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16 abril 2013
Sem abrir mão da feminilidade

Na luta dos gêneros, podemos ter o que queremos sem abrir mão de nossa essência, sem deixar de lado o que é nosso

girlpower

A busca por atenção e respeito por vezes quebra a leveza e a feminilidade das mulheres. Isso acontece não apenas no ambiente profissional, mas também no universo dos relacionamentos. Lutando contra o machismo e buscando maneiras de sobressair em um mundo que, ainda, supervaloriza a capacidade dos homens, nós, mulheres, acabamos colocando em segundo plano características que podem ser a base da força para que possamos conquistar coisas grandes – cada vez maiores. É interessante pensar que percepção, criatividade, atenção aos detalhes e até mesmo o perfeccionismo que nos rodeia podem servir como ponto extra, transformado em voto de confiança. Colocando em segundo plano pequenos defeitos típicos do gênero feminino – como a hiper-valorização da crítica, o pessimismo e a tendência à picuinhas – conseguiremos nos destacar sem precisar abrir mão da nossa vaidade. Encontrar o equilíbrio é sempre a receita para conseguir se sair bem nos desafios da vida. As qualidades dos homens podem ser sim assimiladas, mas não precisam ser transformadas em regra ou, em sua totalidade, em essência. A tentativa é fraca e não convence. Além disso, não cai bem por não ser genuína. A luta por salários menos desiguais, por oportunidades similares ou mesmo por respeito ainda está longe de ter um resultado plenamente satisfatório, mas já encaramos melhorias, principalmente quando observamos, atentamente, o quanto já conquistamos nos últimos anos e décadas. O desafio, claro, é conciliar tudo o que conquistamos com as tarefas que já eram nossas, pois, na ânsia por ir além, acabamos acumulando múltiplas responsabilidades que não foram aceitas pelos homens. Repensar o quanto conseguimos, e até onde queremos ir, também é uma escolha pessoal. Vale não se escravizar pelas famosas “fórmulas da mulher moderna” e se sentir bem ao tomar suas próprias decisões, seja de abrir mão do trabalho para cuidar da família, deixar de lado a construção de uma família, ou mesmo exercer o papel de provedora da casa. A hora é boa. Cada uma com o mapa de sua vida nas mãos, decidindo como viver, para onde ir, mas sem se despir da sua essência.

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  1. Gabrielly
    22/04/2013

    Que Lindo seu texto! Descreveu de uma forma bem simples tudo aquilo que eu quero colocar em prática na minha vida. Adorei! Ah, e parabéns pelo blog!