Conversinha Fashion » 2013 » outubro
30 outubro 2013
Decor: apartamentos alugados

Maneiras fáceis de deixar a casa mais aconchegante e envolvente sem precisar realizar muitas interferências

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O sonho do lar bem decorado e aconchegante por vezes bate de frente com a dura realidade dos apartamentos alugados. Alguns contratos de locação proíbem interferências nas paredes; mesmo quando não é o caso, realizar mudanças em moradias possivelmente temporárias fazem com que não seja muito viável investir em algo que não é seu.

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Para deixar a casa aconchegante, alegre ou cheia de personalidade é possível apostar em alterações que podem gerar um grande efeito. Entre elas, vale pensar nos adesivos para azulejos – que já foram assunto aqui no blog. Eles mudam o tom do ambiente e, acima de tudo, deixam o local com mais identidade. Para evitar furos em paredes, prateleiras dão lugar à estantes interessantes, menos formais, enquanto os quadros saem das paredes e encontram lugar no chão ou mesmo apoiados em móveis.

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Outra dica legal é pensar nos acessórios. Cadeiras, poltronas, mesas de centro, almofadas entre outros podem ganhar cor ou textura. Fitas adesivas possibilitam colar fotos, papeis ou memórias nas paredes. Tudo isso para deixar o ambiente com a cara do dono. Vale pensar, também, em móveis fazendo a função de divisória entre espaços, como paredes. Os tapetes também servem para delimitar um ambiente e esconder possíveis pisos inadequados.

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Se a moradia é temporária, a ideia de fazer móveis sob medida se mostra totalmente desnecessária. Com isso, mesas e sofás gigantes, por exemplo, podem não funcionar bem em outra casa; vale focar nos tamanho mais tradicionais e, claro, pensar em armários ou estações que podem ser moduladas de maneiras diversas. Ai entra a criatividade. O legal é não deixar o cuidado com a casa para depois. Morar em lugar aconchegante é determinante, afinal, nossa casa é uma extensão do que somos.

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28 outubro 2013
Questão de escolha: pés no chão

Saltos altos são uma possibilidade, nunca uma regra; existem opções diversas para se destacar com sapatos baixos

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Andam dizendo por ai que mulher deve obrigatoriamente usar salto alto. Afirmam com categoria e em tom de regra que mulher que se preze não combina bons looks sem salto. Pura bobagem. A mulher confiante é aquela que faz seus looks a partir de suas próprias escolhas – suas vontades, e consegue se sentir bem, com a autoestima lá no alto, de qualquer jeito – seja ostentando saltos vertiginosos ou com sapatinhos baixos, presos no chão.

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Ligados à sexualidade, os saltos altos há muito escravizam a figura feminina. Já foram estudados sob diversas óticas, seja pela visão do fetiche ou pelo tom de poder – nos pés de homens, principalmente. A real origem é pouco conhecida. Pelo que se sabe, desde os tempos do Antigo Egito, e lá se vão 1000 anos antes de Cristo, o salto já era acessório conhecido, no entanto passou por inúmeras mutações de forma e significado que nos levaram ao momento atual. E a mudança continua. Para alguns mulheres, o uso é algo completamente natural, quase uma extensão do corpo, sem dor ou sofrimento; para outras, um martírio. Se você está incluída no segundo grupo, não se desespere! O mercado oferece uma rica gama de opções que substituem esteticamente o salto alto e, se você estiver confiante como deve estar, tudo funcionará bem.

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No dia-a-dia, na correria que tanto já conhecemos, a praticidade vem sendo a palavra de ordem. Tudo o que complica deve ser deixado de lado. Assim, belas sapatilhas, oxfords, mocassins, abotinados, entre outros, entram como opção. Sandálias retinhas, do tipo rasteirinha, são super charmosas e, muitas vezes, caem como uma luva em looks despojados e casuais. Na hora da formalidade, os sapatos – sem salto, mesmo – apenas pedem uma textura mais requintada, com brilho ou aplicação de pedrarias, para garantir o nível superior de elegância. Um bom couro, aliás, é uma ótima pedida. Os calçados com bico fino, por sua vez, garantem o prolongamento das pernas e, em tons neutros (semelhantes ao tom da pele) potencializam o efeito.

Sem medo, sem neura, sem se preocupar com o que dizem os supostos gurus da moda. Por vezes eles estão apenas reproduzindo uma ideia idealizada de beleza que muito se prende a visão da mulher como objeto, se matando para agradar o olhar masculino sem se preocupar com seu próprio bem-estar. Vista-se para você, pelo seu conforto e pela sua felicidade.

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25 outubro 2013
Sobre retoques e críticas

A busca pela perfeição esconde o medo da crítica; esta, por sua vez, alimenta o ciclo vicioso da beleza e do acúmulo de posses a qualquer custo

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A dieta da vez, a magreza sutilmente definida como tendência, os looks de academia como hit das redes sociais e o desejo por ser sempre perfeita – impecável – como desculpa para todo e qualquer sacrifício. Como motivação, as meninas lindas e bem vestidas que registram seus looks em rotinas cheias de festas, eventos, viagens e compras. Entre sorrisos, saltos vertiginosos, comprimentos encurtados e novas aquisições, críticas que analisam cada mínimo detalhe da pele, do corpo, do sorriso e da grafia. Como resposta, fotos retocadas e meninas cada vez mais perfeitas. No ciclo vicioso do ajuste seguido por elogio (lembrado por críticas), dois lados que não sabem bem o que querem. Se de certa forma estas clamam por perfeição, não suportam a ideia de nada o que saia do padrão estético esperado. A mínima gordurinha se transforma em motivo para risada, enquanto a perda de peso – seja como for, a custa do que for – arranca elogios que relacionam um grito de linda a outro de magra. Perdidas em suas próprias realidades, não suportam a opção de não pertencer a tal mundinho, detalhadamente fabricado para conquistar. O look, a viagem, a compra, a bolsa de grife, o corpo magro, a rotina de exercícios, a alimentação balanceada… tudo perfeito, para evitar críticas; já as críticas, para incomodar e saciar a revolta, a inveja. Neste ciclo totalmente desastroso, conceitos e padrões sendo construídos para a tortura de quem enxerga o quão longe a obsessão pelo tido como belo – e legal -pode chegar. Nas entrelinhas, muito do que não é real, do que é fabricado para agradar e, claro, vender, neste tempo do consumo e ode à vaidade.

22 outubro 2013
Para apostar em franjas

Femininas e boêmias, peças e/ou acessórios com franjas garantem a sensualidade do visual

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Roupas e acessórios com franjas são uma dessas tendências que nunca morrem. As franjas são sensuais e provocantes. Aparecem dominantes em peças diversas e, claro, nos detalhes.

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O toque folk, boho ou gypsy varia de acordo com a composição. Seja como for, as franjas ajudam a dar uma quebrada em peças clássicas e básicas. Basta compor sem medo.

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Entre os tipos diversos de franjas, existem as mais finas e as mais grossas/pesadas. Vale a regrinha básica de que quanto maior o volume, maior o peso visual – e vice versa.

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Caem super bem no lazer, em looks para a noite ou, nos acessórios, são mais versáteis. Como já aplicam certo peso no look, vale dosar os acessórios e maneirar o uso de texturas. As estampas, por sua vez, podem ser um ótimo complemento. Mas, acima de tudo, casa caso é um caso.

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18 outubro 2013
Quando o incerto é o certo

Não há motivo para se contentar com o que há para agora; novas escolhas são novas possibilidades

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Sem entender os motivos e sem saber bem o porquê, seguimos caminhos errados na tortuosa rota da vida. Levados pelo momento, tomados pela desatenção, deixamos nossas escolhas de lado e abraçamos o que vem pela frente, ocultando sentimentos que nos indicavam algo diferente, mais complicado, ainda que acertado. Na confusão das escolhas, na tempestade de obrigações, há uma luz que guia para um caminho diferente, que requer trabalho, dedicação, que, por vezes, pede por passos que parecem um retrocesso, mas tem perfume de acerto. Lá, logo ao fim do caminho, há uma luz que pisca e enche de esperança. E é lá que está o prêmio por ter tido a paciência de começar tudo de novo, e não ter medo do tal novo, de não ser sufocado pela incerteza de cada talvez. O resultado, como sempre, é incerto, mas em toda incerteza há a possibilidade para algo incrível, para uma nova fase fantástica, que é tudo ou bem mais do que o esperado. Aquela zona de conforto que sufocava dá lugar a um mar de força e esperança e é nele que está o desejo completo de ser o que se é capaz de ser. Sem pudores, sem medo, com vontade de ser o que se pode ser, alimentada por aquela faísca que se renova a cada pôr do sol.

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