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26 fevereiro 2014
O que importa é viver

Coraçõezinhos e joinhas acumulados pouco valem, ou não valem nada… na vida real, o que importa mesmo é sentir e viver

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Arruma aqui, ajeita ali e pronto: o momento perfeito foi registrado. Retoca aqui, melhora ali, com algumas alterações até mesmo o amigo virtual mais desconfiado é capaz de acreditar na felicidade fabricada. Por trás do celular, rostos sem graça, pessoas que pouco conversam, o retrato da solidão mascarado por um tempo de multidões solitárias que tentam se encontrar em redes que, por vezes, mais separam do que reúnem.

Não convence. O auge da felicidade registrado e publicado instantaneamente é tal falso como uma uma nota de três reais. A não ser que exista um espectador acompanhado a diversão alheia, há de se ter certeza de que a alegria real é tão gigante, tão pura e genuína, que não merece ser quebrada para ser aprimorada e congelada em fotos impecáveis ou vídeos ensaiados. São essas coisas que nos fazem pensar… a quem queremos enganar, agradar ou invejar quando nos preocupamos mais em dar satisfações a terceiros contando e mostrando sobre nossa vida, do que simplesmente vivendo e compartilhando o que realmente somos?! Como e por que chegamos a esse ponto no qual somos nós tão suscetíveis e carentes de curtidas vestidas de aprovação alheia? Penso que talvez o mais importante aprendizado desta era virtual seja o de se satisfazer com seus próprios sentimentos e emoções, antes mesmo de precisar procurar nos sinais de terceiros uma maneira de se sentir parte da turminha bacana do mundo virtual. Antes de fingir um sorriso, de reorganizar a mesa do café da manha ou simular um drink meramente para postar uma foto no Instagram, vale se deixar levar pelo que faz o seu coração bater mais rápido. A verdade é que os coraçõezinhos e os joinhas que se acumulam nas telas de nossos smartphones e computadores não valem nada – o que vale é viver.

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