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25 fevereiro 2016
Uma confissão: pra hoje, o que eu queria era um motivo para comprar

Gostaria muito de ser totalmente equilibrada e centrada. Daquelas que não derrapa nunca. 100% focada e determinada em todos os aspectos da vida. Mas, só sou assim em alguns poucos pontos. E acho que se assim fosse em tudo (do tipo que se diz “a rainha da perfeição”) não entenderia tão bem os sentimentos e as emoções que levam as pessoas à comprarem tanto por impulso, sem nem perceber.

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Hoje, por alguma razão, tudo o que eu queria era comprar. Comprar alguma coisa. Qualquer coisa. Um tapete. Ou talvez um tênis. Quem sabe uma passagem de avião. O que eu precisava é de um motivo que me fizesse sacar mão do cartão de crédito e finalizar alguma aquisição. Qualquer uma.

Pode parecer maluco, mas sei que há quem me entenda. E não são poucas pessoas. Há algum tempo eu terminaria o dia com um e-mail de confirmação de compra na minha caixa de entrada, seguido pela inconsequente sensação de arrependimento. Natural. O famoso “comprei, mas e agora… tudo segue igual”.

Porém, como uma viciada em drogas, uma viciada em compras em recuperação conhece os passos da dependência. Não que eu tenha chegado ao ponto máximo do problema, mas há algo que sempre me fez ficar em alerta… talvez os casos já escutados, as situações com as quais trabalhei ou o número de episódios de “Acumuladores” que já assisti. Televisão também é útil, gente.

Pelo que vi, li, conheci ou fiquei sabendo, passei a dominar (também por necessidade) os impulsos que me cercam. Preciso do tapete, mas ainda não é a hora. Nem encontrei o tapete ideal. Minha cara metade. E, por mais que os 30% oferecidos no produto pareçam tentadores, eles continuarão ali por um tempo. E vão e voltam. Como sempre.

O tênis, claro, também continuará disponível. Até que eu precise, mesmo, de outro. Sei que não vou ficar descalça. O que tenho com esse jogo de perguntas e respostas que me faço é a tentativa de acalmar ansiedade que bate. E que estimula esse consumo. Aquele que hoje ficou tão mais fácil e rápido, disponível em um clique. O que é bom em alguns pontos, também é horrível em outros.

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Pode ser que eu esteja, sim, misturando sensações. O sono, com vontade de comprar. A vontade de comer doce (eita Quaresma), com a vontade de comprar. A ansiedade, claro, com a vontade de comprar. Porque eu tenho tudo o que preciso. E tenho muito mais do que o necessário. E mesmo se eu perder tudo, ter saúde me basta.

E é assim que acaba um dia levado por impulsos consumistas. Pela vontade louca de comprar alguma coisinha. E não comprar nada, nem mesmo pedir uma comida pelo aplicativo, é uma vitória. Daquelas que te mostra que é você quem manda. Que é você, em sã consciência, quem dá as ordens no seu cartão de crédito e, claro, no seu guarda-roupa.

Bjs., Amanda M.

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