Conversinha Fashion » 2012 » agosto
29 agosto 2012
A boa e velha camiseta

Ela é básica, e por isso indispensável; por agora, chega para ser o centro do look

Ninguém precisa de dica para usar camisetas, certo? Sendo assim, basta uma boa chuva de imagens com inspirações para aproveitar ao máximo essa peça que, mais do que nunca, está em voga.

Com estampa localizada ou lisa, as camisetas estão super em alta. O legal é carregar no peito uma mensagem que combine com você, com seu estilo (e com suas ideias) ou então apostar no básico liso.

Para o look não ficar muito largadinho, sem graça, não deixe de complementar o visual com bons acessórios, ou opte por peças mais interessantes (com textura ou modelagem bacana) para dar aquela temperada. O look jeans e camiseta é sempre legal, mas um grande colar ou uma bolsa coloridona dão aquele toque de personalidade. Sabe?!

E um ponto importante é que as camisetas despretensiosas não precisam e nem devem ser justas, coladas. O legal é essa modelagem soltinha, quase larga. Daí que cabem shorts de comprimento mini – eles que serão a peça da vez no verão – ou mesmo calças justas, bem afuniladas. Tudo, claro, dependendo da silhueta e do que lhe deixa feliz e contente.

27 agosto 2012
Cor com sabor menta

Com fama de tom pastel, o verde da vez é simples, simples, de usar e quer invadir o seu guarda-roupa

Entre a tendência dos tons pastel uma cor ganhou destaque: o verde menta, junto a variações da cor que pode aparecer mais clara, ou mais escura. Tais possibilidades alimentam uma básica combinação, que é o tom sobre tom.

A cor é leve, fresca, suave e por isso promete ser hit para o verão, quando tons fortes e pesados geralmente cedem espaço à cores mais delicadas ou claras. O resultado do uso vai variar muito de acordo com a combinação, mas a mistura com outros tons pastel reforça a delicadeza da cor enquanto o mix contrastante com cores fortes faz a peça com a cor em questão se transformar no centro das atenções.

E o verde menta também aparece combinado à cores vibrantes, com destaque para a ligação com rosa ou vermelho. A escolha contrastante deixa o look cheio de vida! Vale perceber que o verde mais lavado, o mais clarinho, conversa melhor com as peles claras, enquanto o menta mais forte é boa pedida para as morenas. Tudo, claro, vai depender também do contraste natural da pele.

A cor pode aparecer nos acessórios, mas ganha espaço mesmo é em peças, como calças, blusas ou vestidos. Para o look 100% menta, é legal pensar na variação de texturas, para evitar um resultado muito sem vida ou hospitalar.

Por fim, uma saída interessante é agrupar o jeans e o menta, fazendo com que o combo azul + verde quebre antigos preconceitos. Essas limitações para combinar, misturar e se divertir já não existem mais – coisa para nunca esquecer. E, por aqui, a cor em questão é pura versatilidade, funcionando até mesmo nos ambientes formais. Duvida?! Vale apostar que um look composto por calça social de tom neutro (seja qual for) combinado à camisa menta, com direito a um acessório mealizado, seria bem visto no escritório. Até mesmo um blazer nesse tom de verde passaria bem nos testes. É simples: em terra de verde bandeira, qualquer outro verde carrega fama de discreto.

24 agosto 2012
A vida é uma eterna espera

E talvez o mistério da vida seja saber esperar, com calma e paciência

Tempo é relativo e já ficou mais do que claro que quando se quer, é fácil encontrar formas de repensar a distribuição das horas para um melhor aproveitamento do dia. Trata-se de cortar o tempo gasto nas redes sociais, evitar a televisão, fugir do trânsito… No entanto, chega a ser cruel perceber que quando mais queremos aproveitar o instante, o tempo voa, e quando queremos virar a página logo, o tempo dura, as horas se arrastam de maneira inimaginável. A questão, sempre, é fazer as horas de tédio se transformarem em horas produtivas, nem que para isso seja preciso aprender a conviver com o ócio e com a solidão. O ócio, aliás, não deveria ser encarado como um grande problema, pois ele abre portas e, de maneiras diversas, pode ser a chave para refrescar a memória, para liberar os pensamentos para outras ideias e desejos. Ficar então parado, encarando o nada, talvez seja uma chance para enxergar tudo, para olhar para o mundo de outra maneira, como antes este era encarado. Sabe-se bem que com a mente livre de tantas informações, aberta para o novo, fica muito mais fácil assimilar coisas novas ou mesmo encontrar espaço para algo que saia do padrão. É aquela velha história de alimentar a criatividade e de buscar uma maneira de ir além, sabe?! Então que as horas de ócio sejam horas de ócio criativo, abrindo espaço para tudo o que vai acontecer em seguida. Que seja a chance para um caminho novo e, mais do que isso, a oportunidade de encontrar erros no trajeto e, assim, alinhar a história. E que as horas boas sejam aproveitadas ao máximo, alimentando boas lembranças.

23 agosto 2012
Jeans larguinho

Confortável, prático e despretensioso, o jeans “do namorado” não quer sair de cena e nos enche de motivos para não ser trocado

O boyfriend jeans já não é nenhuma novidade, e já apareceu aqui no Conversinha algumas vezes, em looks do dia, ou como tema principal. Mas, a tendência é super legal e de tão legal já ganhou lugar cativo no guarda-roupa de mulheres de estilos diversos, variadas idades e rotinas mil. Há de se perceber que o conforto de uma peça soltinha é tentador e por isso é muito difícil resistir à ideia, depois de tempos sofrendo dentro de jeans apertados e calças justíssimas.

A barra dobrada garante um toque extra de charme na produção. O truque quebra um pouco da seriedade das modelagens mais larquinhas e além disso ajuda na harmonia da peça no look como um todo. Vale perceber que as barras dobradas mais fininhas são menos agressivas que as grossas, e isso é importante para quem quer alongar as pernas ou mesmo para quem vai fechar o look com sapatos baixos, seja uma sapatilha, oxford ou mocassim. A barra dobrada mais grossa é mais despojada. Sabe?!

E na porção superior as camisas com leve transparência são uma super boa pedida. Mesmo soltinhas, larguinhas, elas não agregam muito peso visual, pois a leveza do tecido faz com que haja movimento, suavizando os volumes. Além disso o caimento fluido acompanha as linhas do corpo, ajustando sutilmente na cintura e acompanhando linhas de busto/quadril.

Outra boa pedida é investir no recurso das três peças, sendo calça larguinha + blusa + cardigan/blazer/casaqueto. O trio gera um mix super legal de requinte despretensioso, unindo universos que se deram super bem. Para quem fica com receio de ganhar peso visual com o jeans larquinho, vale focar nos modelos mais escuros e sem tanta lavagem. Com isso, a modelagem solta, ampla, esconde culote ou outras gordurinhas sem aumentar a porção inferior. Ok?! E, no mais, é experimentar sem medo. O perigo único é viciar.

21 agosto 2012
Volta ao tempo

Relembrando pontos e momentos da década que hoje é tendência de moda, estilo e comportamento

Um pouquinho de história da moda é sempre bom. Já é fato que os anos 80 são tendência e, com eles, volta a reinar (mesmo que de forma tímida) referências que já fizeram grande sucesso há algumas, não muitas, décadas atrás. Sabemos que a moda é cíclica.

Os anos 80 ficaram conhecidos como a era dos contrastes, reunindo consumismo exagerado, total dedicação a profissão e vontade de viver a vida loucamente. Extremos: essa é a palavra que define melhor esse tempo no qual a tecnologia japonesa avançava rapidamente e não haviam limites para novas descobertas – dos tecidos à bens de consumo. Ao menos assim se pensava.

Tudo começa com os baby boomers que foram criados e educados em uma nova perspectiva de vida. Work Hard, Play Hard. Trabalhe muito, mas se divirta mais ainda. Pairava no a pergunta no ar: por que economizar?! As coisas vão bem. Então, vamos gastar! Dressed for Success. Ou seja, havia toda um união de grande esforço com enorme merecimento; as pessoas se dedicavam intensamente  às suas profissões e até mesmo por isso compravam o divertimento e luxo, aplicado em coisas do cotidiano.

Como símbolo a década teve a figura do yuppie, leia-se young urban professional; veste-se em busca de poder e leva a vida com ambição e diversão. As mulheres abraçaram de vez as calças e copiaram ainda mais o look profissional dos homens, enquanto estes encontram os prazeres da vaidade. Para as ambiciosas garotas adultas, que querem seu lugar dentro do ambiente coorporativo, imagine ombros demarcados… enquanto isso os homens brincavam com detalhes mais ousados, como é o caso do sapato bicolor. Percebe-se nesse ponto o motivo dos ombros salientados, valorizando a silhueta triângulo invertido; tal forma ressalta poder, autoridade, vontade de ser vista em condições iguais aos homens… buscando não apenas remuneração semelhante mas também o mesmo respeito dentro das empresas nas quais estavam inseridas. Mas, o interessante é que a mulher não esquece sua feminilidade e se mantêm firme a seu gênero. (Leia-se Madonna que representa totalmente a figura feminina yuppie… ‘Cause we’re living in a material world, and I am a material girl’).

Relacionamentos instáveis e o comprometimento apenas com o trabalho geravam um novo panorama na sociedade americanas – que se reflete em todo o mundo.

Caminhando para a noite, que nunca acaba, figuras exageradas e enlouquecidas se aventuram nas formas godês, fofas, em silhueta balão e exagerada. Cores vivas, tecidos brilhantes, silhueta triângulo invertido de forma ainda mais arquitetônica, mas talvez não tão rígida. Vontade de curtir a vida, de aproveitar cada instante de um momento perfeito… com um corpo merecidamente perfeito.

Abraçando os excessos característicos da época está a febre do fitness e body building com roupas de lycra e extrema vitalidade. A vaidade masculina encontra seu auge ao mesmo tempo em que as mulheres parecem estar ainda mais preocupadas com o físico. Mulheres se masculinizam e homens encontram a feminilidade. Algo assim.

Os estilistas passaram as ser filhos do marketing, preocupando em transmitir uma imagem condizente com suas crenças. Entre exemplos de representantes dos yuppies imagine Giorgio Armani, Hugo Boss, Calvin Klein, Donna Karen e Ralph Lauren; já na onda do exagero Vivienne Westwood e Jean Paul Gaultier. Enquanto isso Azzedine Alaïa era ‘o rei do stretch’.  Ícones da época?! Inúmeros e extremamente importantes para quem quer entender o que se passava. Na música, Michael Jackson, Madonna, Prince e o enorme sucesso das séries televisivas como Dallas e Miami Vice, além de Star Wars e vários outros filmes que marcaram não apenas a época mas também a moda… Flash Dance, Dirty Dancing e Fame. Musicais e mais musicais. Essa década, mais do que as outras, precisava de trilha sonora.

Além do yuppies, pode-se falar do black movement dos anos 60 que ressurgiu como Black is Beautiful – principalmente na música e na dança. Imagine o break dance misturado a roupas de ginástica, nos estilo Adidas dos pés a cabeça (tendo também Reebok, Nike e tudo mais). Disso a onda caminha até a house music, mantendo o gosto pelo ritmo e pelo culto ao corpo. Não há como negar que durante a década o corpo ganhou muito mais vida, não apenas como cabide de vestimentas mas também como poderosa forma de expressão silenciosa (leia-se dança e moda).

Em meados da década de 80 a empolgação se quebra um pouco devido a doenças que se espalham… sem contar Chernobyl e o crescimento estrondoso do buraco na camada de ozono. No final da década, é o fim do luxo e da ostentação com o colapso da bolsa em 1987 (black monday). As pessoas deixaram de ser tão egoístas e passaram a se preocupar realmente com o futuro do planeta. Começava a guerra contra o uso de peles e também a necessidade de ajudar o outro… os chamados desconhecidos desamparados. Para tal, o Live Aid.

Com tudo isso, com esse enorme volume de informação que não chega nem a ser um pouquinho do que aconteceu é possível sentir de onde surgem essas inspirações que não estão apenas nas passarelas das semanas de moda que fervilham por ai… estão também, e já, nas ruas. Mulheres e homens cultuam seus corpos e se preocupam exageradamente com o visual; mulheres buscam se igualar aos homens trilhando um caminho muito mais longo do que se imaginava a três décadas atrás. O luxo está em todos os lugares e parece ser um mal necessário, disseminado por grandes grifes que vendem não apenas seus produtos mas também todo um estilo de vida que se faz mágico por entre as vitrines e editoriais. Séries televisivas são cultuadas e delas retiradas inspirações para vestir e portar. É claro, não se trata da volta dos anos 80 de forma literal… parece ser apenas uma nova onda que corresponde a um momento de certa forma semelhante ao vivido anteriormente. Ainda é muito cedo para prever o que vai acontecer, mas sabemos que a década de 80 não apareceu novamente de graça. Como sempre trata-se de uma resposta aos acontecimentos atuais. Os yuppies estão ai entre seus 40, 50, 60 anos vivendo seu melhor momento e loucos para influenciar mais uma era.

Este post foi originalmente publicado em junho de 2009, mas é super atual.
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