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18 janeiro 2013
O mercado da beleza

Ditam um padrão de beleza (e vida) inatingível para que gastemos cada vez mais… e mais

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O mercado insiste em vender um tipo de beleza difícil, para não dizer impossível, de conquistar. Existem tendências para os cabelos, o corpo, o físico, que mudam de tempo em tempo. Aparentemente a regra é tentar impor um tipo de referência complicada de conquistar para que tenhamos que gastar cada vez mais para chegar ao menos perto de tal ideal. E, no geral, sofremos ou nos sentimos mal pelas dificuldades do caminho.

Fantasiando o ideal de saudável e possível, as marcas aprenderam a brincar com os consumidores e jogam de maneira arriscada, mas eficiente, ao insistir com a ideia de que aquele tipo de beleza é fácil de atingir – basta comprar um produto, ingerir uma capsula, passar por uma interferência estética ou mudar todos os seus hábitos. Mas, se fosse de fato real, não precisaria de tanta dedicação (e investimentos) e também não carregaria correções com programas de edição nas belas modelos escolhidas a dedo para ilustrar campanhas e ações de marketing.

Tudo bem, a publicidade não gosta de pessoas feias. Há de se entender. Mas, ao menos para nós (pessoas reais) deve haver um limite entre o possível e o impossível.

Assim, antes de se chatear por não conseguir seguir a dieta maluca da moda, ou por não poder comprar todas as tendências, vale entender que muitas das “dicas” e modismos nada mais são que imposições de consumo, para que gastemos cada vez mais. Fazem com que a gente se sinta feia e menor do que realmente somos para que possam despertar em nós o desejo urgente de gastar cada vez mais, e mais, e mais. E é um caminho sem fim, de insatisfação constante e profunda após a efusiva alegria de uma nova aquisição; ou da tristeza que surge ao ver desaparecer a esperança de beleza eterna ao se privar de tudo o que você gosta e sofrer com tratamentos desagradáveis para agradar ao mercado. Já pensou?!

 

 

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