Conversinha Fashion » 2015 » abril
03 abril 2015
Orientar-se, sem fechar a porta da individualidade

Um belo dia, inventaram as regras do vestir. E das regras do vestir, surgiram as regras para as combinações e composições que, supostamente, mais valorizam determinado tipo-físico. No entanto, o que deveria facilitar as escolhas e as decisões (e até certo ponto, desempenha muito bem o seu trabalho) acabou por limitar e escravizar. Tais regras perderam sua aura de orientação e passaram a ser encaradas como obrigações. Como algo que não pode ser quebrado. O que, caso feito, gera um crime que tem como pena o julgamento sem fim daqueles que são os senhores das tendências e dos modismos.

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Porém, e ainda bem, há quem sabe ser rebelde e não se leva tão a sério. Aproveita com gosto o valor de uma orientação e colhe os frutos de saber o que faz bem a sua silhueta, sem que isso limite suas escolhas e suas futuras decisões. Esse meio termo, essa vontade de acertar – sem se preocupar tanto com que os outros pensam – gera uma autoestima elevada difícil de abalar. Afinal, um sorriso no rosto é o melhor acessório e confiança conquistada com boas encaradas no espelho não se quebra com olhares tortos de julgamento.

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Entre garotas fabricadas, reproduzidas como mini robôs grifados ou feitos em linhas de produção do fast fashion, existem excessões. Por ai saltam referências para se inspirar. Para querer fazer parecido. Não na questão de copiar o look, mas em incorporar essa maneira de viver mais livre do que te disseram que você podia ou não.

[Baixinha não pode usar sapato baixo. Gordinha só deve apostar em looks monocromáticos. Mulher alta precisa investir em linhas horizontais. Homem que é homem não usa rosa.] Bobagens!

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Se o seu estilo pede algo diferente, se a sua vontade é de colocar no corpo aquela peça que você achou incrível, tudo bem! Por que não?! Que ótimo. Vai fundo! O pode ou não pode, na verdade, é muito mais legal quando ganha cara de deve ou não deve. Mas que, mesmo assim, tem sentido de “faça o que você quiser”, com a consciência dos resultados. E se ficar ruim, tudo bem… um outro dia é igual a um novo look. A meta final?! A felicidade! Clichê? Total! E daí? Desde quando o clichê é só ruim? Também podemos quebrar essa regra. Ser demodê também tem seu charme.

Acho o máximo mulheres confiantes. Homens cheios de estilo, então, sempre saem na frente. E tudo o que esses tem, de igual, é uma pequena dose de ousadia. O que vale para sair da zona de conforto e para viver em busca da sua felicidade e não em busca da felicidade que desenharam para o outro, ou para o momento – aquela que está nas vitrines, mas que amanha entra em liquidação. Conhecimento é sempre importante, vai sempre agregar e pode ser o caminho para um recomeço ou para se encontrar entre cabides e gavetas, mas fechar a porta da sua individualidade não deve ser uma opção.

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