Conversinha Fashion » 2016 » abril
12 abril 2016
Pelo direito de não se arrumar

Gosto de me arrumar. De me produzir. Sou vaidosa e não dispenso, no dia a dia, uma roupa que me deixa feliz e confiante, além de um mínimo de maquiagem. Gosto das unhas limpas, se possível pintadas, e do cabelo ajeitado. Meus hábitos, no entanto, não me fazem deixar de sair, ou viver, quando não consigo esse mínimo que me satisfaz…

Tenho uma relação com as roupas que é de companheirismo. De cumplicidade. Acredito em peças e artifícios que facilitam e melhoram a minha imagem, sem atrapalhar o meu dia. Coloco a vontade de viver e de aproveitar o que tenho como paixão e prioridade, antes mesmo da minha aparência. Prefiro umas gordurinhas e celulites à passar meus dias de dieta. Sou mais o conforto para correr, dançar, pular (e fugir de baratas na rua) à um salto alto. Mas essas são as minhas escolhas. O jeito que sou, hoje. E acho que é isso que importa. Que cada um possa descobrir o que é prioridade na sua vida. E ter em mente que prioridades são, claro, pessoais. E não parte de um convencimento externo, seja por uma imposição da mãe, do marido, uma ideia da amiga, ou da mídia.

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Acredito que não precisamos, sempre, buscar o perfeito ou um impecável. Há muita beleza nas imperfeições. Quando temos essência, conteúdo, o pacote bonito entra apenas para potencializar o que há por dentro… e chamar atenção para o que você tem pra mostrar e dizer. Uma embalagem linda, sem nada dentro, é só papelão ou plástico… ou seja, nada.

Manter o equilíbrio entre o que somos, e aparentamos, é um processo interessante e muito enriquecedor. Inclui descobertas, até mesmo aquelas que nos jogam para momentos do nosso passado que nos fizeram ser de um jeito, ou outro, antes, ou até o dado momento.

Eu, pela minha história, decidi não me cobrar tanto. Aceito, dia após dia (e cada vez mais), as minhas imperfeições – ou melhor, as minhas características. E vejo beleza em mim. Até mesmo ostento com orgulho a cicatriz que tenho no rosto. Tudo o que me fez mal, ontem, em comentários ou piadas,, me fez mais forte com o passar do tempo… e me fez, de alguma forma, descobrir um mundo e uma profissão que me encanta. E não acho que preciso, por regra, me arrumar impecavelmente para me destacar. Se for pra sair, despreocupada, de vestido e chinelo, porque já tirei a roupa ajeitada, pode apostar que vou… se for para passar uns dias com alguns cabelos brancos aparecendo, porque estive muito ocupada brincando com a cachorra, ou trabalhando, não vejo problema. Contando que eu esteja feliz. E me sinta bonita, de dentro pra fora. Porque, aos meus olhos, não há nada mais lindo do que alguém que transmite felicidade. E queria mais gente assim.

Só acho que, pra isso, até mesmo as roupas confortáveis, desarrumadas, podem ser roupas que não depõem contra você… o que é um pensamento complicado, mas real. Quando no guarda-roupa só existem boas opções, não sobra espaço pra negligência. Até mesmo o prático se torna interessante. E, pra isso, não é preciso muito. É questão de desapegar do que é muito ruim. E, aí, entra a questão do ‘menos quantidade, mais qualidade’. Ou, então, o ‘ser,a antes de ter’.

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08 abril 2016
Descomplique: Consultoria de Estilo a Distância

Vestir não precisa ser tão complicado. Nem pra mim, nem pra você… nem para ninguém!

Em quase 10 anos de trabalho com a Consultoria de Estilo muito mudou. E, agora, principalmente, estamos cada vez mais conectados e mais seguros quanto a validade dos serviços virtuais. A comunicação online, mais do que nunca, quebra barreiras. Por isso me sinto plenamente confiante para trabalhar com outros formatos de serviços, que vão além do presencial – seguindo firme com a Consultoria de Estilo a Distância (ou online, ou virtual) que já ofereço há tanto tempo…

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Após reformular o material, cheguei no que considero o melhor Guia de Estilo que já ofereci. A mudança veio do retorno que recebo das clientes, E, agora, percebo que cheguei em um formato que me agrada totalmente e que é simples e didático, como deve ser.

O material da Consultoria de Estilo à Distância é diferente daquele entregue no serviço presencial. Ele é mais completo e explicativo. Mesmo porque são abordagens distintas, apesar de terem como ponto de partida e chegada algo semelhante: confiança para vestir e facilidade para comprar. Se você quer conhecer, me escreva. =)

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O serviço é oferecido R$ 770. Como retorno, a (ou o) cliente recebe além de um Guia de Estilo (super completão – individual e todo explicadinho) alguns materiais extra, que variam de caso para caso. De toda forma, claro, são muitas as imagens e os complementos – indicações de leituras, vídeos, e muito mais que possa ser útil no processo de reavaliação da imagem. O trabalho conta, também, com encontros virtuais, além da resposta de questionário e envio de fotos para a concretização das análises.

E tudo é feito por mim, Amanda. Sem que estagiários, ou terceiros, coloquem as mãos em questionários ou fotos – prezo muito pela privacidade de cada um, assim como gosto da minha.

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Se você, por acaso, já solicitou o orçamento e recebeu retorno com um preço diferente deste aqui, tudo bem. Você ainda pode contratar o serviço com o valor antigo. Ou seja, uma boa oportunidade.

Estaremos cada vez mais junas, seja em texto, vídeos ou conversas online. Tudo faz parte de um processo de autoconhecimento e evolução!

E eu, como Consultora de Estilo, e como pessoa que também tem a sua relação com as roupas repleta de dúvidas e inseguranças (com as quais adoro lidar), acredito muito que descomplicar o ato diário do vestir é sinônimo de qualidade de vida. Sinto, no meu dia a dia, e no retorno que recebo das minhas clientes, como pode ser positiva a revião do relacionamento com o guarda-roupa. Roupas, aliás, são complementos. São o meio, mas não o começo ou o fim. E espero que cada vez mais mulheres (e homens, também) sintam-se assim. Confiantes.

Quer conhecer? Me escreva no amanda@amandamedeiros.com.

Quer assistir meus vídeos com dicas de moda, estilo e identidade? Clique aqui!

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06 abril 2016
Por um final sempre feliz

Quando tudo parece fora de rumo, quando o tremor abala até mesmo as mais sólidas estruturas, acalme-se. Não se desespere. Mudanças drásticas trazem bons ventos. Desastres pedem reconstruções. Para tal, há de se ter força… mas isso não significa que tudo está perdido. Mesmo porque, não está. Um acontecimento ruim é uma chance iminente para colocar tudo de volta no seu devido lugar. Só que em versões melhoradas. É como realizar uma mudança (trocar de casa) e aproveitar a oportunidade para dar um jeito na decoração. Ou então para se livrar dos móveis e dos objetos antigos e só ficar com o que terá bom uso… ou mesmo para fazer com que as coisas que de sempre funcionem melhor.

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Cada novo dia é uma nova chance de se refazer. E quando abrimos os olhos logo pela manhã podemos decidir que teremos uma oportunidade de fazer as coisas darem certo. Sabe-se lá como! Claro que nem todo dia é 100% legal… mas estar vivo já é um presente. E quando entendemos realmente o significado disso, tudo fica mais completo. Ganha força. E há graça nas coisas pequenas, o que faz com que a vida fique mais doce e  ganhe mais significado.

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05 abril 2016
Vídeo: preto e marrom combinam?

Durante muito tempo, bem antes de me enveredar pela Consultoria de Estilo, eu achava que preto e marrom eram cores que não combinavam – jamais. Na minha cabeça, os tons viviam, exclusivamente, em mundos diferentes e não poderiam ser usados juntos. Nunca.

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No entanto, com a experiência e um estudo de cores na época da faculdade (quando aprendi mais sobre Teoria das Cores) fui percebendo que o preto e marrom podiam sim gerar resultados positivos quando incorporados em uma mesma imagem.

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Ou seja, preto e marrom combinam e, não só isso, ficam bem juntos. Os neutros profundos carregam uma elegância improvável, além de serem bons aliados ao serem explorados como base para outras junções.

Isso, sem contar, as muitas variações existentes no uso do marrom – dos mais claros (puxados para o bege) aos mais escuros, até os alaranjados (lembrando o mostarda). Eu, por aqui, apresentei todos esses tons como marrom, para quem acredita que eles só ficam bem com branco ou cores vivas, como vermelho, azul e verde.

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A base terrosa do marrom com o neutro mais usado entre todos, o preto, cai muito bem para o inverno, mas também pode ser saída para o verão. Na estação mais quente do ano salpicar cores vivas no mix (reunindo três ou mais cores) faz o look ganhar muita vida.

O assunto foi tema de um vídeo que gravei para o YouTube. Por lá também falo sobre combinar prata e dourado, para alguns assunto polêmico.

E você, o que acha da combinação do preto com marrom, ou prata com dourado?

Deixe a sua opinião e se inscreva no canal para acompanhar os vídeos novos.

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04 abril 2016
Vídeo: Diário de um desapego – novos cabides, menos roupas

Por motivo de cabides novos, precisei reorganizar o guarda-roupa. O meu próprio. O que, pra mim, é profissão também é diversão. Curto e faço com gosto cada organização no armário, sempre acompanhada de um bom processo de desapego. Não há como mexer em cabides, trocar roupas de lugar, sem encontrar algumas (ou muitas) peças que estão esquecidas, ou encostadas. Algumas vezes a descoberta agrada, serve de lembrança sobre o que pode render bons looks. Outras vezes desperta a vontade de se ver livre, logo, do que está ali. Porque já não cabe, porque não bate com o momento atual ou, apenas, porque cansou.

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Amadurecer é doloroso. Mudar é doloroso. Mas nada é tão doloroso quanto ficar preso em algum lugar ao qual você não pertence.

Desapegar é abrir espaço físico e mental para o novo, para o que é útil. E não apenas para o novo, no sentido de mais aquisições. Mas, principalmente, ao que pode render ideias frescas.

Trocar os cabides de plástico, já tradicionais no meu guarda-roupa, pelos de veludo foi a cereja no bolo para um guarda-roupa limpo. E, enfim, bem alinhado. O desapego foi tanto que sobraram cabides. E restaram possibilidades para um novo momento. Mesmo que este seja acompanhado, provavelmente, por novas etapas do processo de “ficar livre”. Abrir mão.

A cada ano que passa percebo como menos pode ser, sim, mais – muito mais! E o prazer que há em repetir roupas é inigualável. Ter peças boas e interessantes, mais do que muitas peças que já não agradam, entrega uma sensação de vitória. O que motiva o desapego, que faz com que fique apenas o que é bom (ou muito bom) é pensar que outras pessoas poderão ser felizes com o que já não atrai. Visualizar alguém satisfeito com o que não me traz nenhum retorno é muito positivo. Pensa…

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O que poderíamos ser se parássemos de carregar o que restou do que eramos.

E, nossas roupas, como boas fontes de lembrança e memória, algumas vezes carregam uma energia negativa. Neste caso, o desapego é amplo… é, também, emocional. Faz com que uma fase da vida seja superada, entre páginas completamente viradas. 

Acho que vivo um constante processo de Consultoria de Estilo. Como se eu fosse, de alguma forma, alguém em fase de treinamento, colocando em prática o que prego para garantir que pode, sim, funcionar. Assim, como o que desejo que aconteça com minhas clientes, vou mudando (como acontece com a vida) e adaptando as mensagens com as quais me comunico com o mundo, por meio de tecidos e texturas que uso para cobrir e adornar a minha nudez. Com cada vez menos, numa busca por qualidade, focando mais no produto do que na marca em si, faço minhas escolhas. Até o próximo desapego com novas observações.

Amanda M.

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