Conversinha Fashion » 2012 » março
26 março 2012
Formal com vista pro mar

De olho na adequação quando a viagem de trabalho possui como destino um paraíso tropical – ou quase

Convenções, reuniões, eventos e lançamentos acontecem em vários lugares e, muitas vezes, o destino para tais tipos de eventos profissionais são resorts, cruzeiros ou mesmo paraísos quaisquer com vista pro mar. Se vestir de maneira adequada, sem pecar pela formalidade extrema ou mesmo o casual básico, pode ser um desafio. O importante é encontrar o equilíbrio para a construção de um visual leve e descontraído, mas ainda assim capaz de enviar as mensagens corretas de respeito e interesse.

Por mais que a vontade seja de pular direto todas as obrigações do planejamento e se jogar na piscina ou no mar, é essencial respeitar o cronograma e cumprir as tarefas que devem ser cumpridas. Por mais que seja uma pena trocar o sol, a brisa e a sombra fresca por uma cadeira desconfortável em uma sala com ar condicionado gelado, a “viagem” em questão só surgiu devido a tal tarefa. Assim, trabalho primeiro e diversão nas horas vagas, levada pela ótima sensação de comprometimento.

As roupas muito pesadas devem ser deixadas em casa e a mala pode ser construída a partir de peças clássicas, nos moldes da alfaiataria, mas em tecidos um pouco mais leves como o linho, voil ou qualquer algodão que seja leve a fresco. Esse cuidado com o tecido é importantíssimo. Camisas de manga comprida podem ser usadas de maneira um poucou mais informal, com mangas dobradas; no lugar do blazer tradicional, que também é interessante para os momentos “ar condicionado gelado”, vale pensar em coletes ajustados.

Nos pés, sapatos de salto, ainda que baixo, dão lugar a oxford, mocassim ou sapatilha. As sandálias também podem aparecer, preferencialmente as que não deixam os pés completamente expostos. Não há erro também em investir em bermudas e vestidos de comprimento na altura dos joelhos, o importante é não exagerar na hora de revelar o corpo.

Cores, estampas e texturas são uma boa alternativa para alegrar o visual sem precisar ousar ao extremo. No mais, o cuidado deve ficar quanto a atitude e o comportamento. Como já foi dito, seguir o cronograma é importante, assim como controlar os impulsos nas horas de confraternização e também segurar o rumo da conversa que, fora do ambiente diário de trabalho, tende a cair para fofoca e afins. Lembre-se que em poucos dias a rotina volta ao normal e tudo deve estar melhor do que antes.

As fotos são do lookbook da Richards

23 março 2012
Manter o ritmo de mudança

Para uma evolução permanente é preciso investir a longo prazo no que muda sua história

Em momentos específicos da vida sentimos a vontade, o desejo, de transformar algo em nossa vida, de mudar nossos hábitos e costumes. Essas mudanças, por mais pontuais que sejam, se arrastam durante certo tempo e podem morrer em meio as coisas da rotina, em meio ao que faz de cada dia apenas mais um dia. Mais do que isso, podem se perder em meio a outros problemas, afinal são muitas as questões na vida – trabalho, finanças, relacionamentos, filhos, amigos, família… No entanto, para que a evolução seja constante e marcante é necessário investir a longo prazo naquele determinado tópico que gera desconforto, longe de acreditar que o que é feito em um único instante trará resultado eterno.

Se em um momento bateu o desejo de mudança é porque havia, ou há, algo para ser mudado. Além de determinar qual o problema em questão é interessante, claro, buscar algum tipo de solução. Nada muda pela simples vontade de mudar, tudo requer esforço. Para os dramas eternos do guarda-roupa a solução está em análises, inicialmente, e logo depois na aplicação prática do que aprendemos. Cada um possui suas carências, com isso não há fórmula para vestir bem e/ou se sentir bem com o seu guarda-roupa. Mas, de toda forma, algo nunca deixar de ser verdade: devemos sair da nossa zona de conforto.

E assim, após uma semana, um mês ou um ano, é necessário avaliar as mudanças, analisar resultados e tentar descobrir o que sobrou para melhorar. Afinal, é um trabalho constante e permanente de amor próprio, e vamos regando nossa autoestima com coisas inspiradoras e informação.

21 março 2012
É hora de brilhar

Ninguém discute que o inverno será de muito brilho e textura. Certos excessos serão permitidos e até mesmo estimulados e, para tal, os acessórios são super práticos e eficientes pois não colocam em risco o equilíbrio do guarda-roupa.

Se pensarmos friamente, investir em acessórios diferenciados, coloridos, ousados, é muito mais simples do que adquirir blazers estampados, calças texturizadas e coletes com volume. Isso acontece até mesmo pela facilidade de brincar com os acessórios e inserir eles em meio as peças que já fazem parte do seu dia-a-dia, sem comprometer sua identidade visual – mesmo porque certas ousadias não agradam a todos e um sopro da tendência parece muito mais interessante.

Pensando em calçados os modelos com brilho e toques de glitter continuam despertando desejo e consquistando os corações. O acabamento inserido em modelos casuais como a sapatilha e o mocassim, ou mesmo trabalhado em despojadas rasteirinhas e requintados saltos altos e imponentes, deixa qualquer look mais interessante. A ideia pode ser trabalhada não apenas nos momentos de lazer, mas também no dia-a-dia daquelas que atuam em ambientes menos formais ou mesmo nos formais (em momentos específicos de trajes menos rigorosos).

Ao combinar os demais acessórios vale não se escravizar apenas por uma tonalidade de metalizado – seja prada, dourado ou cobre. A reunião de tons pode ser muito legal e mostra que não existem regras fixas para vestir. Mais importante que combinar é coordenar.

Todos os calçados que ilustram o post são da marca mineira Luiza Barcelos.

20 março 2012
Só pra constar…

Peças estampadas em tecidos leves possuem um efeito mais delicado do que o caracterizado por tecidos grossos, pesados. A observação é óbvia, mas deve ser sempre lembrada. O contraste entre desenhos e formas que cobrem o tecido, quando aplicados em superfícies suaves, é interessante e gera um efeito elegante.

Esse mesmo contraste gera um efeito ótimo entre corpo e roupa, tecido e pele. Quando há contraste de tom, o resultado é ainda melhor. Assim vale pensar que as estampas poluídas, cheias de informação, tendem a funcionar melhor quando possuem um tom que tem um certo contraste com as outras peças ou mesmo com o tom de pele.

A junção de estampas, por sua vez, gera uma certa confusão visual que é interessante e atual. Para funcionar basta que elas tenham tema semelhante ou cores que conversem. Simples assim. Pode ser ainda que uma estampa pareça a extensão de outra, um prolongamento, que liga as peças e gera harmonia.

Leves e lisos os tecidos colocam em evidência a forma, a modelagem, e com isso a roupa como construção passa a ser o destaque.

As imagens que ilustram o post são do lookbook da Zara.

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16 março 2012
Estampa Paisley

 Em temporada de estampas ela é o centro das atenções

De onde veio e para onde vai essa estampa não importa, e a história data de séculos atrás, mas o padrão paisley, famoso nos anos 70, está nas araras das mais diversas lojas e é uma das referências dessa temporada caracterizada não apenas por camisas e vestidos estampados, mas blazers e calças, quando não o look completo.

De origem indiana, mais precisamente da Caxemira, a estampa Paisley decorou durante muito tempo lenços e xales com desenhos que lembram folhas em curvas, posicionadas de formas variadas, por vezes em sobreposições. Essas folhas aparecem com curvas e detalhes que imitam nervuras e dão vida ao padrão que passou a ser considerado um símbolo hippie por seu sucesso no final da década de 60 e década de 70. Aplicado em cores diversas, ou na junção de tom sobre tom, a estampa paisley surpreende e prende o olhar por ser um pouco abstrata, gerando uma certa confusão visual.

A estampa cai bem em peças variadas e pode ser explorada nos mais diversos ambientes. Em camisas e complementos, como lenços, ela funciona no ambiente formal e pode ser combinada com calças de alfaiataria em tons neutros. Quando combinada a jeans, ou à calças de modelagem flare, com a boca larga, a referência da década de 70 volta a aprecer com mais força e com isso a pegada despojada, com toque de liberdade, fica em evidência. Sua mensagem, seu sentido, estará mais na forma com que for usada, na interpretação, no que no parão em si.

O toque psicodélico nunca se perde, nem em peças de seda, com corte tradicional. Talvez seja isso, esse leve exagero, que encante tanto no padrão. Em peças como saias ou vestidos de modelagem larga o padrão paisley salienta sua origem e a forma que consagrou a mesma há décadas atrás. Já em peças um pouco mais estruturadas, de modelagem rígida, sem fluidez, o padrão ganha ares de modernidade e com isso apresenta uma boa mistura de épocas e referências. O mais interessante é que na estampa o formato que remete a folhas representa a palma da árvore da vida e o significado é de prosperidade e plenitude – como uma renovação da vida. Não é por menos que fez sucesso com os hippies.

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