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06 novembro 2014
“Magra” não é elogio

Desde quando “magra” virou um elogio?! Aparentemente, desde quando “gorda” virou a maior e pior ofensa imaginável para uma mulher. Avaliadas e julgadas pela aparência, somos praticamente obrigadas a nos vigiar dia após dia quanto ao que comemos e, também, quanto a nossa rotina de exercícios. Devemos seguir uma legião de musas fitness, admirar o corpo da moda – que muda de tempos em tempos, como a tendência da estação – e fugir, sempre, dos exageros eventuais, como se fossem crimes horríveis passíveis de punição drástica como a pena de morte. Em meio a este exagero, uma luz ao fim do túnel que lembra que, seja como for, o equilíbrio costuma ser a salvação e a saída desejada.

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O pior de toda essa situação é enxergar que a escravidão pela beleza e pelo corpo magro surge, basicamente, da convivência entre mulheres, pois para os homens já ficou bem claro que um pouco de carne não é um problema. Isso mostra, então, que a magreza está ligada à moda, às modelos esqueléticas e a ideia da mulher como um manequim para vestir e servir de mero cabide para itens de consumo. Por favor, somos mais do que isso.

Podemos e devemos ser a geração da saúde e da alimentação saudável, mas que não busca a magreza como qualidade. Podemos ser mulheres que fazem boas escolhas da moda e tiram do guarda-roupa peças que vestem o corpo, no lugar de querer transformar a silhueta para se adequar às tendências da temporada. Tudo isso com o direito de nos deliciarmos com as comidas maravilhosas que existem por aí… é questão cultural. Como viver abrindo mão de sabores tão maravilhosos?! É como abrir mão da música… desnecessário. Com isso, o melhor é buscar uma vida balanceada. Cada um com suas próprias regras, regras essas que moldam a autoestima elevada e a felicidade.

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