades, erros, acertos, conquistas e derrotas. Viver é tentar, é se entregar, brincar entre diferenças, é uma aventura! Se você não participa, sua vida passa por seus olhos, e você abre mão de escolhas e oportunidades que podem fazer toda a diferença no seu destino. Nunca se sabe o que vem pela frente.

Quais são as oportunidades que você está perdendo?! Quais são as portas que te assustam?! São mudanças, ousadias, riscos que podem mudar tudo para melhorar. E se der errado?! Tudo bem. Vire a página, sorria, brinque com as falhas e colecione aprendizados. O medo de errar é uma barreira que precisa ser quebrada, um bloqueio que vira vício e se alastra como uma praga. Não deixe, lute contra, comece pelas coisas pequenas e saia da zona de conforto. Experimente novos sabores, vá a lugares diferentes, prove uma modelagem nova, faça algo que nunca fez, só para não cair no básico da rotina. Troque a novela por um filme; esqueça a pizza pronta, e crie a sua em casa; converse com pessoas que não conhece ou, no trabalho, crie coragem para falar sobre aquela sua ideia. Se a vida não é uma aventura, ela não é nada. Já diz a palavra: do latim, aventura é “ad venture”, o que vem pela frente – e estar preparado para tudo o que vier.

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06 maio 2013
Desapega, ou desencana

 

Deixar de lado o que não faz bem, como uma dieta dos sentimentos, é um exercício diário para quem opta por felicidade

desencana

Quais são as coisas que pesam no seu dia e deixam sua vida difícil?! Quem são as pessoas que te colocam para baixo e tentam te desmotivar?! Roupas e coisas são diferentes de todas as formas. Enquanto os itens materiais podem ser esquecidos no fundo do guarda-roupa, ou passados para frente sem a menor cerimônia, as pessoas, algumas vezes, precisam ser suportadas, seja pela convivência no ambiente profissional, pelas ligações no círculo de amizades ou por laços de família. Com isso, não há como desapegar de pessoas, mas há como desapegar do mal que essas lhe fazem, desencanando de opiniões ou palavras que em nada acrescentam. Começar cada dia escolhendo quais batalhas travar é optar por um estilo de vida mais leve, como uma dieta dos sentimentos. Você abre mão do que lhe deixa pesado e fica apenas com os ingredientes que lhe fazem bem. Tudo isso porque não podemos comprar pessoas novas para compor nosso mix de relacionamentos, mas podemos fazer combinações que funcionem melhor para a nossa personalidade e estilo de vida – assim como os itens do nosso guarda-roupa devem favorecer nossa silhueta, estilo pessoal e, também estilo de vida! É aí que a lógica do desapega, ou desencana, faz sua mágica. Para tudo o que é substituível, podemos deixar de lado sem cerimônia; mas, para o que é obrigatório na nossa vida, devemos relevar opiniões. Não se trata de fugir de críticas construtivas, mas de esquecer quem quer lhe magoar e lhe fazer mal. Estes não merecem consideração. Ao repensar nossas reações quanto ao que nos deixa tristes, conseguimos uma vida mais leve. Ficamos livres de coisas e opiniões que não nos trazem felicidade. Afinal, quem, além de cada um de nós, poderá saber o que e quem nos faz bem?! Ao menos assim deveria ser.

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01 abril 2013
Se conhecer é a melhor dica de moda

Modismos são arriscados e menos importantes do que saber o que de fato valoriza seu corpo e alimenta sua autoestima

confident

Entre a última semana de moda e a mais recente tendência, existe uma pessoa, o consumidor, eu e/ou você. O modismo invadiu as ruas, estampa as revistas de fofoca, foi usado pela protagonista da novela, e continua sendo insistentemente disseminado pelas páginas de estilo pessoal. De tanto ver, você acaba cedendo, mas a roupa não convence. Mais forte do que o peso do que é “must have”, é o peso da autoestima, que pede explicações a cada look que não combina com a própria identidade ou estilo de vida. Mais do que isso, a tendência não está preocupada com as linhas de sua silhueta, ela não tem noção do que acontece com suas proporções ou mesmo sabe quais cores valorizam a sua imagem. Ela está ali, pedindo para ser usada – sendo divulgada como obrigatória – mas, não é tão grandiosa assim. Importantes, verdadeiramente importantes, são as escolhas pensadas a partir do que combina com você. É o corte que abraça o seu corpo, a cor que dá vida ao seu rosto, os detalhes que representam o espírito da sua identidade. Mais do que ler revistas de moda, acompanhar desfiles, ficar de olho no que as blogueiras postam e dizem estar “in love” é  apurar o olhar para o que você acha bonito, para o que te deixa confiança e eleva a sua autoestima. Ao invés de anotar dicas prontas de combinações, regrinhas feitas na base da massificação, é valioso ter suas próprias peças chave e ter na moda um elemento de consumo e não a sua salvação. Em português claro, sem a frescurite aguda das expressões em inglês, reproduzidas a exaustão, se conhecer e ter na sua satisfação pura e plena a melhor dica de moda.

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25 março 2013
Para vestir a autoestima

Nem sempre uma superprodução é necessária; vestir o corpo pode ser vestir (e superar) o desânimo

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A roupa conforto não precisa ser desleixada, não deve ser obrigatoriamente macia ou suave. A roupa conforto abraça a alma, levanta a autoestima, garante confiança para enfrentar o dia. São aquelas peças ou acessórios que servem como estímulo para passar por um dia ruim, uma fase difícil ou mesmo um momento de desafio. É a roupa, ou o visual, que não tem erro, que cobre bem o corpo e não chama atenção mais do que o necessário. Nem sempre precisamos, devemos ou queremos atrair olhares – mesmo que positivos. Algumas vezes, para não dizer muitas, a vontade é de cumprir tarefas sem grande estardalhaço, apenas para seguir com a rotina. Daí que conhecendo seu guarda-roupa, seu acervo pessoal, será possível identificar o que pode ocupar tal função. Afinal, vestir o corpo e cobrir a nudez não está vazio de significado, muito pelo contrário. A roupa veste muito além do palpável, ela toca no que é invisível, mas perceptivo. A roupa conforto é o abraço ou o amparo que gostaríamos de receber, mas nem sempre a vida oferece. É o “vestidinho preto” que se manifesta de maneiras diversas, na calça jeans curinga, na camisa perfeita, ou seja no que for; no cardigan macio, no colar chamativo. O desafio é, no entanto, não viciar em um único look. Afinal, são tantas as possibilidades do guarda-roupa e, pela lógica, poucos os dias ruim. Ao menos assim a vida deve ser.

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07 março 2013
Viva como quiser

 

Ignore rótulos e comportamentos padrões e experimente viver o que você é

soullife

Não é fácil ser uma pessoa tímida, quieta, contida. Ou crítica, curiosa e detalhista. O mundo te cobra gargalhadas, conversas altas, papos soltos e livres com desconhecidos, como se fosse obrigatório ser expansivo para ser legal – e só. Te criticam por ser calada, te caçoam por não se abrir em uma roda de (des)conhecidos e te julgam antipática por pouco – por não ver graça em piadas mal contadas, por não concordar com opiniões porcamente amarradas ou mesmo por assistir a movimentação de camarote, sem se envolver, pelo motivo que for.

Ah, acontece que algumas pessoas ainda não aprenderam a respeitar o que sai do padrão, o que não entra na dança massificada de comportamentos esperados. E, ser diferente, é o que se chama de esquisito. Porém, se ser esquisito é ser o que se é de fato, melhor ser julgado por tal a curtir um ritmo que não é seu. Se os efusivos por natureza são felizes assim, vale entender que os tímidos de fábrica não querem mudar sua origem, ou que os perfeccionistas querem tudo no seu devido lugar. Vale ouro o básico segredo da paz entre os desiguais e da tolerância que faz um mundo de diferenças um mundo bom de viver.

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