Conversinha Fashion » 2013 » agosto
30 agosto 2013
Seguir a moda é necessário?

Referências de um tempo, as tendências são mais do que uma opção de compra

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Pensar em imagem é, automaticamente, pensar em moda. A moda é a fonte de referências e estilos para a indústria do vestuário, é o sistema que alimenta o ato diário do vestir e que, por suas características, serve como base para as características de um tempo. Na busca por estar sempre com algo considerado “novo”, atual ou moderno, as tendências são literalmente perseguidas por aqueles que gostam de ser uma referência. Mas, seguir a moda não é uma regra. No entanto pode e tende a acontecer de maneira natural.

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A verdade é que a grande maioria das lojas e das marcas, essencialmente as grandes redes de fast fashion, trabalham em cima da indústria da moda e coletam referências dos grandes polos mundiais do setor para despertar o desejo de compra e estar sempre alinhado com o que é considerado um retrato do momento ou da estação. Para os que compram e consomem em tais lojas é, por muitas vezes, inconsciente o processo de “seguir a moda” e, com isso, respirar este universo.

A moda, como ela é, não é uma regra, uma obrigação. É uma escolha. Mas, ela em muitos momentos passa a fazer parte de nossas vidas sem que nem mesmo tenhamos consciência disso. Ao escolher, por gosto pessoa, uma cor que é considerada atual ou ao levar para casa a modelagem do momento você pode estar, simplesmente, associando seu gosto pessoal (suas preferências estéticas) ao que as escravas da moda também usam – não por gostarem, mas pelo peso de modismo daquela peça.

Sendo assim, vale pensar e ter em mente que seguir a moda não é, e (acho eu) nem nunca será uma obrigação, mas é algo que está 100% ligado ao ato da compra, pois as fontes de roupa são alimentadas por tendências. Tanto é verdade que muitas vezes fica difícil encontrar uma peça superbásica entre as araras. A não ser que você aposte nos estilistas mais criativos e inusitados, como os mineiros Ronaldo Fraga e Elvira Matilde, a fonte de suas escolhas será, sempre, um modismo. O toque extra, de diferenciação ou estilo, fica por conta da personalidade ao combinar e, claro, da confiança para sair do modismo previsível de cada temporada.

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27 agosto 2013
Amiga da noiva

Dicas básicas para acertar na escolha do vestido de madrinha de casamento

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No dia do “sim” da melhor amiga, vale brilhar sem quebrar o destaque de quem é a dona da noite. Existem opções diversas, mas a questão é alinhar o seu estilo pessoal ao estilo da festa e o desejo da noiva.

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Regra básica: o branco deve ser evitado. A não ser que a noiva peça pelo tom, fuja também dos vestidos superclarinhos, passando por todos aqueles que possam parecer branco em algum momento. A noite é do casal e não há nada mais desagradável que querer chamar mais atenção que os anfitriões.

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Para festas diurnas, ou celebrações sem exageros ou requinte extremo, vale focar em tecidos levemente acetinados, modelagens longas ou na altura dos joelhos, e investir na beleza. O vestidos não precisa ser exagerado sempre. O penteado e a maquiagem, além dos acessórios, dão o toque final ao look e fazem toda a diferença. Sandálias de salto alto e bolsas pequenas são indispensáveis.

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Quanto ao comprimento do look, pergunte à noiva o que ela prefere. É indicado, para a noite, vestidos longos, mas se de comum acordo, a opção pode ser outra. O legal é que, atualmente, não existem regras rígidas para o visual formal.

Algumas noivas, aliás, gostam de indicar cores e formas. Respeite. Ao aceitar o convite, todas essas questões devem ser levadas em conta.

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Outra dica boa é apostar em costureiras para a confecção do vestido. Para muitas, investir algumas (muitas) centenas de reais em um vestido de festa não é uma opção. Então, o trabalho manual, sem grife – mas com qualidade – é um ótimo negócio.

Por fim, festas glamourosas pedem brilho. Aposte nos tecidos trabalhados, bordados, ou mesmo em joias (ou acessórios) exagerados. A noite é de festa.

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25 agosto 2013
Mulheres em busca de conforto

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Muito além das blogueiras e dos blogs de look do dia, existem centenas de milhares de mulheres que, dia após dia, travam reais brigas com seus guarda-roupas. Diferentemente dos visuais postados nas redes sociais, as mulheres da vida real não querem peças trabalhadas e produzidas para o dia-a-dia, saltos vertiginosos para o trabalho ou peças com comprimentos encurtados para as tarefas básicas da rotina. São mulheres que clamam pelo conforto. Mas, não querem um conforto fácil, preguiçoso, como erroneamente muitos pensam. Elas querem conforto com charme, feminilidade e, quem sabe, com toques de tendência em uma peça ou outra.

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São mulheres que não sabem e nem se preocupam em saber qual a peça chave da vez. Estão muito ocupadas cuidando de suas vidas e o lazer, para elas, passa longe da moda. Pode estar na arte, no cinema, em brincar com os filhos ou assistir um pouco de televisão. Moda nada mais é que a fonte primária do ato diário do vestir, mas não é, por isso, uma paixão obrigatória.

Não há nada de errado em tal realidade. Muito pelo contrário. O sistema da moda se alimenta da cruel busca pelo novo, da insatisfação, da corrida pelo que não temos e que alguém insiste em dizer que, teoricamente, precisamos ter. A bolsa, o batom, a cor, o corte… haja dinheiro e disposição. Ainda assim, muitas continuam firmes em seus universos e em busca pelo conforto. E como encontrá-lo?!

O conforto está no caimento perfeito, na roupa com o tamanho ideal – nem grande, nem pequena demais. Está no tecido de qualidade, que não pinica, não sufoca, não incomoda e é fácil de cuidar. Está na escolha de peças práticas, como os suéteres, as calças de alfaiataria, os vestidos de comprimento na altura dos joelhos e os oxfords e mocassins que nunca deixam na mão. Está em conhecer o guarda-roupa, em saber o que fica bem com o que; em entender que o básico não precisa ser avacalhado e que o charme extra pode ficar por conta de um mero acessório. No mundo das mulheres reais, há desejos muito mais fáceis de serem alcançados do que aqueles disseminados em algumas revistas de moda ou blogs de look do dia. E esta é uma tendência que vale ser disseminada.

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20 agosto 2013
A moda dos creepers

O calçado que, com generoso solado de borracha, virou tendência

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A moda tem suas pegadinhas. Muitas delas aparecem na forma de tendência, algumas vezes assimilada (e consumida) com pouco, ou nenhum, conhecimento. Uma tendência para a temporada é a dos creepers, estes calçados elaborados em tempos de guerra, na década de 40, pensados para soldados que precisavam de conforto e resistência. É destaque nos creepers o generoso solado de borracha que tende a ser justamente o grande problema estético do modelo.

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Com suas pegadinhas, a moda (leia-se as marcas) faz suas adaptações para melhorar e aumentar a chance de acerto de algumas peças estranhas. Com os creepers não foi diferente. Mudanças aproximaram o modelo de mocassins, ao receber solados de borracha mais grossos e aparentes, dando um tom de creepers. Entende?! E é seguindo tal lógica que o modelo pode funcionar no guarda-roupa e na vida.

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O creeper puramente dito é pesadão e dá um tom ora punk, ora retrô ao look. Para equilibrar as proporções, os modelos mais pesados pedem peças atuais, leves e até mesmo femininas para balancear o peso visual. Já os modelos que lembram mocassins ficam bem com peças de alfaiataria ou até mesmo com looks delicados. Não é uma tendência fácil, mas tudo pode funcionar com um pouco de boa vontade e disposição. Vale combinar um creeper com: short de comprimento mini, vestido fluido, leggings, calças afuniladas ou saias curtas. Boa sorte!

14 agosto 2013
Jaqueta: o jeito superfácil de usar

Peça versátil e atemporal, a jaqueta jeans aplica um toque casual no visual

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Símbolo de hippies, motoqueiros e punks (cada um em seu momento), a jaqueta jeans surgiu como roupa de trabalho, lado a lado com a calça jeans. Com os anos ela invadiu os mais diversos universos e passou a ser encarada como peça básica e super versátil.

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Por sua praticidade, a jaqueta jeans funciona bem nos mais diversos looks e aplica um tempero casual aos looks. O corte, mais acinturado ou larguinho, dá o tom da peça. Além disso, as mangas dobradas garantem um toque extra de casualidade.

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No look 100% jeans (calça + jaqueta jeans) o resultado fica superinteressante, principalmente quando trabalhado o contraste de tom e lavagem entre as peças. É legal pensar que uma pode ser mais escura enquanto a outra aparece mais clara. Bem legal.

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Por fim, a dica de realizar a interação entre uma peça pesada e a trama estruturada do jeans. Vale imaginar um vestido suave, fluido e feminino combinado com uma jaqueta jeans estruturada, ou mesmo um vestido justo e sensual com uma jaqueta quadrada. Inspire-se!

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