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23 julho 2014
Faxina virtual: liberte-se

Difícil saber o que é real em meio a uma vida repleta de amigos virtuais espalhados pelas mais diversas redes sociais. Entre tantos que publicam detalhes de sua rotina estão aquelas pessoas pelas quais nutrimos algum tipo de curiosidade indescritível. São aqueles que, para conquistar seus súditos, disseminam vidas fabricadas, feitas sob medida para se encaixar no padrão da perfeição, da rotina que em alguns momentos até mesmo lembra o cinema ou um seriado de garotas. São blogueiras de moda, saúde e beleza que entre dicas “imperdíveis” registram seu narcisismo – um Big Brother da vaidade.

real

Aos que sentem-se mal por não ter uma vida tão fantástica (como supostamente essas outras são), uma lembrança: pouco ou nada há de real nas postagens virtuais – principalmente as que estão veiculadas a anúncios publicitários. Sim, pode ser uma generalização. Mas, bem sabemos que é normal e até mesmo aceitável selecionar apenas o melhor do melhor quando o objetivo é colecionar curtidas e alavancas a popularidade (ainda mais).

Se, ainda assim, a ideia de uma imagem virtual fabricada não serve de consolo, uma faxina virtual cai bem. Um tipo de exercício que é quase um desapego do vício das blogueiras que, em parte, incitam o consumo e exploram a vaidade como uma maneira de conquistar mais fãs. Afinal, é por meio da exibição da vida pessoal que elas (e até mesmo eles) conquistam seus seguidores. Por tal razão, obviamente, divulgar algo pouco interessante jamais é uma opção. O belo, então, se transformar numa obrigação. Uma “ode à perfeição”, um planejamento de momentos ensaiados para gerar um bom resultado. De repente, o “sair bonito na foto” ganha um outro significado ainda mais cruel para quem sofre por não pertencer. Para adolescentes é um jogo muito perigoso.

Deletar da vida virtual essa sombra que gera mal estar e deixar nas redes sociais apenas pessoas reais, ou inspirações plenas de algo que lhe move e motiva, ajuda a entender que somos muito mais do que o que temos e nossa vaidade não pode nos escravizar. Nossas referências devem ser mais do que itens de beleza, tendências e rotinas de exercício. Não podemos nos deixar levar nem por uma pontinha de inveja de uma vida que parece boa pela tela do celular. Mas, acredite, nem tudo é como parece. Ainda bem!

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  1. PERFEITO!!! Ótimo texto reflexivo e escrito no momento certo. Parabéns, Amandinha! E viva à faxina. Com certeza será um troca bem mais saudável optar por estar/seguir pessoas reais.