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10 janeiro 2016
Por mais diversão, e satisfação, no visual de trabalho

Quem bate cartão, ou mesmo é patrão, sabe exatamente como é difícil manter um visual coeso – dentro das regras profissionais – e coerente com o estilo pessoal, sem cair na mesmice. O segredo, no entanto, pode estar em não levar tão à sério as limitações do vestir impostas pelas cartilhas dos personal stylists e gurus de estilo - ok, culpada e condenada, mas já mudei a abordagem há bastante tempo. Ou seja: buscar uma imagem menos quadrada e mais compatível com as suas necessidades e com aquilo que traduz quem você é.

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Quem foi que disse que o visual profissional precisa ser chato?!

Transmitir seriedade com o visual não significa, necessariamente, se fechar em uma limitada cartela de cores, uma pequena gama de texturas, ou uma minúscula seleção de modelagens (a tal fórmula calça social + camisa de manga longa). Significa não transpor certos fronteiras… o limite do que é moral, do que pode agredir visualmente os seus colegas ou superiores, ou mesmo do que pode entregar um resultado muito desleixado.

Ou seja, é possível ter uma imagem profissional apurada, que respire o seu estilo, a sua personalidade e o seu jeito, sem que pra isso você precise carregar das 8h às 18h uma imagem chata ou que você desgoste. Ufa! Ainda bem.

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Os neutros, como o preto, branco, ou marinho, podem ganhar acessórios interessantes ou peças complementares inusitadas

Sabe aquelas cores e estampas que te falaram que deveriam ser esquecidas? Se assim quiser, traga-as de volta, agora! Elas estão permitidas e, se te fazem feliz, vão fazer todos felizes. O que mais importa é um colaborador confiante e bem humorado. E isso parte, muitas vezes, de satisfação com a própria imagem. É claro que alguns lugares trabalham com uniformes, orientações que batem até mesmo no tom do esmalte (pois é), mas se esse não é o caso… se joga!

Lembra de quando lhe disseram para deixar os vestidos de lado, no escritório? Bom, muitos deles são mais do que bem vindos no ambiente profissional. Acertar a mão em certas peças – os polêmicos vestidos e saias incluídos – requer entender a noção de bom senso. Que começa no seu conforto.

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Looks com cores jogam diversão no dia a dia e, do seu jeito, podem também transmitir seriedade

Questões para pensar

  • Uma roupa que te deixa incomodada, se ajeitando o dia todo na cadeira, não é uma roupa para escritório e para trabalho. Não funciona. Melhor deixar pra lá. Quando o foco sai da sua função e vai para algo mais, ferrou.
  • A linha entre o aceitável e o vulgar no que se trata de transparência, tecidos vazados, decotes profundos , comprimentos encurtados é muito tênue. Muuuito. Observe. E ao sinal de qualquer dúvida, evite.
  • Ainda sobre o tópico sensualidade, existem ambientes de trabalho mais e menos informais. Em certas agências de publicidade ou mesmo escritórios ligados à moda, arquitetura, ou outras questões que não incluem o atendimento ao público, praticamente tudo é válido… mesmo! Então, sentir o clima é essencial. Tipo, sabe aquelas blogueiras que trabalham de mini shorts? Tudo ótimo! Mas, sabe a engenheira que usa bota? Ela precisa. Não rola salto em obra. Bom senso.
  • O tênis pode funcionar? Pode, talvez, mas não aquele tênis de ginástica. O salto é obrigatório? Tecnicamente, não! Mas, se o ambiente é estritamente formal o melhor é focar em uma sapatilha bem trabalhada, deixando a casualidade plena de lado. Tudo é uma questão de equilíbrio.
  • O que faz a diferença, demais, são as questões básicas como: limpeza das roupas e acessórios e, lógico, higiene pessoal. Chato falar disso e por vezes até pouco necessário, mas dê atenção aos detalhes… Uma roupa superalinhada perde toda a sua graça quando está suja e amassada.

 

No mais, sempre buscamos, como regra, o melhor visual para a nossa vida pessoal – festas, eventos sociais e encontros. Mas, não podemos nos esquecer que passamos grande parte do nosso tempo no nosso ambiente de trabalho (seja ele em casa ou em algum tipo de escritório). Ou seja, que bobagem seria deixar para explorar o nosso melhor apenas em alguns rápidos momentos da nossa vida, quando há tanto para ser feito em outras circunstâncias… sabe?! Investir no visual profissional é investir na sua autoestima. Você pode, hoje, estar infeliz com o seu trabalho… mas não precisa deixar tudo pior fazendo a situação virar um desastre ao deixar de se cuidar, ou ir para o trabalho da pior maneira possível, como uma vingança contra os seus chefes ou contra a corporação. Lembre-se de que a maior prejudicada com uma atitude de sabotagem como essa será, sempre, você. Somos, parte, como nos mostramos. Ou não?

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