Conversinha Fashion » 2015 » dezembro
30 dezembro 2015
É hora de escrever novas histórias

Com cada ano que passa, um ciclo se fecha. Nesse tempo, dividido em semanas e meses – tantas denominações para marcar conquistas em meio a fracassos – colecionamos alegrias e decepções que pautam diretamente a forma com a qual encaramos o que passou. Difícil ou fácil, bom ou ruim, o tempo que ficou para trás é sempre de aprendizado, mostrando algo que pode ser útil no que vem pela frente. Afinal, seguimos vivos e, querendo ou não, sobrevivemos… mesmo quando pensamos que seria impossível aguentar a queda.

novoano2

A vida é surpreendente e estar vivo é algo único.

Um ano não muito bom é um ano que abre as portas para algo melhor. Com decepções acumuladas, páginas viradas e a ideia de que o que passou, passou, resta esperança para seguir em frente… a ideia da superação, do “ficar livre” e encarar uma nova perspectiva. Assim, nada melhor que uma data que celebra essa guinada, mesmo que ela (sinceramente) não seja nada de muito significante, a não ser pela mudança na folhinha e na agenda. O desafio, sempre, é se desvencilhar dos pensamentos pessimistas que insistem em dizer que nada muda, o que muitas vezes faz com que nenhuma situação de fato melhore. Até mesmo porque uma hora as coisas precisam mudar! E se é pra mudar, poxa, que seja pra melhor.

novoano1

Para começar um novo ano com mais esperança e disposição, vale de tudo! De simpatias à promessas; de exercícios à rituais de renovação. Entre eles, praticar o desapego e realizar uma faxina na casa; fazer listas com desejos (reais) para o próximo ano ou mesmo anotar pensamentos ruins e joga-los fora, pelo mero ato da libertação. Apagar alguns nomes da agenda, encarar as dívidas, perdoar, ou ter conversas que foram adiadas por medo ou receio… Do que você precisa para se sentir melhor?! A hora é agora.

É legal usar esse tempo de menos compromissos, possíveis viagens, férias, talvez… ou até mesmo esse tempo de proximidade com as pessoas amadas para repensar a vida, estabelecer novas prioridades, traçar metas e ter um foco. O passado já era e dele sobram histórias. Outras histórias pedem para ser escritas e podem ser diferentes. Viver no piloto automático enquanto tudo acontece, deixando o controle da sua vida nas mãos do nada, não convêm. Só você sabe exatamente o que pode ser bom para você. Queira se renovar e entre as memórias que tal guardar apenas as que valeram à pena?! A escolha é sua.

Texto originalmente publicado em 26 de dezembro de 2014.

  • %
25 dezembro 2015
Dezembro, e um chance para chegar lá….

Quando chega dezembro, me pego pensando no que já foi e no que ainda pode vir. Por ser o último do ano, é o mês que carrega o peso das decisões finais, das resoluções, da vontade de ver tudo entrar nos trilhos – mesmo aquelas coisas que ficaram perdidas durante tanto tempo, nos outros meses que passaram voando e que, querendo ou não, reuniram momentos bons e ruins.

Além disso, é o mês das respostas, das aprovações ou reprovações, no qual os acertos ou as falhas ficam mais claros, os dramas se revelam e as inseguranças se multiplicam. É o tempo de analisar, de pensar no que foi feito e no que não foi feito. Faltou vontade? Sobrou preguiça? O que aconteceu para que os sonhos de janeiro se perdessem entre as folhinhas do calendário?!

days

Pode-se dizer, ainda, que o mês pede renovações. No entanto, não é preciso esperar o ano virar para recomeçar, para alinhar o que está errado, para consertar o que não deu certo. Essa mania de procrastinar é tão prejudicial… Até mesmo porque a mudança que vale a pena é aquela aproveitada assim, no momento exato da vontade, naquele instante que bate um misto de tristeza e decepção que pode ser substituído por um anseio maluco de (poxa!) fazer acontecer! São aquelas ondas de otimismo que dão a sensação de que tudo vai dar certo, porque mais ora, menos ora, boa novas batem à porta. Não é assim que tem que ser?!

Mesmo que não se saiba ao certo para onde se vai, mesmo que o novo seja um risco, mesmo que o medo seja como um afago que protege e prende em um quartinho seguro (que mais funciona como uma prisão) é preciso vez ou outra se jogar de uma ponte sem saber se lá embaixo há água ou pedras. Afinal, seja nas emoções ou nas atitudes, estas que foram as grandes responsáveis pelo caminho trilhado nas últimas muitas semanas, só com uma mudança de rumo é que se muda o resultado.

Dia desses, entre pingos de chuva, enquanto as gotas caíam no para-brisa do carro e as luzes do trânsito mostravam um ensaio de engarrafamento, me peguei pensando em outras avenidas e cruzamentos que podem levar para longe. Pensei no quão longe e quão perto essa mudança pode estar. Não houve medo. Houve vontade, aliás, de estar próximo daqueles que nem mesmo conheço, mas que, talvez, venham a me incitar a ser melhor. E aí a lembrança do quão positiva pode ser a convivência com os que inspiram, que incomodam, que te fazem sair da zona de conforto e te levam a fazer algo diferente e que te mostram que você ainda é muito pouco e está muito longe de onde você pode, talvez, chegar.

Texto originalmente publicado em 4 de dezembro de 2014.

  • %
23 dezembro 2015
O clichê da brasileira, por regra, sensual

Toda mulher já escutou por aí que o visual da brasileira é sempre sensual. Ou que a brasileira é sexy! A afirmativa é base para o mercado publicitário e para muitas marcas que se inspiram em tal referência para elaborar suas coleções e encher suas criações de algo que vai além do sensual: o vulgar.

4

Que temos a pele a mostra, o decote, o comprimento encurtado, entre outros, como uma referência é verdade. Mas, não é uma obrigação feminina nacional… as características são comuns à muitas mulheres que vivem em um país tropical. São saídas para, muitas vezes, suportar o calor! O que surge, também, com tecidos mais delicados, cores claras, entre outros.

1

A sensualidade pode aparecer no dia a dia em roupas que marcam, sutilmente, as curvas da silhueta

Sim! A sensualidade é uma característica da brasileira. Só que o fator sexy não resume todas as mulheres do país. E, claro, nem toda mulher precisa ser assim apenas pela nacionalidade. Generalizações são tão desagradáveis… por mais que a moda goste delas.

2

A transparência é sensual, assim como o comprimento mini ou a linha de busto em destaque

Muitas vezes, envolvidas pelo gosto à sensualidade (a qual crescemos aprendendo a admirar), nos perdemos na busca por dosar como aplicar cada possibilidade. E o resultado é a massificação de acordo com a época, seja no vestido bandage combinado a salto alto e cabelo liso, ou o longo com telinha transparente, usado com bolsas de mão. Sendo que são muitas as formas de ser sexy. São inúmeras as possibilidades para a mulher que quer valorizar o seu corpo e potencializar a sua sensualidade. E é possível ser sexy sem ser vulgar!! E como!

3

Ser sexy também é questão de atitude! Pode surgir de dentro para fora, com muita confiança e personalidade

Mesmo assim, existem outras tantas mulheres que estão mais interessadas em outros estilos e se encontram em formas de vestir que não apostam no mostrar o corpo. Para tantas, o decote, a fenda, a perna de fora, tudo isso desagrada, e independe de se sentir bem com a silhueta ou de fatores relativos a autoestima, é uma questão de personalidade. Acontece que tudo bem! Seria mais um clichê como a ideia de achar que toda francesa é elegante, ou toda mexicana usa roupas floridas – nem toda brasileira, por regra, quer se sentir sexy. As roupas devem vestir pessoas diversas, de maneiras diferentes, suprindo suas variações e necessidades! Ou seja, ser uma mulher brasileira não significa ser uma mulher que tem uma imagem sensual… ou que precisa ir pelo caminho mais fácil, no look produzido para a conquista na temporada, apenas para pertencer. Vale pensar nas possibilidades dentro do que é ser sensual, ou querer se sentir sexy, e explorar com ousadia opções além do beaba.

  • %
20 dezembro 2015
Que venha o novo: voltei! =)

Voltar, recomeçar, fazer o que gostamos e o que nos faz bem. Fazer do mesmo jeito, mas em uma versão melhorada, sem esperar um novo ano para traçar uma meta e manter-se firme em um ideal. Que a inspiração seja, sempre, nossas próprias necessidades. E o que nos motiva seja a vontade de fazer acontecer. Antes de tudo, o desejo de ver as coisas funcionando. Quem venha 2016.

1

Para isso, sentir-se bem com a sua imagem. Sempre, pensando naquela lógica que supera as tendências e que, claro, vai além dos modismos: a sua moda, o seu jeito, o seu gosto, em busca de confiança e facilidade no dia a dia. O ato diário do vestir não precisa ser complicado, algo que sempre foi dito por aqui, no Conversinha – mas, mais do que isso, vestir não precisa sair caro ou ser motivo de sofrimento. A conta tem que fechar, tanto emocionalmente, quanto financeiramente.

3

Então. Devem existir no seu guarda-roupa diversas formas de inspiração e base. Desde aquelas peças que são os curingas para uma festa de última hora, até o “uniforme” do dia a dia: as suas roupas do trabalho, aquelas que não decepcionam, as que funcionam juntas, de maneiras diversas, combinadas e descoordenadas; as roupas para as tarefas gerais, desde ir ao supermercado a caminhar com o cachorro. Sabemos que nem sempre o look pede grandes esforços, mas nem por isso precisa ser composto por trapos que jogam a autoestima em níveis inaceitáveis! Não vale me dizer que sua roupa, ou sua imagem, não tem a menor importância para você… sempre chega aquela hora na qual a imagem pesa. Seja uma entrevista de emprego, um encontro, ou uma encarada no espelho…

Pensando no bem estar e na satisfação pessoal e, por que não, em uma maneira de tentar lutar contra a loucura do exagero consumista das roupas cada vez mais caras, apresentadas por meninas cada vez mais montadas (que se auto proclamam influências ou referências digitais) podemos buscar, de alguma forma, uma maneira de viver além do que nos é imposto… sem ter que entrar em uma bolha que nos separa das futilidades das quais tanto gostamos. Ou seja, sem precisar fugir dos blogs, das revistas femininas, dos canais de YouTube, ou das contas de Instagram. Filtras as referências e selecionar o que nos motiva é um bom começo. Outro é entender que somos bem mais do que a nossa imagem, mas a nossa imagem é importante para nós – é tudo questão de confiança e de eficiência para vestir alcançando um resultado legal! Por mais repetitivo que isso pareça! O discurso, na prática, gera resultados muito satisfatórios na vida real.

2

Já que o contexto mudou e a realidade da moda, e do vestir, é outra, o serviço da consultoria de imagem, por mim oferecido, também mudou. A “pausa” foi para reflexões necessárias. Então, o serviço segue aplicado, como tradicionalmente – há tantos anos, um dos primeiros do mercado – no modelo a distância, mas, agora, reformulado. Muito mais simples, direto, e personalizado. Enviado exclusivamente em arquivo digital, com muito mais imagens, menos textos, mais tabelas e exercícios para facilitar o dia a dia (além daquela conversa de sempre, franca e sincera por meio do Skype ou email). Leituras complementares auxiliam em uma mudança de vida e de olhar quanto a moda. E que, os que encaram a roupa como uma extensão da personalidade – e não como mero item de status – possam aproveitar tudo o que tecidos em cores, formas e texturas tão incríveis podem oferecer. 

Bjs., Amanda M.