Conversinha Fashion » 2012 » fevereiro
22 fevereiro 2012
Baixinho, mas elegante

Mocassim, sider, buck, oxford… são inúmeras as opções sem salto além do mundo mágico das sapatilhas

Não é toda mulher que gosta, aguenta ou suporta um salto alto todo dia, dia após dia. Algumas vezes, ou sempre, o que faz a felicidade da mulher é a possibilidade de usar um calçado baixo que seja charmoso, que valorize a feminilidade e que seja confortável! Qual o crime nisso?! As opções são muitas. As marcas cada vez mais investem em bases que saem um pouco do padrão sapatilha, já batido, e entre modelos diversos surgem (ou reaparecem) opções tentadoras para rechear o guarda-roupa com sensação de bem estar. Nada mal.

Os calçados baixam conversam muito bem com todas as peças. Valem não apenas as calças, mas também os shorts, saias e vestidos que entram como opção para quem sair da orientação batida de usar saltos sempre que o look possui uma peça que quebra a silhueta em alguma parte – principalmente na linha das pernas. E para um visual arrumado, produzido, não são apenas os scarpins e as sandálias que funcionam. As sapatilhas já provaram que o solado reto é legal e que não é preciso estar nas alturas para ficar elegante.

Um pouco de cor, estampa ou mesmo textura vale como forma de valorizar a composição. Outra opção boa para ser pensada são os calçados em couro puro, bem tratado, que carregam um pouco da formalidade de alguns modelos de salto alto. O interessante é que existem opções para todos os gostos e estilos e não há desculpa para passar os dias da vida sentindo dores nos pés por conta de saltos desastrosos.

O comprimento um pouco mais encurtado, na linha ou acima da linha dos joelhos, garante silhueta alongada. De toda forma, quase todos os calçados aqui citados, entre mocassim, sider, buck e oxford, mostram bastante o peito dos pés e com isso criam uma linha longa nas pernas. Ótimo! Marcas como Arezzo, Santa Lolla e Richards são boas saídas para quem quer se aventurar nesse universo. O risco, claro, é não querer subir em um salto nunca mais.

17 fevereiro 2012
Um pouco de exagero

Não há mal no exagero e não há nada de inadequado em amar um pouquinho de confusão visual

Sabe a história de que a decoração de nossa casa é um reflexo do que somos e gostamos?! Pois bem, nem sempre somos adeptos a um estilo clean, limpo, leve, delicado e suave. Por vezes gostamos de algum exagero, de alguma forma de extravagância que faz com que o ambiente, ou o visual, fique um pouco mais carregado. Nada mal nisso.

Esse acúmulo de informação faz parte da construção da personalidade de quem viver por ali e pode gerar ótimos resultados em se tratando de decoração. Basta cuidar, ou observar, para que certos detalhes como harmonia e conjunto caminhem juntos para que o exagero de fato funcione.

Por vezes um grande número de cores, ou um amplo volume de formas e complementos, são capazes de gerar certa poluição visual. No entanto, essa poluição visual pode ser interessante se reúne elementos e detalhes que deixam o morador alegre. Não é isso que importa?! Há como encontrar beleza em qualquer tipo de ambiente, de inspiração, mas para tal é preciso estar aberto e saber formas e macetes de potencializar uma ideia e, assim tirar o máximo dela. Jogar tudo em algum lugar, de qualquer jeito, acaba transformando a referência em bagunça. Exagero e bagunça são histórias bem diferentes.

São quadros grandes que se misturam a elementos de iluminação e conversam com prateleiras decoradas, longe das linhas lisas e limpas. São tetos rebaixados com detalhes e marcas diferentes, complementados por pisos coloriso ou tapetes que se misturam a cadeiras e sofás forrados com cores ou estampas vibrantes. São, ainda, flores que disputam espaço com elementos tecnológicos ou mesmo murais repletos de ideias e recortes interessantes, tirando das gavetas coisas legais que, por uma ou outra razão, ficam guardadas e escondidas em um local que deve ser considerado um lar e não apenas uma página de revista de decoração… E não me canso de repetir isso por achar que é mais do que verdade! =)

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15 fevereiro 2012
O mapa da felicidade

No mapa da vida há um gps sentimental que possui as coordenadas até a tal tão sonhada felicidade

A vida é cheia de chances, de oportunidades, de recomeços. Há o tempo da vida, o tempo de Deus (para os que acreditam) e o tempo do próprio tempo… se são diferentes? Não há como saber ou dizer ao certo – seria sabedoria demais em um mundo onde somos parte pequena, ínfima, de um todo, mas sabemos que há muito mais do que conseguimos entender ou dizer.

As vezes é difícil imaginar anos como dias, como uma pausa entre algo que momentaneamente deu errado, mas poderia ter dado certo. As vezes é complicado aceitar que aquele tempo era necessário, importante para que as pessoas pudessem perceber a importância de uma e da outra na vida um do outro. Mas, de toda forma, esse tempo ensina e, com outras vivências, mostra como cada experiência possui seu valor e que se duas pessoas vivem se reencontrando, é porque há algo de especial naquela história. Pode haver o que era para ser, ou pode haver o que não era nada… não há como saber.

Não há como negar. Coincidências são meros presentes do destinos, são orientações do mapa da vida que tenta, insistentemente, nos levar até a felicidade. Vale seguir esse gps sentimental e, daí, chegar na tal felicidade que, mesmo que temporária, é maravilhosa! Vale cada segundo, cada sorriso, cada abraço, cada troca de olhares que vem cheia de carinho… desses sentimentos que são raros no tempo das relações superficiais. Por isso, vale tentar de novo. Vale tentar sem medo para que, quem sabe, o desfecho seja o tal final feliz. A vida é feita de oportunidades e, em alguns casos, essas surgem após momentos de turbulência, de sofrimento, que apenas abriu caminho para algo mil vezes melhor e mais sincero.

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14 fevereiro 2012
Revelar sem entregar

Ser sensual é brincar de mostrar e esconder, de revelar sem entregar

Pode-se dizer que muitas mulheres querem ser sexy, mas quase nenhuma quer ser vulgar. São ideias diferentes, são histórias distintas. A sensualidade está na capacidade de provocar sem mostrar demais, de insinuar sem entregar tudo de mão baixada. Já a vulgaridade está no descuido de deixar tudo em evidência, eliminando todo o clima de mistério que favorece a situação de envolvimento.

São cores, texturas, fendas, transparências e detalhes da maquiagem que deixam uma mulher mais sexy. Além disso, algumas são naturalmente sensuais, seja pela forma de andar, pela maneira de movimentar, pelo sorriso ou por qualquer hábito ou costume que chame atenção de homens e, também, de mulheres. Não há como negar que certas mulheres literalmente param o quarteirão. São essas, aliás, que devem cuidar para não passar do limite… para não cair no exagero.

Na busca pela sensualidade a regra que mais vale é a de mostrar um ponto do corpo e, obviamente, esconder o outro. Pernas, braços, bumbum, barriga, se tudo é exposto ao mesmo tempo o resultado será, obviamente, péssimo! O corpo, como elemento, como linguagem, deve ser coberto de forma a enviar as mensagens que mais combinam com nossos desejos. São escolhas. E tudo bem em querer ser fatal uma vez ou outra, para um encontro, para um jantar, para uma noite especial… aproveite as opções que a moda oferece.

E nada mal em brincar com peças justas, curtas, coladas, de tecidos e detalhes que lembram o universo do fetiche. Esse jogo, aliás, é perfeito para quem quer, por alguma razão, chamar um certo tipo (específico) de atenção. Basta saber fechar o look com cabelos elegantemente jogados ou mesmo com acessórios delicados, já que brincar com elementos sensuais é diferente de se fantaziar de mulher fatal.

A blogueira que ilustra o post é Jessica, do Hapa Time, sempre sexy sem ser vulgar. Tudo bem que este estilo combina com a personalidade dela, com o estilo, mas pode ser explorado por qualquer pessoa. Basta brincar com comprimentos encurtados aliados a saltos finos ou sapatos abotinados, ou mesmo jogar com tecidos que incitam o toque ou looks que mostram ombros e costas, como se fossem cair (e revelar a nudez) por acaso. Claro que nada disso acontece. Conquistar e seduzir é brincar de insinuar… brincar com os olhares e com as sensações.

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12 fevereiro 2012
Pensando além das lágrimas

Na eterna busca pelo amor, razão e amor conversam mas não se entendem e, assim, alimentam a incerteza

Perder um grande amor, para outra ou para o mundo, dói como perder uma parte do próprio corpo. Dói, literalmente dói. É como se algo estivesse sendo arrancado de você a força, sem anestesia, sem pré operatório. E, com isso, sofremos. Choramos, nos revoltamos, gritamos, brigramos, sofremos como se não fosse possível sofrer mais. Entre as muitas palavras de apoio, nada parece ser útil ou suficiente. Todos os discursos repletos de elogios carregam um pouco daquela dúvida quanto ao real sentido de tudo aquilo, quanto ao real significado daquela história. Se há, de fato, tantas qualidades em mim, ou em você, por que algo assim acontece?! Não há explicação. “Amar, assim como ser moral, significa estar e permanecer em um estado de perpétua incerteza”. Nunca sabermos o que vai dar certo… e é essa incerteza que alimenta a esperança, ou a falta dela.

Nesse contexto, as melhores palavras, as mais inteligentes, sensatas, realistas, podem vir da pessoa que você menos espera. Podem vir de alguém que já te magoou, que já lhe fez sofrer (ainda que menos) mas que conseguiu com serenidade, diretamente na ferida, lhe lembrar do real sentido de cada decepção. Trata-se de uma passagem, de algo que provavelmente aconteceu para o bem, para o meu (ou seu) bem. Ansiosos por conquistar o que queremos, por chegar onde queremos, acabamos nos esquecendo do que realmente importa,  cobrindo defeitos grandes naqueles que um dia amamos – ou ainda amamos. Estes aparecem com mais clareza quando a tempestade passa, e acordamos para o simples fato de que sim, era pouco demais – ou não era o bastante. Ansiosos por um futuro feliz, sofremos muito e sofremos pelo tanto que dedicamos, pelo tanto que colocamos na mesa. Mas, quer saber, é como me disseram… o mal pode ser cortado antes que vire algo pior e daí há a esperança por dias melhores, por amores maiores (e estes sim, eternos). É o que faz nascer novamente a esperança. Não devemos desistir do amor… devemos, por sua vez, acreditar que há algo de mais incrível para aparecer. Cada pessoa que sai da sua vida é alguém que deixa a porta aberta para outra pessoa e, essa outra, pode sim ser a pessoa certa. Assim como me lembraram, não devemos buscar apenas relacionamentos… se o que queremos é algo mais completo, eterno, devemos estar prontos para deixar o que é passageiro ir e, assim, dar espaço para algo que não se transforme em pura decepção no futuro.

“O amor teme a razão; a razão teme o amor. Cada um tenta viver sem o outro. Mas sempre que o fazem, o problema fica guardado. Esta é, na sua expressão mais breve, a incerteza do amor. E da razão”. Entre seguir a razão e viver plenamente o amor podemos encontrar um meio termo, um ponto que abrigue dois universos tão distantes. Entre sentir e pensar, a junção de tais mundos cai como uma resposta perfeita ao que pode ser a receita para a felicidade.

Trechos retirados do livro “A Sociedade Individualizada – vidas contadas e histórias vividas”, de Zygmunt Bauman