Conversinha Fashion » 2014 » setembro
22 setembro 2014
Pelo direito de não sorrir

O simples ato de sorrir carrega inúmeros significados e mesmo sendo o mais poderoso dos acessórios não pode ser encarado como algo obrigatório para ninguém. Acredito que cada um tem o pleno direito de não sorrir ou, mais do que isso, de sorrir apenas quando se tem vontade e quanto acha que o momento, a ocasião, a companhia ou seja o que for faz tal ato valer a pena.

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Há quem pense que o sorriso está necessariamente ligado à felicidade. Eu já penso que não. Tenho para mim que a felicidade é algo particular, íntimo, e seria muito raso resumi-la a um mero sorriso que pode ser facilmente manipulado. Além do mais, estar feliz é muito mais do que mostrar os dentes… é um estado de espírito que, muitas vezes, nem mesmo desejamos revelar.

Sou dessas que acha que o sorriso deve ser espontâneo, que deve ser puro e sincero. Que de nada vale ou importa fingir que há algo ali para comunicar quando o que resta é um vazio no peito. Sorrir apenas para cumprir a tarefa social – a obrigação de sorrir para as fotos, para a visita, para o desconhecido – é aceitar regras bobas. Afinal, muitas foram as vezes que já vimos pessoas sendo julgadas pelo fato de serem sérias demais ou de serem mais fechadas.

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Acho, no entanto, que se o sorriso não sai por timidez, talvez haja o que ser trabalhado no íntimo. Mas, se não há sorriso porque não há vontade de sorrir…. paciência! Tudo bem. Que ele apareça nas horas certas. Há charme também nos olhares sérios. Não há?! E existem inúmeras maneiras de sorrir. Fico me perguntando quando foi que passamos a ser avaliados como se apreciam os cavalos – pelos dentes. Ou seja, se escondemos os mesmos é porque temos algum tipo de problema?! O problema está em quem se incomoda com isso.

Isso vale muito – e especialmente – para o que muito dos homens pedem de suas respectivas mulheres. O tal do: “não vai sorrir?!”… ou “e essa cara fechada?!”. Será que ainda estamos presas à ideia de bonecas ou donzelas sem expressão verdadeira ou sem o direito de sentir algo legítimo?! Se quer me ver sorrindo, me dê motivos para tal. Ou então, talvez eu não queira sorrir hoje e queira curtir uma mini temporada de fossa. Cada um com suas maneiras de lidar com as mais diversas situações. É isso que nos faz diferentes. E é a questão de termos direitos – de sentir e de expressar seja como for – que faz de nós interessantes como somos.

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15 setembro 2014
Quando chega a hora de revisar o visual

Da mesma forma que de tempos em tempos sentimos a necessidade de mudar a decoração da casa, trocar as cores das paredes, encontrar outros móveis e alterar a disposição das coisas em cada cômodo, vez ou outra também surge na vida um desejo forte de reexaminar o visual. Bate aquela insatisfação com a imagem que carregamos. O problema percebido pode estar propriamente nas escolhas feitas – no que compõem o guarda-roupa – ou mesmo na maneira de combinar tudo… seja como for, resta repensar e recomeçar!

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No primeiro momento, é necessário tentar entender ao certo o que está incomodando no visual antigo. Entre tudo o que constrói uma imagem, estão formas, tecidos, cores, texturas e combinações, além da finalização, que são os acessórios e a parte de beleza (cabelo e maquiagem). Talvez, então, o impasse visual possa ser facilmente ajustado; senão, quando a adequação não é suficiente, o processo, completo se mostra a única saída e, daí, é preciso recomeçar.

Coletar referências é definitivamente um bom exercício para pensar o novo e a internet está aí, cheia de imagens incríveis para inspirar. As pastas de referência são uma ótima ideia, assim como painéis que podem ser organizados em ferramentas (incríveis) como o Pinterest – seja por tema, peça de roupa, ocasião ou mesmo de maneira genérica. Cada um tem o seu sistema. Daí, que vamos percebendo o que se repete e o que admiramos naquelas pessoas, no visual daquelas mulheres que estampam nossos quadros. Entender porque aspiramos aquela imagem, se é pelo jogo de cores, pela maneira que a roupa cai no corpo, ou pela mensagem que o look transmite, é o que vai dar dicas para o próximo processo, que é o da ação.

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Nessa brincadeira nada simples da ser o seu próprio personal stylist, de se analisar e ter a mente aberta para se redescobrir depois de um tempo acomodada nas escolhas rotineiras, é que surgem novas ideias. É aí que bate a importância de não se apegar ao que já não satisfaz e sair da zona de conforto. Afinal, não podemos perder tempo com escolhas erradas.

Nisso tudo, veja que uma imagem nova, um estilo revigorado, que carrega as mensagens que você quer transmitir – aquelas que combinam com o seu momentos atual – não vai estar necessariamente de acordo com as tendências do momento. E não há nada de mal com isso. Afinal, nem todo mundo se encaixa na forma do visual quadradinho das blogueiras que vestem um uniforme ou das meninas que estampam páginas de revistas vestindo roupas pra lá de previsíveis. Temos a mania péssima de querer essas roupas porque nos acostumamos a desejar o que vemos com larga frequência, o que é tido como “bacana”. Só que para mulheres, mulheres bem resolvidas, essa é uma dessas coisas que não combinam.

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Assim, quando chega a hora de revisar o visual, chega também a hora de aproveitar o momento para se desvencilhar das amarras que nos prendem ao que já é quotidiano. E o exercício trivial do vestir, ele que é tão ordinário (só que tão maravilhoso) nos dá novas chances de renascer… de dentro para fora, exteriorizando coisas da nossa personalidade que não podemos deixar passar só por preguiça ou por estarmos acomodados. Com ideias na cabeça e referências colecionadas, resta planejar e partir para as compras. Depois, é só praticar e explorar com total intensidade o tal novo – e mais pertinente – visual.

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