Conversinha Fashion » 2012 » fevereiro
10 fevereiro 2012
Toque de flor

Basta um detalhe para deixar a casa, ou um cômodo qualquer, com mais vida. Por vezes cores, formas, estampas e móveis mil não são capazes de deixar o local mais aconchegante. O que fica é aquela sensação de loja de decoração ou mesmo quarto de hotel. Falta algo um pouco mais real, menos impessoal…

Como solução para tal problema existem as flores que podem ser aplicadas nos mais diversos ambientes e, sem dúvida, alegram a casa – ou o escritório. Entre arranjos elaborados e delicados botões de rosa vale apostar naquela que combina mais com sua personalidade ou mesmo a que faz seus olhos brilharem! Trata-se de um cuidado semanal com ótimos resultados, que vale o esforço e o constante investimento.

São atitudes pequenas, hábitos, que geram ótimos resultados. São coisas que fazem valer a pena ficar em casa, curtir aquilo que realmente se transforma em um lar. As flores podem ser aplicadas em vasos inusitados, adaptados, entre livros, acessórios, produtos de beleza ou mesmo em um cantinho de muita visibilidade. Aposte nos tons que gosta e aproveite o perfume maravilhoso que fica no ambiente.

  • %
08 fevereiro 2012
Usando jeans com Wendy

A blogueira do Wendy´s Lookbook mostra em seus looks diários formas de deixar o look com jeans bem mais interessante

O jeans é curinga no guarda-roupa e por mais que não seja (e nem deve ser) a única peça interessante ele pode render vários looks legais. A blogueira do Wendy´s Lookbook sempre posta looks bonitos montados com calça jeans e da versatilidade de suas combinações é possíveis tirar várias dicas legais. Para começar vale ter no guarda-roupa modelos e modelagens diferentes, variadas, fugindo do uso viciado do mesmo tipo de peça que gera sempre um único resultado estético. A variação podem aparecer também nas opções de lavagem ou tom, dos mais claros aos escuros, passando ainda pelo jeans preto ou cinza.

Wendy define moda de uma forma que gostamos bastante aqui no Conversinha e que também é aplicada na Consultoria de Estilo. Para ela a moda é um meio de brincar com formas e cores para assim cobrir, ou vestir, seu estilo pessoal. “Fashion is a vehicle for me to play with shapes and colors in order to uncover my personal style”.  Suas combinações com jeans carregam variações profundas, caminhando desde o elegante, com toques de requinte, ao despojado e natural. O visual pode ser todo confortável, combinado a sapato baixo e blusa de malha, ou mais arrumadinho, com uma pegada mais formal, com presença de blazer e salto alto.

Assim, o jeans ganha vida e valor nos looks de Wendy. Há aquele toque de cuidado, de atenção, através do qual a imagem não é previsível. E o jeans parece ser inserido em contextos nos quais calças sociais, modelo alfaiataria, entrariam super bem. Assim, há um sopro ou toque de jovialidade em um visual que não é infantilizado – bem longe disso. Vale correr o olho nas imagens, pois o mesmo modelo de jeans aparece de variadas maneiras.

  • %
07 fevereiro 2012
Diferentes necessidades

Homens e mulheres são diferentes e essas diferenças ensinam, e muito

Há sempre aquela história de que pessoas diferentes tem necessidades diferentes. Em se tratando de gênero, de homem e mulher, essas necessidades são ainda mais distintas! Não há como comparar os costumes, hábitos e vontades dos garotos e garotas e, em se tratando de moda, essas variações são marcantes.

Mulheres gostam dos detalhes, das minucias, das explicações, de desvendar o que há em cada tendência, em cada possibilidade. No geral, gostam de passear pelas lojas, de procurar roupas legais, de fazer compras e de provar roupas. Até mesmo as mais arredias se rendem ao mundo do consumo vez ou outra, e se jogam em tardes de compras, entre sacolas recheadas de ansiedade. Já os homens gostam da informação direta, mastigada, da orientação quase que pronta e bem amarrada. Entre gosto pessoal e desejos pessoais/profissionais estão as orientações para escolhas que são realizadas sem grande dificuldade. São diretos e compram por necessidade, quase nunca pelo mero fato de levar para casa algo novo.

Assim, nas diferenças entre personalidade e desejo, estão também referências sobre o que é possível fazer, ou tirar, da moda. Essas diferenças aparecem também nas possibilidades oferecidas, nas opções encontradas nas lojas e também em tudo o que vemos nas ruas. Para as mulheres, não é difícil encontrar ideias para ousar. São muitas as opções e, mais do que isso, intermináveis as possibilidades. É possível brincar com detalhes mil, enquanto os homens precisam se esforçar para sair do básico sem cair no exagaero. Questões culturais moldam essas diferenças e, assim, o elementar fora do comum passa a ser razão de dificuldade.

Resposta ou solução para essas diferenças não há, e nem sequer há necessidade para tal. São diferenças que fazem parte do que cada um é e, assim, são impossíveis de se modificar. Porém, há meios para se inspirar nas qualidades do outro gênero para, de tal forma, facilitar ou melhorar a relação diária com as roupas.

As mulheres podem se inspirar na confiança masculina e também na agilidade para realizar decisões. Eles também são mais consisos, mais diretos, e por tal razão tendem a encontrar o acerto mais rapidamente. No entanto, as mulheres tendem a ser melhores na hora de sair da mesmice e, até mesmo pela paciência e insistência, consequem variar com mais facilidade. Gostam de brincar com coisas novas e, atentas as ousadias externas, conseguem se inspirar nos acertos alheios. Além disso, são corajosas e não tem medo de sair do básico.

É nessa mistura, nessa ideia de fazer algo novo, que encontramos um caminho para ir além. Escolha válida para quem quer tentar coisas novas e para quem sabe que há algo de bom nas diferenças.

  • %
05 fevereiro 2012
Borgony, vinho, borgonha

Extremamente fácil de usar, e combinar, o borgonha é a cor da vez

Sabemos que a moda sempre inventa, e reinventa, nomes para formas, cores, peças ou modelagens que já usamos há algum tempo atrás. Para os mais jovens, a existência de certas referências é até mesmo desconhecida, mas basta uma rápida conversa com qualquer pessoa de outra geração (ou amante de história da moda) para descobrir que aquilo que hoje é tão atual já foi sucesso há décadas atrás.

A cor do inverno, o borgonha (burgundy), é um tom de vinho bem fechado, que lembra bastante o antigo bonina… nome hoje pouco usado para esse vermelho profundo, pesado, dramático. O tom lembra sensualidade, assim como acontece com qualquer outra cor que passa pela casa dor vermelhos. Combinar é relativamente fácil, sendo que existem formas distintas de valorizar o look utilizando alguma peça dessa cor.

Mas, calma lá. Ainda estamos longe do inverno e podemos aproveitar a cor já no verão. Entre calças ou camisas o tom aparece nas mais diversas opções existentes no guarda-roupa – até mesmo nos acessórios, incluindo tons de pedras para brincos ou colares.

A mistura com preto ou branco é clássica e bem interessante. A composição, entre o borgonha e o preto (ou branco), ou mesmo o mix com as três cores, garante um look elegante, sendo que quando o branco é colocado como elemento principal o visual fica mais leve, enquanto o preto deixa o look um pouco mais dramático. Essa orientação, aliás, vale para qualquer tipo de composição.

A aplicação tom sobre tom também é muito interessante, e funciona para deixar o look menos fechado, menos sério. É ótima opção para as garotas jovens ou mesmo para as pessoas que gostam do look um pouco mais alegre. Utilize tons de rosa ou roxo, ou mesmo o vermelho puro, para brincar com essa ideia.

Entre outras opções, vale jogar no borgonha com bege, ou tons de creme, ou mesmo o borgonha com verde. A ideia pode parecer estranha, mas funciona muito bem. Os tons são quase que complementares no círculo cromático e com isso  gera uma composição bem legal.

O borgonha é um tom feminino e cabe muito bem no ambiente profissional, seja mais ou menos formal, pois é elegante por natureza. Ou seja: pedida certa para todas as ocasiões.

02 fevereiro 2012
Menos cobrança, mais inteligência

Tenha na sua autoestima um ponto forte para se sentir bem e feliz… simples assim


Não é simples abraçar uma autoestima elevada, uma sensação de bem estar e, mais do que isso, de estar livre, à vontade com o que somos e vestimos. A verdade é que nossa silhueta, seja como for, sempre esconde pequenos detalhes que são encarados por nós como defeitos. Por mínimos que sejam, por mais discretos e sem importância, esses detalhes são alimento para uma constante tristeza ou por uma permanente mania de focar na sensação de se sentir pior do que realmente se é.

Pois bem, nada disso deveria de fato afetar quem nós somos ou quem sentimos que somos. Cada dia, nós nos cobramos mais, como uma resposta a permanente cobrança imposta pela própria vida – visível nos modelos de beleza indicados pela mídia. Tudo bem; é válido dizer que a história, nos últimos anos, começa a ganhar sopros de novidade, de outros padrões, mas ainda assim a suposta valorização do natural, da beleza real, ainda é pintada por mudanças que dificultam muito a assimilação daquilo como realmente válido e palpável. São as meninas, cheinhas, que aparecem belíssimas em fotos de divulgação com suas peles perfeitamente lisas e suas curvas bem delineadas – sem nenhuma estria ou celulite. Como assim?! São essas referências que confundem nossa mente e que nos fazem surtar com um braço cheinho ou mesmo com coxas finas demais. Quem está fora do tal padrão de beleza que alia magreza à curvas, tão disseminado, é criticado e sente que possui apenas duas escolhas: abraçar a eterna insatisfação, e passar a vida se cobrando e se privando de muito do que gosta, ou relevar pequenos defeitos e aprender a valorizar o que cada um tem de bom.

É triste perceber como algumas das boas coisas da vida podem ser encaradas como loucuras, como crimes para quem cresceu com o peso de ter que ser um ícone de beleza. De repente, extrapolar um pouco na hora do almoço, ainda que em um dia especial, ou em um final de semana, passa a ser visto com maus olhos. Ou mesmo, se deixar levar por uma deliciosa taça de sorvete ganha conotação negativa, em um tempo onde toda comida deve ser light, leve, com poucas calorias. Aparentemente, viver pode ter perdido o seu sabor, o seu tempero, já que se entregar aos deleites do mundo é colocar em risco um padrão de beleza praticamente impossível de se alcançar. Sejamos realistas. É preciso encontrar um equilíbrio, descobrir o que pode ser feito sem colocar em risco a tal felicidade. Para viver de forma plena, talvez seja preciso abrir mão de um determinado manequim, mas isso não significa, necessariamente, que você está abrindo mão da sua felicidade. Existem formas mil, diversas, de valorizar um corpo, uma silhueta, e talvez seja necessário um pouco de tempo e mente aberta para perceber o que há de belo em você, sem contar todas aquelas qualidades que não são visíveis aos olhos – as que não se pode tocar.

Talvez, levar uma vida mais leve, com menos cobrança e com pitadas de liberdade alimentar traga consigo as vantagens de uma autoestima elevada, de sensação de dever cumprido e, com isso, felicidade. Talvez se aceitar como uma pessoa normal, longe da perfeição das modelos ou das atrizes (após banhos de correção nas imagens) seja a dieta para quem quer se sentir bem com seu corpo. Obviamente, cruzar os braços e abraçar exageros não ajuda em nada, mas um pouco de imprudência, em doses homeopáticas, é bom o suficiente para uma vida mais legal.