Conversinha Fashion » 2012 » janeiro
23 janeiro 2012
Como uma folha de papel manteiga

Relacionamentos são frágeis como uma folha de papel manteiga, delicada ao extremo que se rasga com qualquer movimento um pouco mais brusco, com qualquer deslize. Uma vez que a folha se rasga, é difícil reparar – quando não impossível. Fazer remendos é a solução mais simples, no entanto a saída, quase que urgente, deixa marcas visíveis que tiram muito da beleza e do encantamento da folha que uma vez foi perfeita. Ainda assim, é o que acontece.

Os estragos acontecem com o tempo, aparecem com aquilo que faz parte do dia-a-dia, entre deslizes que tentamos ignorar – ainda que sabendo da possibilidade. Não são todos aqueles que cuidam ao extremo do que tem, que guardam com cuidado, que zelam… que dão carinho e atenção. As vezes, pela simples emoção de ver o que acontece, a folha é deixada próxima a copos de água, ao lado de uma janela aberta, como se a tentação ao desastre fosse grande demais para resistir. São os amigos que esquecemos, os colegas que respondemos com falta de educação, os familiares que ignoramos ou os amores que substituimos por relacionamentos passageiros. Falhas, tão óbvias, tão ridículas, que cometemos dia após dia.

Ainda assim, os detalhes sobre como os relacionamentos se “rasgam” não importam tanto. O que vale é dar um tempo, medir estragos, investir em algo novo ou mesmo deixar que as coisas voltem ao seu lugar. Talvez isso aconteça com uma substituição, colocando no lugar algo que tenha a mesma função, a mesma textura, a mesma utilidade… que seja a mesma, mas renovada, caso os cuidados sejam aqueles devidos, esperados. Erros, falhas, acontecem… as marcas nunca desaparecem, nunca serão esquecidas, mas podem ser colocadas em segundo plano – sem desejo de vingança, saída que nada resolve. Basta saber se vale a pena. Basta se amar mais e fazer suas próprias escolhas, sempre de olho no que o mundo tem para lhe oferecer.

21 janeiro 2012
Chuva de Imagens

Inspiração nunca cansa e imagens legais nunca são demais

Falando em ousadia, em sair da zona de conforto, existem algumas (muitas) opções para tal. Não é preciso fazer algo de super chamativo, de extremamente absurdo para ter um visual um pouco mais moderno. Com pouco é fácil conseguir muito.

Misturas de cores próximas, que nem precisam ser avaliadas como blocos de cor, entram como uma possibilidade. Vermelho com rosa, azul com roxo, verde com azul… todas essas junções saem de uma mesma casa, de uma mesma fonte. Assim, a brincadeira com cores, em modelagens limpas, é uma boa escolha.

A mistura de estampas, ou estampas com textura, volta a aparecer. Aqui a ideia é um padrão chamativo, marcante, em contraste com acessórios (seja cinto ou pulsseiras) também marcantes, que sobressaem.

No mais, detalhes que por alguma razão funcionam. A calça curta com sapato vermelho é um charme. A camisa de póa com saia de estampa floral agigantada, e sapatilha amarela, é bem legal. Ponto também para o mix de bicho com listras, ou a brincadeira entre calça com bolsos e bota na porção inferior combinada a blazer e regata na porção superior (casual x chique). Legal, não? Mais legal é aplicar isso na vida e tirar máximo proveito do que há no guarda-roupa.

18 janeiro 2012
Por um guarda-roupa mais criativo

Algumas vezes o que falta ao guarda-roupa não são roupas, mas sim criatividade

A decisão de abrir mão de certas peças do guarda-roupa é muito difícil e delicada. Muitas vezes o desapego não é a solução para problemas ou incômodos que prejudicam a rotina diária, e necessária, do vestir. Bem além da ideia de abrir espaço entre roupas realmente importantes, que são usadas, há também dois outros pontos que dificultam a limpeza no guarda-roupa. Há a questão do forte caráter emocional que certas peças guardam e também o alto investimento que foi dedicado as roupas. Quebrar essa barreira do emocional e financeiro é muito importante, mas por vezes não é o único ponto indicado ou a única saída. As vezes as roupas não são mais utéis por outras razões; entre essas, existem muitas que estão em ótimo estado e que podem ser aproveitadas com um pouco mais de criatividade ao sair do padrão utilizado dia após dia ao brincar com looks diferentes, ideias novas em meio ao uso viciado de determinadas composições.

Para todas essas possibilidades de falhas ou dificuldades ao vestir existe algum tipo de solução. Basta, antes de tudo, descobrir e interpretar qual o problema. Em caso de pouca criatividade pode-se pensar em “atacar” primeiro a fonte de informações, enriquecendo a bagagem visual com referências e inspirações mil. Pouca criatividade não é um problema difícil de ser solucionado, mas para tal é necessário quebrar a barreira que limita a construção de ideias novas e interpretações variadas. Trata-se de ousar, de ir além, de ter um pouco de coragem para tentar algo novo.

E onde estão essas inspirações? Estão em todos os lugares. Mas, para quem ainda não está treinado para coletar referências visuais vale apostar em revistas, sites e blogs repletos de looks e ideias. O cinema também é uma excelente referência, cheio de personagens que, por vezes, parecem trazer exatamente o que gostariamos de ter como visual. A construção de um book de referências, seja ele virtual ou material, é a porta para um novo momento, com novas ideias e mais coragem para ir além.

Um exercício interessante e simples é o de recortar, colecionar ou reunir imagens de looks, peças ou mesmo combinações de cores que fazem seus olhos saltarem, que atraem a sua atenção. Em um primeiro momento essas ideias podem até parecer improváveis para você, mas se eu olhar ficou preso naquela imagem por alguns instantes é porque de fato há algo nela que lhe tocou. Na hora de aplicar as referências o receio de ser mal visto, ou de se sentir mal, pode ser uma barreira para sair da zona de conforto (tão prejudicial em todas as esferas da vida). Por isso, é bom agir com coragem e experimentar sem medo, sem timidez, e sem o ato falho de se deixar levar pela insegurança e correr de volta para o guarda-roupa e vestir aquela roupa batida que nada lhe acrescenta.

17 janeiro 2012
Além do padrão

Nem sempre os looks precisam ser combinadinhos, com peças casadas pela coordenação de cor ou estampa. Sair do padrão, do óbvio, do esperado, é muito interessante e válido. É essa ousadia que garante a versatilidade do guarda-roupa e que permite que as peças sejam super bem aproveitadas.

Misturar estampas, por exemplo, já deve fazer parte da vida das mulheres/meninas de estilo criativo, com um mínimo de ousadia. O look ganha um tom chamativo, mas ser notada não deve carregar um tom negativo. Para tudo há uma ocasião, uma hora adequada.

Combinar texturas, por sua vez, é menos ousado do que combinar estampas e por isso pode ser explorado nos mais diversos momentos da vida, incluindo no trabalho. Bobagem é pensar que há algo de ruim em tal ideia, que acrescenta tanto ao visual.

Os looks são do lookbook da Shoulder.

15 janeiro 2012
Quão alto voar?

Se você quer voar alto, você deve se livrar de tudo o que te puxa para baixo

As conquistas alheias, materiais, profissionais ou pessoais, não devem ser razão para desânimo ou tristeza. Elas devem ser encaradas como elementos motivacionais, como ideias e inspirações para ir além, para ousar mais e sair da zona de conforto que elimina chances brilhares de ir mais longe, de voar mais alto. Voar, crescer, aliás, é uma escolha pessoal. As vezes é preciso dizer adeus a pessoas, hábitos ou costumes negativos que nos jogam para trás, que nos tiram do crescimento; por vezes, porém, somos nós nossos próprios fantasmas e, com isso, não conseguimos nada além de raiva e decepção ao ver outras pessoas abraçando aquilo que queríamos para nós.

Ora, nunca é tarde para mudar. Se você quer voar, você deve se livrar de todas as coisas ruins que te puxam para baixo, que te sugam. É saudável e revelador mudar sua atitude, em todos os sentidos. Pensamentos otimistas e palavras como “eu vou”, “eu quero” podem sim servir como impulso, como trampolim para ter tudo o que você quer ter – e ser. Ser feliz sempre é uma escolha, assim como é uma escolha se realizar profissionalmente, encontrar um grande amor, comprar o carro dos sonhos ou fazer a viagem idealizada. Já pensou que o mundo parece ajudar quem quer ser ajudado? Vale criar suas metas, sonhar, desejar e, assim, concretizar, lembrando-se sempre de que nada é fácil, mas isso faz de cada conquista uma realização, um banho de felicidade e sorrisos ao ver ou sentir aquilo que você tanto quis! Sejamos otimistas e, com cautela, ambiciosos. Por que não?!

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