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05 agosto 2012
Só pra constar

Eu, você e todos nós por vezes nos acostumamos com menos do que merecemos. Também por vezes nos acostumamos com o sofrimento, ou com o peso dos problemas, com a amargura como justificativa e desculpa. Assim, as marcas do que é doloroso, ou insuficiente, ficam no rosto cansado, na postura largada, na carga que peso nos ombros. Não é fácil, mas com o tempo já nem percebemos o quão cansativo é viver assim.

Nos acostumamos com o que é negativo, talvez sem saber o por quê… ou usamos isso como uma razão para alimentar reclamações, salientando os problemas e destacando as dificuldades que nos afastam da realidade. Seja como for, nenhuma pessoa deve levar na manga uma história para explicar a razão pelas quais algo não deu certo. Pesa menos assumir o erro ou apenas encarar que nem sempre as coisas funcionam na primeira tentativa, seja pelo que for. Se despir do papel de vítima é se vestir de força e coragem e assim dizer ao mundo que você está sim pronto para que coisas boas aconteçam. Esse otimismo por mais poético que seja pode transformar seu dia, sua vida, seu futuro. E essa onda positiva é contagiante, mais envolvente que qualquer conversa triste.

“You think you deserve that pain, but you don´t”. A fala foi superficialmente tirada de “Me and you and everyone we know” de Miranda July. Cheio de clichês e de frases prontas, o filme consegue ser envolvente do início ao fim. Vale a pena assistir, para quem ainda não o fez.

02 janeiro 2012
Cores e Sensualidade em… Volver

Volver, de Almodóvar, lembra feminilidade e sensualidade, mistura que representa a força natural da mulher

Um figurino bem amarrado, marcante, é a essência de um filme. Combinado a uma boa trilha sonora e, claro, uma ótima trama, faz com que qualquer longa seja interessante do início ao fim. Em Volver (drama de 2006, dirigido por Pedro Almodóvar), o trabalho da figurinista Sabine Daigeler deixa sua mensagem ao apresentar a intensidade espanhola, e dos traços herdados por mulheres de uma mesma família, em roupas alegres e sensuais, com uma mistura envolvente de cores vivas e estampas grandes.

Penélope Cruz, na pele de Raimunda, se destaca. A beleza da atriz, aliada ao papel de protagonista, gera forte simpatia com os looks que ela carrega, entre decotes fartos, roupas que marcam a silhueta, ela é pura sensualidade e ainda assim consegue garantir nossa admiração. Aliás, que mulher não quer ser forte e sensual?!

A verdade é que o lado sexy está, sempre, mais na raiz do que na roupa em si, mas pode ser estimulado com o que se veste. A rotina de dona de casa, frente a cozinha, não faz com que Raimunda deixe de lado sua feminilidade. Lembrança, essa, que pode ser levada para a vida.


Mais do que isso, não há medo de ousar. Saltos anabela, sempre confortáveis, conversam com as saias acompanhadas de tricôts e/ou casaquinhos leves que acabam por salientar ainda mais a linha da cintura e, obviamente, as curvas de Penélope Cruz. Entre o drama de mulheres que dominam a história, está o lado sempre emocional, mas ainda assim forte, de personagens reais que vivem uma história absurda – parecidas com aquelas que carregamos em algum momento da vida.

O que também chama atenção é o mix de cabelo preso jogado ao alto com olhos marcados e contrastes vivos entre pele e tecidos. Para uma mulher de personalidade forte, de opinião e atitudes corajosas, ainda que um tanto quanto estranhas, o figurino é resposta direta. Volver, com o talento quase imbatível de Almodóvar, consegue tocar e surpreender, mais do que isso, inspira.

Volver mostra como a morte pode ser vista como algo natural. Volver conta a história de mulheres, casos de uma família, e lembra que assim como Raimunda, podemos ser fortes, rápidas e capazes de recriar uma história – não necessariamente (é óbvio) com as atitudes por ela tomadas.

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30 dezembro 2011
Conversinha de boas vindas, 2012

Um novo ano já bate na porta e com ele a chance para ser (ainda mais) feliz. Já pensou?!

 

Para 2012, eu quero e eu posso! =)

15 agosto 2011
Girls on Bikes

Sensação de liberdade, agilidade, cheia de conforto e elegância. Quando a gente pensa… que delícia seria viver assim. Eu, ao menos, não reclamaria de largar o carro, curtir uma cidade plana, de temperatura amena, pegar minha bike e ultrapassar o trânsito para chegar ao trabalho – ou voltar para casa. Bom seria se fosse assim.

O vídeo Girls on Bikes é da coleção de outono/inverno 2011 de Phillip Lim.

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09 agosto 2011
O limite da sensualidade

Corpos, estilos e identidades diferentes devem encontrar seu próprio caminho para explorar a sensualidade de maneira adequada à ambientes e ocasiões.

Medir o grau de sensualidade adequado à certos ambientes é quase que o desafio eterno de toda mulher. Difícil saber como aplicar um visual feminino, interessante, capaz de atiçar o interesse masculino sem cair na casa da vulgaridade. Difícil, também, conseguir balancear a sensualidade com a seriedade do local de trabalho. O segredo para boas doses, certeiras, de sensualidade está nas sutilezas; estas nascem na maneira de trabalhar decotes, comprimentos encurtados, pele a mostra, transparências, tecidos colantes ou mesmo qualquer tipo de elemento que, de uma forma ou outra, remete ao universo do fetiche. O mesmo vale para algum tipo de detalhe que alimente a imaginação do sexo oposto, sem nem precisar, para isso, ousar demais.

Algumas mulheres, naturalmente sensuais, conseguem explorar com grande facilidade a sensualidade na própria atitude e na forma de se portar. Entre elas, Angelina Jolie que em diversos filmes, como Salt, Lara Croft, 60 Segundos, A Troca ou O Turista consegue, sem abusar de roupas vulgares, mostrar toda sua confiança. A questão está clara no olhar, na forma de se apresentar, de se impor. As roupas sensuais apenas complementam o visual, e conversam.

Outras mulheres, não tão sexys, ganham esse toque pelos pequenos detalhes – como é o caso de Jennifer Aniston. Todo Poderoso, Dizem por aí, Ele não está tão a fim de você, Fora de Rumo, Separados pelo casamento ou Marley e Eu, são boas referências para entender o estilo da eterna Rachel. Ela é sensual nas miudesas, em grau muito mais suave, porém ainda assim presente. Pela sua silhueta magra e de poucas curvas as roupas justas, fendas e transparências não chocam tanto; os decotes, então, podem ser mais aprofundados, enquanto os comprimentos sobem e as roupas ficam mais próximas a silhueta.

Salma Hayek, por fim, é outro estilo de mulher. Em Volver, X-Men, Frida, Era uma vez no México, Dogma, Estúdio 54, Traffic ela é completamente sensual, onde decotes semelhantes aos utilizados por Jennifer Aniston ganham outra conotação, outro efeito final. A silhueta extremamente curvilínea pede, então, por mais cuidado, diferentemente do que acontece com Angelina Joline que, apesar do rosto super sexy, possui uma silhueta fina e longa – ainda que com curvas.

São corpos, estilos e identidades completamente diferentes que, de uma forma ou outra, conseguem seduzir e enviar suas dicas de segundas (terceiras e quartas) intenções. Regras gerais não podem ser pensadas, porque o que há como referência é, mais do que tudo, a relação entre corpo e roupa, atitude e looks. Por via das dúvidas, de toda forma, fica a importância de dosar o quanto mostramos e o quanto queremos nos mostrar dependendo da ocasião e do contexto.

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