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02 fevereiro 2012
Menos cobrança, mais inteligência

Tenha na sua autoestima um ponto forte para se sentir bem e feliz… simples assim


Não é simples abraçar uma autoestima elevada, uma sensação de bem estar e, mais do que isso, de estar livre, à vontade com o que somos e vestimos. A verdade é que nossa silhueta, seja como for, sempre esconde pequenos detalhes que são encarados por nós como defeitos. Por mínimos que sejam, por mais discretos e sem importância, esses detalhes são alimento para uma constante tristeza ou por uma permanente mania de focar na sensação de se sentir pior do que realmente se é.

Pois bem, nada disso deveria de fato afetar quem nós somos ou quem sentimos que somos. Cada dia, nós nos cobramos mais, como uma resposta a permanente cobrança imposta pela própria vida – visível nos modelos de beleza indicados pela mídia. Tudo bem; é válido dizer que a história, nos últimos anos, começa a ganhar sopros de novidade, de outros padrões, mas ainda assim a suposta valorização do natural, da beleza real, ainda é pintada por mudanças que dificultam muito a assimilação daquilo como realmente válido e palpável. São as meninas, cheinhas, que aparecem belíssimas em fotos de divulgação com suas peles perfeitamente lisas e suas curvas bem delineadas – sem nenhuma estria ou celulite. Como assim?! São essas referências que confundem nossa mente e que nos fazem surtar com um braço cheinho ou mesmo com coxas finas demais. Quem está fora do tal padrão de beleza que alia magreza à curvas, tão disseminado, é criticado e sente que possui apenas duas escolhas: abraçar a eterna insatisfação, e passar a vida se cobrando e se privando de muito do que gosta, ou relevar pequenos defeitos e aprender a valorizar o que cada um tem de bom.

É triste perceber como algumas das boas coisas da vida podem ser encaradas como loucuras, como crimes para quem cresceu com o peso de ter que ser um ícone de beleza. De repente, extrapolar um pouco na hora do almoço, ainda que em um dia especial, ou em um final de semana, passa a ser visto com maus olhos. Ou mesmo, se deixar levar por uma deliciosa taça de sorvete ganha conotação negativa, em um tempo onde toda comida deve ser light, leve, com poucas calorias. Aparentemente, viver pode ter perdido o seu sabor, o seu tempero, já que se entregar aos deleites do mundo é colocar em risco um padrão de beleza praticamente impossível de se alcançar. Sejamos realistas. É preciso encontrar um equilíbrio, descobrir o que pode ser feito sem colocar em risco a tal felicidade. Para viver de forma plena, talvez seja preciso abrir mão de um determinado manequim, mas isso não significa, necessariamente, que você está abrindo mão da sua felicidade. Existem formas mil, diversas, de valorizar um corpo, uma silhueta, e talvez seja necessário um pouco de tempo e mente aberta para perceber o que há de belo em você, sem contar todas aquelas qualidades que não são visíveis aos olhos – as que não se pode tocar.

Talvez, levar uma vida mais leve, com menos cobrança e com pitadas de liberdade alimentar traga consigo as vantagens de uma autoestima elevada, de sensação de dever cumprido e, com isso, felicidade. Talvez se aceitar como uma pessoa normal, longe da perfeição das modelos ou das atrizes (após banhos de correção nas imagens) seja a dieta para quem quer se sentir bem com seu corpo. Obviamente, cruzar os braços e abraçar exageros não ajuda em nada, mas um pouco de imprudência, em doses homeopáticas, é bom o suficiente para uma vida mais legal.

01 março 2010
Aprimoramento de Imagem Pessoal

Acontece no PIC Cidade, nos dias 30 e 31 de março, curso de Aprimoramento de Imagem Pessoal, repleto de orientações quanto a estilo, comportamento, moda e tendências. Estarei lá falando sobre as bases que estruturam um visual coerente e coeso… para que cada um possa encontrar formas de valorizar sua imagem com pequenas atitudes no ato diário do vestir (além de dicas quanto a compras, composições e tudo mais). Me encontra lá?!

15 junho 2009
O Estilo das Blogueiras Famosas

Elas são badaladas. Acumulam alguns milhares de acessos diários e influenciam leitoras de todos os cantos do país. Suas opiniões são levadas a sério ,e em cada foto, olhares atentos tentam interpretar mais sobre o estilo e a forma de vestir dessas blogueiras disputadas. De carreiras diversas, vindas de lugares distintos, elas não economizam posts e passam para nós, aqui, um pouco mais sobre o que pensam sobre moda, roupas, compras e estilo pessoal – contribuindo ainda mais para o universo fashionista.

O Conversinha Fashion entrevistou Lú Ferreira, Cris Guerra, Ale Gratonni, Camila Coutinho e Paula Pfeifer.

Lú Ferreira é nossa chata predileta e conta que quando criança era gordinha, usava óculos e aparelho. Dá pra imaginar?! Após emagrecer, e com a passagem dos anos, se viu livre do tratamendo dentário, trocou os óculos por lentes e se jogou nas maquiagens e tinturas de cabelo. Lá pelos 13 anos mudou de visual de uma hora pra outra e começou a desenvolver seu vício por sapatos. Desse tempo para cá refinou seu estilo e sua imagem e passou a postar no Chata de Galocha muitas das suas críticas que servem como referência para a mulherada.

Sobre compras, Lú hoje é mega controlada. Ela monta uma listinha mental do que precisa encontrar, tudo isso para não perder o foco… mas nem por isso não se joga, vez ou outra, numa paixão de vitrine… daquelas que, de acordo com ela, são impossíveis de esquecer. Seus maiores investimentos estão, atualmente, nos acessórios e não nas roupas já que eles mudam totalmente um visual. Serve de dica, hein?!

Nas suas listas de compra não entram peças que mostram a barriga, com recortes ou coisas do tipo; nada, também, de roupas exageradamente artesanais, com contas ou bordados rústicos que não combinam com sua personalidade. Para se ver livre daquilo que já não usa mais Lú se diz louca para juntar as amigas e fazer um super dia de bazar, promovendo uma super troca de peças que mal saíram do guarda-roupa. Por enquanto suas roupas vão para a mãe que arruma uma forma misteriosa de dar fim nessas peças que já não lhe são mais interessantes. Coisas de mãe.

Em busca por ícones de estilo aqui nas terras brasileiras a Chata, com todo respeito, citou apenas Carolina Dieckmann, já que a mulher brasileira é geralmente muito sexy, muito saltão, cabelão e make over… aparentemente, tudo muito exagerado. Para ela é deselegante a pessoa não se preocupar com a roupa em grandes ocaisões, como casamentos e formaturas; é preciso investir no evento, em respeito a quem organizou a reunião ou festa. Nas palavras da Lú, é mecessário “aceitar o convite por completo e isso quer dizer se vestir adequadamente também”. Na contramão as pessoas chiques são aquelas com estilo bem definido, que conseguem estar bem em todas as situações sem perder a essência de seu estilo.

Lú Ferreira, designer gráfica, escreve diariamente no Chata de Galocha – falando sobre maquiagem, beleza, lugares para conhecer, moda e compras (das físicas às virtuais).

A Cris Guerra apresenta diariamente seus looks, servindo como inspiração e referência para as muitas garotas e mulheres que acompanham o seu Hoje Vou Assim. Ela repete peças, muda as composições e se mantem fiel a sua linha de imagem – dando aulas reais e palpáveis de coordenação e composição.

A Cris gosta de ver seu guarda-roupa se renovando e para isso mistura suas aquisições às peças que ganha. Ao ir as compras busca qualidade e fidelidade a seu estilo… já que ao longo do tempo percebeu que acontece de se perder muito dinheiro comprando coisas baratas que não duram no armário. Isso é fato Cris. Ela sabe da responsa que tem por inspirar mulheres que encontram na sua forma de vestir uma referência de estilo.

Apesar de ter um grande acervo de roupas no seu guarda-roupa não entram calças de cintura altíssima, ombreiras ou sandálias abotinadas, mas deselegantes mesmo são aquelas peças adquiridas apenas por serem “tendência”. Um ícone de estilo para chamar de seu, aqui em terras brasileira, é Carolina Ferraz… além de Julia Petit e Contanza Pascolato.

Cris Guerra trabalha em agência de publicidade e ganhou, no último ano, o prêmio Chic de melhor blog do ano.

A Ale Garanttoni é uma perfeita it girl. Chique, linda e simpática conquista a todos com seu guia de referências para se aventurar no universo it – além de um senso crítico absurdamente equilibrado e coeso. No seu It Girls estão dicas seguidas por garotas de todo o país que encontram nela uma amiga virtual, daquelas que tudo entende sobre as coisas boas da vida.

Ale lembra que quando adolescente era no seu armário que as amigas paravam antes das festinhas; mesmo sem saber ela já gostava de roupas, apurando seu estilo depois de adulta. Já foi consumista ao extremo e não voltava pra casa sem ao menos uma sacolinha; hoje a história é outra e de forma metódica elabora listas semestrais do que quer e precisa comprar. Prefere comprar menos peças e, assim, investir mais em cada nova aquisição.

Nas suas listinhas nunca entram as tendências que estão em todos os lugares e que de tão datadas apenas irão durar uma única estação. Básica, adepta dos clássicos, não sente a menor vontade de sair por ai inventando novas modas e acredita que aqui no país as melhores referências de estilo estão nas ruas e não nas grandes celebridades.

Ale pratica muito o desapego e é viciada em grandes limpas nos armários. Organizada ao extremo detesta acumular muita coisa e, por gosto mesmo, faz a limpa até mesmo no guarda-roupa da mãe. Seu desapego não se prende as roupas e se estende a maquiagem e produtos de beleza.

Deselegante para essa colaboradora da Vogue e da Vogue RG (formada em administração de empresas e especialista em Jornalismo de Moda) é a falta de educação que pode ser encontrada nas roupas, de forma corporal, quando alguém usa algo que simplesmente não cai bem para seu corpo. Já os clássicos costumam ser, sempre, chiques.

Dentro de um universo todo pop, mas nem por isso menos “bem vestido” está Camila Coutinho que é sucesso com seu Garotas Estúpidas. A estudante de moda carrega uma legião de leitoras ávidas por seus pitacos nos looks dos famosos e suas dicas para como incorporar esse ou aquele jeito de vestir. Seu interesse pela moda não veio de ontem; quando pequena era vista como perua pelos colegas do colégio, já que adorava se montar e se maquiar. Com o tempo veio o interesse pelas compras que podem ser feitas em lojas grifadas ou mesmo em brechós e redes de departamento. Bota pata de bode, barriga de fora e sandália anabela nunca entrariam em seu guarda-roupa.

Não se sente um ícone de estilo, mas sabe que influencia muitas garotas que buscam no seu blog referências, novidades e dicas de compra. Adora o estilo da Julia Petit, Mônica Salgado e Victoria Ceridono e acreditar ser super importante praticar o desapego como uma forma de organização. Deselagante para Camila é quem não considera seu corpo, usando peças que não valorizam; chique é quem consegue se vestir com poucas e boas peças, complementando o visual com acessórios “baphos”.


A Paula Pfeifer é dona de um blog que faz jus a sua pessoa. Sweetest Person fala sobre moda, maquiagem, beleza, literatura e tudo mais. Em meio a mil e uma promoções e parcerias bacanas muitas referências de estilo – para inspirar e animar a sonhar um pouco mais alto, fashionistamente falando. No entanto para Paula toda essa curiosidade quanto a moda é, de certa forma, recente. Quando novinha adorava esportes e amava tênis, sendo que só a partir do segundo grau (do colégio) começou a ser mais mulherzinha… nesse sentido de prestar atenção à própria imagem.

Suas compras são feitas apenas quando precisa muito de alguma coisa, fugindo dos baratos demais e também dos tais caríssimos; seu foco é o meio terno no qual sabe que qualidade e durabilidade suprirão suas necessidades. Entre tais necessidades não estão roupas brancas e peças que não lhe favorecem – leia-se babados, balonês, frufrus e super decotados. Quando algo não mais lhe satisfaz a Paula vai logo praticando o desapego, afinal ela doa tudo o que não usa mais. Seu lema?! “Comprou uma, doe duas”. Coisa para copiar e colocar em prática. Mas sua dificuldade, ou seu ponto fraco, estão nos sapatos… os quais ela diz que desapega chorando.

No campo das brasileiras que serviriam como referência de estilo mais uma vez é citada a falta de tais nomes, já que as mulheres por aqui ousam pouco e pecam pelo excesso de sensualidade ao vestir. Para alguém ser chique seria necessário ter personalidade e se vestir de acordo com seu estilo; deselegante seria ser a cópia de algo ou de alguém.

Vale lembrar que Paula Pfeifer é formada em Ciências Sociais (!).

O que a gente pôde perceber é que todas essas blogueiras possuem personalidade própria, claro, não se prendendo a rótulos e imagens óbvias. Entre as opiniões que batem estão a importância de se praticar o desapego e a falta de mulheres brasileiras que sirvam como grande ícone de estilo. Mais do que uma questão de se vestir bem foi colocada em voga, várias vezes, a necessidade de adequar suas roupas à sua silhueta, sem querer se deixar levar por tendências apenas pelo fatos delas serem algo importo, algumas vezes, como obrigatório. Os blogs dessas garotas/mulheres merece a visita, assim como suas opiniões merecem todo o respeito. O Conversinha Fashion agradece muito o tempo dispensado na certeza de que Lú, Camila, Cris, Paula e Ale não são inspirações por mero acaso.