Conversinha Fashion » 2016 » abril
28 abril 2016
Vídeo: a pantalona curta, e aí?!
Estou muito empolgada com o YouTube e acho a plataforma muito bacana e simples. Mas, ainda assim, adoro escrever e me sinto muito mais confortável com o teclado, do que com a câmera – por enquanto. Com isso, vou continuar combinando os vídeos aos posts. Ou seja, conteúdo pra todo tipo de gosto.

A Pantacourt chegou, chegando, e ficou. Pra quem ainda não sabe o que é, ou nunca ouviu falar, trata-se de uma calça pantalona curta. Já velha conhecida de muita gente, a peça não é mais uma nova tendência e já foi bem aceita por uma boa fatia das mulheres.

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Mas, por ser uma calça curta e larga, a pantacourt gera certo receio. Talvez o medo seja de que ela acrescente peso visual (o tal do “engorde”) ou mesmo gere sensação de menor estatura. Hum. Será?

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Por causa disso, dessa história, justificada pelas proporções naturais da peça, muita gente espalha por aí a lenda de que a pantacurt só pode ser usada com salto alto. Ou, então, que só as mulheres magras e altas podem investir na peça. Quem diz isso está louco.

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Como toda outra peça disponível no mercado, existem variedades de modelagem, tecido e textura. Então, tem pantalona curta pra todos os gostos! O importante para o resultado ficar legal é pensar, sempre, na proporção. A peça não deve ser muito grande para o seu tamanho (e nem muito larga). E, claro, deve ser aplicada em harmonia com a peça da porção superior. Ahá!

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Por padrão, a pantalona curta cobre 3/4 da perna. E, assim como qualquer pantalona, pode ser bem largona, ou moderadamente larga. Complicado? Que nada. Acontece que quando sobra menos tecido  com ela descendo reta do quadril, por exemplo, sem abrir, tudo fica mais fácil. Ela, claro, aplica movimento no visual, sem ampliar demais a linha horizontal do corpo.

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Outra dica é apostar nas peças com peso visual oposto ou similar ao da porção superior. Valem as blusas mais curtas, ajustadas, ou as camisas e batas mais larguinhas, mas em tecidos fluidos, maleáveis, que brincam de mostrar, e esconder, o corpo.

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Para fugir do salto – ou para quem não gosta de salto, como eu – pode-se aplicar nos pés sapatos com a gáspea aberta e bico fino (dica eterna, pra tudo) ou então investir em calçados em cor que imita o tom da pele. O resultado é de prolongamento visual vertical.

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Tá achando legal? Quer ainda mais dicas? Lá no YouTube eu falo sobre a questão do jogo de cores, aplicado ao caso pantacourt, e também sobe outras coisas que podem fazer com que você faça dessa peça uma das suas queridinhas. Pra hoje, e pra sempre.

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28 abril 2016
Vídeo: Significado das cores: vermelho

Fonte de mensagens e sensações. Forma de comunicação. Cores representam mais que parte do nosso gosto pessoal. E uma cor muito cobiçada é o vermelho. Tom escolhido para mais um vídeo que gravei para o YouTube (conheça: são três vídeos novos por semana e muito conteúdo para quem quer colocar a mão na massa e aprimorar o visual).

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O vermelho, assim como o azul, é uma cor muito popular. Ele é conhecido em uma gama de mais 100 tons, entre variações de intensidade e profundidade. É uma cor secundária formada pelo amarelo e magenta. Sua fama, claro, é de ser quente e marcante.

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As mensagens principais do vermelho são: paixão, amor, perigo e ódio. Além disso, lembra a proibição, a correção – como a marca vermelha nas provas, realizada para apontar erros ou acertos.

É a cor do sexo, do imoral, da conquista, do desejo e do fogo. Apesar de impactante, é uma cor fácil de combinar. Historicamente é a cor da justiça, do controle, dos trabalhadores.

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O vermelho é para a alegria de viver e luxo. Combinada ao preto, ganha peso de mistério; já ao branco, se destaca e vira o centro das atenções. Com azul, gera um choque térmico: o quente e o frio que batem de frente, mas se toleram com muita graça.

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Sua complementar é o verde. Naturalmente, o uso combinado gera uma sensação de grande contraste e ousadia.

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As análogas do vermelho, por sua vez, são o laranja e magenta. Opção que, com um sopro de exagero, vai bem em dias de altas temperaturas. Quando aparece com o amarelo, cresce na intensidade e a mensagem de calor ganha força. Com rosa e roxo, o apelo à paixão e sexualidade domina.

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Quer saber mais? É só assistir ao vídeo.

Referências de pesquisa:
– “Da cor à cor inexistente”, Israel Pedrosa
– “A psicologia das cores”, Eva Heller
– “Color Harmony Compendium”, Terry Marks
– “Secret Language of Color”, Joann Eckstut e Arielle Eckstut
– “Color Me Beautiful”, Joanne Richmond
– “Colors for modern fashion”, Nancy Riegelman

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26 abril 2016
Desafio: 100 dias sem comprar

Não considero que tenho um problema com compras. Um vício. Mas, no entanto, sei que compro demais, ou melhor, mais do que o necessário. Gosto de comprar coisas para casa, para mim, para os outros, enfim, gosto da sensação do novo, ou mesmo daquela emoção ao realizar uma compra virtual e, depois, receber uma caixinha em casa… tenho fases melhores, ou piores, mais sei que não é algo legal.

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Quando comecei a pensar sobre isso, tomei algumas atitudes que considero radicais. Cortei o contato com muitos blogs de moda, canais de YouTube, e outras plataformas que alimentavam a minha vontade de gastar – as tais vitrines virtuais. Eliminei o que não trazia conteúdo, e só funcionava como janela para o consumo. E, também, busquei focar mais em conhecimento do que em outras coisas. Há tanto com o que aprender, por aí, de graça… ao custo do pequeno esforço de um clique.

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Por mais que eu tenha noção de que eu compro menos do que muita gente, eu sei que compro mais do que qualquer outra pessoa do meu pequeno círculo de amizades e relacionamentos. Bom, talvez não compre mais que todo mundo com quem me relaciono diretamente, mas sinto que estou alguns níveis acima do que gostaria. De tempos em tempos algumas experiências pelas quais passo me lembram do que realmente importa e é assim que quero viver, valorizando a experiência mais do que a posse em si. 

Foi num desses momentos que, ao desapegar de muito que tenho (e guardo), vi o tanto, real, que guardava. Mesmo depois de limpar o guarda-roupa algumas vezes, sobrou bastante… mesmo depois de vender outras coisas tantas, ainda havia mais do que o básico… e pra que isso tudo? Acabei percebendo que tenho um ciclo de comprar/desapegar/comprar/desapegar que é puro desperdício! Não só de dinheiro… Então. Que vazio é esse que tenho tentado preencher com compras? Não há nada faltando na minha vida. Foi aí que pirei, rapidamente, e acordei.

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Toda essa conversa para dizer que, por algumas razões, decidi realizar um 100 Day No-Buy – como é chamado (também é chamado de ‘spending ban’ – uma proibição de gastos). Nada mais é que 100 dias sem comprar. Sem comprar nada! Esse processo, já realizado por muita gente, pode ser feito em estilos variados. Há quem fique sem comprar itens de moda, outros sem comprar cosméticos, e por aí vai. Eu quero ficar sem comprar nadica de nada! Recentemente tenho gastado muito com coisas para casa e, por mais que ainda precise de muita coisa, sei que tenho mais do que o necessário para sobreviver.

Eu poderia fazer um “1 ano sem Zara”, mas seria pouco demais. Já me afastei da Zara, meu grande vício. Poderia, também, ficar “1 ano sem doce”. Mas, não quero me punir por nada. Por que então faria isso? Pensei em uma temporada sem compras no crédito, mas de que adiantaria? Eu simplesmente surtaria no débito. O choque precisa ser radical, mas com significado.

Bom. Estabeleci minhas regras para o meu “100 dias sem compras”. Quero me comprometer.

  • Não vou comprar nada durante 100 dias. Ou, melhor, entre os dias 27 de abril e 5 de agosto!
  • Pretendo vigiar a alimentação: cortar gastos com fast food
  • Posso comprar apenas itens de primeira necessidade: alimentação e/ou saúde

 

No meu projeto eu cortei o fast food por ser um gasto que considero desnecessário e preguiçoso, quase uma rota de fuga. Digo isso porque o valor que aplico em lanches rápidos (e fáceis) de shopping pode ser muito bem investido em compras de supermercado, ou mesmo comidas menos industrializadas. O processo de algumas redes, aliás, me incomoda… me incomoda o sistema de horários e, até mesmo, situações que já presenciei, como funcionários tendo a permissão para usar o banheiro negada, por não ser a hora do intervalo. Enfim, não quero entregar o meu dinheiro para esse tipo de empresa  assim como pensei sobre algumas redes de fast fashion e outras lojas sonegadoras de impostos. E, mais do que isso, quero tentar não descontar a carência com as compras em comidas. Sei que será uma luta de emoções e preciso estar com a cabeça boa para chegar ao fim.

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Por trabalhar diretamente com moda estou sempre perto da possibilidade da compra. Não há como fugir das tentações, nem se eu quisesse. São oportunidades “imperdíveis” que aparecem a todo o momento e, por alguma razão, quando queremos nós nos convencemos de que precisamos disso, ou daquilo. O que deixa tudo mais legal. Se eu conseguir chegar ao fim sem falhar será uma prova, pra mim, de que deu tudo certo. Uma prova da minha força de vontade. E, talvez, eu aprenda algo de vez. Sem deixar de citar a questão da economia…

Será um grande desafio. Porém é uma coisa muito pequena entre as dificuldades que enfrentamos na vida. Bom, me desejem sorte. Aos poucos vou atualizando aqui, ou no meu canal do YouTube, sobre o processo.

25 abril 2016
Seguindo a intuição

Sempre acreditei que há um processo necessário para cada conquista e que não há sentido em esperar que as realizações apareçam do nada, de maneira simples. Esforçar-se é importante para alcançar o que se quer e, seja como for, nem sempre o caminho é fácil. Algumas vezes é preciso trabalhar duro e abrir mão de várias outras coisas para que algo seja seu – o triunfo final. A mágica não está em se prender ao resultado, mas em trabalhar no processo, ver o que pode ser feito para que o resultado final seja alcançado. É a lei da da ação e reação, aquilo que surge com um método, com o caminho, com o que vem com o tempo, com o que não é encarcerado por sentimentos ou sensações pessimistas. Entre os sim, nãos, talvez e senões da vida, existem dúvidas e, nelas, outras possibilidades, quem sabe.

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Uma vez, alguém me disse que nada era tão simples como parecia. Duvidei. Talvez tudo sejam bem mais simples do que imaginamos. O que acontece é que complicamos a história porque não nos deixam livres para seguir a nossa intuição e estamos sempre sofrendo pelas perturbações externas – bombardeados pelo que aparece na revista bacana, no blog da moda, na novela a vez. E os nossos sonhos verdadeiros acabam ficando demodê, se perdendo entre as tendências da temporada.

É isso que pode acabar sabotando toda uma vida, destruindo sonhos e planos de um futuro. Se reagimos na hora certa – e toda hora é certa – conseguimos modificar o processo e alterar o resultado, fazendo com que haja uma nova forma de agir e viver. Uma forma talvez bem mais plena. Mesmo que isso signifique não ter o emprego da vez, por exemplo.

Até mesmo porque a questão não é o que você gosta de fazer – é o que faz com que você goste mais de ser você, da pessoa que você é ou está se tornando! Aquele papel que você desempenha que te faz sentir viva, plena. Mesmo que o seu dia ou o seu trabalho não sejam o trabalho dos sonhos – ainda – e não seja o lugar que te valoriza ao máximo… do jeito que você sabe que você merece. Mas, ainda assim, é bom acordar e se animar por fazer o que se ama, por ter um mundinho seu que diz sobre o que você gosta e quer fazer.

Então, traçado o plano, feita a ação, é seguir para os próximos passos. Se parte do processo se concretizou, ou ainda está em construção, chega a hora de seguir adiante. Aos poucos. Sem cessar. Cada dia de uma vez.

Texto publicado originalmente em 1º de outubro de 2014.

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23 abril 2016
Vídeo: Significados das cores: o azul

As cores comunicam, emitam sinais, e são as responsáveis, ainda, por transmitir emoções. Com isso, e por isso, desempenham um papel importante na construção de um visual.

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A cor mais popular, entre homens e mulheres, é o azul – que é também o tom mais explorado na publicidade. Primária (ou seja, base para a formação de outras cores), o azul é um tom frio. Representa a harmonia, a fidelidade, a paz, e é o tom do eterno. É também a cor do céu e do oceano – do que está acima de nós.

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É a cor da maravilha, da convivência, da calma da paz. Remete a segurança, lealdade, inteligência, integridade e responsabilidade. Por outro lado é a cor do distante, do medo, da frieza e da masculinidade.

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Na hora de combinar, a complementar do azul é o laranja. Ou seja, maior contraste, mas funciona muito bem. O resultado é intenso e marcante, sendo interessante pelo mix entre um tom quente e outro frio.

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Já as análogas do azul são o verde e o roxo, estão lado a lado, e fazem boa junção.

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No caso do verde com azul, o resultado é surpreendente, pouco utilizado, mas cai muito bem – principalmente quando o azul pensado no jeans. Para quem considera muito ousado pode pensar nas cores aplicadas junto de neutros, como branco e preto.

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No caso do roxo, a sensação é de mistério, que se encaixa muito bem com looks compostos por peças clássicas ou neutras – para quebrar um pouco da mesmice do visual.

Referências de pesquisa:
– “Da cor à cor inexistente”, Israel Pedrosa
– “A psicologia das cores”, Eva Heller
– “Color Harmony Compendium”, Terry Marks
– “Secret Language of Color”, Joann Eckstut e Arielle Eckstut
– “Color Me Beautiful”, Joanne Richmond
– “Colors for modern fashion”, Nancy Riegelman

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