Conversinha Fashion » 2015 » março
23 março 2015
Tropeços e insucessos

Se há uma chave para o sucesso, se é que há algum caminho ou orientação para conquistar o que se deseja, esse caminho só pode estar ligado à ter coragem e não temer a falha. A levantar a cabeça depois de cada tombo e seguir em frente, como uma criança que tropeça durante a brincadeira e, para não perder uma boa oportunidade de diversão, segue correndo e pulando – ainda que machucada e com lágrimas nos olhos.

fail

Os tropeços que levamos não são bem encarados socialmente. São carimbados, por muitos, como grandes fiascos, como algo inaceitável e que te coloca na prateleira dos incapazes. Se importar com tal concepção é aceitar um julgamento totalmente precipitado de quem muito provavelmente não consegue aceitar as próprias inseguranças. Mas, quando o julgamento parte de nós mesmos é preciso analisar o que realmente está por trás de tal sentimento… talvez a mania de sempre ter tudo o que se quis, essa que não prepara para o mundo real, no qual nem todos os sinos se dobram abençoando as nossas vontades. Ou então o pessimismo, que faz com que um momento ruim parece muito pior… Daí, a hora de partir. De se libertar de tais amarras. De pegar a falha como algo positivo e valoriza-la para aprender com os erros, colecionar paciência e se abrir, percebendo a chegada de novos ventos e das acertadas possibilidades.

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22 março 2015
Ser o que somos e se mostrar cada vez melhor

Entre relacionamentos e romances podemos nos perder e, como reflexo, abandonamos um pouco (ou muito) daquilo que faz da gente o que mais buscamos ser – vaidosas e confiantes, com a autoestima lá no alto e uma imagem que reflete nossa personalidade, gostos e vontades. Mais do que avaliar o que pensamos sobre nos mesmos é questão de sentir e de ser aquilo que podemos ser, exteriorizando em roupas, traços, formas, cores e detalhes de acabamento uma maneira de amor próprio que tanto alimenta aquela sensação de: “ei, eu estou aqui… e eu existo e sou incrível!”.

inlove

Ao quebrar um ciclo ou ver uma porta se fechar – até mesmo quando a realidade do bloqueio fica clara -, temos a oportunidade de mudar as regras do jogo, deixando de lado aquilo que nos acomoda… revertendo a situação, mostrando quem manda em si mesmo. Chega a chance de nos colocarmos novamente no comando e não mais em busca do que é mais simples, mais prático ou mais fácil (ou do que incomoda menos o terceiro). Na moda: a busca pelo conforto é o que aparece como mais raso e prático, escondido por entre desculpas mil… Não aquele conforto que serve de trampolim para outras características, mas sim aquele que esconde características que renderiam muito mais se fossem exploradas, seja a sensualidade ou o interesse pelas tendências. Só que aí é que está. Para que se esconder do mundo e de todos? Deixar-se embelezar e se mostrar atraente perante os próprios olhos e aos olhos do mundo é uma maneira de se valorizar e de dar as cartas. Aos que gostam e se amam esse cuidado estético nada mais é do que natural e esperado… afinal, é bom ver o seu parceiro bem – assim como a lógica contrária também deve ser válida. Recordações que provam que confiança no outro é a base para fazer tudo, em todos os sentidos, dar certo.

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13 março 2015
Pior que está, não fica

Pior que está, não fica. Até que fica. E você pensa que poxa, a vida deve estar de brincadeira! Mas não, não está. Aquela ideia de que o buraco é mais embaixo faz todo o sentido. Mas não no real significado da expressão, mais na lógica de que se a vida cavar mais um pouquinho e quiser te empurrar, ela consegue. Uma sacana! Te joga lá embaixo.

courage

Os tropeços, no entanto, estabelecem novos parâmetros para o significado do que é ruim. Então você percebe que os dias péssimos de ontem não eram tão horríveis assim. E os dias bons, mas simples, ficam muito mais incríveis. Um nascer do sol magnífico, em uma manhã simpática, de temperatura amena, passa a ser uma pequena conquista. Um trajeto realizado sem engarrafamento se transforma em uma vitória! Assim como um caixa eletrônico plenamente abastecido com as notas que você precisa vira algo legal. Tudo isso potencializado por mil! Cada coisinha que funciona é um suspiro de esperança para uma fase de bons ventos.

A verdade é que quando você perde o que você mais gostava, você descobre que aquelas perdas de ontem quase nada significaram. Amores que foram, pouco valiam; portas que se fecharam, não importavam tanto assim e, quem lhe trouxe ao mundo e já não está mais aqui, era o que lhe sustentava até nos piores momentos. Mas, mesmo não fazendo mais parte da rotina, continua vivo de uma maneira muito estranha, entre os pensamentos que ainda não se acostumaram com a partida, ou nos pedidos silenciosos de socorro, quando tudo o que você queria era aquela voz tão conhecida lhe dizendo para ter calma, que vai dar tudo certo. Foram estabelecidas novas regras. Regras diferentes, que ainda precisam ser assimiladas. E elas, querendo ou não – por pior que seja – tem um lado bom.

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11 março 2015
Limitações como um motivo para ir além

Atrever-se a perguntar, se arriscar, é não aceitar aquilo que lhe foi imposto. É perceber que não há motivos para se deixar levar pelos abismos que surgem na vida. Os que se destacam são aqueles que tem ousadia, aqueles que vivem confrontando as regras e que olham para as limitações como um motivo para ir além.

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Não há nenhuma razão para cair buraco abaixo somente porque os outros assim se entregam. Não há razões para afundar junto, para ver tudo desmoronar, sem fazer nada para tentar se reestabelecer. Se os caminhos daqueles que estão por perto não melhoram por uma razão ou outra, há de se procurar saídas estratégicas para algo mais interessante! Afinal, o que merecemos?!

Este atrevimento, de saber que somos dignos de algo a mais e que não somos só merecedores do que há de ruim – as respostas negativas, os “nãos” da vida – é o que define claramente como será o nosso futuro. É assim que trilhamos a nossa história. É a partir disso que saberemos se teremos, ou não, satisfação no nosso caminho. Afinal, quão louco teríamos que ser para deixar nossa vida nas mãos de quem não cuida, sequer, da própria história?!

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