21 julho 2012
O brega reinventado

Como forma de expressão a moda oferece caminhos distintos, do brega ao chique

Um pertinente comentário na página do Conversinha no Facebook lembrou algo importante. Vivemos a era do brega reinventado. Sabemos que gosto é relativo, assim como os conceitos de beleza variam de lugar para lugar, de região para região. Mais que um fruto das imagens divulgadas pela imprensa, pela mídia, o belo é um reflexo cultural, é determinado como uma forma de expressão que seduz o olhar e cativa. Assim, o brega, caracterizado pela junção exagerada de cores, formas, texturas e detalhes, pode ser também uma forma de beleza, e esta, atualmente, está em voga. Calças douradas combinadas à jaquetas de pele (ainda que falsa) são facilmente encontradas na noite. Combinações explosivas de cores batem de frente com saltos altíssios, em calçados pesados complementados por outros acessórios igualmente marcantes. Nas unhas, cores e desenhos, que brigam por atenção próximos à relógios chamativos e pulseiras em sucessão. Do outro lado da via, camisas de tecidos finos conversam com calças limpas, respirando minimalismo e leveza. O que dizer?! Que, talvez, a moda de tão democrática está aí com opções para todos, como forma de expressão pura e simples – ainda que mercantilizada. E, no mais, nada mal considerar feia a escolha alheia, a decisão que o outro tomou sobre como se expressar visualmente. Sem dúvida, o brega foi reinventado. E que seja brega quem quiser ser. O que importa é se sentir bem.

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